sexta-feira, 6 de setembro de 2013

A Rainha Predileta

Autora: Carolly Erickson
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 272
Editor: Bertrand Editora
ISBN: 9789722524131

Sinopse:
Filha de uma família nobre e ambiciosa, Jane Seymor é enviada como aia de Catarina de Aragão, a mulher de Henrique VIII. Muito dedicada à rainha, é com tristeza que Jane assiste às manipulações de Ana Bolena para se tornar rainha, que incluem o homicídio de alguém que sabia um segredo seu. Também Jane se torna vítima do ódio de Ana quando esta descobre o interesse do rei pela aia. Como Ana Bolena não lhe consegue dar filhos, o rei pede a Jane que seja a sua próxima rainha. Dividida entre o seu coração e a lealdade ao rei, Jane tem uma difícil escolha a fazer.


Opinião:
Adoro a época Tudor! As histórias que se contam dessa altura, os escândalos, as intrigas, as paixões... Sempre foi uma época da história inglesa que me intrigou, já tendo eu lido inúmeros romances relacionados com essa época, que através de bons romances me dão mais informações sobre essa altura. Uma das personagens menos faladas dessa altura foi a terceira esposa de Henrique VIII, Jane Seymour, e é sobre ela que fala este livro.

Jane Seymour é de uma grande família da nobreza. Uma família determinada a subir no estatuto e que para isso usarão quaisquer trunfos que tenham na manga. Jane, embora seja dessa família ambiciosa, acaba por ser uma pessoa calma, adorada por todos e que pensa sempre primeiro no bem estar daqueles de quem gosta do que nas ambições familiares. Essas ambições e o seu estatuto levam-na a ser uma das damas de companhia da primeira esposa de Henrique VIII, Catarina de Aragão, tornando-se numa das suas favoritas. Alguém em quem a rainha confiava e gostava.

Acompanhando a rainha, Jane viu o seu sofrimento mas também o seu recusar em desistir de tudo enquanto o rei parava de a visitar no quarto indo ter com as amantes. Quando o rei fez tudo o que podia para a afastar para casar com Ana Bolena. Mas Jane assistiu também enquanto o país parava e o rei a olhava com olhar apreciativo, revelado que ela iria sem dúvida alguma ser a sua próxima "vítima"...

Gostei deste livro essencialmente por um motivo. Fala sobre a mulher de Henrique VIII que menos se fala. A que menos escândalos causou. A única a dar um herdeiro masculino ao rei e a morrer devido a isso. Uma personagem que sempre foi descrita como sendo adorada pelo povo pela sua maneira calma de lidar com todos, a sua simpatia constante e amor que demonstrava para com todos. Este livro é outro exemplo dessa descrição, só que nele vimos também como Jane teve que abandonar o seu coração para casar com o rei. Como teve que ir contra tudo o que acreditava, nomeadamente o facto de acreditar que Catarina de Aragão era realmente a esposa do rei.

Um livro com uma escrita envolvente que nos transporta para uma época em que a fortuna era tudo o que interessava, sendo o amor algo deixado para segundo lugar e apenas permitido ao rei. Aconselho.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Feitiços de Amor

Autora: Barbara Bretton
Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 296
Editor: Quinta Essência
ISBN: 9789898228192

Sinopse:
Parece uma vila bucólica igual a tantas outras, mas esconde um segredo antigo de todos os visitantes... Sugar Maple é uma terra encantada habitada por feiticeiras, fadas, vampiros e outras criaturas mágicas. Chloe Hobbs é a única que não tem poderes especiais naquele lugar onde nada é o que parece.
Chloe é a proprietária da Sticks and Strings, uma popular loja de artigos de tricô. Mas é também a última descendente de uma longa dinastia de feiticeiras com o futuro de Sugar Maple nas mãos. Chloe sabe que tem de se apaixonar para receber os poderes mágicos e continuar a proteger a sua terra natal. Mas, aos 30 anos, ainda sonha com o verdadeiro amor e as amigas decidem lançar feitiços para a ajudar a encontrar o homem dos seus sonhos. O que ninguém esperava era que Chloe se apaixonasse perdidamente por Luke MacKenzie, o polícia destacado para investigar o primeiro crime ocorrido em Sugar Maple e cem por cento humano. Se o amor abre finalmente a porta aos seus poderes mágicos, esses mesmos poderes impedem Chloe de sonhar com um futuro ao lado de Luke… Feitiços de Amor é um romance encantador e inesquecível sobre o poder do amor e a magia dos sonhos.


