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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

E esta semana vamos a passatempos com apoio de autoras (cujas entrevistas já saíram aqui no blogue) e outra mini surpresa muito gira!! E vamos começar por um ebook em inglês, oferecido pela autora Alli Burton (leiam a entrevista aqui).


Atlantis Dark Tides é o 4º livro de uma das sagas da autora, sendo possível lê-lo em separado dos primeiros livros da saga. É uma história onde o sobrenatural aliado ao romance provam ser muito bons ingredientes e tem uma sinopse que abre o apetite a qualquer um (http://allieburton.com/darktides.html).

Para ganharem este ebook em inglês, terão apenas colocar o vosso nome e email no formulário. Simples não é?


Boa Sorte!!

Regras do Passatempo:
1) O Passatempo decorrerá até às 23h59 do dia 1 de Setembro (segunda-feira).
2) Só é válida uma participação por pessoa.
3) Participações com respostas erradas e/ou dados incompletos serão automaticamente anuladas.
4) O vencedor será sorteado aleatoriamente pela administração do blogue, será contactado por email e o resultado será anunciado no blogue.
5) O envio do prémio será realizado pela autora, via email.
6) Só são aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.

sábado, 23 de agosto de 2014
Autora: Catarina Ferreira
Edição/reimpressão: 2014
Editor: Escrytos
ISBN: 9789899910904

Sinopse:
Vale a pena lutar quando o amor é verdadeiro!
A vida de Lídia é perfeita. Frequenta o curso que sempre sonhou, vive com a sua melhor amiga e namora com o seu grande amor. O que poderia correr mal? A distância.
Com a partida de Guilherme para Lisboa, Lídia tem de enfrentar novos e antigos receios. Os pesadelos do passado voltam para assombrar os seus dias. Lídia consegue arranjar uma maneira para não sofrer. Mas o seu namorado e amigos não fazem parte do plano.
Com a sua vida em mudança constante, terá de fazer escolhas e lutar pelo seu verdadeiro amor. O calmo e organizado Guilherme ou Romeo, rebelde e prático que vive a vida ao limite? Lídia entra num mundo de repleto de aventuras e desafios. Qual caminho será o mais acertado?


Opinião:
Admito que nunca li o primeiro livro da autora. Lembro-me que na altura a mesma tinha oferecido um exemplar, mas eu, visto não ter ereader nem nada que se parecesse, acabei por não poder ler esse livro. Mas desta vez, visto a situação ser diferente, não resisti e acabei por ler o segundo volume da duologia da autora, um livro que segue a grande aventura de Lídia, a vida. Apesar de a capa não ser um dos pontos fortes do livro, a sinopse acabara por me despertar a atenção e assim comecei a ler este livro com uma grande curiosidade e devo dizer algum entusiasmo.

Lídia ainda era jovem, mas já havia passado por muito. Tendo sido vítima de bullying no seu último ano de liceu, tal fizera-a crescer como pessoa e aprendera imenso com tal experiência que não tinha sido de forma alguma agradável. Com a ajuda dos seus amigos, essencialmente com a ajuda de Sam, acaba por conseguir ir estudar para longe de casa, tornando-se minimamente independente enquanto vivia com essa sua amiga. Mas o que parecia uma vida perfeita não o era, pois a saudade é algo que magoa e a distância é sempre uma das principais razões para se sentir saudade. E é o seu caso e o de Guilherme, o seu namorado e o amor da sua vida.

Embora tenham conseguido inicialmente intercalar as suas vidas pessoais e de estudante, as suspeitas de Lídia que algo não está bem acabam por destruir a relação e a derrateira gota de água fora a recusa total de apresentar o namorado aos pais, após um ano de namoro. Infeliz por as coisas não estarem a correr como idealizara, foi Romeo, o empregado de um videoclube, que a faz compreender que a sua vida é muito mais do que ela pensa. É ele que lhe mostra o que é a verdadeira liberdade e como esta pode saber bem. É este que lhe mostra que por vezes tem-se que experimentar coisas novas para se ser feliz. Mas Lídia acaba por cometer o erro de considerar a sua vida e amigos como certos, não fazendo qualquer esforço para manter o contacto com estes enquanto experimenta novas aventuras...

