Na Mesa de Cabeceira...

Na Mesa de Cabeceira...
"Guarda-me para Sempre" de Brigid Kemmerer

Passatempo

Passatempo
Até 22 de Julho!

Seguidores

Com tecnologia do Blogger.

Facebook

Arquivo do Blogue

sexta-feira, 5 de setembro de 2014
Autora: Paullina Simonns
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 584
Editor: Edições Asa
ISBN: 9789892325750

Sinopse:
Com apenas dezoito anos, Tatiana está grávida e só. O seu marido, Alexander, foi acusado de espionagem e preso pela infame polícia secreta de Estaline.
Alexander é um herói de guerra condecorado que carrega um segredo fatal. Nascido na América, vive encurralado desde a adolescência na União Soviética, para onde imigrou com os pais, que queriam viver o ideal comunista. Mas o brutal regime do país rapidamente destroçou os seus sonhos. Para se proteger, Alexander serviu o Exército Vermelho e fez-se passar por cidadão soviético. Para ele, a II Guerra Mundial é já uma causa perdida: tanto a derrota como a vitória significam a morte. As notícias que dão conta do triste destino de Alexander levam Tatiana a fugir para a América. Quando chega a Nova Iorque, ela é uma jovem viúva com um filho pequeno nos braços e um passado doloroso. Pouco tempo depois, tem um emprego, amigos e a vida com que nunca ousou sonhar. Mas a dor pela perda de Alexander nunca a abandona. Algures dentro de si e contra todas as evidências, ela continua a ouvir a voz do seu grande amor...
Uma história épica de amor e guerra. Um hino ao poder dos sentimentos e da fé humana. Tatiana é a sequela do bestseller mundial O Grande Amor da Minha Vida.


Opinião:
Após ter lido e ficado deslumbrada com o primeiro título desta coleção, não consegui ficar indiferente quando saiu este novo volume. Apesar de ter ficado um pouco triste por a editora ter retirado os últimos três capítulos ao livro para publicarem noutro volume, a minha vontade de ler esta continuação era demasiado grande e acabei assim por adquirir o ebook e descobrir mais sobre esta belíssima e triste história de amor.

Tatiana tem apenas 18 anos, mas já sofrera muito na vida. Apanhada no meio da segunda guerra mundial, era uma rapariga que vivia feliz entre a sua família. Uma família que já não existia, tendo falecido durante essa horrível guerra, de fome e doenças. A única pessoa que a poderia apoiar acaba por ser morta durante as batalhas, um jovem oficial que nunca conhecera realmente o amor, que apenas saia com mulheres para esquecer o inferno em que vivia. Um homem que desde que a viu pela primeira vez, no primeiro dia da guerra a comer um gelado feliz, a cantarolar, teve uma vontade enorme de saber que ela era.

Um oficial que chegara longe e que agora era o pai da criança que Tatiana trazia no ventre. Conseguindo fugir para a América, devido a um grande plano feito por Alexander, Tatiana tenta refazer a sua vida, fazendo a única coisa que aprendera durante a guerra, ser enfermeira. Ganhando de imediato a confiança de todos os seus pacientes, que a adoram não só por ser bonita, mas também por ser carinhosa e bondosa, Tatiana rapidamente se torna conhecida no meio daquela pequena cidade. Todas a conhecem pelos seus atos bondosos, atos que nem Tatiana tem noção que são levados tão em conta.

Enquanto Tatiana tenta refazer a sua vida sem o único homem que amara, pai do seu filho, a realidade é que Alexander está vivo. Apanhado pelo exército que o considera um espião, Alexander tem que passar duras provas para sobreviver, isto se quer voltar para Tatiana, onde quer que ela esteja. Provas que o levam diversas vezes à beira da morte, embora parecesse que a morte não queria nada com ele. Ao descobrir que a sua mulher está viva, sendo procurada pela União Soviética, Alexander fica sem saber se a deverá procurar, colocando-a num maior risco, ou se deverá esquecê-la e deixá-la viver a sua vida.