Opinião:
Nunca tinha lido nada desta autora. E por alguma razão a curiosidade para o fazer nunca fora muito, facto que se deve à capa demasiado romântica e à sinopse igualmente romântica. Mas este livro acabou por me ser emprestado, por isso acabei por experimentar a autora.

Chloe vive numa cidade mágica. Sim, literalmente mágica, onde criaturas como bruxas, feiticeiros e videntes são coisas totalmente normais. Dessa forma ela acaba por ser a não normal da zona, pois é a única pessoa naquela pequena cidade que não tem poder algum. Embora por vezes esse facto a faça sentir-se diferente, todos os habitantes de Sugar Maple sempre a trataram como um dos deles, fazendo-a sentir-se bem e em casa.

Num dia que parecia como qualquer outro um incidente acontece em Sugar Maple! A admiração? Há anos que não havia incidentes de tipo algum na pequena cidade, devido a um feitiço feito por antepassados de Chloe. Mas visto esta não ter poderes não pode reforçar o feitiço, que está mais fraco a cada dia que passa. Mas a população ainda tem esperanças que os poderes de Chloe estejam apenas adormecidos de momento, tal como acontecera com a sua mãe. Algo que parece ser verdade quando Luke MacKenzie aparece...

Como já disse nunca tinha lido nada desta autora e a curiosidade não era muita, mesmo lendo críticas deveras positivas por inúmeras pessoas. Muito sinceramente esperava por algo mais. É um livro engraçado, com personagens que nos põem um sorriso nos lábios, mas relativamente a desenvolvimento quer das personagens, quer da própria história, é praticamente nula. As personagens não são aprofundadas, apenas sabemos por alto que ser mágico a pessoa é e se é simpático ou não. Praticamente era assim que se descreviam todas as pessoas do livro, não havendo muito mais informação.

Achei um livro de rápida leitura, com uma escrita simples e fluída, mas as personagens são um pouco demasiado superficiais para o meu gosto e muito sinceramente não sei se continuarei a seguir esta série, embora tenha sido uma leitura engraçada.

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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Uma Espia no Meu Passado

Autora: Lucinda Riley
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 496
Editor: Edições Asa
ISBN: 9789892323619

Sinopse:
Côte d’Azur, 1998. Émilie lutou sempre contra o seu passado aristocrático. Agora, com a morte da mãe, é obrigada a confrontá-lo pois é a única herdeira do imponente castelo da família. Mas com a casa vem uma pesada dívida e muitas interrogações: qual era a finalidade do quarto secreto que descobre por baixo da adega? Quem é a misteriosa Sophia, que assina um comovente caderno de poemas? Quem foram os protagonistas da trágica paixão que mudou o curso da história da família?

Londres, 1943. Em plena Segunda Guerra Mundial, a inexperiente Constance Carruthers é recrutada pelos serviços de espionagem britânicos e enviada para Paris. Um incidente separa-a do seu contacto na Resistência Francesa, obrigando-a a refugiar-se junto de uma família aristocrata que entretém membros da elite de Hitler ao mesmo tempo que conspira para libertar o país. Numa cidade repleta de espiões e no auge da ocupação nazi, Constance vai ter de decidir a quem confiar o seu coração.
Constance e Émilie estão separadas por meio século mas unidas por laços que resistiram à força demolidora do tempo. Os segredos que o passado encerra pulsam ainda em busca de redenção.


Opinião:
Nunca li nada desta autora. Acabei por "cair na tentação" através das diversas críticas positivas ao primeiro livro da autora que fora publicado em Portugal. Um livro que todos os que o leram acabaram por querer ler este mal ele saiu no mercado, o que apenas pode significar que valerá a pena.

Émilie nunca quis ter nada haver com a sua família rica e sem preocupações. O que ela mais queria era viver sossegada e atingir os seus diversos objectivos pela sua própria mão, através do seu esforço. Mas quando a sua mãe morre, ela é a única herdeira de toda a fortuna e terrenos da família. Acaba dessa forma por de um momento para o outro de ter que pagar as dívidas da família com alguns dos terrenos e por ter que recuperar os restantes. Desesperada e sem saber como o fazer, acaba por receber a ajuda de Sebastian, alguém que afirma ser neto de Constance, amiga da família de Émilie. Num dos passeios pelas propriedades herdadas acaba por encontrar um quarto escondido no fundo de uma das propriedades. Um quarto com condições desumanas, mas que parecia ter sido habitado... O que acontecera ali?

