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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Resultado de "Pack Policial da Editorial Planeta"

E chegou ao fim mais um passatempo!

Quero agradecer imenso à Editorial Planeta e à Vera do 4U Atelier pelo apoio e a todos que publicitaram este passatempo nos seus blogs e fóruns.

As respostas são:
1) Dezoito meses.
2) Perto de uns degraus no Grande Canal.
3) Agatha Christie.

E o vencedor, escolhido através do site random.org, é:
49 - Bruna Isabel Matias da Cunha

Parabéns ao vencedor! Espero que goste deste livrinho!

Resultado de "O Espião Português" (autografado)

E chegou ao fim mais um passatempo!

Quero agradecer imenso ao autor Nuno Nepomuceno pelo apoio e a todos que publicitaram este passatempo nos seus blogs e fóruns.

As respostas são:
1) Ministério dos Negócios Estrangeiros Português.
2) 1ª Edição Prémio Literário Book.it.
3) Novembro, 2012.

E o vencedor, escolhido através do site random.org, é:
70 - José Luís Magalhães Matos

Parabéns ao vencedor! Espero que goste deste livrinho!

Resultado de "Pack de Ficção Bizâncio"

E chegou ao fim mais um passatempo!

Quero agradecer imenso à Editorial Bizâncio e à RaquelCollin pelo apoio e a todos que publicitaram este passatempo nos seus blogs e fóruns.

As respostas são:
1) Steve Watkins.
2) David Reubeni.
3) O Olimpo dos Desventurados é um descampado entalado entre uma lixeira pública e o mar, onde se decompõem ao sol deuses caídos.

E o vencedor, escolhido através do site random.org, é:
33 - Andreia Sofia Martinho dos Reis

Parabéns ao vencedor! Espero que goste deste livrinho!

sábado, 24 de agosto de 2013

Entrevista a Soraia Pereira


Fala-nos um pouco sobre ti.
Antes de começar, obrigada Vanessa pela entrevista. É sempre um gosto poder contribuir com projectos dos blogs. Obrigada também pela oportunidade de divulgar o meu trabalho enquanto escritora/autora junto dos seguidores do Bloco de Devaneios.
Para quem não me conhece o meu nome é Soraia Pereira, tenho vinte e seis anos, sou do signo capricórnio e sou do norte, mais precisamente do Minho. Nascida, criada e residente em Guimarães. Por regra sou uma pessoa bem-disposta, divertida e extrovertida, mas como todas as regras por vezes têm de ser quebradas, também tenho os meus dias não. Adoro cães e gatos, tenho um de cada neste momento. Adoro conversar, estar com os meus amigos. Adoro praia, piscina… bem, adoro água! Sou super fã do Verão. Mas a minha paixão verdadeira são os livros! Amo ler.

Como surgiu a escrita na tua vida?
Para mim escrever não é um sonho que traga de pequena. Ao longo do meu crescimento recordo-me que quis ser imensas coisas: veterinária, médica, arquitecta, professora… mas nunca escritora. Nunca me passou pela cabeça escrever fosse o que fosse sobre o que fosse. Até que um dia, ali perto do final de 2009, numa tarde de absoluto tédio no meu antigo local de trabalho me lembrei de abrir uma folha de word e comecei a debitar as ideias que me foram surgindo na mente. Por puro divertimento, Pura diversão. Sem stresses nem pressões. For fun.

Identificas-te em algumas das tuas personagens?
Penso que por mais que um escritor se esforce por distanciar da personagem, até porque quando estamos a escrever podemos criar a mais bela das criaturas como a mais monstruosa, acabamos sempre por meter uma cunha pessoal. No entanto, e falo com base na minha experiencia, identifico quem me rodeia nas minhas personagens, amigos, conhecidos, o meu antigo chefe, ex-colegas de trabalho, etc, etc, etc… e não tanto eu. É mais fácil ver os outros do que a nós próprios mas já recebi indicações daqueles que me são mais próprios a dizer que me ‘viram’ em determinada parte da história. Fosse por uma expressão usada, uma reacção ou até pelo sentido de humor.

Quais são as tuas referências e inspirações enquanto escreves?
Relativamente às minhas referências, bom, eu adoro literatura fantástica e Sherrilyn Kenyon, J.R. Ward e Lara Adrian são para mim as rainhas do fantástico e paranormal! No entanto, qualquer livro, desde que seja bom, serve de referência. Quanto a inspirações? Não sou esquisita, inspiro-me em tudo ou quase tudo. Depende é que para lado estou virada. Por exemplo, já aconteceu estar a ver o telejornal e de repente surgir uma ideia. Com o meu irmão e o meu namorado à gargalhada enquanto jogam na X-Box. Outras vezes é com música. Adoro escrever com uma boa playlist em pano de fundo. Basicamente consigo escrever em qualquer lado desde que não haja silêncio.

Qual é que achas que é o papel da blogosfera em geral na divulgação literária?
Felizmente a blogosfera existe e se for bem explorada consegue fazer um óptimo serviço na divulgação de informação nas mais variadas áreas. É uma maneira gratuita, ainda que trabalhosa, de divulgação e só por isso merece todo o meu respeito. Eu também tenho um blog mas só há pouco tempo comecei a ter contacto com o vasto mundo dos blogs, redes sociais, entre outros, mas fiquei super fã. Acho que é um belíssimo mecanismo de publicidade e divulgação.

Tens recebido feedbacks dos teus leitores, sejam eles mais antigos ou novos na descoberta da tua escrita?
Sim, tenho. Felizmente para mim os feedbacks têm sido muito positivos na sua grande maioria. Tenho uma boa cotação no Goodreads e as opiniões são quase sempre satisfatórias. O ‘Ligação’ tem neste momento 32 ratings no Goodreads e cotação de 4.25*. Estou muito feliz com o resultado.

Tens planos literários futuros?
O que seria o futuro, sem planos? *sorriso*
Bom, só para vos situar: ‘Ligação’ é o primeiro livro da minha série Anjos Negros. Neste momento encontro-me a fazer a primeira revisão do segundo livro que seguirá depois para as minhas leitoras betas que farão justiça nas suas críticas e apreciações. Intercalando as revisões com períodos de escrita no nono livro da saga que já conta com cerca de três mil palavras. Coisa pouca, mas tenho de começar por algum lado, certo?
Outro projecto que também tenho em mãos é algo totalmente diferente deste projecto inicial. Trata-se de um projecto de escrita que nada tem a ver com fantástico/ paranormal. Nada de criaturas sobrenaturais. E que tem como pano de fundo a minha querida cidade de Guimarães.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Entrevista a Joanne Harris


Pode falar um pouco sobre si?
Nasci em Yorkshire, em Inglaterra, de um pai inglês e uma mãe francesa. Fui professora durante 15 anos e já tinha publicado três livros (incluído Chocolate) antes de deixar esse emprego para escrever a tempo inteiro. Desde essas altura já escrevi muitos mais livros que já foram publicados em mais de 50 países. Ainda vivo em Yorkshire com o meu marido e a minha filha de 20 anos.

