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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

O Prisioneiro do Céu

Autor: Carlos Ruiz Zafón
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 400
Editor: Editorial Planeta
ISBN: 9789896573003

Sinopse:
Barcelona, 1957. Daniel Sempere e o amigo Fermín, os heróis de A Sombra do Vento, regressam à aventura, para enfrentar o maior desafio das suas vidas. Quando tudo lhes começava a sorrir, uma inquietante personagem visita a livraria de Sempere e ameaça revelar um terrível segredo, enterrado há duas décadas na obscura memória da cidade. Ao conhecer a verdade, Daniel vai concluir que o seu destino o arrasta inexoravelmente a confrontar-se com a maior das sombras: a que está a crescer dentro de si.
Transbordante de intriga e de emoção, O Prisioneiro do Céu é um romance magistral, que o vai emocionar como da primeira vez, onde os fios de A Sombra do Vento e de O Jogo do Anjo convergem através do feitiço da literatura e nos conduzem ao enigma que se esconde no coração de o Cemitério dos Livros Esquecidos.


Opinião:
Como praticamente todos os leitores portugueses, eu conheço Carlos Ruiz Zafón. Conheço-os das histórias contadas por este, dos seus livros estranhos, maravilhosos e como que mágicos. Livros que nos transportam para ambientes sinistros e misteriosos. Este é sem dúvida um título que qualquer fã do autor espera, pois nele poderemos encontrar personagens de dois dos seus livros, O Jogo do Anjo e A Sombra do Vento. Livros que juntos criam a saga O Cemitério dos Livros Esquecidos. Uma saga que espero que tenha mais continuações.

A livraria da família Sempere está à beira da falência. As pessoas já não passam pela livraria e entram para comprar livros como antigamente. Agora passam como que aquela parte da rua não existisse, não olhando sequer para a montra. Mas a família Sempere sempre foi de excelentes ideias. E isso foi o que acabou por acontecer, decidindo apostar a sério em novas decorações para a montra e criando uma nova vida na sua lojinha. Nova vida essa que chama a atenção a um estranho homem que compra o livro mais caro de toda a loja, uma edição muito antiga de um dos livros de Alexandre Dumas. Um livro para dar a Fermín, uma personagem muito conhecida dos livros anteriores do autor.

Conhecida mas ao mesmo tempo desconhecida, pois na realidade o passado de Fermín sempre foi um factor desconhecido ao leitor, nunca soubemos muito dele, sabendo apenas que fora uma personagem que sofrera no passado e que o nome Fermín não lhe pertencia na realidade. E este é o livro que conta a verdade sobre Fermín. Conta-nos o seu passado horroroso como preso político, sendo esta sem dúvida alguma a melhor parte do livro. A narrativa sobre como os presos políticos eram tratados naquela altura sensibiliza qualquer pessoa. Uma parte muito bem contada e real. De tal forma real que quase conseguia sentir o cheiro horrível daquele local, ouvir os gritos horripilantes das pessoas a apodrecer naquele sítio.

Esse passado de Fermín faz-nos vê-lo de outra forma, além de que descobrimos mais sobre a forma como este encontrou Daniel perdido naquele dia frio e cinzento. Acabamos assim por descobrir que nada forma por puro acaso.

Gostei muito deste livro, embora do autor não seja o melhor, sendo que o início do livro não me estava a prender, o que mudou quando viajámos para o passado, para a prisão de presos políticos. Um livro que recomendo e um autor que recomendo ainda mais!

terça-feira, 14 de agosto de 2012

O Príncipe da Neblina

Autor: Carlos Ruiz Zafón
Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 208
Editor: Editorial Planeta
ISBN: 9789896572198

Sinopse:
O primeiro livro da trilogia Nebilna.
Um diabólico príncipe que tem a capacidade de conceder e realizar qualquer desejo... a um preço muito elevado. 
O novo lar dos Carver, numa remota aldeia da costa sul inglesa, está rodeado de mistério. Respira-se e sente-se a presença do espírito de Jacob, o filho dos antigos donos, que morreu afogado.
As estranhas circunstâncias dessa morte só se começam a perceber à medida que os jovens Max, a irmã Alicia e o amigo Roland vão descobrindo factos muito perturbadores sobre uma misteriosa personagem de seu nome… o Príncipe da Neblina.


Opinião:
Eu gosto imenso deste autor. Tem uma forma de escrever única e consegue escrever fantasia de uma forma demasiado real e que nos faz acreditar que tal pode mesmo acontecer, que tal existe. Foi assim, já sabendo que de certeza que ia gostar deste livro, que o comecei a ler.

A família Carver muda de casa para uma zona muitíssimo calma à beira mar. Num dos primeiros dias, Max Carver conhece Roland, um rapaz mais velho muitíssimo simpático, curioso e interessante. De imediato ficam amigos e Roland mostra a Carver os seus lugares favoritos e o seu passatempo favorito, o mergulho! Embora Max e a sua irmã, Alicia, não saibam nadar muito bem, depressa o entusiasmo de Roland os faz ganhar uma nova perspectiva, e o mergulho começa a ser algo que decidem fazer praticamente todos os dias. Mas acontece que nem tudo é assim tão perfeito e quando Max começa a ver uma estranha neblina com aspecto humano e um símbolo estranho não lhe sai da cabeça, decide averiguar o que se passou naquela pequena aldeia e o que acaba por descobrir não é nem perto do que ele pensara que podia ser a razão de tão estranhas visões!

