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quarta-feira, 16 de julho de 2014
Autora: Irene Cao
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 256
Editor: Suma de Letras
ISBN: 9789896722623

Sinopse:
O amor é uma arte que não precisa de regras. Elena virou a página. Os dias de paixão e loucura que viveu com Leonardo fizeram dela uma mulher forte, levaram-na até ao lado obscuro do prazer, mas hoje são apenas uma recordação difusa que passa de vez em quando pela sua mente. Agora, Elena sabe o que quer para a sua vida e escolheu Filippo: por ele abandonou Veneza e mudou-se para Roma. A vida que têm em comum é praticamente perfeita. Mas é impossível esquecer o passado quando o destino tem outros planos. Basta um encontro casual entre Elena e Leonardo para mostrar que a sua história não tinha terminado. Elena nunca poderia imaginar que o restaurante escolhido por Filippo para comemorar o seu trigésimo terceiro aniversário… é de Leonardo! Aquele olhar que toca o coração de Elena e um único beijo, roubado na cozinha do local, bastam para reacender o fogo que, afinal, não se extinguira. Mas desta vez é diferente: não há regras, não é preciso ocultar o amor, e o sexo deixa de ser uma mera procura de prazer para se converter no encontro de duas almas que se pertencem. Até que o segredo mais inconfessável de Leonardo sai à luz e Elena vê-se obrigada a decidir se está disposta a pagar um preço tão alto…


Opinião:
As capas destes livros não me são mesmo apelativas. Pelo menos eu olho para elas e por alguma razão a vontade de ler o livro esmorece, não me apetecendo de forma alguma continuar a ler. Já a sinopse acaba por me chamar a atenção. Além disso, depois do final do último livro, queria mesmo ler a continuação para descobrir como iria ficar a relação entre Elena e Leonardo.

Elena tinha tomado uma decisão. Queria de uma vez por todas ter uma vida normal. Não queria mais aventuras sexuais, embora saiba que estas alteraram e muito, a sua maneira de ser para alguém melhor. Mais livre, divertida e confiante em si mesma. Algo que embora esteja agradecida por ter acontecido, sabe que poderia ter acontecido de outra forma, sem tamanho sofrimento.

Tendo decidido ficar com o seu namorado de longa data, uma relação segura e com uma pessoa que sabe ser confiável, Elena vai para Roma, onde arranja trabalho a recuperar uma obra centenária na companhia de uma mulher resmungona que decide implicar com tudo o que ela faz, embora Elena saiba que essa mulher é uma verdadeira mestre no que faz, sendo melhor para si mesma ser uma aprendiz exemplar. Mas para alegrar o seu dia, um rapaz que estuda arte começa a aparecer todos os dias na capela em que Elena está a trabalhar. Um rapaz novo que se encanta de imediato com Elena, com os seus conhecimentos artísticos e com a maneira de ser leve e suave. Mas com a paixoneta do estudante Elena consegue bem, é um coração novo, não sabe bem ainda o que é amar loucamente, mas quando vê de novo Leonardo é o seu coração que tem que resguardar. Um coração que já sofrera demasiado nas mãos daquele homem, mas que ainda o amava.

Acabei por gostar deste livro mais do que o primeiro. Provavelmente porque finalmente temos uma janela para a verdadeira personalidade de Leonardo, embora este vislumbre fosse essencialmente no final do livro, o que provavelmente quer dizer que Leonardo será muito aprofundado no último livro. Achei imensa graça à paixoneta do estudante por Elena. Um estudante que acaba por saber mais dos seus sentimentos do que a próxima, sendo muito observador das suas ações e achei-o muitíssimo querido. A maneira de ele agir em redor de Elena, de forma tímida e sonhadora, achei mesmo querido e um ponto positivo no livro.

Também gostei do facto de finalmente Elena ter desistido de mentir a si mesma e ao namorado, Filippo. Eu gosto da personalidade de Filippo e tinha imensa pena porque qualquer leitor se apercebia que Elena gostava muito mais de Leonardo e não o esquecia, por muito que conseguisse. Por isso tinha imensa pena desta personagem pois Elena não estava a magoar-se apenas a si mesma, mas ao homem que a adorava acima de tudo e todos.