De todos os seus livros, tem alguma personagem que de alguma forma seja a sua favorita? Se pudesse quereria conhecer essa personagem?
Já conheci todas as personagens enquanto as escrevia. Há algumas que eu gosto mais que outras, mas para se criar uma personagem e fazê-la o mais real e humana quanto possível, temos que encontrar uma forma de as compreender. Uma das minhas personagens favoritas é o Mr. Straitley de "Xeque ao Rei". Ele é difícil de tantas formas mas eu gosto da sua honestidade e do seu humor.

Admito que isto é uma questão com ratoeira, mas que acha das capas portuguesas dos seus livros?
Eles são sempre muito atractivas, mas por vezes conseguem ser um demasiado doces e femininas para o meu gosto.

Desde que se tornou uma autora publicada, qual a coisa mais fantástica e ao mesmo tempo estranha que lhe aconteceu?
Eu recebo imensas coisas estranhas e fantásticas. Propostas de casamentos, perseguidores, pessoas a abrir lojas de chocolate em meu nome, correio bizarro de ódio, cartas de fãs que são bispos e padres, pessoas que tatuaram citações dos meus livros e que querem que lhes assine o corpo, cartas tocantes de toda a parte do mundo de pessoas que apenas querem fazer uma ligação, reuniões com estrelas de cinema, realeza, políticos, receber uma distinção da rainha, viajar a sítios fantásticos que eu nunca teria oportunidade de conhecer de outra forma.
Ponto alto: descer o Congo durante um mês numa canoa para escrever uma peça sobre os Médicos sem Fronteiras. Foi estranho, muitas vezes desconfortável e por vezes perigoso - but incrivelmente recompensador.

Que pensa da comunidade bloguer? Acha que de alguma forma ela ajuda no aumento de popularidade dos seus livros?
Os bloguers têm-se tornado cada vez mais importantes na revisão e divulgação dos livros. Há imensos bloguers, alguns melhores que outros, mas os melhores de todos são cheios de ideias, entusiastas, muito bem informados e diligentes, ajudando imenso os leitores, escritores e editoras em todo o mundo.

Finalmente, tem alguma mensagem para os seus leitores portugueses?
Portugal foi um dos primeiros países no mundo a publicar os meus livro. Sempre me senti muito bem vinda aí, e quando estou de visita sinto-me sempre muito impressionada pela boas vidas calorosas e entusiastas das pessoas. Muito obrigada pelo vosso apoio e apreciação -  e por favor convidem-me de novo brevemente!
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Entrevista em Inglês

Could you talk a little bit about yourself?
I was born in Yorkshire, in England, of an English father and a French mother. I was a teacher for 15 years and had already published three books (including CHOCOLAT) before leaving to write full-time. Since then I have written a dozen more books and have been published in over 50 countries. I still live in Yorkshire with my husband and 20-year-old daughter.

Of all of your books, do you have any character that in some way is your favorite? If you could, would you meet that character?
I've already met all my characters as I wrote them. There are some that I like better than others, but to create a character and to make them as real and as human as possible, you have to find a way of understanding them. One of my favourites is Mr Straitley from GENTLEMEN AND PLAYERS. He's difficult in so many ways, but I like his honesty and his humour.

I admit this is a trick question, but what do you think about the portuguese covers of your books?
They're always very attractive, but can sometimes be a little too sweet and feminine for my taste.

Since you became an a published author, what were the most amazing and at the same time weird thing that has hapenned to you?
I get lots of weird and amazing things. Proposals of marriage; stalkers; people opening chocolate shops in my name; bizarre hate mail; fan letters from bishops and priests; people with tattooed quotes from my books, wanting me to sign their bodies; touching letters from all over the world from people who just want to make a connection; meetings with movie stars, royalty, politicians; receiving an honour from the Queen; travelling to the kind of amazing places I would never have had the chance to visit otherwise.
High point: going down the Congo for a month in a hollow canoe to write a piece about Medecins Sans Frontieres. It was strange, often uncomfortable, sometimes very dangerous - but incredibly rewarding.

What to you think about the bloguers community? Do you think they gave any help for the achievement of the popularity of your books?
Bloggers have become increasingly important in the reviewing and publicizing of books .There are a lot of bloggers, some better than others, but the best of them are thoughtful, enthusiastic, well-informed and diligent, and do a huge amount of good for readers, writers and publishers wordwide. 

And finally, do you have any message for your portuguese readers?
Portugal was one of the first countries in the world to publish my books. I've always felt very welcome here, and when I visit I'm always impressed by the warmth and enthusiasm of its people. Thank you for your support and appreciation - and please invite me back soon!

domingo, 18 de agosto de 2013

Passatempo de Aniversário "Pack Policial da Editorial Planeta"


Com o precioso apoio da editorial Planeta vimos oferecer um pack policial com os livros "A Rapariga dos seus Sonhos" e "Quem Sofre são as Crianças" de Donna Leon. Para além disso, com o apoio da Vera, do 4U Atelier, vimos oferecer uma capa protectora de livros cujo design foi feito por ela. Visitem-na aqui.

Se querem ter a oportunidade de ganhar este maravilhoso pack é só responderem às pequenas e simples questões que se seguem. Todas as respostas podem ser encontradas no blogue da editora, neste blogue ou por uma curta pesquisa na internet. Boa sorte e boas leituras!!

Regras do Passatempo:
1) O Passatempo decorrerá até às 23h59 do dia 24 de Agosto (sábado).
2) Só é válida uma participação por pessoa e residência.
3) Participações com respostas erradas e/ou dados incompletos serão automaticamente anuladas.
4) O vencedor será sorteado aleatoriamente pela administração do blogue, será contactado por email e o resultado será anunciado no blogue.
5) O envio do prémio será realizado pela editora e pelo 4U Atelier , via CTT.
6) Só são aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.
7) Têm que ser seguidores do 4U Atelier no facebook.

sábado, 17 de agosto de 2013

Entrevista a Nuno Nepomuceno


Fala-nos um pouco sobre ti.

Chamo-me Nuno Nepomuceno, tenho 35 anos, sou natural das Caldas da Rainha e resido em Torres Vedras. Licenciado em Matemática pela Universidade do Algarve, fui professor durante um ano e meio, mas o controlo de tráfego aéreo é a minha profissão. Já trabalhei na Torre de Controlo de Ponta Delgada, embora actualmente esteja na do aeroporto de Lisboa, onde desempenho funções operacionais e de supervisão. A escrita é uma actividade recente e que mantenho em paralelo. O meu primeiro livro chama-se O Espião Português, encontra-se publicado pela ASA desde Novembro de 2012, conta com o apoio da revista Lux Woman e, como o título o indica, insere-se num género difícil e raro em Portugal, o romance policial de espionagem. Venceu a 1ª edição do Prémio Literário Book.it, razão pela qual se encontra a ser comercializado em regime de exclusividade por esta cadeia de livrarias, pelas lojas Worten e Continente. De uma forma simples, narra a história de um alto funcionário do Ministério dos Negócios Estrangeiros português que tem uma vida dupla enquanto espião. No decurso de uma cimeira em que participa, vai ser colocado perante uma conspiração que o vai obrigar a percorrer várias cidades europeias numa viagem de descoberta pessoal que inclusivamente irá mudar a sua vida. É também um livro sobre o amadurecimento, já que, através de várias analepses, é dado a conhecer ao leitor um acontecimento marcante no seu passado e que terá implicações futuras. Combina elementos clássicos da literatura de espionagem com uma abordagem contemporânea e intimista. Os valores tradicionais portugueses são o tema do livro.