A segunda guerra mundial já começou. Constance acaba por ser contratada para os serviços secretos, depositando estes muitas esperanças nas suas habilidades. Habilidades essas que acabam por ser desperdiçadas quando tem que se esconder na casa de um homem devido a uma falha na missão, ficando aí conhecida por grandes patentes nazis. De forma a não ser morta e a não comprometer a família que a acolheu, Constance tem que fingir que é uma pessoa como qualquer outra, além de ter que se fingir apaixonada por um dos oficiais nazis... Um oficial que apenas tem dentro de si ódio.

Duas história que parecem tão longínquas uma da outra acabam por se juntar e por estar mais relacionadas do que pareciam.

Fiquei surpreendida com este livro. Uma história sobre duas mulheres, que não podiam ser mais diferentes uma da outra mas que acabam por estar ligadas. Adorei conhecer Constance, uma mulher que sofreu imensa na vida e que viu imenso, acabando por viver para contar a história. Uma pessoa muito diferente de Émilie, que acabou se revelar alguém fraco de mente. Sim é uma caracterização forte, mas foi o que pensei. A maneira fácil com que ela aceitou casar com Sebastian. Como nunca desconfiou do facto de a partir de terem casado nunca estarem juntos uma única noite. Achei que era suposto termos pena da personagem, mas acabei por achar que esta era muito fraca de espírito e não gostei muito dela. Mas apesar disso adorei o irmão de Sebastian e foi só a partir dessa parte que comecei a gostar um pouco da personagem de Constance.

Um livro que recomendo e que me surpreendeu.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Insurgente

Autora: Veronica Roth
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 376
Editor: Porto Editora
ISBN: 978-972-0-04382-5

Sinopse:
A tua escolha pode transformar-te - ou destruir-te. Mas qualquer escolha implica consequências, e à medida que as várias fações começam a insurgir-se, Tris Prior precisa de continuar a lutar pelos que ama - e por ela própria.
O dia da iniciação de Tris devia ter sido marcado pela celebração com a fação escolhida. No entanto, o dia termina da pior forma possível. À medida que o conflito entre as diferentes fações e as ideologias de cada uma se agita, a guerra parece ser inevitável. Escolher é cada vez mais incontornável... e fatal.
Transformada pelas próprias decisões mas ainda assombrada pela dor e pela culpa, Tris terá de aceitar em pleno o seu estatuto de Divergente, mesmo que não compreenda completamente o que poderá vir a perder.
A muito esperada continuação da saga Divergente volta a impressionar os fãs, com um enredo pleno de reviravoltas, romance e desilusões amorosas, e uma maravilhosa reflexão sobre a natureza humana.


Opinião:
As distópias estão cada vez mais na moda. Uma moda que eu adoro e que tenho andado a acompanhar lentamente. Muitas delas estão prestes a ser adaptadas ao cinema devido a sucessos como por exemplo os Jogos da Fome, um dos primeiros livros do género que li e que quero continuar a ler...

No último livro vimos a comunidade dos Abnegados a ser totalmente destruída. A comunidade a que Tris pertencia anteriormente e onde cresceu até decidir por uma súbita mudança pelos Intrépidos. Uma destruição que parecia inicialmente sem sentido e inútil. Uma destruição que acaba por esconder uma verdadeira revolução que poderá mudar muita gente e criar uma guerra ainda maior.

Após a destruição dos Abnegados as diversas facções começam a ficar muito confusas e preocupadas com os seus futuros. Dessa forma diversas delas acabam por se aliar de forma a conseguirem descobrir o que se passa e para se protegerem. Mas acabamos por descobrir que o objectivo de quem comandou o ataque não foi simplesmente destruir as facções. O grande objectivo era descobrir um segredo que os Abnegados tinham em seu poder, para além de descobrir quantos Divergentes existiam e quem eram eles.

Os divergentes são como que uma facção à parte. Alguém que tem características de mais do que uma facção, mas que acabam por suprimir algumas dessas características para escolherem onde querem pertencer. Pode-se dizer que estes são possuidores de vontade própria, livre arbítrio, algo que é muito desenvolvido neste livro em especial.

