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Anteriormente conhecida como v_crazy_girl, a 30 de Agosto de 2014 essa conta foi apagada, tendo assim decidido criar algo mais pessoal e próprio para o blogue literário de longa data.

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terça-feira, 28 de julho de 2015
Autora: Lauren Oliver
Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 376
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722345262

Sinopse:
O que farias se tivesses apenas um dia para viver? Até onde irias para salvar a tua própria vida? Samantha tem tudo: um namorado e três inseparáveis melhores amigas. 6ªfeira, dia 12 de Fevereiro, devia ser por isso mais um dia bom na sua vida. Nada faria suspeitar que iria ser o último… Ao viajarem no Range Rover de Lindsay, no meio de cigarros, i-pods, conversas sobre rapazes e ausência de cintos de segurança, o grupo de amigas sofre um brutal acidente, onde Sam encontra morte imediata. Nesse instante, passa-lhe pelos olhos um episódio de crueldade infantil que ela escondera bem no fundo do seu subconsciente. Tarde demais para remediar a situação: Sam sentiu o choque, a dor excruciante, a escuridão a envolvê-la e o mergulho num nada profundo. É, pois, com grande espanto que, na manhã seguinte, Sam acorda na sua cama, perfeitamente viva. Então percebe que teve uma segunda oportunidade. Sete oportunidades, na realidade, e durante sete dias repetidos.


Opinião:
Não fazem ideia de há quantos anos ando a tentar ler este livrinho. Mas nunca o encontrava com uma promoção decente ou em segunda mão. Tive a sorte de, num dos clubes por onde ando, terem perguntado se alguém estava interessado em lê-lo e pus de imediato a mão no ar. Eu estava mais que interessada em lê-lo!!

Samantha tem a vida perfeita. Pertence ao grupo das populares, tem amigas que a iriam apoiar em tudo, toda a escola sabe quem ela é, a sua vida noturna é divertida e nada previsível e tem o namorado mais popular e querido do mundo. Mas num dia de loucura, depois de muita bebida e diversão, Samantha e as suas três grandes amigas acabam por entrar dentro de um carro. Muita diversão, música a altos berros e distração leva a que tenham um grande acidente. Um acidente horrível que é o ponto final na vida de Samantha.

No dia seguinte acorda e pensa que tudo fora um horrível pesadelo, que tudo o que estava a viver era um simples déja vu. Mas após várias horas no dia em que até as falas dos amigos sabia, Sam começa a desconfiar que afinal não tinha sido um simples pesadelo e que realmente tinha morrido e lhe tinha sido dada uma segunda oportunidade. Ao longo das diferentes oportunidades Sam começa a compreender que não basta passar ao lados das ações que havia feito nos outros dias para compensar e impedir o acidente de acontecer. Que não era suficiente esconder-se em casa e ter esperança que nada a puxasse para aquele horrível acidente...

Foi um livro que gostei imenso de ler. Já conhecia a autora mas num género literário muito diferente, num livro de distópia. Neste livro, apesar de existir um pouco de sobrenatural, a autora liga mais às relações entre as personagem e acaba por ser um livro mais young adult do que propriamente romance, ou aventura ou mistério. Nele acabamos por conhecer Sam, uma rapariga que apesar de ser a popular do liceu já estivera no fundo da cadeia alimentar e que adorava o novo "posto", tendo lutado muito para o conseguir. Acaba por ser uma rapariga que descobre que tem um namorado idiota e que desde que se tornara popular apenas pensava no rótulos e em se dar com as pessoas certas, nunca pensando bem se essas pessoas eram verdadeiras e se gostavam realmente dela. Esta é Sam.

Mas ao longo do livro vamos conhecendo outras personagens. Desde as suas três melhores amigas, que apesar de perfeitas acabam por ter inúmeros segredos, às pessoas que eram considerados os cromos do liceu e que se acabaram por demonstrar pessoas fantásticas e muito interessantes. Admito que apenas não gostei do final, achei-o um pouco agridoce, mas se pensarmos bem é o que faz sentido. Mas sim... foi um final que não gostei.