O final de Leonardo, admito que não estava à espera. Estamos tão habituados a que normalmente os segredos destas personagens estejam relacionados com segredos passados, que esquecemos que o presente também é importante e pode alterar uma pessoa. Um final que me despertou a atenção para o próximo livro, que espero vir a ler!
terça-feira, 15 de julho de 2014
Autor: Kjell Ola Dahl
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 368
Editor: Porto Editora
ISBN: 978-972-0-04568-3

Sinopse:
De tronco nu e cabelo ao vento, Katrine Bratterud está eufórica: celebra a conquista de uma nova liberdade, agora que está prestes a terminar com sucesso um programa de reabilitação para toxicodependentes. Mas é no culminar dessa noite de furor e romance que Katrine se afasta para se refrescar num lago e morre brutalmente às mãos de um estranho, desaparecendo com ela os segredos que lhe trouxeram aquela felicidade recente.
Os inspetores Frølich e Gunnarstranda não acreditam em coincidências e, por isso, também não veem a morte de Katrine como uma mera questão de azar. Rapidamente mergulham numa série de investigações, cada vez mais profundas, que não descuram nem a vida de drogas e de prostituição de Katrine, nem tão-pouco as intervenções de médicos e funcionários na sua reabilitação.
A fúria do assassino oculto é desmedida e parece preparar-se para consumar novas mortes, num caso onde Katrine é a peça principal de um puzzle mais vasto e que remonta às suas origens.
Todos os homens que conheceu e amou são imediatamente suspeitos e só de uma certeza os inspetores podem estar seguros: uma mulher cativante e vulnerável como Katrine transforma até o mais reto dos seres em pecador.


Opinião:
A capa... esta capa é lindíssima, uma das capas mais bonitas que vi nos últimos tempos. Admito que o que me prendeu de imediato não foi a sinopse mas sim esta obra de prima que é a capa, e o título também tem o seu encanto. "Morte Numa Noite de Verão" recorda-me do título "Sonho de Uma Noite de Verão" e por alguma razão isso também me prendeu a atenção.

Katrine Bratterud teve uma vida difícil, mas após uma grande luta estava a conseguir mudar isso. Tinha um namorado que tentava tratar dela o melhor que conseguia e um melhor amigo que a conhecia melhor que ninguém e a apoiava em tudo o que fazia. Estava já há vários anos numa clínica de reabilitação e estava prestes a tornar-se, oficialmente, um dos casos de maior sucesso da clínica. Uma vida de drogas e prostituição estava para trás, a nova vida limpa, com um bom emprego e um bom namorado estava à porta. Mas a vida não queria que Katrine vivesse feliz para sempre e repentinamente, após uma noite muito movimentada numa festa que odiara, Katrine é encontrada morta e o seu corpo totalmente mal tratado e profanado.

Os inspetores Frølich e Gunnarstranda são destacados para investigar esta morte tão arbitrária, afirmando de imediato que esta em nada aponta para um suicídio, tento a palavra homicídio a gritar em todo aquele cenário. Cedo os inspetores se irão aperceber que aquele homicídio não fora em nada despropositado, sendo que o mal estar sentido por Katrine na festa a que fora na noite em que havia sido morta, tinha sido alvo de comentário entre os presentes, mas ninguém sabia o verdadeiro motivo, nem se importaram a tentar descobrir. Mas acaba por estar tudo relacionado com a festa, com os seus convidados e com crimes passados que acabam por assombrar os próprios inspetores.

Este foi um romance nórdico um pouco diferente de todos os outros que li. Isto porque por norma estes autores são conhecidos por falarem imensamente das personagens principais, por as aprofundarem de tal forma que por vezes estamos a ler o livro não pelo crime mas sim pelos inspetores, cujas personalidade são muito aprofundadas. Neste livro não há ligação, pelo menos não houve da minha parte, com os inspetores. Sabemos o principal da sua vida, tal como sabemos que a nossa vizinha está doente, mas não é aprofundado o suficiente para nos ligarmos a estas personagens.

Por outro lado a personagem de Katrine está muito bem desenvolvida e é uma personagem a que, apesar de ser a vitima, acabamos por nos ligar imensamente. Acho que tal é porque a conhecemos antes de morrer. O autor iniciou o livro de uma forma muito inteligente e inicialmente temos uma narrativa do seu ponto de vista e é a partir daí que conhecemos parte da sua personalidade, sendo que enquanto ninguém sabe o porquê para Katrine se ter sentido mal, nós sabemos devido a esta narrativa inicial. É devido a esta primeira parte que ao lermos declarações prestadas aos inspetores percebemos que algo não está bem, sabendo que há pessoas que estão a mentir, mas sem saber bem o porquê. Isto foi algo que me prendeu imenso o livro, pois eu sabia que haviam pessoas a mentir, mas não percebia o porquê, porque era não uma mas várias pessoas e, algumas delas, nós pelo decorrer da ação compreendíamos que se importavam mesmo com Katrine.

