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Anteriormente conhecida como v_crazy_girl, a 30 de Agosto de 2014 essa conta foi apagada, tendo assim decidido criar algo mais pessoal e próprio para o blogue literário de longa data.

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terça-feira, 26 de maio de 2015
Autora: Carla M. Soares
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 400
Editor: Marcador
ISBN: 9789897541254

Sinopse:
PORTUGAL. 1892. Na sequência do Ultimato inglês e da crise económica na Europa e em Portugal, os governos sucedem-se, os grupos republicanos e anarquistas crescem em número e importância e em Portugal já se vislumbra a decadência da nobreza e o fim da monarquia.
Os ingleses que permanecem em Portugal não são amados.
O visconde Silva Andrade está falido, em resultado de maus investimentos em África e no Brasil, e necessita com urgência de casar a sua filha, para garantir o investimento na sua fábrica.
Uma história empolgante que nos transporta para Portugal na transição do século XIX para o século XX numa descrição recheada de momentos históricos e encadeada com as emoções e a vida de uma família orgulhosamente portuguesa.


Opinião:
Já tinha lido o primeiro livro publicado da autora e quando vi este novo título seu, queria mesmo lê-lo. Não só o nome me chamou a atenção, mas a própria capa. Há algo na capa que me prende de imediato. As cores são o grande ingrediente e foi este ingrediente que me encantou.

O visconde Silva Andrade está totalmente falido. Sofia, a sua filha, ainda se lembra da altura em que se davam ao luxo de ter inúmeras mansões, de poderem comprar vestidos lindíssimos quando lhes apetecia e de morar numa das melhores casas de Portugal. Mas isto havia sido no passado. Agora Sofia mora numa das últimas casas da família, uma casa de tal forma pequena que todos os seus pertences se encontram amontoados no seu quarto num intrigado jogo de tetris. Até o espaço debaixo da sua cama é inexistente e para se mover ao longo do quarto o esforço acaba por ser grande, pelos diferentes malabarismos a que se tem que sujeitar.

Um nome de família que agora é associado ao desastre financeiro, mas que mesmo assim consegue encantar um jovem rico de uma importante família. Encontrando uma receita para a recuperação financeira, a família de Sofia começa a convidar esse jovem, alguém que Sofia só quer à distância, mas com quem, pela família, decide casar. Mas como um azar nunca vem só, o noivo de Sofia é o pior tipo de homem possível... e Sofia descobre isso numa altura em que o seu coração bate por outro. Um estrangeiro com quem a sua união nunca seria reconhecida por parte dos seus pais.

Este livro, comparativamente ao livro "Alma Rebelde" da autora, está sem dúvida muito melhor. A leitura é muito mais fluída, o leitor liga-se mais a estas personagem e mesmo a ação prendeu-me mais do que no livro que tinha lido anteriormente. Adorei a personagem de Sofia, a típica menina rica cuja evolução acompanhamos ao longo do livro. No início vimos uma rapariga mimada, que não sabe nada da vida e que é afastada de tudo o que lhe pode obrigar a pensar por si. Mas ao longo do livro vemos como começa a crescer, a compreender o que se passa à sua volta e a saber que sacrifícios tem que fazer por ser quem é.

O crescimento desta personagem é acompanhado por questões políticas do país. Este trama é narrado pelas ações de Sebastião, o irmão mais velho de Sofia que está aliado às revoluções anarquistas do país. É um homem que ao ter um grande desgosto romântico abandona tudo e todos, aliando-se de vez a estes ideias.

E ainda temos outro assunto muito falado, algo que ainda hoje se encontra muito... Ódio pelos estrangeiros que encontram em Portugal um país perfeito para investir. Um país em que, devido à crise, a obtenção de negócios tem um baixocusto,

Foi um livro que adorei e que me surpreendeu pela positiva. Nota-se um grande crescimento da autora ao longo da narrativa e fiquei com mais curiosidade de ler o livro "A Chama ao Vento", o único livro publicado da autora que me falta ler. Aconselho!!
sexta-feira, 2 de maio de 2014
Autora: Carla M. Soares
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 288
Editor: Porto Editora
ISBN: 978-972-0-04337-5

Sinopse:
No calor das febres que incendeiam a Lisboa do século XIX, Joana, uma burguesa jovem e demasiado inteligente para o seu próprio bem, vê o destino traçado num trato comercial entre o pai e o patriarca de uma família nobre e sem meios.
Contrariada, Joana percorre os quilómetros até à nova casa, preparando-se para um futuro de obediências e nenhuma esperança.
Mas Santiago, o noivo, é em tudo diferente do que esperava. Pouco convencional, vivido e, acima de tudo, livre, depressa desarma Joana, com promessas de igualdade, respeito e até amor.
Numa atmosfera de sedução incontida e de aventuras desenham-se os alicerces de um amor imprevisto... Mas será Joana capaz de confiar neste companheiro inesperado e entregar-se à liberdade com que sempre sonhou? Ou esconderá o encanto de Santiago um perigo ainda maior?