Devo dizer que gostei desta aventura de uma autora que nunca tinha lido. Lídia é uma personagem que me faz lembrar imensas pessoas e acabo por ver em mim e no meu namorado a relação dela com o respectivo namorado. Este livro apresentou-me uma prespetiva interessante do que poderia acontecer se eu não confiasse no meu namorado e ele em mim, demonstrando como a confiança muitas vezes é a chave. Embora tenha compreendido os receios iniciais da personagem, quando descobrira que haviam pormenores importantes que o namorado lhe omitia por medo da reação dela, achei que o assunto dos pais era demasiado rebuscado. Eu também tenho pais demasiadamente protetores e prezo imenso a liberdade que consegui conquistar ao logo dos anos, liberdade essa que conquistei especialmente por não estudar na mesma zona em que vivia, mas daí a, passado um ano, teimar a pés juntos que se apresentasse um namorado aos meus pais ficaria sem liberdade... Achei a atitude da personagem demasiado exagerada nesse caso, pois por muito protetores e exagerados os pais sejam, desde que se saiba dar a volta por cima claro que passado um ano de sair com uma pessoa, é normal apresentar o namorado aos pais.

Já a relação de Lídia com Romeo foi construida aos poucos e gostei de a ver reagir e agir de forma diferente ao pé dele, embora não demasiado diferente, mantendo algumas tonalidades da personagem que era anteriormente. É um livro que demonstra que a autora tem um grande futuro, escreve bem e escreve sobre assuntos que vendem muito bem no nosso mercado nacional, sendo o grande problema algumas nuances que acabam por ser um pouco exageradas, mas que facilmente são melhoradas.

Uma das coisas que me fez impressão foram alguns erros ortográficos e troca (ou falta) de letras. Provavelmente a autora foi a própria revisora e, se tal foi o caso, é normal estes pequenos erros acontecerem. Afinal de contas após ler a mesma coisas várias vezes, chega a um ponto que temos a história de tal modo impressa em nós que os erros mais pequenos acabam por passar totalmente ao lado e foi isso que deverá ter acontecido neste livro, embora não seja um fator que impeça a leitura, apenas me fez um pouco de confusão. E não sei se foi apenas do meu exemplar, ou algum erro no meu ereader, mas tinha um capítulo repetido no ebook.

Apesar de tudo é uma leitura agradável e fiquei com curiosidade em ler o primeiro livro da autora. Tenho que ver se o compro no futuro para saber o início da história de Lídia e do seu passado.
sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Este vai ser um passatempo muitíssimo simples. Nele temos para oferecer um pack de dois livros pertencentes ao género do romance fantástico, que de certeza farão as delícias de muitos leitores!


Este pack tem o grande apoio da Chiado Editora, sendo que os exemplares a passatempo são "Destino Celestial" de Mariza Martins e "Os Filhos de Lúcifer" de Celso Machado. Para os ganharem terão apenas de responder a uma pergunta simples relativa a cada livro, cujas respostas podem ser encontradas no site da editora.


Boa Sorte a todos!

Regras do Passatempo:
1) O Passatempo decorrerá até às 23h59 do dia 29 de Agosto (sexta-feira).
2) Só é válida uma participação por pessoa e residência.
3) Participações com respostas erradas e/ou dados incompletos serão automaticamente anuladas.
4) O vencedor será sorteado aleatoriamente pela administração do blogue, será contactado por email e o resultado será anunciado no blogue.
5) O envio do prémio será realizado pela editora, via ctt.
6) Só são aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.
Autora: Joanna Rees
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 512
Editor: Edições Asa
ISBN: 9789892323084