Eu adoro esta saga desde o primeiro livro. Esta é uma saga que acaba por trazer uma mensagem sublimar, uma mensagem sobre a liberdade de expressão. É esta mensagem que acaba por guiar Tris durante todo este processo e aventura. Uma mensagem que torna Quatro naquilo que ele é.

Devo dizer que gostei de ver as alterações que ocorreram nas personagens durante este livro. Tris, se por um lado continua a ter um forte espírito de liderança, acaba por tomar muitas decisões que não são propriamente conscientes, dando pouco valor à sua própria vida e tendo por vezes uma atitude de quem está como que deprimido. Mas também toma muitas opiniões que são muito pensadas anteriormente, o grande problema é o facto de que como as pessoas acabam por se recordar da Tris deprimida, acabam por dar pouco valor à sua opinião em momentos chave. Temos uma heroína assim que sofre, que luta e que sabe o que quer e quem quer proteger, correndo sérios riscos no decorrer da acção.

Neste livro temos também um aprofundamento da infância de Quatro, ficando a saber mais sobre o pai deste e a relação horrível que tinham, além de vermos aprofundada também a relação deste com a mãe. Algo que acaba por ser muito importante na história e nas alianças forjadas.

Uma saga que quero continuar a ler, pois sem dúvida alguma que haverão novos e fantásticos desenvolvimentos.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

A Submissa

Autora: Tara Sue Me
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 280
Editor: Lua de Papel
ISBN: 9789892324180

Sinopse:
Abby tem uma fantasia secreta. Em Nova Iorque toda a gente sabe quem é Nathaniel West, o sedutor milionário que controla as West Industries. Mas poucos conhecem o seu segredo: ele é um dominador terrivelmente sexy, extremamente exigente. E procura uma nova submissa.
Abby é uma bibliotecária, tem uma vida cinzenta, anseia por mais - todo um mundo de prazeres de que ouviu falar mas que nunca ousou experimentar. E tem uma dívida antiga para com Nathaniel, que ele próprio desconhece. Ela oferece-se a medo, promete satisfazer-lhe os mais recônditos desejos. E após um tórrido fim-de-semana a dois, Abby não tem dúvidas: quer mais, muito mais, nem que para isso tenha de se submeter às condições impostas pelo seu novo Mestre… Mas até onde será capaz de ir? Num jogo de paixão e poder, onde aos poucos o amor se insinua, Abby vê-se perante um dilema: face à frieza e distância de Nat, ela teme que o coração dele esteja fora do seu alcance - ou que o seu próprio coração esteja para sempre perdido.
Muito antes de As Cinquenta Sombras de Grey, 8 milhões de leitoras ávidas devoraram a trilogia A Submissa, que continuará com O Dominador e A Iniciação.


Opinião:
Agora espero sempre até ler outra opiniões antes de me decidir se irei ou não ler outro livro deste género. E a verdade é que este livro tinha muito boas opiniões. Para mim? Apenas a segunda metade do livro se aproveita, sendo a primeira cheia de sexo, cenas sem sentido e cliché. Já a segunda parte podemos dizer que é um romance no real sentido da palavra.

A família de Abby foi ajudada há alguns anos por um milionário de Nova Iorque. Através de um donativo conseguiram manter a casa e melhorar as suas vidas em muitos sentidos. Esse milionário tinha o nome de Nathaniel West, conhecido por ser lindíssimo, sexy e muito bom no seu trabalho. Para aqueles que o pesquisam em maior pormenor é também conhecido por ser um dominador nas suas relações sexuais.

Durante todos estes anos desde que Nathaniel ajudara a sua família, Abby após ter descoberto as suas preferências sexuais só pensava numa coisa. Em tornar-se submissa para o magnata milionário. Algo que conseguiu e cuja posição estava decidida a manter. Mas a relação apenas sexual acaba por se tornar numa relação amorosa que Nathaniel não esperava e que Abby desesperava por ter.

A primeira metade do livro é só sexo. Sexo puro e cru, sem haver preocupação com as emoções e necessidades. É uma parte do livro que até "contratos" temos, onde temos dietas restritas e horas de sono programadas a fim de o fim de semana ser muito produtivo.

Mas a partir da outra metade do livro ficamos admirados pela alteração do percurso que o livro leva. Podemos dizer que se transforma de um romance cru num romance a sério. Um romance onde as duas personagens principais se conhecem a sério, se acabam por apaixonar e por ter uma relação normal e foi essa a parte do livro que me surpreendeu e que eu gostei de ler.