Opinião:
Com a saída do novo livro da autora reparei num grande erro meu... ainda não tinha lido o seu primeiro livro que tinha comprado mal tinha saído! Como tal, visto que o tinha comigo, não resisti e comecei a lê-lo e devo dizer que gostei muito da experiência.

Joana sempre foi uma alma livre. Adorada por todos aqueles que a conhecem, pertence a uma família muitíssimo rica. Uma família que embora não tenha nome feito, é conhecida pela inteligência do seu pai em todos os negócios em que entra. É a melhor amiga da sua prima, uma mulher que fora acorrentada a um casamento horrível, onde o seu marido, velho e debilitado, apenas a quer pelo seu corpo e não pelo seu coração. Pela correspondência que troca com a prima, sabe o inferno em que esta vive, sendo forçada pelo marido que lhe chega inclusive a bater a continuar a viver em Lisboa, onde as febres ameaçam todos aqueles que lá vivem de uma morto sofrida.

Com más ideias relativamente ao que será o casamento, a notícia que o seu pai a havia prometido a outro homem, alguém que ela nunca tinha visto, mas cuja família tinha um nome secular, deixa Joana triste e mesmo irritada por ter sido vendida como mercadoria. Mas sabe que aquela é a sua vida, que sempre fora ensinada para isso, para saber falar várias línguas, tocar bem piano, ser agradável numa conversa, tudo para encantar o seu futuro esposo. Conhecendo apenas o pai do seu prometido, cria de imediato em sua mente a ideia de um jovem baixo e carrancudo... tudo o que ela não queria e temia.

Mas a chegada à sua nova prisão, a casa do seu esposo, acaba por não se provar algo assim tão mau. Acaba por criar laços com a sua sogra e até os criados da casa acabam por se demonstram almas caridosas, que por sinal adoram o prometido de Joana. Quando finalmente Santiago aparece, acaba por ser alguém muito diferente daquilo que Joana tinha imaginado, e o sentimento acaba por se provar mútuo.

Nunca tinha lido nada desta autora, na altura que o livro saiu cheguei inclusive a fazer uma entrevista com a mesma, uma entrevista na qual a achei muito simpática e atrevo-me a dizer com receio do sucesso que o livro faria no mercado e de como seria recebido pelos leitores. Posso dizer que neste último campo, pelo menos por mim, foi muitíssimo bem recebido. A autora descreveu muitíssimo bem, através das suas personagens, o ambiente de horror e medo que se vivia, especialmente na capital, no tempo das febres. Como as pessoas faziam o máximo para lhes fugir, como as campas comuns já não conseguiam albergar mais corpos, como o fedor a doença empestava as ruas. Estas descrições são feitas através dos olhos das personagens e dos rumores que estas ouvem sobre o que se passa, mas foi descrito de tal maneira que consegui imaginar esse horror em que se vivia na altura.

A descrição dos casamentos na altura foi outro ponto que gostei imenso de ver abordado, o medo que havia, como as pessoas (essencialmente as mulheres) eram tratadas como mercadoria, sendo que a sua educação rondava apenas o essencial para serem agradáveis aos olhos dos homens que poderiam ajudar a sua família a conquistar algo através do casamento.

Já relativamente às personagens, acabei por gostar da personalidade de Joana, mas devo dizer que inicialmente isso não foi nada fácil. Achei-a alguém de carácter difícil, habituada apesar de tudo de que as suas vontades lhe fossem feitas. Uma criança mimada, mas que podemos perdoar isso pelo facto de ter sido arrancada de casa para um casamento de conveniência com alguém que não conhece. Mas apesar disso achei-a uma pessoa tão indecisa que me fez deveras impressão. Não sabia bem o que pensar sobre o casamento, ora estava feliz, ora só queria matar o marido. Havia uma ou outra situação que compreendi a variação de sentimentos, mas noutras achei muito esquisito.

Santiago foi uma personagem que trazia alegria ao livro. Um nobre muito diferente dos demais, tanto no aspecto como na própria maneira de ser, alegrando todos aqueles que o conheciam, desde amigos, a sua mãe, os criados da casa e até mesmo a sua prometida, Joana. Uma personagem que também gostei de conhecer e tive pena de não ser ainda mais desenvolvida foi a mãe de Santiago. Alguém que casara com quem nunca amara e que não a conhecia de todo, mas apesar disso manteve-se correcta e querida para todos os que a rodeavam. Uma alma pura, sem dúvida, que não queria mal a ninguém e que fazia o seu melhor para todos sorrirem em seu redor.

Um livro que me prendeu do início ao fim e de que gostei muito. Uma boa estreia da autora (que já devia ter lido mais cedo ahahah).
sábado, 26 de maio de 2012

E chegou ao fim mais um passatempo!

Quero agradecer imenso à Porto Editora pelo apoio e a todos que publicitaram este passatempo nos seus blogs e fóruns. Tenho a dizer que fiquei super feliz ao ver que tive quase 400 participações neste passatempo! Tal nunca tinha acontecido! :D


As respostas são:
1) Século XIX.
2) Joana prepara-se para um futuro de obediências e nenhuma esperança.
3) Formou-se em Línguas e Literaturas Modernas pela Faculdade de Letras de Lisboa.