Admito que achei que o final não fora assim tão bem explorado quando isso, mas foi algo de que não estava à espera inicialmente. No início do livro julguei que a resolução estaria relacionada com a sensualidade inerente que Katrine tem e que é descrita ao longo de todo o livro e afinal não fora nada disso. Tive pena por alguns erros que detetei ao logo deste livro, essencialmente erros de revisão, faltando letras pelos meio das frases, pontos finais e afins, mas não é nada de mais. Apenas reparei porque a Porto Editora costuma ser uma editora perfeita nesse aspeto e neste livro não o foi, sendo essa grande diferença o motivo que me levou a referir esses pequenos erros.

Um bom policial que embora diferente do normal nórdico tem uma vítima com uma vida muito curiosa de que queremos saber mais e mais. Recomendo.
segunda-feira, 14 de julho de 2014
Autor: James Patterson
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 384
Editor: TopSeller
ISBN: 9789898626318

Sinopse:
Uma ex-namorada assassinada. Investigações à margem da lei.
A Private é a agência de investigação mais eficiente do mundo, criada para resolver de forma discreta os problemas dos ricos e poderosos. Jack Morgan, antigo fuzileiro naval e agente da CIA, é o seu dono. Os agentes da Private são os mais inteligentes e rápidos, e dispõem das tecnologias mais avançadas.
Desta vez, é o próprio Jack Morgan que se torna o principal suspeito da morte da sua ex-namorada. Ao mesmo tempo que é vigiado pela polícia, a Máfia obriga-o a recuperar 30 milhões de dólares em material farmacêutico roubado, e a bela presidente de uma cadeia de hotéis pede-lhe que investigue uma série de assassínios ocorridos nas suas propriedades.
Numa luta contra o tempo para provar a sua inocência, Jack tem de enfrentar os inimigos mais fortes e inteligentes de sempre. Com mais ação, intriga e surpresas do que nunca, Private: Principal Suspeito é James Patterson ao seu melhor nível.


Opinião:
Já li diversos livro deste autor, mas nunca tinha lido nenhum da saga Private. Como tal cheguei a este livro "caída do céu" sem ter lido o volume anterior e não sabendo bem se tal seria bom ou mau. Apesar disso, como já conheço minimamente a escrita do autor achei que não faria mal começar pelo segundo livro da saga e foi assim que comecei a ler este novo livro de James Patterson.

Jack Morgan é dono da empresa Private, uma empresa privada (como o nome indica) com diversos agentes muito diferentes entre si, mas os melhores nos seus campos. É uma empresa muito requisitada especialmente pelos mais ricos, quando a polícia normal e outras agências do governo não conseguem fazer mais nada. Após uma semana exaustiva, com inúmeras reuniões e encontros, Jack regressa a casa e prepara-se para um longo banho, para relaxar antes de finalmente se deitar na sua cama... Ou isso pensava ele.

Após o longo banho, e ao entrar no quarto, descobre em cima da sua cama uma antiga namorada. Esta estava mergulhada numa poça de sangue, notando-se claramente que tinha sido vítima de homicídio. Ficando temporariamente chocado, contacta inicialmente a sua empresa para o ajudarem a ver a cena do crime, acabando por ligar seguidamente à polícia, que decide de imediato que este é o principal suspeito, algo que testemunhas oculares e provas genéticas comprovam... Jack apenas se consegue lembrar de uma pessoa que o conseguiria tramar daquela maneira, o seu irmão gémeo! Mas como o provar? Como provar que ele é a vítima e não o criminoso?

James Patterson é um autor muito versátil, consegue escrever um pouco de tudo e tem uma grande imaginação, conseguindo sempre colocar algum elemento diferente de livro para livro. A sua escrita já é conhecida por ser rápida, prendendo o leitor do início ao fim, pois cada virar de página tem uma nova descoberta. O grande problema de o autor escrever tantos livros por ano é que alguns acabam por ser mais fracos que outros e tal é facilmente notável, pelo menos para alguém (como é o meu caso) que já leu imensos livros dele. Este é um daqueles livros do autor que se coloca na secção dos melhores. Tem ação, algum romance, aventura e o bom está a ser totalmente tramado, o que prende sempre a atenção do leitor. Não é o melhor que li de James Patterson, mas está muito perto.