A escrita da autora é muito simples e fácil de acompanhar, o que faz com que a leitura seja rápida e acaba mesmo por nos prender - essencialmente na segunda parte do livro -, e só conseguimos parar de o ler quando acabarmos. As personagens não são para mim suficientemente aprofundadas. Sentia falta de saber mais sobre o magnata e Abby, mas esse "vazio" de informação foi preenchido pelo seu romance e as inseguranças dos personagens.

Um livro que até é engraçado, mas de todas as opiniões que li esperava algo muito melhor e algo diferente do normal, algo que na realidade só acontece devido à mudança brusca de tom do livro.

domingo, 1 de setembro de 2013

Números: O Caos

Autora: Rachel Ward
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 304
Editor: TopSeller
ISBN: 9789898626141

Sinopse:
Junho de 2026. Adam consegue ver números nos olhos das pessoas, que correspondem à data da sua morte. Mas não pode revelar a ninguém este segredo. Como se não bastasse viver com aquele terrível dom, as coisas estão prestes a tornar-se ainda mais difíceis. Adam apercebe-se de que, subitamente, a data da morte de todos aqueles com quem se cruza é a mesma: 1 de janeiro de 2027.
Sarah, uma rapariga reservada mas cheia de personalidade, tem uma complicada história pessoal que a leva a fugir de casa dos pais. Além disso, tem um pesadelo recorrente e assustador com Adam, mesmo sem nunca o ter visto. Depois de o conhecer, porém, desenvolve por ele uma forte atração, que não sabe como gerir. Ambos partilham de premonições semelhantes: fogo, água, morte, destruição, caos.


Opinião:
Já se passaram literalmente anos desde a publicação do primeiro livro desta trilogia. Aliás, já havia passado tanto tempo que julgava que a editora tinha abandonado esta colecção, mas ainda bem que não o fez.

Terminámos o último livro com o falhanço de Jem, que tentara avisar tudo e todos do que iria acontecer, tendo sido ignorada e considerada louca. Acabou por não conseguir salvar quem quer que fosse do ataque terrorista, além de ter morrido nessa "batalha" a pessoa por quem se apaixonara e de quem acabara por engravidar. Neste livro seguimos a história do filho de Jem, numa altura em que apenas mora com a bisavó, pois os pais já tinham ambos falecidos.

Adam tem o mesmo dom (ou maldição) que a mãe, vê nos olhos das pessoas a data da sua morte. Um dom que tem escondido por conselho da mãe, desde que esta descobriu que este também o possuía quando em criança fizera um desenho com a data da sua morte. Após ser mandado pela polícia para fora de casa com a sua avó, por questões de segurança devido a cheias, Adam acaba por ir para Nova Iorque, onde praticamente todas as pessoas que vê têm a mesma data de morte escrita nos olhos.

Quando entra para a escola conhece Sarah, uma rapariga que quando o vê parece que está perante um monstro, ficando cheia de medo e praticamente fugindo dele a correr. Uma estranha rapariga que te imediato lhe chama a atenção e por quem sente uma estranha ligação.

Devo dizer que gostei muito mais deste livro do que do primeiro. Achei as personagens mais envolventes e consegui-me relacionar melhor com elas. É verdade que a autora continua a escreve para um público mais juvenil, continuando também a fazê-lo de uma forma própria, colocando muitas situações frias e amargas na vida das personagens, sendo que isso é o que faz delas alguém por quem sentimos pena, compaixão e por quem estamos constantemente a torcer para tudo correr bem. Situações essas que incluem bullying, violações, e dramas políticos.

Mas acho que poderia sentir ainda mais sentimentos por eles. Nós sentimos tal coisas porque vemos que eles têm uma vida difícil, mas a verdade é que acabamos por não os conhecer realmente, e a relação entre estes acaba por ocorrer de forma demasiado rápida. Uma pessoa que continuei a adorar neste livro foi a "Vó", a bisavó de Adam e avó de Jem, que já conhecíamos do primeiro livro, uma personagem que para a idade é energética, divertida e muito preocupada com o bisneto. Uma personagem cujo final me surpreendeu...

Este livro é bem melhor que o primeiro e li-o de uma ponta à outra em pouquíssimo tempo, pois a escrita fluída prende-nos e só conseguimos largar o livro quando o terminamos, revelando que estamos perante um dos melhores livros juvenis, que li, dentro do género.