Como surgiu a escrita na tua vida?
É uma aspiração antiga. Sou um leitor bastante regular e sempre senti algum fascínio em relação à possibilidade de criar algo só meu. Fiz algumas tentativas iniciais, mas sabia que este é um meio de difícil acesso e enorme instabilidade, pelo que decidi investir primeiro em outra carreira profissional. Quando comecei a ter mais disponibilidade, resolvi dedicar-me a um projecto antigo. Queria escrever um livro de acção, mas com uma profundidade emocional e psicológica profundas, onde as personagens e os seus sentimentos fossem os protagonistas, tudo num estilo muito cinematográfico e visual, quase gráfico. O resultado foi O Espião Português, um trabalho que decorreu durante seis anos, com um interregno de dois por questões pessoais. Nunca contei a quem quer que fosse acerca do que estava a fazer até à altura em que venci o prémio. Aí, tornou-se impossível escondê-lo.

Identificas-te em algumas das tuas personagens?
Com o André, o herói do livro. Acho que é natural, já que ele tem a idade que eu tinha quando comecei a redigir os primeiros parágrafos. Achei que seria mais fácil compreendê-lo se tivéssemos alguns pontos de contacto, já que sou um autor com pouca experiência. Agora, como me encontro a escrever uma continuação, acabo por passar muito tempo na sua companhia e dentro da sua cabeça. Tornou-se num protagonista muito rico, humano, e com o qual tenho a honra de conviver diariamente, quanto mais não seja em termos imaginários. Depois, existem outras personagens paras as quais sinto um prazer especial em escrever. Os pais e a irmã mais nova são um exemplo. Outro, é o Kimi. Trata-se do cão do André. É um labrador e a relação entre ambos é tão divertida e disfuncional, que tenho dificuldade em resistir-lhe.

Quais são as tuas referências e inspirações enquanto escreves?
Já o referi em outras entrevistas e, para mim, é um nome incontornável no momento presente do policial de espionagem. Falo do Daniel Silva, cuja carreira admiro imenso e invejo, pois um dia gostaria de ser tão bom quanto ele. Já li todos os seus livros e considero a série do Gabriel Allon notável, sensível, e de uma actualidade extrema. Há ainda a televisão e o cinema de acção. Cresci a ver A Missão Impossível, A Vingadora, ou a trilogia do Jason Bourne, só para citar alguns. O grafismo da minha escrita advém daí. Por vezes, recorro também à música ou imagens. É o caso de um do capítulos de O Espião Português, que foi inspirado numa música do George Michael (Kissing a fool). Já no caso do segundo livro, tenho usado uma fotografia. Há uns tempos, comprei uma revista de viagens cuja capa era uma ponte na Europa Central envolta em nevoeiro. Assim que a vi, pensei “tenho de colocar o André ali”.

Como foi ganhar o prémio Book.it 2012? Que alterações trouxe à tua carreira literária?
É um prémio novo e pouco divulgado, mas, no meu caso, está a fazer toda a diferença. O mercado editorial português encontra-se pouco receptivo a novos autores e as oportunidades escasseiam. Por outro lado, tenho um estilo que considero diferente, quando comparado com o típico autor nacional. Estou, por isso, muito grato à Lux Woman, à Book.it, à ASA, e aos grupos Sonae e LeYa por acreditarem em mim e mostrarem que eu tenho qualidade. O Espião Português tem tido uma receptividade enorme e, de alguma forma, surpreendente . Não podia pedir mais. Contudo, tenho a noção de que não passa disto mesmo, ou seja, de uma porta que se abriu, um primeiro passo que foi dado. A partir daqui, cabe-me a mim continuar a trabalhar para me manter como autor.

Qual é que achas que é o papel da blogosfera em geral na divulgação literária?
Estou há pouco tempo no meio para poder ter uma opinião madura e bem fundamentada, mas, pelo que já vi, acho que blogosfera é um aliado poderoso das editoras e autores. Trata-se de um trabalho muito meritório, feito a troco de nada ou pouco, por pessoas cuja primordial motivação é o gosto pela leitura, e que deviam ser enaltecidas. Hoje em dia, quando sentimos curiosidade em relação a algo, a primeira coisa que fazemos é ir procurar na internet. E lá estão os blogues com as novidades e as opiniões. Regra geral, têm uma linguagem acessível, directa, e o acesso é gratuito, o que faz com cheguem mais facilmente ao leitor. Além de começarem a substituírem a própria imprensa tradicional. Este conjunto de entrevistas promovidas pelo Bloco de Devaneios é um exemplo disso mesmo. Qual é o jornal ou revista que dedica o mês de Agosto à divulgação dos autores portugueses?

Tens recebido feedbacks dos teus leitores, sejam eles mais antigos ou novos na descoberta da tua escrita?
Todos os meus leitores são novos, já que este é o meu primeiro livro. Tenho uma página oficial na internet (www.nunonepomuceno.com), além de um perfil no Facebook. Não estava à espera, mas tenho recebido várias mensagens de pessoas que compraram o livro. Trocam impressões comigo e colocam questões em relação à continuação, há quem agradeça e destaque somente o que mais lhe agradou no livro, e até algumas pessoas que perguntam por próximas sessões de autógrafos pois gostariam de me conhecer. Têm sido todos de uma simpatia e apoio incondicionais, e que só posso agradecer. O Espião Português tem uma carga emocional bastante intensa e eu tentei escrevê-lo de forma a proporcionar uma leitura compulsiva e em crescendo, rumo a um final que visa essencialmente surpreender. Poder constatar isso mesmo através dos testemunhos reais dos leitores do livro é extraordinário e algo que me deixa bastante sensibilizado.

Tens planos literários futuros?
Sim. Apesar do final fechado, O Espião Português faz parte de uma série de três volumes. Encontro-me actualmente a trabalhar no segundo, estando inclusivamente num estádio algo avançado. Espero não demorar muito tempo a concluí-lo, já que, pelo que tenho percebido, está a ser criada alguma expectativa. De uma forma geral, irei preservar alguns elementos que são transversais à trilogia como o cosmopolitismo da história, o estilo intimista, ou a estrutura narrativa de constantes avanços, cortes e retrocessos. Contudo, estou a preparar algumas novidades. Trata-se de um livro que me está a dar um prazer imenso escrever e que espero vir a ser capaz de reflectir o meu próprio crescimento pessoal e literário. Assentará no trinómio dúvida-confiança-traição e, ao contrario do primeiro volume, terá múltiplos protagonistas e um espectro espacial mais alargado. O final de O Espião Português estabelece relações muito interessantes e complexas entre as diversas personagens e é isso mesmo que quero explorar. Será um livro mais tenso, complexo e romântico do que o primeiro. Estou mais velho desde a altura em que o comecei a escrever, menos ingénuo, amadureci, e espero ser capaz se mostrar essa mesma evolução.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Conto "Pele de Escrava" de Carina Portugal