A personagem principal, Jack Morgan, está muito bem desenvolvida, o que por vezes não acontece nos livros do autor e foi um pormenor que gostei imenso de acompanhar. Jack é uma personagem com passado e isso é sempre bom de ler e como é natural consegue prender o leitor. A história, como referi, tem uma velocidade elevada e com todos os ingredientes que agradam a amantes de suspense e mistério.

Um livro que se lê muito bem e com que é possível passar um bom bocado.
domingo, 13 de julho de 2014
Autora: Janet Evanovich
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 288
Editor: TopSeller
ISBN: 9789898626332

Sinopse:
A vida pacata de Lizzy Tucker está prestes a ser virada do avesso, quando Diesel, o seu espetacular e maravilhoso parceiro nas investigações do sobrenatural, a desafia para salvar o mundo. Uma vez mais.
Depois de terem encontrado a Pedra da Gula, a chef de pastelaria e o mais sexy caçador de recompensas do oculto de Boston continuam à procura das restantes seis pedras Saligia que, segundo as lendas, detêm o poder de cada um dos sete pecados mortais.
Quando Gilbert Reedy, professor da Universidade de Harvard, é misteriosamente assassinado e atirado da varanda do 4.º andar da sua casa, pistas ligam o homicídio a Wulf Grimoire, uma figura do lado negro com quem Lizzy e Diesel já se haviam cruzado. Wulf está determinado em reunir as sete pedras para, com o seu poder, dominar o mundo, e desconfia-se precisamente que Reedy foi morto às suas ordens por estar a investigar a Pedra da Luxúria.
Seguindo as pistas que constam de um críptico livro de sonetos do séc. XIX, Lizzy e Diesel partem à descoberta da Pedra, que se pensa estar investida do poder da luxúria, deixando atrás de si um rasto de sepulturas profanadas, distúrbios da ordem pública e o caos generalizado.
Uma caça ao tesouro divertida, cheia de ação e de leitura imparável, ao estilo inconfundível e original de Janet Evanovich.


Opinião:
Após ter lido o primeiro livro desta saga, Gula Perversa, tinha ficado com a ideia de continuar a ler esta saga. Embora não tivesse sido uma saga que me tenha empolgado em demasia, a verdade é que me fizera rir e tinha alguma curiosidade em saber mais sobre a relação de Lizzy e Diesel. Uma relação de amor e ódio com uma profunda atração sexual que tinha que ser ignorado em prol da proteção da terra.

Ainda não passou quase tempo nenhum deste que a vida de Lizzy fora virada do avesso pelo belíssimo e estranho Diesel, em conjunto com o seu irmão. Diesel quer juntar todas as sete pedras Saligia para as colocar num local seguro onde nada nem ninguém lhes possa tocar, de forma a proteger o planeta. Por outro lado, Wulf, primo de Diesel, quer as pedras para o seu uso privado, algo que não pode acontecer, ou seria o fim do mundo como o conhecemos.

Este é um livro sem uma sinopse específica. Tal como no livro anterior a autora tenta ridicularizar inúmeras situações que são retratadas constantemente em livros do género. Desde o casal que não pode estar junto ao triângulo amoroso onde há o rapaz mau e o bonzinho, este é um livro que literalmente goza com todos os clichés que existem neste tipo de literatura e que uma pessoa que goste do género (que é o meu caso), reconhece de imediato.

É um livro com imensas situações hilariantes e até mesmo ridículas, fazendo-me recordar um pouco os filmes da saga Scary Movie. Livros que gozam com os clichés utilizando para isso um humor sem grande sentido mas que mesmo assim consegue arrancar gargalhadas ao leitor, cumprindo bem a sua função. É um livro que me comprovou que a escrita da autora não é das melhores. Não sei se tal sensação será devido à tradução (afinal de contas há expressões inglesas muito próprias no que se trata de comédia) ou se será mesmo devido à autora, mas apesar de cumprir a sua função como livro cómico, nota-se que a falta de diálogos fluídos é algo constante e a autora deveria trabalhar mais, embora também possa ser um truque seu para o leitor soltar mais gargalhadas devido às inúmeras situações estranhas que sucedem no livro.

Apesar deste pequeno ponto negativo, há um maior aprofundamento de algumas das personagens neste livro e gostei especialmente de ler mais sobre Anarquia, uma personagem que acho muito curiosa e que queria ver ainda mais desenvolvida. A ação é rápida e mirabolante e prende o leitor do início ao fim, pois o que melhor do que chegar a casa depois de um longo dia e ter algo que nos faça rir como se não houvesse amanhã?