Sinopse:
Thea e Romy são duas lindas bebés cujo futuro é ditado por uma moeda atirada ao ar. Separadas e vendidas na calada da noite, os seus destinos não podiam ser mais diferentes. Thea é enviada para os Estados Unidos, onde a espera uma vida de privilégio e luxo. Romy é internada num violento e degradado orfanato na Alemanha de Leste. Embora vivam em continentes diferentes, os seus caminhos vão cruzar-se ao longo dos anos, sem que nenhuma conheça a identidade da outra. Mas os seus mundos acabarão por colidir um dia. Face a uma tragédia iminente, com tudo o que lhes é mais querido em jogo, elas têm apenas duas opções: destruírem-se mutuamente ou unirem-se, arriscando as próprias vidas, para descobrir a chocante verdade sobre o seu passado.
Das vielas decadentes de Londres aos arranha-céus de Nova Iorque, das montanhas geladas da Europa de Leste às exuberantes praias das Caraíbas, duas mulheres unidas pelo poder invisível dos laços de sangue constroem as suas vidas numa luta permanente contra a arbitrariedade do acaso.


Opinião:
Admito... Não dava nada por este livro. A razão é muito simples, não gostei muito da capa. Sei que é a capa original, mas esta em conjunto com o título, remetia-me para algo mais no campo do romance. Aquele género de romances em que temos a rapariga convencida e a forte e determinada. O título não me ajudou muito, remetendo-me para o conto "O Príncipe e o Pobre". Mas enganei-me redondamente e este foi um livro que me prendeu do início ao fim e que adorei!

Thea tem tudo o que todas as crianças quereriam. Uma família rica que lhe consegue proporcionar tudo o que ela quer e que a adora. Adora andar a cavalo e essa paixão é alimentada diariamente, provando que pode ser um talento nato que cresce na família, não fosse a sua mãe muitíssimo conhecida pelo seu talento com tais animais. Mas a sua vida perfeita está prestes a terminar quando a doença terminal da mãe a acaba por matar, levando o pai a procurar abrigo noutra mulher. Uma mulher que se finge querida e perfeita mas que acaba por ser uma falsa, afastado Thea do pai. A verdadeira razão para o afastamento não é apenas esta nova mulher, mas o filho desta. Um rapaz que adora rapariguinhas e que por muitos avisos que a mãe lhe faça, vê em Thea uma nova diversão. Tudo junto, Thea quer sair de casa brevemente, acabando por entrar num colégio interno e por se tornar numa mulher muito independente, inteligente, determinada e decidida a vingar-se do seu "irmão" da forma mais limpa possível.

Romy não tivera a mesma sorte de Thea. Tendo sido levada para um orfanato em criança, este não era um lugar normal. Era um local governado por um homem cruel que via nas crianças que ali viviam o seu sustento para a vida. Os rapazes tornavam-se em homens cruéis e que viam o sexo contrário como objectos, as raparigas tornavam-se viciadas nestes homens sendo a necessidade e o medo os grande motores para tal vício. Mal chegavam à adolescência, ou por vezes mesmo antes desta, as rapariguinhas do orfanato eram utilizadas para satisfação do pessoal que lá trabalhava e para ganhar dinheiro, e sendo Romy tão determinada quanto era, queria fugir, antes que fosse tarde de mais. A sua vida acaba por ser muito difícil, mas a sorte bate-lhe diversas vezes à porta, conhecendo pessoas que são muitíssimo bondosas para com ela e que a ajudam a sobreviver. A juntar a isso, a sua beleza calma e inebriante, leva-a a tornar-se uma grande e rica modelo, mudando a sua vida para todo o sempre.