O chicote cortou o ar e encolhi-me por instinto, antes de a ponta estalar a um centímetro da minha mão. O segundo impacto foi certeiro. Gritei de dor e estremeci ao ser atingida na omoplata. O chicote recuou no instante seguinte, contudo não consegui recuperar, pois este voltou a abater-se sobre mim, acertando na chaga em início de cicatrização, um pouco abaixo das costelas. Cerrei os dentes e desta vez abafei o gemido, encolhendo-me mais e baixando a cabeça até a fronte tocar na pedra.
– Mexe-te, filha da mãe. Ou dou-te de comer aos ratos.
Uma mão crispou-se-me nos cabelos e, num só impulso, puxou-me a cabeça para trás. Solucei quando senti a outra mão na minha garganta, os dedos apertando-a de forma a cortar-me a respiração.
– E se te portares bem, irás fazer-me companhia esta noite – silvou-me ao ouvido, bafejando-me o rosto com um odor podre. O aperto no pescoço diminuiu e a mão escorregou-me pelo peito, arrepiando-me a pele. – Estás a arder de desejo por mim, cabra…
Deu-me ainda mais nojo ouvi-lo, mas não me mexi. Apesar de fingir não compreender o que ele dizia, o asqueroso toque dele nos meus seios falava por si.
Por fim libertou-me o cabelo e a minha cabeça pendeu. A cortina de cabelo castanho escondeu-me as lágrimas que começaram a escorrer mal os passos dele se afastaram, levando consigo a ameaça do chicote e de algo que temia ainda mais.
Ergui-me, as pernas tremendo como varas verdes, e apoiei-me no espaldar da cadeira mais próxima. À minha frente, através do espelho preso a uma das paredes da sala, o meu próprio reflexo mirava-me, de olheiras fundas e escuras, enquanto com uma mão palpava os estragos feitos nas minhas costas. Senti a humidade do sangue através do quíton. A ferida reabrira. Amaldiçoei-o em silêncio, amaldiçoei a sua família, a sua casa, o seu país, e amaldiçoei-me. O espelho mostrava-me o esgar horrível que me enrugava a testa e o rio de lágrimas que parecia não querer parar.
Respirei fundo, endireitei-me e limpei o rosto com as costas das mãos. Obriguei-me a sorrir para o reflexo, mas era só um movimento de lábios sem significado para o coração. Suspirei, contudo o reflexo não me imitou. Os lábios moveram-se e consegui ler o que me diziam sem fazer barulho.
“Mata-o, por nós”.
Arregalei os olhos e tapei a boca. O reflexo seguiu-me o exemplo. Por momentos ainda considerei que mexera os lábios sem dar conta, mas o que aconteceu a seguir apagou essa ideia. A cor do rosto à minha frente mudou, os olhos tornaram-se mais amendoados, o tom escureceu, os cabelos encaracolaram. Já não era eu que ali estava. A seguir o corpo adelgaçou-se, o cabelo tingiu-se de cor de palha, o olhar lembrava um oceano profundo. E de súbito era lilás, e a seguir vermelho, e a mulher que me fitava era albina.
Estava a ficar doida, só podia ser isso! Abanei a cabeça e recuei um passo. Sem querer, pisei um dos cacos cortantes espalhados pelo chão.
– Ai… – Levantei o pé por reflexo e baixei o olhar para os restos do jarro de cerâmica que me valera o chicoteamento.
Quando voltei a olhar para o espelho, nada mais havia lá, para além do meu reflexo. Era isso, ele estava a enlouquecer-me.

*

Pouco depois do jantar ele mandou chamar-me. Fingi-me doente. Cambaleei, vomitei a minha parca refeição à sua frente. Repugnado, chutou-me o rosto para longe dos pés dele e, apesar da agressão, nessa noite, tive paz.
– Devias pedir auxílio e encontrar amos que cuidem de ti, antes que ele te mate também.
Ergui o olhar para o sítio onde estaria Guaíl, a velha escrava com a qual partilhava o quarto minúsculo onde as enxergas mal cabiam. No entanto não a conseguia ver por entre a escuridão.
– Ele já matou outras escravas? – sussurrei, lembrando-me dos muitos rostos assustados que me tinham olhado do espelho.
– Nunca foi acusado formalmente da morte de nenhuma, mas antes de ti já teve 12 escravas, e a todas Átropos cortou o fio da vida.
Estremeci e encolhi-me um pouco sob o cobertor puído.
– E tu?
– Eu não sou uma bela escrava. Quando ele era criança, já o meu rosto estava engelhado, as minhas pernas tortas, o cabelo com fios brancos – disse. – Ele não me comprou.
– Alguma delas era albina?
Depois de uma pequena pausa que me deixou expectante, Guaíl respondeu.
– Nárin. Foi a última antes de ti. Lembrava uma ninfa doce.
Não fui capaz de dizer palavra. Fechei os olhos com força e os lábios formaram uma linha compacta. A mensagem delas pairava sobre mim como se implorassem por vingança. Ou seria justiça? Ou antes queriam que eu impedisse que aquilo acontecesse a outra mulher?
O medo corroía-me.
Sonhei com cada um dos rostos do espelho. Reuniram-se à minha volta, entrançaram-me o cabelo, abraçaram-me, como se fossem minhas irmãs. Contudo, quando abriam os lábios sorridentes, a única coisa que diziam era “mata-o, por nós”. Acordei quando uma delas me estendia uma tesoura, cujo reflexo das lâminas me atingiu os olhos. Ao abrir as pálpebras, deparei-me com o Sol a despontar no horizonte. Sem eu dar conta, Guaíl levantara-se já e fora aos seus afazeres.
Inspirei fundo e ergui-me com um gemido. Lavei o corpo com água fria e entrancei o cabelo. Quando estava pronta fui comer um parco pequeno-almoço e dediquei-me às minhas tarefas diárias, ponderando em tudo o que acontecera.
Perto da hora do almoço, enquanto cortava a carne que seria servida, constatei o quão afiada era a faca que segurava, os estragos que faria caso cortasse carne humana. Mas não seria capaz, nunca. E que hipóteses teria de sobreviver? Todos saberiam que fora eu, mesmo que o atacasse durante a noite, enquanto dormia. Talvez devesse aceitar o meu destino, talvez… olhei para a janela, através da qual se via o jardim repleto de flores. Também elas estavam indefesas ao ceifar da vida. Porém algumas deixavam a sua recordação: um perfume de deusa, uma beleza que competia com Afrodite e, lá bem no fundo, com a própria Medusa.
De tarde, tratei dos meus deveres no jardim. Podei as rosas, colhi maçãs, reguei a terra e, no fim, debrucei-me junto ao canteiro das beladonas. Toquei-lhes nas flores. As pétalas eram suaves, de tonalidade lilás. E muitos crédulos não sabiam o que escondiam em si.
– Tão belas quanto tu.
O meu coração quase saltou do peito. Segurei-o com ambas as mãos, não me atrevendo a olhar para trás, ou sequer a responder. Não escutara a sua chegada, apesar de ele estar tão próximo. A mão dele passou por mim e colheu um dos ramos. Ouvi-o cheirá-lo e soltar um suspiro, antes de me agarrar no cabelo com força e prender lá a flor.
– Termina a tua tarefa no jardim, banha-te, perfuma-te. Esta noite não vou admitir desculpas.
Os lábios dele tocaram-me o ombro e estremeci. Ele riu-se levemente e deixou-me com as flores. Fechei os olhos por um momento e respirei fundo. Os rostos mortos reapareceram dentro da minha cabeça, cada sorriso extinto mais belo do que o outro. Se ele me queria bela, ficá-lo-ia só para ele, em honra de quem perecera nas suas mãos.
Colhi bagas, folhas e até partes da raiz da planta, levando-os comigo para a cozinha. Fervi as folhas e usei a infusão para lavar a pele com um trapo, com o cuidado de o líquido não tocar em nenhuma ferida. A seguir, macerei as raízes num almofariz até formar uma pasta, diluí-a um pouco e untei o corpo, principalmente junto aos seios. Guaíl observava-me por vezes, sem nada dizer.
Quando me achei pronta, vesti-me e caminhei até à sala, quase contando os passos. Da entrada espreitei o espelho. Daquele ângulo não devia reflectir nada mais do que a mobília. No entanto, lá estava um reflexo vindo de lado nenhum. Um vulto sem rosto que tentava dispor os objectos, apesar de não o conseguir. Inspirei fundo, ganhei coragem e aproximei-me. Só vi o meu reflexo quando me posicionei de frente para ele. Mordi o lábio inferior e fitei cada recanto do reflexo, como se esperasse encontrar alguém por ali escondido. Atentei na moldura e, pela primeira vez, apercebi-me dos pequenos corpos femininos entalhados na madeira. Deveriam ser ninfas. Que tipo de bruxaria era esta?
Por fim, toquei com os dedos na superfície espelhada.
– Olá – murmurei. – Nárin?
O reflexo tremeluziu. A minha pele curtida pelo sol clareou, os olhos ganharam aquele tom tão raro dos albinos, e o cabelo quase parecia neve.
Sorri-lhe e ela retribuiu-me o sorriso, deixando-me incerta se aquele sorriso seria mesmo o dela. Os dedos tocavam os meus, levando-me quase a jurar que conseguia sentir o seu calor.
– Estão presas aí dentro? Como é que vos posso tirar?
Limitou-se a sorrir, de olhos tristes. Senti-me de mãos atadas, como se aquele sorriso falasse e me dissesse que era impossível libertá-las.
– Mas como é que foram aí ter? – Já esperava não receber qualquer resposta, ainda assim a frustração espicaçou-me, quando ela abanou a cabeça.
Hesitante, Nárin esticou a outra mão, parecendo querer tocar-me o rosto.
De súbito, ouvi passos. Baixei depressa a mão que tocava o espelho e voltei-me para trás. No entanto não vi ninguém. Fui até à porta com passos de lã e espreitei. Estaria alguém a espiar-me?