Mas tirando o final li o livro rapidamente de uma ponta à outra. Uma escrita simples e de fácil leitura que me prendeu e me fez passar um bom bocado. Recomendo.
domingo, 27 de julho de 2014
Autora: Lauren Oliver
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 416
Editor: Alfaguara Portugal
ISBN: 9789896722685

Sinopse:
Se o Amor fosse uma doença, aceitarias a cura?
Houve um tempo em que o amor era a coisa mais importante do mundo. As pessoas eram capazes de ir até ao fim do mundo para o encontrar. Faziam tudo por amor. Até matar. Finalmente, no século XXII, os cientistas descobrem a cura para o delírio do amor, uma perigosa pandemia que infecta milhões de pessoas todos os anos. E o governo passa a exigir que todos os cidadãos recebam o tratamento ao cumprirem 18 anos. Quando faltam apenas noventa e cinco dias para a tão aguardada cirurgia, Lena faz o impensável e sucumbe a uma irreprimível e incontrolável paixão…


Opinião:
Estava de olho neste livro há anos! Não, não estou a exagerar, há anos. Há diversas bloggers portuguesas que lêem livros em inglês e escrevem as opiniões destes e o livro "Delirium" foi muito falado numa determinada altura. Além disso a edição em inglês tem uma capa lindíssima e que chama imenso a atenção, embora eu também goste muito da nova capa portuguesa.

Guerra, ódio, intrigas, mentiras... tudo isto são sentimentos que levaram a imensos acontecimentos a nível mundial que davam origem a mortes e torturas. Tudo isto são sintomas de uma doença, o amor. Estamos em pleno século XXII, quando os cientistas já descobriram que o amor é a pior das doenças e que este é o causador de todos os males do mundo. De forma a erradicar este problema, todos os adolescentes ao atingirem os 18 anos terão que ser submetidos a um tratamento para eliminar este mal.

Lena mal pode esperar pelo dia do seu tratamento! Finalmente deixará de ser tratada como uma criança, poderá começar a sair de noite e a não ser obrigada a responder ao recolher obrigatório, além de que poderá apagar o passado horrível da família. Filha de uma mãe que se suicidara devido à morte do pai, Lena era olhada de lado por muitos. O facto de a mãe ter preferido morrer a continuar a viver, demonstra como fora infetada pelo vírus do amor, e muita gente se afasta de Lena com medo que seja algo que se pega.

Mas quando Lena está a ser interrogada dia antes do tratamento, para determinar qual o seu futuro na comunidade, vê um rapaz muitíssimo estranho. Meio despenteado, com um sorriso contagioso e diferente de todos os rapazes que conhece, Lena fica curiosa para saber quem é aquele rapaz, embora rapidamente o esqueça. Até o encontrar no dia seguinte com um fato de soldado. Mas Lena ainda não teve o seu tratamento e tanta proximidade é muitíssimo perigosa...

Queria mesmo ler este livro. As distopias estão a ganhar terreno e visto serem um género que adoro, não me importo nada desse avançar. Delirium é um estado de confusão mental e este título pode dizer-nos desde logo muito sobre o livro, melhor, sobre o que se pensa do amor, que é a premissa de todo o livro, que é um estado de confusão mental que tem que ser erradicado a todo o custo. Achei que a personalidade de Lena está bem desenvolvida e acabamos por conhecê-la a fundo, conhecendo os seus medos e sonhos. Apesar de estar bem caracterizada, acho que a grande falha em todo o livro é a forma rápida com que ela se apaixona por Alex. A paixão dela inicialmente é por ele ser algo novo, algo diferente de tudo o que ela conhece, não tendo medo de desafiar o mundo. Mas achei que foi demasiado "amor à primeira vista" e que podia ter sido melhor desenvolvido. No final deste livro há ações que são desencadeadas devido ao amor deles que estariam muito melhor desenvolvidas se a parte da paixão tivesse sido mais aprofundada. Mas apesar disso este casal prendeu-me e interiormente lutei ao lado deles por todo o livro.

Outra personagem de quem gostei muito foi a melhor amiga de Lena, Hanna. Uma menina rica que não se interessa assim tanto pelo dinheiro como quer transparecer e sabe que apenas podemos ser felizes se experimentarmos um pouco de infelicidade, para guardarmos com carinho os momentos de felicidade. Quando esta refere isto a Lena compreendemos que Hanna não é tão fútil como inicialmente pensávamos, antes pelo contrário, acaba por provar ser uma personagem com diversas nuances e que merece a sua quota parte de protagonismo, que espero que aumente no próximo livro, pois acho que ela terá um papel importante neste, embora tal seja apenas um pressentimento.

Um livro que recomendo para quem gosta do género e mal posso esperar para ler a continuação, pois aquele final deixou-me fora de mim!