Adorei este livro e admito que não estava nada à espera. Quando este livro saiu não me lembro de ler muitas críticas sobre ele e visto que quando as capas não me chamam a atenção não costumo pegar nos livros (sim, sou daquelas pessoas que julga um livro pela capa) ele acabou por ficar esquecido, mesmo depois de ter comprado o ebook. Acabei por lhe pegar simplesmente porque queria um romance e este era um dos que tinha selecionado para ler nas férias. Dessa forma comecei a ler o livro e prendeu-me logo desde o início. Embora, especialmente a história de Thea, pareça algo já conhecido, é o desenvolvimento que nos prende e que é muitíssimo bem construído por parte da autora. Ambas as personagens são fortes e determinadas, tendo ambas passado por muito. Especialmente Romy, a órfã que tivera o azar de ir para o orfanato. Esta acaba por ser alguém que cresce muitíssimo depressa e no início era a sua história que eu queria a todo o custo saber. Já mais no final do livro o protagonismo vai para Thea, que embora nascendo num ambiente rico acabara por ter muito azar na vida ao contrário da sua irmã Romy. Sim, porque as personagens são irmãs separadas à nascença, mas que sem saberem acabam por se cruzar inúmeras vezes, como se o destino as estivesse a tentar juntar a todo o custo.

A única coisa que tive pena foi a falta de desenvolvimento sobre quem era a família verdadeira das duas irmãs. Elas encontram-se de forma muito repentina e a descoberta de quem é a sua verdadeira família, embora chocante e forte, acaba por ter um pouco falta de sentimento. Mas no meio de toda a narrativa este erro é, se tanto, um por cento da história, sendo que a restante narração está muito bem feita, intercalando entre o ponto de vista de Romy e Thea, o que acaba por nos prender mais às suas vidas e às suas decisões.

Sem dúvida um livro que me surpreendeu imenso e que recomendo sem reservas. Com as quantidades certas de romance, aventura, mistério e com umas personagens que irão prender qualquer leitor.
quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Pode falar um pouco sobre si?
Nasci no Minesota e depois mudei para o sul do Brasil durante vários anos (costumava falar fluentemente português!) antes de me mudar de novo para os Estados Unidos e assentar no Novo México. Conheci o meu marido enquanto estudava para tirar o curso de Geologia na Universidade do Estado de Ilinois. Agora vivemos numa zona rural no sul de Indiana que tem imensas colinas com árvores e é dotada com lagos. De todos os lugares em que vivi, este é o meu favorito. É lindo e muito privado. Sento-me a escrever e a ver veados e perús selvagens a vaguear no meu quintal da frente. O meu marido e eu temos três filhos, um cachorrinho (que é enorme embora só tenha cinco meses e adora o nosso lago de tal forma que aparece imensas vezes à nossa porta totalmente molhado), e um felino temperamental que autorizou graciosamente a ser chamado de Poot.

De onde vêm as suas ideias?
Para ser sincero, não tenho a certeza. As histórias parecem simplesmente na minha cabeça. É um processo engraçado imaginar a primeira cena e os eventos eventualmente começam a encaixar. As minhas personagens, por norma, surpreendem-me. O meu marido ri-se de mim quando eu digo em voz alta: Não tinha ideia que isto iria acontecer. Obviamente que não me sento e decido de imediato todo o romance. Já tentei fazê-lo e para mim não resulta.

Identifica-se em alguma das suas personagens? E tem alguma que lhe seja mais querida?
Os homens e as mulheres não pensam da mesma forma . Acho que gosto de escrever mais sobre as personagens masculinas do que sobre as femininas. Não que não goste de heroínas femininas e independentes, mas é um desafio sentar-me e imaginar como é que um homem iria reagir à mesma situação. Sendo uma mulher eu sei o que consideraria fazer se fosse a heroína, mas o herói? Por isso acho que é minha resposta é sim, definitivamente que me colocar na pele das personagens e de certeza que a minha visão do mundo acaba por se destacar. Relativamente a uma personagem em especial, isso é muito difícil. Conheço-as de trás para a frente, como pensam, a sua história, os seus traços de personalidade… tento que todas elas sejam especiais.

Tem algum hábito “estranho” enquanto escreve?
Levanto-me e ando de um lado para o outro imensas vezes e não costumo ter noção que o estou a fazer até me encontrar noutra divisão, pensando na cena.

Admito que é uma questão com ratoeira, mas que acha das capas portuguesas dos seus livros?
Acho que são lindas!