Um livro engraçado dentro do género embora não seja nada de outro mundo.
sábado, 12 de julho de 2014
Autora: Samantha Young
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 392
Editor: Lua de Papel
ISBN: 9789892327525

Sinopse:
Jo quer manter a sua vida secreta, para ela os namorados são apenas adereços. Até ao dia em que conhece Cameron, e o seu mundo é abalado até ao âmago...
A vida de Jo não é fácil. O pai abandonou-a há muito, a mãe é alcoólica e é ela quem tem de sustentar a família - e proteger o irmão mais novo, a quem se dedica por inteiro. Apostada em manter o seu mundo secreto, evita envolver-se demasiado com os homens com quem se cruza. Tem um namorado atencioso e com uma recheada conta bancária. E julga que não precisa de mais nada...
Porém, numa exposição em Londres, Jo conhece Cameron MacCabe, um designer tão arrogante quanto irresistível. Loiro, viril, muito mais novo do que ela, é um aventureiro, que pouco se preocupa com dinheiro ou empregos fixos. E ainda por cima tem os braços todos tatuados - e como ela odeia tatuagens!
Mas Cameron vai entrar na vida de Jo, quer ela queira, quer não. Começa a trabalhar no bar onde ela trabalha. E como se não bastasse, muda-se para o apartamento mesmo por baixo do dela. A química entre os dois é impossível de reprimir, e Cameron está decidido a quebrar, uma por uma, as barreiras atrás das quais Jo se esconde. Ela tenta resistir-lhe, mas por mais que se esforce em guardar para si uma vida de segredos e mentiras, Cameron não vai desistir...


Opinião:
Na altura em que saiu o primeiro livro desta coleção tinha ficado um pouco de pé atrás porque a capa e as comparações que a editora tinha feito para o livro apontavam para outro romance erótico. Apenas mais um no mar de eróticos que estava a sair naquela altura. Admito que na altura nem quis ler o livro e só o fiz porque uma amiga me disse "não é nada erótico, é muito bom, lê". E ainda bem que o fiz pois acabei por descobrir um romance muito bom, em que as cenas eróticas são praticamente nulas e onde os personagens são aprofundados e ficamos a conhecê-los tão bem como a nós próprios. Neste romance a autora pega em novos personagens que só conhecíamos de nome por serem amigos dos personagens do livro anterior, sendo a história é totalmente diferente, refrescante, divertida e muito romântica.

Jo é uma mulher lindíssima e sabe disso. Abençoada com umas curvas que deixam qualquer homem a salivar, tem uma pernas sem fim e uma cara lindíssima e muito sensual. Ferramentas que Jo usa tanto no trabalho para conseguir umas gorjetas maiores como na sua vida pessoal, onde tenta a todo o custo manter-se misteriosa e com o objetivo de nunca apresentar a família aos homens com quem se relaciona. Homens que acabam sempre por ser ricos e respeitados no seu negócio, mimando Jo o máximo possível e oferecendo-lhe imensas prendas caras que esta por vezes não resiste a vender para conseguir ter mais dinheiro para o seu irmão viver bem e feliz.

Cameron MacCabe é o estranho namorado de uma artista que o mais recente namorado de Jo representa. Uma pessoa com ar rebelde mas que está a precisar de um emprego, acabando por ficar a trabalhar no mesmo bar de Jo. Desde logo tem uma má impressão de Jo, acreditando que esta é apenas uma caça fortunas fútil e que usa a sua aparência para não se ter que preocupar com a vida, uma primeira impressão que cai totalmente por terra quando descobre a verdade sobre a família de Jo e os sacrifícios que esta teve que fazer por eles.

Sem dúvida um livro que me surpreendeu e atrevo-me a dizer que é bem melhor do que o primeiro livro desta coleção, que já me tinha causado uma impressão muito positiva. Neste livro temos duas personagens parcialmente semelhantes na maneira de ser, ambos casmurros e de fortes opiniões, mas que apesar de negarem com todas as suas forças precisam de alguém que os apoie e acabam por descobrir um abrigo seguro um no outro. A relação deles começa por ser de ódio, mas ao conhecerem-se começam a confiar um no outro e algo começa a construir-se a partir daí. Embora desde o início percebamos que há uma grande química física entre Jo e Cameron, a verdade é que o que é interessante de ler é a sua relação sentimental, que se desenvolve lentamente e com pequenos votos de confiança e compreensão que torna a relação mais real que muitas que lemos em diversos livros.