Adorei o primeiro livro desta trilogia e este não foi excepção. Embora não seja o segundo livro completo, sendo que a parte que falta era a que eu mais queria ler (o reencontro das duas personagens), a verdade é que mesmo sabendo isso mergulhei de pés e cabeça na leitura. Senti o que Tatiana e Alexander sentiam. Como estes sentiam as suas vidas a fugirem-lhes entre os dedos, sendo que o que os prendia à vida era o seu filho e o amor que partilhavam um pelo outro. Foi uma boa coisa Tatiana estar grávida quando fugira da União Soviética, pois acho que sem este pequeno milagre ela nunca teria sobrevivido por si mesma. Apesar de ver o seu Alexander sempre que olhava para o filho, era por este que ela vivia, pela criança que tinha sido fruto do seu amor.

Já Alexander prendia-se na esperança de voltar a ver o seu amor. Sabia que Tatiana tinha desaparecido do mapa, mesmo sendo procurada pelo exército, e apesar de não saber para onde tinha ido, algo lhe dizia que estava viva. Era esta esperança de a poder voltar a ver que lhe dava as forças necessárias para continuar. Neste livro ficamos a conhecer um Alexander totalmente diferente. Apesar de no primeiro livro sabermos que este ama Tatiana, não sabemos muito mais sobre ele, sendo que como é Tatiana a que sofre mais com a guerra, o livro anterior tinha sido mais focado nela. Neste é o contrário. Tatiana vive em maior segurança do que Alexander e por isso o maior foco da história é nele. Ficamos a conhecer o seu passado. O que sentira ao conhecer Tatiana, ao vê-la naquele primeiro dia de guerra. Descobrimos mais sobre os encontros entre os dois, sobre a ligação que os unia e a confiança que tinham um com o outro.

Sem dúvida alguma um livro que adorei e que embora não concorde com a opinião da editora de afirmar que o próximo volume é o último (visto que na versão original o último em português são os últimos capítulos do segundo volume original), irei à mesma comprar o livro, pois quero saber como é o reencontro entre estas duas personagens. Recomendo!
quinta-feira, 4 de setembro de 2014


Esta editora tem lançado tantas novidades boas que nem sei para onde me virar...
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
Autora: Ruta Sepetys
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 384
Editor: Edições Asa
ISBN: 9789892325187

Sinopse:
Josie Moraine vive mais do que uma vida.
Ela é filha de uma das prostitutas de luxo mais cobiçadas de Nova Orleães, um estigma que a arrasta para o submundo decadente da cidade. Vítima da negligência da mãe, tem nos moradores do extravagante Bairro Francês os seus maiores aliados. De Cokie, humilde e fiel; a Willie, a dona de um bordel cuja frieza esconde um coração de ouro; e a Jesse, tímido, atraente e eternamente apaixonado, todos a protegem e velam por ela.
Mas Josie sonha mais alto e move-se com igual à-vontade nos corredores da livraria onde, graças à bondade de um desconhecido, trabalha e habita. Este é o seu porto seguro. Aqui, entre as estantes repletas de livros, no pequeno escritório que agora lhe serve de quarto, não tem de se defender da sua própria mãe nem fingir ser a durona solitária que domina as ruas. Ao anoitecer, quando a porta se fecha e as luzes se apagam, ela descobre nas páginas que folheia a imensidão do mundo e anseia por uma vida melhor. Uma vida como a de Charlotte, a filha de uma família da alta sociedade, cuja amizade a inquieta a ponto de arriscar tudo, mesmo a promessa de um amor verdadeiro. E quando os seus sonhos estão prestes a realizar-se, um crime muda tudo… para sempre.


Opinião:
Na altura em que este livro saiu tinha tanta curiosidade para ler. Mas depois, para (não) variar, continuavam a aparecer livro cá por casa e este que estava no ereader ia passando para último plano. Quando fui de férias fiz de propósito para levar apenas o ereader e assim tive a oportunidade de ler este livro que me tinha chamado a atenção essencialmente pela sinopse, pois a capa remete para um romance nos dias de hoje, algo que é totalmente contrariado com a sinopse.