Desde que se tornou uma autora publicada, qual foi a coisa mais fantástica e ao mesmo tempo estranha que lhe aconteceu?
Submeti um livro para a minha editora quando esta era pequena e ela respondeu que adorara e que não percebia como é que eu não tinha uma agente. Já me tinha safado bem a vender os meus livros sozinha, por isso não liguei muita importância. Uma hora depois recebo uma chamada de um dos melhores agentes de Nova Iorque a oferecer-se para me representar. Eles lançaram a minha carreira de uma forma que nunca imaginara ser possível. Estou muito agradecida a essa editora até ao dia de hoje.

Que pensa da comunidade bloguer? Acha que de alguma forma ela ajudou quando lançou o seu primeiro livro?
Os blogues são como que uma conversa e é uma óptima forma de arranjar leitores. Sem dúvida que acho que ajudam a vender livros.

E finalmente, tem alguma mensagem para os seus leitores?
Que grupo fantástico de leitores. Recebi alguma da correspondência mais queria de Portugal. Queria tanto visitá-los e já falei com o meu marido sobre isso. Agradecia sugestões do que deveria estar na minha lista de coisas para ver. Sei que é um país lindíssima, mas tirando Lisboa, devo admitir que não sei onde deveria ir para ter um verdadeiro gosto da cultura de lá. Além disso… que tipo de comer não deveríamos perder?

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Entrevista em Inglês

Could you talk a little bit about yourself?
I was born in Minnesota, then we moved to southern Brazil for several years (I used to speak fluent Portuguese!) before we came back to the states and settled in New Mexico. I met my husband while studying for a degree in geology at Illinois State University. We now live in a rural area in southern Indiana that is all wooded hills and dotted with lakes. Of the places I’ve lived, this is my favorite. It’s very beautiful and private. I sit and write and watch deer and wild turkeys wander through my front yard. My husband and I have three children, a rambunctious puppy (that is huge already at five months and loves our lake so he often comes to the door soaking wet), and a temperamental feline who has graciously agreed to live with us named Poot.

From where did you get your ideas?
I’m not sure, to be honest. The stories just seem to unwind in my head. It is a fun process to imagine that first scene and let the series of events fall into place. My characters often surprise me. My husband laughs at me when I murmur out loud: I had no idea that was going to happen. Obviously I don’t sit down and plot out the whole novel ahead of time. I’ve tried that, but it doesn’t work for me.

Do you identify yourself in your characters? And have you got some character that is special to you?
Men and women just don’t think the same way . I think I enjoy writing the male characters more than the heroines! Not that I don’t love independent and yet feminine heroines, it’s just a challenge to sit there and imagine how a male would react to the same situation. Being a female I know what I would do if I was the heroine, but the hero? So I think the answer is yes, I definitely put myself in their shoes, and I am sure my outlook on the world comes through.
As for a special character, that’s a very difficult question. I know them inside and out, what they think, their history, their personality traits…I try to make them all special.

Do you have any "weird" habits while writing?
I get up and walk around a lot and I’m not really aware that I’m doing it until I find myself in another room, thinking through the scene.

I admit this is a trick question, but what do you think about the portuguese covers of your books?
I think they are beautiful!

Since you became a published author, what was the most amazing and at the same time weird thing that has happened to you?
I submitted a book to my editor at a small house and she wrote back and said she loved it, but wondered why I didn’t have an agent. I’d done pretty well selling the books myself, so I just shrugged. An hour later I got call from one of the best agents in New York who offered to represent me. That launched my career in a way I never imagined. I am grateful to that editor to this day.

What do you think about the bloguers community? Do you think they were of any help when your first book was realeased?
Blogs are a conversation and that is a wonderful way to engage readers. I absolutely think they help sell books.

And finally, do you have any message for your portuguese readers?
What a lovely group of readers. I have received some of the nicest notes from Portugal. I so want to visit there and my husband and I have talked about it. I would appreciate suggestions on what should be on my must-see list. I know it is a beautiful country but other than Lisbon, I admit I am not sure where we should go to get a true taste of the culture. Plus, is there a must-have food specialty we should not miss?