A história de Jo é profunda e muito forte, sendo uma pessoa que desde nova se começou a desenrascar sozinha para impedir o irmão de ir para o orfanato ou pior, de ser levado pelo pai, um ser desprezível que não se impedia de levantar a mão a quem não fizesse o que queria. Um homem que saiu da vida deles mas deixando feridas profundas na mãe de Jo, que se tornara uma alcoólica violenta e furiosa com tudo e todos. O irmão de Jo acaba por ser uma luz ao fundo do túnel. Um rapaz que adora a irmã e que compreende todos os esforços que esta faz para o proteger, embora tente esconder esses sentimentos o melhor possível.

Neste livro travamos de novo conhecimento com as personagens do primeiro livro, mas aqui são apenas personagens secundárias e devo dizer que Joss, a personagem feminina principal do primeiro livro, me conseguia irritar por vezes neste. Nisso admito que gostei muito mais da maneira de ser de Jo (que alcunhas tão parecidas).

Um livro muito melhor do que o primeiro, havendo um maior desenvolvimento das personagens e uma história mais profunda. Recomendo, vão ver que vos surpreende.
sexta-feira, 11 de julho de 2014
Autor: João Ricardo Pedro
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 208
Editor: Leya
ISBN: 9789896602093

Sinopse:
Tudo começa com um homem saindo de casa, armado, numa madrugada fria. Mas do que o move só saberemos quase no fim, por uma carta escrita de outro continente. Ou talvez nem aí. Parece, afinal, mais importante a história do doutor Augusto Mendes, o médico que o tratou quarenta anos antes, quando lho levaram ao consultório muito ferido. Ou do seu filho António, que fez duas comissões em África e conheceu a madrinha de guerra numa livraria. Ou mesmo do neto, Duarte, que um dia andou de bicicleta todo nu.
Através de episódios aparentemente autónomos - e tendo como ponto de partida a Revolução de 1974 -, este romance constrói a história de uma família marcada pelos longos anos de ditadura, pela repressão política, pela guerra colonial.
Duarte, cuja infância se desenrola já sob os auspícios de Abril, cresce envolto nessas memórias alheias - muitas vezes traumáticas, muitas vezes obscuras - que formam uma espécie de trama onde um qualquer segredo se esconde. Dotado de enorme talento, pianista precoce e prodigioso, afigura-se como o elemento capaz de suscitar todas as esperanças. Mas terá a sua arte essa capacidade redentora, ou revelar-se-á, ela própria, lugar propício a novos e inesperados conflitos?


Opinião:
Falam muito bem deste autor... Admito que nunca me havia chamado a atenção e que a minha curiosidade para o ler não era nada por aí além. Não sei, há algo na sinopse que aponta para um género literário que não é nada o meu tipo e por isso fiquei com algum receio de o ler. Mas como este livro chegou-me às mãos pelo grupo BookCrossing pensei que não me faria mal algum experimentar e apostar no autor. O que concluí? Não é mesmo o meu género.

Este é um livro difícil de fazer resumo. Baseia-se no quotidiano de uma família ao longo do tempo e de diversas gerações, apontando de uma forma muito bem escrita e floreada as ações que estes fazem. Ações muitas delas banais mas que quando escritas pelo autor ganham outra forma. Uma coisa que me apercebi enquanto lia o livro é que este não tinha uma história assim tão distinta quando isso. Simplesmente era diferente pela forma como o autor retratava essa história, acabando assim por escrever sobre algo muito comum essencialmente em terras portuguesas.

Sim, sem dúvida alguma que o livro apenas existe pela escrita do autor. Consegue, como referido, transferir o dia a dia de personagens portuguesas comuns e transformar isso em algo mais. Esta escrita acaba por ser um pouco crua e muito directa, como se  autor estivesse a falar diretamente connosco, olhos nos olhos, sem falinhas mansas e contado as coisas como são na realidade.

Já tinha lido livros de outros autores portugueses com este tipo de escrita crua ao retratarem o quotidiano português e admito que não é o meu género favorito. Eu juro que tento entrar no ritmo da história mas não consigo... Acho que apenas entrei verdadeiramente no espírito durante a narrativa do piano. Não quero revelar muito, pois o especial no livro são estes pequenos pormenores mas adorei a descrição que Duarte faz de não ter sido ele a escolher o piano, mas o piano a escolhê-lo a ele, a forma como ele explica a sua paixão e o porquê de ter desistido dela.

Sem dúvida um livro que não é para todos, mas que é muito especial à sua maneira, essencialmente devido à escrita do autor.