Josie ainda se lembra do primeiro dia no Bairro Francês. Aquele dia em que entrara naquele bairro e numa casa enorme e cheia de mulheres lindíssimas. Um lugar onde a mãe lhe disse para se manter calada senão apenas a iria envergonhar. A casa para onde a mãe a leva é uma das grandes casas de prostitutas em Nova Orleães e é onde pede quase de joelhos para a deixarem trabalhar lá. Apesar dos avisos da mãe, Josie não resiste a falar, sendo que Willie, a dona desse bordel, compreende de imediato que tem ali uma pessoa totalmente diferente da mãe, alguém inteligente e trabalhador.

Josie acaba assim por crescer no bairro francês, sendo que durante a madrugada vai ao bordel, limpar a casa de uma ponta à outra após os excessos da noite e de tarde vai trabalhar para uma pequena livraria, um mundo onde se perde entre aquelas páginas cheias de sonhos. O trabalho na livraria é para compensar a pequena casa que tem em cima desta. O trabalho no bordel é para pagar o comer que Willie lhe dispensa. Estando desde os 11 anos a morar sozinha por cima da livraria para não ter que se encontrar com a mãe, Josie sabe que quer mais para a sua vida. Que quer juntar o suficiente para fugir daquele lugar escuro e sem futuro, onde todos a vêm como a filha da prostituta, uma rapariga que sem dúvida alguma não se iria aproveitar do seu cérebro mas sim da sua imagem.

Gostei imenso deste livro, sendo que a personagem principal me capturou do início ao fim da narrativa. Josie é uma personagem forte e determinada, sendo uma rapariga extremamente bonita e inteligente, querendo usar essa inteligência para sair daquele inferno em que vive. Presa ainda ao bordel devido à sua mãe e a tudo o que Willie fizera por si em criança, é nos empregados do bordel, nos donos da livraria e num antigo amigo de infância que encontra as forças para continuar a lutar para tentar se tornar alguém.

Este é um livro que conta uma história sobre a perseverança, sobre a determinação e sonhos de uma rapariga que queria ser mais do que aquilo que diziam que ela tinha nascido para ser. Ela estava decidida a provar que não era o seu nascimento que decidia quem ela era, mas sim as suas escolhas e esforços para seguir em frente. Apesar de este livro ser essencialmente relacionado com as escolhas desta personagem, vemos como o seu coração é uma das suas grandes bússolas, e mesmo após imensas advertências, Josie continua a ser uma pessoa que se preocupa com os outros, amando aqueles que a ajudam apesar dos rumores que a acompanham.

Admito que uma das coisas que mais me atingiu este livro foi a maneira de ser da mãe de Josie. Esta praticamente vendera a filha, não uma nem duas vezes, para fugir e aventurar-se a ver o mundo com um homem que dizia que amava. Um homem que lhe batia e olhava para Josie com gula no olhar, um ladrão e traficante da pior espécie. Para fazer o que este homem queria, a mãe de Josie roubava-lhe todas as suas poupanças, incluído as que lhe tinham sido oferecidas para ir para a universidade. Praticamente a vendeu à máfia e deixou-a com as suas dívidas enquanto fugia para outro pais. Acho que esta foi uma das partes que mais me atingiu, como a mãe a tratava.

Um livro que gostei imenso e só tive pena de o final ter sido deixado tão em aberto. Aconselho sem reservas!
terça-feira, 2 de setembro de 2014
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Autor: Dan Wells
Edição/reimpressão: 2013
Editor: Edições Contraponto
ISBN: 9789896661328

Sinopse:
John Wayne Cleaver é um rapaz bem-comportado, tímido, reservado (e obcecado com a morte, mais especificamente com homicídios), que estuda obsessivamente serial killers e passa os tempos livres a trabalhar na casa funerária da família. A morte parece fazer parte indelével da sua vida; talvez por isso John tenha desenvolvido os poderes de dedução que lhe permitiram salvar a sua cidade do ataque de assassinos (literalmente) demoníacos.
Em Não Te Quero Matar, John Wayne Cleaver apercebe-se de que a única maneira de pôr fim a estes ataques é fazer frente aos demónios que mataram tantos dos seus amigos e vizinhos.
Para isso, vai ter de desafiar uma das criaturas mais perigosas com que já se deparou; e os demónios nunca fazem jogo limpo…
Um thriller sobrenatural irresistível, com um dos protagonistas mais inesquecíveis deste género.