E o vencedor, escolhido através do site random.org, é:
248- Filipa Morais


Parabéns ao vencedor! Irá receber dentro de pouco tempo um email. Espero que goste deste livrinho ;)
terça-feira, 24 de abril de 2012

Como surgiu a escrita na tua vida?

Tenho umas fotos de uma bebé de uns dois anos, de boca escancarada, a “ler” os nomes da bicharada num livro. Parece que sou eu, o que significa que tudo começou na leitura. Vamos à escrita: era boa nas composiçoes, mas não se deu o caso de escrever desde sempre, a não ser umas histórias péssimas, perdidas na Era do Armário, e meia dúzia de poemas. Há uns anos decidi tentar ver até que ponto conseguia levar uma história. Entusiasmei-me e escrevi 300 páginas de uma narrativa de fantasia, a que chamei Senhora do Rio, durante uma baixa por causa de... varicela. Tinha 33 anos. Depois disso não parei, o que quer dizer que tenho vários livros escritos, quase todos dentro do fantástico.


O que é que te levou a escrever este livro?

Cartas. Cartas bonitas, bem escritas, à mão, em papel timbrado, lacradas... Ou melhor, a ideia de que já não se usam para comunicar, mas um dia foram importantes. Escrevi primeiro uma carta de uma jovem do século XIX a outra, sua prima, e a história cresceu a partir daí, seguiu vários caminhos, até assentar na sua forma final. Na verdade, é o primeiro texto do género que escrevo... romântico e de época. Não sou historiadora, mas tentei manter as informações corretas e o espírito do século, o discurso, os sentimentos. Veremos se o consegui.


Quais foram as suas referências e inspirações enquanto os escrevias?

Como disse, não sou historiadora, mas precisava de manter uma certa noção do espírito do século XIX. Portanto, fiz algumas pesquisas, e livros e na net, para conferir informações, datas, lugares, etc. Influências... tenho muita dificuldade em apontar nomes, há muitos autores muito bons que são sempre faróis para nós. Digamos que tive como referências (sim, recorro à resposta politicamente correta) as leituras que fiz há muito tempo de textos escritos na época, que são agora clássicos, portugueses e estrangeiros. E pensei nas cartas.


O que sentiste ao receber a resposta afirmativa de uma das maiores editoras portuguesas?

Uma editora importante, em época de crise, apostar numa escritora estreante? Incredulidade, em primeiro lugar. Embora já andassemos em ‘conversações’, porque quiseram conhecer-me primeiro, tive que ler duas vezes o email. Depois alegria, claro, dúvida, receio. E orgulho, por ter tentado e por ter esperado.


Alguma vez tiveste medo que não funcionasse? 

Só todos os dias! Ainda tenho, não acabou... mal está a começar.


Qual é que achas que é o público-alvo dos teus livros?

Deste livro, o público-alvo é provavelmente feminino, com um gostinho por romances de época.


Podemos ficar à espera de outro livro teu?

Espero que sim. Tenho projectos, mas ainda dependem de muitos factores.


Que importância atribuis à blogosfera literária?

Sou relativamente nova na blogosfera, mas parece-me interessante e importante, tanto na divulgação como na partilha de opiniões e de criticas. Pessoalmente, espero que ajude o meu livro a encontrar um lugar. Espero também que as opiniões que receba, agradáveis ou desagradáveis, possam ajudar-me a ‘crescer’ como escritora.
segunda-feira, 23 de abril de 2012

domingo, 22 de abril de 2012


Com o precioso apoio da Porto Editora vimos oferecer um exemplar do livro "Alma Rebelde", da autora portuguesa do Mês Carla M. Soares.


Se querem ter a oportunidade de ganhar este exemplar é só responder às pequenas (e fáceis) questões que se seguem. Todas as respostas podem ser encontradas no site da editora e aqui no blogue. Boa sorte e boas leituras!!


Regras do Passatempo:
1) O Passatempo decorrerá até às 23h59 do dia 28 de Abril (sábado).
2) Só é válida uma participação por pessoa e residência.
3) Participações com respostas erradas e/ou dados incompletos serão automaticamente anuladas.
4) O vencedor será sorteado aleatoriamente pela administração do blogue, será contactado por email e o resultado será anunciado no blogue.
5) O envio do prémio será realizado pela editora, via CTT.
6) Só são aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.


quarta-feira, 4 de abril de 2012


Carla M. Soares nasceu em 1971. Formou-se em Línguas e Literaturas Modernas pela Faculdade de Letras de Lisboa, e tornou-se professora. Tem um Mestrado em Estudos Americanos, em Literatura Gótica e Film Studies. É doutoranda no Instituto de História da Arte, na Faculdade onde se formou. É, antes de mais, filha, mãe, mulher, amiga. Leitora e escritora compulsiva. Sempre.

Blogue da Autora: http://monsterblues-cms.blogspot.pt/