*

As gargalhadas irrompiam do andron, alimentadas pelo vinho. Sentada sobre a minha enxerga, temia o cessar desse som. Contudo ele chegou de um momento para o outro, sem aviso. Guaíl entrou no quarto, com preocupação no olhar, acabara eu de pôr uma nova camada da loção que fabricara, tentando intensificar não só o perfume como outras propriedades.
– O senhor chama-te. Tem cuidado.
Engoli em seco, escondendo o almofariz, e depois levantei-me com um inspirar profundo. Não o podia temer.
– Coragem, Allyra – murmurou a velha escrava. Era a única que conhecia o meu verdadeiro nome.
Fiz um pequeno aceno e saí. Ele esperava-me sentado na cama. Abri um pouco mais os olhos quando, ao seu lado, o chicote me saltou à vista.
– Não o usarei, se te portares bem – garantiu, de sorriso matreiro nos lábios.
"Coragem" disse a mim mesma.
Deixei cair o quíton aos meus pés, quando estava a menos de um metro dele. Os seus olhos dardejaram-me o corpo, apreciadores. A seguir levantou-se e deu uma volta em meu redor, como um predador que escolhe a melhor zona da vítima para cravar as garras. Agarrou-me por trás e encostou-me a si. As mãos escorregaram-me pelos ombros e seguraram-me os seios, massajando-os um pouco. Contive o vómito, quando o meu estômago se revoltou contra o que estava a acontecer.
Tentei ocupar a mente com outros pensamentos, qualquer coisa. Mas era difícil, e tornou-se ainda mais quando ele, já nu, me puxou para a cama e sobrepôs o seu corpo ao meu. Forcei-me a não fugir e submeti-me.
Pior do que esta noite, só aquela em que os soldados invadiram a aldeia onde morava, assassinaram o meu pai mesmo à minha frente e me capturaram, tal como à minha irmã. Havia tanto sangue em nosso redor, debaixo dos nossos pés descalços, nos nossos pesadelos…
Fechei as mãos sobre os lençóis e deixei-o tomar-me. Se ele viu, ignorou por completo as lágrimas que me fugiam dos olhos.
Usou-me como bem queria, de tal forma que me senti uma boneca. Já nem sequer pensava sobre quando aquilo acabaria, quando ele recuou. Levou uma mão ao peito e tossicou.
– Maldito jantar – murmurou para si. Saiu de cima de mim, sem que eu conseguisse sequer acreditar no que acontecia. Fiquei quieta por segundos, observando-o a sentar-se à beira da cama, agarrado aos joelhos, enquanto inspirava fundo e expirava devagar. O corpo oscilou ligeiramente, antes de ele esfregar os olhos e engolir em seco. – O que é que se passa comigo?
Recuei até à cabeceira, encolhendo as pernas contra o peito. Desinteressara-se de mim, talvez tivesse alguma hipótese de lhe escapar. Sem aviso, ele voltou o rosto para mim, com uma expressão assustadora, de olhos muito abertos. A língua parecia saborear qualquer coisa que tinha na boca.
– Tu tinhas um sabor estranho – notou. – Nunca estive com uma mulher com um sabor assim…
Talvez a minha expressão fosse de culpa, porque ele abriu ainda mais as pálpebras, apesar de, um segundo atrás, eu o ter considerado impossível.
– Veneno… és venenosa, grande cabra – silvou.
Esticou de súbito o braço para mim. Dei um salto para fora da cama e fugi do quarto. Atrás de mim, um jarro estilhaçou-se contra a parede, falhando o alvo por uma unha negra. Quando alcancei a porta principal dei com ela já trancada. Praguejei e mudei de rumo. Por um momento olhei para trás. Ele estava a pouco menos de três metros, correndo como que aos ziguezagues, ameaçando cair a qualquer momento. As palavras entremeavam-se, difíceis de perceber, mas obviamente amaldiçoava-me.
Vendo-a como única saída, parei junto a uma janela e destranquei as portadas de madeira. Preparava-me para saltar, quando ele me agarrou no cabelo, puxando-me. Tombei, embatendo no chão com todo o peso do corpo. Ele não me deu escapatória. Primeiro pontapeou-me nas costelas e, vendo que me encolhia, debruçou-se sobre mim, esmurrou-me, bateu-me com a cabeça no chão e voltou a esmurrar-me, de tal forma que mal conseguia gritar por ajuda. Senti a cabeça prestes a explodir, até a dor horrível se transformar em dormência.