Opinião:
Na altura tinha começado a ler esta trilogia simplesmente porque a capa me chamara a atenção. E continuei a acompanhar a história porque a personagem principal tinha um magnetismo que eu admito não conseguir explicar. Sempre gostei de personagens sociopatas e esta incluía-se nessa categoria e tal foi um dos grandes factores para eu decidir ler este livro. Dessa forma, aproveitando uma promoção da wook, comprei o ebook correspondente ao último título da trilogia, para saber o que aconteceria entre John e o demónio Ninguém.

A vida de John nunca mais fora a mesma desde que descobrira que o seu vizinho era um demónio. O que inicialmente era algo impossível, depressa se tornou uma rotina de John. Visto ser um sociopata, John não sentia as coisas da mesma forma que as outras pessoas, sendo alguém extremamente racional e apesar de demónios ser algo que parece impossível, a verdade é que após ter visto com os seus próprios olhos não um, mas dois demónios, John sabia que tinha que destruir o mal pela raíz. E foi por isso que arranjara forma de chamar o chefe dos demónios, uma mulher de seu nome Ninguém. Pelo menos, de acordo com a voz que ouvira no telefone, era uma mulher.

Mas os crimes que recomeçam a aparecer na sua terra natal apontam para um homem. A forma fria e precisa com que eram cortadas as mãos e a língua das vítimas demonstravam que o assassino tinha uma grande forma física que John inicialmente apontava para um homem, mas que com o tempo arranjara forma de pertencer a uma mulher. Como se não bastasse este assassino a complicar-lhe a vida, a própria vida pessoal de John começa a complicar-se. John não é uma pessoa carinhosa, não sente empatia com ninguém e apenas se comporta minimamente como uma pessoa normal devido às suas regras. Mas ao começar a conviver com a filha do polícia da terra, John começa a sentir algo, embora muito ténue. Sente que se importa com aquela pessoa, apesar de não conseguir saber o que fazer quando está com ela. Não percebe as indiretas que lhe mandam e muito menos os estados de espírito daquela que passa a ser sua namorada.

Uma namorada que adora o "jogo" que John faz, ajundando-o a tentar descobrir quem é o assassino. Mas o grande problema é... E se em vez de um, existirem DOIS assassinos?

O final deste livro pareceu-me um pouco à Dexter. Sim, é uma comparação estranha, mas sendo Dexter o meu sociopata favorito, não consegui parar de pensar nele e de comparar a sua maneira de ser com John. A verdade é que John muda imenso neste livro. Enquanto cresce e se começa a interessar com o sexo oposto, John acaba por encantar algumas das raparigas mais bonitas do seu liceu, acabando por ficar namorado de uma delas. Enquanto no livro anterior começamos a ver a sua relação com Brooke e como este se começa a importar com o seu bem estar, neste livro a relação de John com a própria Brooke e com a nova namorada começam a demonstrar que talvez John até sinta algo.

Acho que este livro não se centrou tanto nos crimes que estavam a ocorrer em redor de John, mas sim na maneira de ser deste. Na descoberta de alguns sentimentos, embora este não soubesse como os denominar. Em vez de dizer gosto da pessoa tal, John dizia que a pessoa tal até era divertida. Ele descreve as pessoas de forma muito racional, atribuindo-lhes adjectivos mas acaba por não dizer como se sente em relação a estas pois não sabe propriamente dizer o que sente, ou se sequer sente algo. E é este estado emocional que vai ser acompanhado ao longo do livro.

Devo admitir que o final do livro me surpreendeu imenso e que apesar de ser um final demasiado cruel para a personagem, fora um muito bom final. Acaba por demonstrar a John que sempre sentira algo por alguém, embora ele não o soubesse.

Uma trilogia muito diferente de outras que se encontram no mercado, mas que debaixo da fantasia e desta personagem tão estranha à sua própria maneira, acaba por debater assuntos muito importantes do dia a dia.