Este é um livro pequenino que se lê em pouquíssimas horas, não fossem as 200 páginas escritas em letras bem grandinhas e cuja escrita ser a que Zafón já nos habituou. De fácil leitura, que nos absorve do início ao fim, temos uma história que envolvente, cujas personagens surpreendem-nos do início ao fim. Este fim foi maravilhoso e com reviravoltas inesperadas! O fim deixa-nos imaginar o que irá acontecer a Max, a personagem principal, como irá ser o seu futuro. Eu gostei muito deste livro e estou muito curiosa pelos restantes livros desta trilogia!

sábado, 30 de outubro de 2010

Marina

Autor: Carlos Ruiz Zafón
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 264
Editor: Editorial Planeta
ISBN: 9789896571191

Sinopse:
«Por qualquer estranha razão, sentimo-nos mais próximos de algumas das nossas criaturas sem sabermos explicar muito bem o porquê. De entre todos os livros que publiquei desde que comecei neste estranho ofício de romancista, lá por 1992, Marina é um dos meus favoritos.» «À medida que avançava na escrita, tudo naquela história começou a ter sabor a despedida e, quando a terminei, tive a impressão de que qualquer coisa dentro de mim, qualquer coisa que ainda hoje não sei muito bem o que era, mas de que sinto falta dia a dia, ficou ali para sempre.» Carlos Ruiz Zafón «Marina disse-me uma vez que apenas recordamos o que nunca aconteceu. Passaria uma eternidade antes que compreendesse aquelas palavras. Mas mais vale começar pelo princípio, que neste caso é o fim.» «Em Maio de 1980 desapareci do mundo durante uma semana. No espaço de sete dias e sete noites, ninguém soube do meu paradeiro.» «Não sabia então que oceano do tempo mais tarde ou mais cedo nos devolve as recordações que nele enterramos. Quinze anos mais tarde, a memória daquele dia voltou até mim. Vi aquele rapaz a vaguear por entre as brumas da estação de Francia e o nome de Marina tornou-se de novo incandescente como uma ferida fresca. «Todos temos um segredo fechado à chave nas águas-furtadas da alma. Este é o meu.»


Opinião:
Óscar é um rapaz que vive num orfanato e numa das suas deambulações encontra uma estranha casa abandonada em que decide entrar. Encontra lá um relógio que lhe desperta a curiosidade e enquanto o observa sente uma estranha presença que o faz fugir a sete pés daquela estranha casa, levando sem se aperceber o relógio. Com a consciência pesada, Óscar decide voltar à estranha mansão para o devolver e é aí que conhece a estranha Marina, uma rapariga que vive com o seu pai naquela estranha casa aparentemente abandonada.

Acaba assim por crescer uma grande amizade que se irá transformar em algo mais, enquanto que estes investigam um estranho romance passado nas ruas de Barcelona anos atrás. Um romance negro, perigoso e cruel que chega a lembrar a grande obra Frankestein, pois o que faz desse romance, que os protagonistas estão a investigar, tão gótico é que este baseia-se na reconstrução de pessoas de uma forma macabra e muito trágica.

Enquanto vão investigando, na mansão, Marina começa a mostrar-se estranha, provalvelmente devido à fraca saúde do pai, ou assim pensa Óscar, mas nem tudo é o que parece e num mundo criado por Carlos Ruiz Zafón tudo acontece quando e como menos se espera.

Eu ainda só li um livro do autor, O Jogo de Anjo, e embora esteja nos meus planos futuros ler A Sombra do Vento, enquanto não cumpro esses planos decidi ler este livrinho do autor. Livrinho porque comparado com o volume dos seus livros anteriormente editados em Portugal, tem metade do tamanho, o que é uma grande diferença. Mas apesar de tal, a história continua envolvente e os ingredientes continuam todos lá.

Carlos Ruiz Zafón, consegue com grande mestria, juntar como é seu habitual elementos de uma Barcelona gótica, negra, perturbadora, dramática e muito trágica. Pode-se dizer que esta é uma história com uma outra história. Na minha opinião, se essa segunda tivesse sido desenvolvida como uma só, sem dúvida que seria uma das melhores histórias românticas góticas de sempre. Interessei-me mais por este segundo conto que pelo principal em si, embora ambos fossem engrenagens um do outro. O primeiro é um romance normal em que uma rapariga estranha e meio solitária, embora de carácter firme e determinado, acaba por conhecer um rapaz e contra o que sabe que devia fazer, acaba por se apaixonar e aproximar-se dele, aliás, tirando a parte de policial neste romance principal, a história faz lembrar Nicholas Sparks. Mas é ao incluir o mistério que o nome deste autor desaparece e nota-se a mestria de Zafón. E quando o mistério se demonstra um romance negro, um romance que é movimento pelo intelecto, pelo coração e não pela razão, que tudo junto forma um livro formidável e excelente para qualquer leitor de uma faixa etária mais adulta.

Super recomendado e ainda me fez querer ler mais o livro que me escapou do autor!!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

"Marina" de Carlos Ruiz Zafón

Booktrailer:



Data de Lançamento: 30 de Setembro