*

Sentia-me leve, como se estivesse num sonho. Devagarinho, abri os olhos. Vários rostos reuniam-se em meu redor, preocupados. Conseguia ver através deles, como se fossem almas do Hades. Mas se fossem de lá, estariam lá, não aqui. Ou era eu que estava lá? Levantei as mãos e contemplei-as. Acontecia-lhes o mesmo que àqueles rostos, era capaz de ver o estranho tecto branco através delas. Ou seria o céu?
– Como estás, Allyra? – perguntou uma jovem albina. Os dedos tocaram-me no cabelo, lembrando o toque da brisa.
– Nárin… Saíram do espelho? – Lembrei-me de súbito do meu amo. – Onde está ele?
– Vê por ti.
Uma delas apontou para a minha frente. Sentei-me devagar e olhei na direcção indicada, através de um vidro mais alto do que eu. Parecia uma janela, pelo menos deste lado.
O meu senhor cambaleava, agarrado ao peito e de rosto muito vermelho. Os nós dos dedos estavam sujos do meu próprio sangue. A cabeça movia-se de um lado para o outro, sem nada ver. Desferiu um murro no ar e, no momento a seguir, tropeçou num banco, estatelando-se. Tentou levantar-se, mas as pernas não lhe obedeceram. Fiquei a vê-lo agoniar, enquanto o veneno fazia o seu trabalho. Não me senti feliz pelo seu tormento, só queria que morresse de vez.
– Acabou – murmurei quando, perante mim, vi a sua alma libertar-se do corpo. – Não magoará mais ninguém.
Entreolhámo-nos. Apesar de tudo, a morte dele não fora o suficiente para nos libertar do espelho.
Ao amanhecer, Guaíl espreitou a sala, deparando-se com o cadáver provavelmente já frio. Ainda assim, verificou se já não respirava. Vi um pequeno sorriso nos seus lábios, ao dirigir-se até ao espelho.
– Agora só falta uma coisa, minhas queridas.
Pegou no banco onde o defunto tropeçara e atirou-o com toda a força contra o espelho. Mal a “janela” se estilhaçou, as nossas almas foram atraídas para o exterior.
– Nunca mais serão escravas de ninguém, a liberdade é vossa – ainda ouvi Guaíl dizer, antes de desaparecer.

Carina Portugal

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Entrevista a Jessica Thompson



Pode falar um pouco sobre si?
O meu nome é Jessica Thompson, Tenho 2 anos de idade e vivo em Londres. Adoro escrever, animais (especialmente cachorrinhos queridos), livros, filmes e caril. Aqui estão alguma coisas ao acaso para ti!

De onde vêm as suas ideias?
As minhas ideias não costumam vir de apenas um sítio pré definito. Há tantas coisas que me inspiram na vida, desde os meus amigos e família a coisas com que me encontro na minha vida profissional. Quando era uma jornalista aprendi tantas coisas sobre as pessoas e como há situações que podem ser complexas e isso foi um tempo inspirador e interessante e acho que ele nunca me irá abandonar. Também acho a música muito inspiradora. Se oiço música e fecho os meus olhos quase que consigo imaginar a história toda a desenvolver-se à minha frente, é tão bom.

Identifica-se nas suas personagens? E tem alguma personagem que seja especial para si?
Tenho que dizer que há sempre um pouco dos escritor nas suas personagens ficticias. É díficil escrever algo que venha do teu coração e que não tenha também um pouco de ti mesma! Sienna, de "Duas Vidas", é muito especial para mim. Consigo imaginá-la muito claramente, ouvir a voz dela quando escrevia o seu diálogo e quase que conseguia dizer como ela iria reagir em qualquer situaão. Porque como "Duas Vidas" foi o meu primeiro livro, Sienna vai sempre ser uma personagem muito especial para mim.

Tem algum hábito "esquisito" enquanto escreve?
Tenho a tendência de me tornar um pouco antisocial. Esqueço-me imensas vezes de comer e beber e fico um pouco perdida dentro do mundo ficcional. Mas é maravilhoso, é um sítio fantástico para se estar.

Admito que isto é uma questão com ratoeira, mas que acha das capas portuguesas dos seus livros?
Absolutamente adoro-a! É linda e fiquei maravilhada quando a vi. Acho que é muitíssimo romântica.

Desde que se tornou uma autora publicada, qual a coisa mais fantástica e ao mesmo tempo estranha que lhe aconteceu?
Acho que ouvir dos autores é sempre a coisa mais maravilhosa mas ao mesmo tempo estranha. Não te consigo dizer o quanto incrível é pôr horas e horas na escrita de um livro e depois ser contactada por alguém a dizer que se consegue relacionar com ele... Faz com que valha mesmo a pena. Também é estranho porque não parece real. É um privilégio ser um autor publicado e eu sinto-me abençoada. Não parece real.

Que pensa da comunidade bloguer? Acha que de alguma forma ela ajuda no aumento de popularidade dos seus livros?
Não fazia ideia de como era uma comunidade forte antes de me tornar um autor publicado. O apoio da comunidade bloguer tem sido incrível e estou muito agradecida.

Finalmente, tem alguma mensagem para os seus leitores portugueses?
Espero que tenham gostado de "Duas Vidas" tanto quando eu adorei escrevê-lo! Adoro ouvir notícias vossas, muito obrigada a todos que me contactaram.

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Entrevista em Inglês

Could you talk a little bit about yourself?
My name is Jessica Thompson. I'm 26 years old and I live in London. I love writing, animals (especially cute puppies), books, films, and curry! There's some random stuff for you!

From where did you get your ideas?
My ideas don't tend to come from one set place. So many things inspire me in life, from my own friends and family to things I have encountered in my working life. When I was a journalist I learned so much about people and just how complex situations can be, it was such an inspirational and interesting time and I don't think that will ever leave me. I find music particularly inspiring too. If I listen to music and close my eyes I can almost imagine whole stories playing out as I do so, it's nice.

Do you identify yourself in your characters? And have you got some character that is special to you?
I'd say there's always a little bit of the writer in all fictional characters. It's hard to write something so close to your heart and not put a bit of you in there too! Sienna, from This is a Love Story is very special to me. I found myself able to picture her really clearly, hear her voice when I wrote her dialogue and almost be able to tell you how she would react in almost any situation. Because TIALS was my first book, Sienna as a character will always be very special to me.

Do you have any "weird" habits while writing?
I tend to become a bit antisocial! I often forget to eat and drink, and become a bit lost in a fictional world. It's lovely though, such a great place to be.

I admit this is a trick question, but what do you think about the portuguese cover of your book?
I absolutely love it. It's beautiful and I was over the moon when I saw it. I think it's really romantic.

Since you became an a published author, what were the most amazing and at the same time weird thing that has hapenned to you?
I think hearing from readers is always wonderful but strange too. I can't tell you how incredible it is to put hours and hours into writing a book to then be contacted by someone to say they could relate to it... It really makes it worth it. It's also weird because it just doesn't feel real. It's such a privilege to be a published writer and I feel very blessed. I don't think it has sunk in really.

What to you think about the bloguers community? Do you think they were of any help when your first book was realeased?
I had no idea how strong it was before I became a published writer. The support from the blogger community has been incredible and I'm so grateful.

And finally, do you have any message for your portuguese readers?
I hope you enjoyed This is a Love Story/Duas Vidas as much as I loved writing it! I love to hear from readers, thanks so much to everyone who has got in touch.

domingo, 11 de agosto de 2013

Passatempo de Aniversário "O Espião Português" (autografado)

Com o precioso apoio do autor Nuno Nepomuceno vimos oferecer um exemplar autografado do seu livro "O Espião Português".

Se querem ter a oportunidade de ganhar este maravilhoso exemplar é só responder às pequenas e simples questões que se seguem. Todas as respostas podem ser encontradas no blogue do autor ou por uma curta pesquisa na internet. Boa sorte e boas leituras!!

Regras do Passatempo:
1) O Passatempo decorrerá até às 23h59 do dia 17 de Agosto (sábado).
2) Só é válida uma participação por pessoa e residência.
3) Participações com respostas erradas e/ou dados incompletos serão automaticamente anuladas.
4) O vencedor será sorteado aleatoriamente pela administração do blogue, será contactado por email e o resultado será anunciado no blogue.
5) O envio do prémio será realizado pelo autor, via CTT.
6) Só são aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Conto "Máquina do Tempo" de António Silva


Fazia um voo baixo a uns dez metros do solo. Era engraçado ver a reacção das pessoas quando viam o meu disco voador aproximar-se. Alguns fugiam em pânico, outros apontavam para o céu com cara de espanto, outros ajoelhavam-se pensando que se tratava de uma manifestação divina.
Os frequentes rebanhos de animais que surgiam fugiam, com a aproximação da minha nave, para desespero dos seus pastores.
Não sabia ao certo em que tempo me encontrava, mas acho que recuei no tempo mais de mil anos e encontrava-me agora a voar algures sobre o Médio Oriente. Não estava muito preocupado com o onde e o quando. Apenas desfrutava a viagem.
Precisava de fugir à realidade, às mágoas do arrependimento e ao sofrimento que me impingiram. Por isso desejei uma máquina do tempo, para poder recuar atrás e corrigir os erros do meu passado. Então, uma noite, acordei sobressaltado com luzes na janela. Levantei-me rapidamente num misto de medo e adrenalina. Seria um assalto? Pensei. Segurei numa faca de cozinha e corri para a porta de entrada.
Mas quando saí para fora lá estava ela. A máquina que tanto desejei, em forma de disco voador prateado. Ouvia-a falar comigo telepaticamente. Como se tivesse consciência própria e me conhecesse bem. Não senti medo, embora não soubesse como foi ali parar nem tão pouco de onde veio. Sabia apenas que era uma coisa de outro mundo e estava ali por mim.
O chamamento era tão forte que não hesitei em entrar. A nave era controlada pelo meu pensamento e por isso, apenas desejei partir. Era uma tecnologia fascinante, parecia que a minha mente se tinha fundido com a própria máquina. Perante a minha ordem levantou voo rumo a um destino longínquo. Não sei para onde. Apenas ordenei que fosse para longe. Assim foi. E desde então tenho vindo a vaguear por tempos e terras diferentes.
Dentro daquele disco voador tinha todas as comodidades de um apartamento de luxo. No centro do aparelho existia uma enorme sala de convívio, com um bar recheado de todo tipo de bebidas, sofás em toda a volta e um gigantesco ecrã que me dava acesso a todos os canais do mundo e à internet. Optei por não usar essas opções, decidi desligar-me mesmo da realidade.
Para descansar, existia um quarto fabuloso que metia inveja a qualquer suite presidencial de um hotel de cinco estrelas. Já a sala de comando era um local mais sério. Sem decorações refinadas, apenas com algumas poltronas onde as informações que a nave transmitia se tornavam mais técnicas. Estudei alguns mapas astrais com rotas para outros mundos. Era um conhecimento espantoso!
Cheguei a viajar até à lua. No entanto, o espaço tem tanto de belo como de assombroso. A vastidão das estrelas é demasiado solitária. Uma solidão tão forte e tão profunda que me assustou. Devido a isso não me aventurei a ir mais longe no cosmos. Voltei para a Terra.
Foi durante aquele voo rasante que o vi. No topo de um monte com o polegar levantado a pedir boleia. Assobiava de forma descontraída. Parecia uma personagem de uma comédia surreal.
A nave parecia conhecê-lo e ele parecia já estar à espera. Decidi então fazer o que a máquina queria. Parei e puxei o homem para dentro através de um raio de tracção que parecia saído de um filme de ficção científica.
Assim que entrou abriu os braços na minha direcção e curvou-se ligeiramente, como um actor que agradece os aplausos. Era uma figura bastante desleixada. Usava uma túnica já bastante gasta e suja. Era moreno, tinha o cabelo comprido e a barba por fazer. A higiene também deixava muito a desejar. Os olhos eram de um exagerado azul intenso, no entanto de uma beleza intensa e infinitamente profundos. Parecia que me hipnotizavam. O mendigo esboçou um sorriso aberto, tal como um velho amigo e abraçou-me.
– Jesus!? – Disse-lhe incrédulo.
– Que foi? Achas que exagerei no azul dos olhos? – Disse-me Ele, em tom gozão, enquanto colocava as suas mãos sobre os meus ombros.
Senti o corpo a ficar dormente. Creio que paralisei naquele momento possuído pelo temor, ou pela emoção… Não sei explicar. Apenas gelei, sem conseguir mexer-me ou falar. Então Jesus estalou os dedos e foi como um acordar para mim. Saí imediatamente do transe e respondi:
– Não é isso. Não estava à espera de Te encontrar... Tu és Jesus! És Deus! Que queres de mim? – Apesar o temor que sentia, existia algo de muito familiar nele. Estranhamente parecia que o conhecia desde sempre. Por isso tratei-O como um velho amigo.
– Não esperavas!? Típico. Era mesmo de prever. Então desejas uma máquina do tempo, ela aparece-te à porta e tu esqueces quem ta enviou! – Repreendeu-me Ele num tom áspero.
– Mas eu perdoo-te. – Respondeu-me logo de seguida retomando o sorriso, de quem estava a brincar.
– Foste Tu que ma enviaste? – Perguntei ainda incrédulo.
– Quem havia de ser! ET’s!? Fartei-me de te ver chorar a queixares-te da vida fechado em casa. Deixa que te diga que parecias uma menina mimada a lamuriar-se. Que espectáculo degradante. Devias ter vergonha.
Baixei a cabeça comprometido. De facto senti-me embaraçado perante aquela descrição.
Jesus, esse, dirigiu-se ao bar da nave e tirou uma cerveja fresca. Perguntou-me se também queria uma. Acenei-lhe que não e Ele continuou:
– Como disse, estava fartinho de te ver choramingar pelos cantos. Por isso, quando resolveste rezar-Me a implorar por uma máquina do tempo, achei no mínimo um pedido original. Por isso e para te calar, decidi enviar-te uma.
– Obrigado… – Respondi envergonhado.
– Só não percebi uma coisa. – Disse Ele enquanto se sentava descontraidamente na sala de comando a beber mais um gole de cerveja.
– O quê? – Perguntei enquanto me habituava à ideia de ter ali Jesus à minha frente. A confidenciarmos como dois amigos.
– Porque não voltaste atrás para mudares o teu passado, tal como desejaste e em vez disso, andaste por aí a passear no tempo?
A pergunta calou-me. Um certo cansaço caiu em cima de mim. Sinceramente não sabia o que responder…
– Não sei... Medo… Cobardia, talvez... É tudo muito confuso. Mas Tu já sabes a resposta, melhor do que eu. Sabes o que penso, o que vai na minha mente magoada, porque me perguntas? – Respondi-lhe como se estivesse numa mistura de consulta de psicólogo com uma confissão a um padre. Uma lágrima começou a escorrer-me pelo rosto e eu limpei-a com a manga.
De forma imprevisível Jesus deu uma gargalhada enorme e disse: – Bem respondido. Embora fujas à questão. Mas confesso que gostei da forma como andas a assustar pessoas com a nave.
Ri-me também. – Sim, tem piada. – Disse.
– Mas já te divertiste bastante. Não podes continuar assim. Está na altura de tomares uma decisão. – A expressão de Jesus mudou. Tornou-se séria, quase repreensiva. Como um pai que aconselha o filho. Senti os seus olhos a penetrar a minha alma. Então perguntou-me novamente: – Porque é que ainda não alteraste o teu passado?
– Tenho medo de reviver aquilo que me fez sofrer. Mesmo que altere o passado, vou-me lembrar de toda a dor que senti. – Respondi, enquanto mais lágrimas me escorriam pelo rosto.
Jesus colocou a mão sobre o meu ombro e esboçou um sorriso. Possivelmente o sorriso mais reconfortante que vi na vida. Pois demonstrou que me compreendia e não me condenava. O desabafo foi como se um peso me saísse das costas.
– Sabes. – Disse Ele, como um sábio que dá um conselho. Afinal de contas Ele era Jesus. Maior sábio não deve existir. – Quer queiramos, quer não, o sofrimento faz parte da vida. Mas também a alegria. E podes acreditar em mim quando digo que há mais alegria no mundo do que dor. Não podes viver escondido com medo de sofrer, assim nunca conhecerás a felicidade.
Acenei com a cabeça. Deixei que as lágrimas escorressem livremente. Sabia bem que o que Ele dizia era verdade. O sofrimento está por toda a parte. Mas a vontade humana de alcançar a felicidade é mais forte.
– E acredita que de sofrimento percebo eu. Houveram uns fulanos que me crucificaram! – Jesus brincou com a situação, embora mantivesse a expressão pesada. Foi então a vez dele de baixar o rosto. – Seria fácil para mim simplesmente ir embora. Ignorar o sofrimento porque devo passar. E depois? Quem seria eu sem a dor para poder mostrar ao mundo o valor da felicidade?
Sentia-se mágoa na voz dele. Eu concordei com aquelas palavras. Compreendi o segredo da felicidade: O sofrimento faz parte da vida…
Houve um longo silêncio. Quando finalmente nos olhamos, acabamos por sorrir os dois. Bateu-me com as mãos nas costas e perguntou: – Que vais fazer?
– Vou voltar a casa. – Disse-Lhe.
– E o teu passado?
– Não o vou alterar. – Respondi muito mais sereno. – Se alterasse aqueles erros iria acabar por cometer outros. Prefiro viver com as consequências e procurar ser feliz assim. Sem medos.
Ele abraçou-me festivamente, como se comemorasse uma vitória. Eu retribuí e festejei com ele. Também me senti vitorioso.
– Podes deixar-me aqui. – Pediu Jesus. – Está na altura de cumprir o meu destino…
Assim fiz. Os seus olhos profundamente azuis exibiam um certo orgulho. Pelo menos foi assim que interpretei.
Então, depois de Lhe agradecer imensas vezes. Parei a nave e baixei-O perto de um vilarejo, junto a uma estrada.
– Só mais uma coisa! – Falou enquanto o sistema de anti-gravidade O descia. – Quando voltares para o teu tempo, deixa a nave num descampado bem longe de casa e foge dali. Foge o mais rápido possível. É que ela pertence a uns tipos cinzentos, pequenos, cabeçudos, de olhos esbugalhados e com muito mau feitio. Eu trouxe-a sem pedir autorização. Roubei-a, compreendes? Portanto seria chato se eles te encontrassem...
Acenei-Lhe afirmativamente e não deixei de soltar uma enorme gargalhada. O Seu sentido de humor não parava de me surpreender. Foi um conselho muito estranho para terminar aquela aventura. Mas toda ela tinha sido assim, louca, no entanto reveladora.
Por isso concordei e tracei o meu caminho de volta. Estava na altura de voltar ao presente, à minha vida, e fazer dela uma aventura onde o herói sou eu.

António Silva

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Entrevista a Anne Bishop


Pode falar um pouco sobre si?
Nesta altura do ano gasto o meu tempo livre no jardim. Após escrever imensas horas é uma excelente forma de deixar o corpo trabalhar e a mente descansar.

De todos os seus livros, tem alguma personagem que de alguma forma seja a sua favorita? Se pudesse quereria conhecer essa personagem?
O Daemon Sadi é o meu favorito. E sim, adorava conhece-lo!

Tem algum hábito "esquisito" enquanto escreve?
Acho que não. Eu escreve sempre no mesmo sítio e oiço sempre a mesma música enquanto escrevo uma história. Isso reduz as distracções e ajudam-me a manter focada. Eu tenho uma determinada quantidade de palavras que tenho escrever por dia de forma a cumprir os prazos, e eu trabalho o tempo que for necessário até chegar a esse número. Esses são hábitos, mas não acho que sejam esquisitos.

Admito que isto é uma questão com ratoeira, mas que acha das capas portuguesas dos seus livros?
As capas são lindas. Fico sempre deliciada com a qualidade da arte e o sentimento que passam do próprio livro.

Desde que se tornou uma autora publicada, qual a coisa mais fantástica e ao mesmo tempo estranha que lhe aconteceu?
Perceber que as pessoas sabem quem eu sou. Ainda me estou a habituar ao facto de as pessoas ficarem excitadas ao me conhecerem.

Que pensa da comunidade bloguer? Acha que de alguma forma ela ajuda no aumento de popularidade dos seus livros?
Tenho a certeza que os bloguers falaremm a outras pessoas do meu livro foi uma das grandes razões para a sua publicação em Portugal, Eu tomo atenção aos livros ou autores que os meus amigos me recomendam, e acho que isso acontece com todos nós.

Finalmente, tem alguma mensagem para os seus leitores portugueses?
Obrigada. Fico feliz por os meus livros vos entreterem e espero que eles continuem a fazê-lo no futuro.

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Entrevista em Inglês

Could you talk a little bit about yourself?
At this time of year, I spend my free time in the garden. After writing for several hours, it’s a great way to let the body work and the mind rest.

Of all of your books do you have any character that in some way is your favorite? If you could would you meet that character?
Daemon Sadi is my favorite character. And, yes, I would love to meet him.

Do you have any "weird" habits while writing? 
I don’t think so. I write in the same place and listen to the same music while writing a story. That reduces distractions and helps me stay focused. I have a word quota that I meet every day in order to meet my deadlines, and I work for as long as it takes to meet that quota. Those are habits, but I don't think they're weird.

I admit this is a trick question but what do you think about the portuguese covers of your books?
The covers are beautiful. I’m always delighted with the quality of the art and the feel of the actual books.

Since you became an a published author what were the most amazing and at the same time weird thing that has hapenned to you?
Realizing that people know who I am. I’m still getting used to people being excited about meeting me.

What to you think about the bloguers community? Do you think they gave any help for the achievement of the popularity of your books?
I’m sure bloggers telling other people about my books is a big reason why all of them have been published in Portugal. I pay attention to books or authors that friends recommend, and I think that is true for most of us.

And finally do you have any message for your portuguese readers?
Thank you. I’m glad my books have entertained you, and I hope they continue to do so in the future.