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terça-feira, 30 de setembro de 2014

E acabou mais um mês.
Um mês em que a velocidade de leitura diminuiu pois finalmente recomeçaram as aulas, sendo que este é o meu último ano de mestrado, o ano da tese! Algo que aposto que me irá impedir de ler muito livros, por isso não se admirem se a velocidade de leitura diminua ainda mais.

Neste mês de setembro, o mês em que muitas editoras "endoideceram", ficaram para mim seis dos exemplares recebidos. Temos exemplares da Planeta, da Bizâncio, da TopSeller e da Porto Editora. Muito obrigada a estas editoras e a todas as outras que me apoiaram durante este mês!



E como não podia deixar de ser, também fiz algumas aquisições em ebooks, não fosse este um dos meus novos vícios. Três livrinhos que tenho muita curiosidade em ler, tendo o "Para Sempre" uma capa lindíssima!


E vocês? Muitos livros novos?
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
Autora: Soraia Pereira
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 234
Editor: Pastelaria Studios Editora
ISBN: 9789898629098

Sinopse:
Nova Iorque da actualidade nunca mais será a mesma…
Eles têm uma única e especifica missão: evitar a todo custo que as espécies habitantes do plano humano, sejam escravizadas por Razziell, senhor do Reino das Sombras Arcanjo renegado que fora expulso do paraíso pelo Arcanjo Miguell em pessoa. Leonardo é um dos guerreiros especiais a quem está incumbida tal missão.


Opinião:
Este livrinho chegou-me às mãos através do BookCrossing e sem dúvida que era uma narrativa que há muito queria ler. Por alguma razão a capa chamava-me a atenção e a sinopse, embora não revele nada de nada da história, tinha a palavra Arcanjo, o que me aumentou a curiosidade. Além disso era uma autora portuguesa e se há coisa que tenho tentado fazer durante este ano foi ler mais autores portugueses, de forma a dar (pelo menos) uma média de um autor nacional por mês.

Jessica é uma simples humana com muitíssimo azar. Num dia como qualquer outro quando vai a passar na rua, acaba por ser abordada por um estranho sujeito que a todo o custo a tenta violar. Desesperada, Jessica bem se tenta defender, mas apenas acaba por se safar de tal situação quando um estranho sujeito se coloca no meio e a acaba por salvar. Uma pessoa que ela nunca tinha visto e que naquele momento não lhe ficara na memória, pois acabara por desmaiar do choque.

Quando acorda vê-se rodeada de homens que embora por um lado sejam assustadores, por outro são belíssimos e com uns corpos magníficos que parecem esculturas... E entre esses homens existe um que olha constantemente para ela, que lhe pergunta se está bem inúmeras vezes. Um homem cujos olhos reconhece como pertencentes ao seu salvador. Esse homem chama-se Leonardo, um guerreiro em todo o sentido da palavra. Um homem que luta ao lado dos seus irmãos e que tenta tornar o mundo um lugar melhor, um lugar onde humanos e não humanos possam viver em paz.

Ao ver Jessica pela primeira vez, Leonardo sente uma atração que há muito não conhecia. Uma atração eloquente e em nada lógica. Uma atração que o faz querer a todo o custo estar próximo daquela simples mulher, uma humana que não sabe nada de nada sobre o seu mundo ou sobre a sua espécie...

Devo dizer que este livro surpreendeu-me pela positiva. A narrativa é fluída e os diálogos não a tornam de forma alguma pesada, acabando por prender o leitor do início ao fim, sendo que adorei conhecer todas as personagens e conhecer o mundo em que estas vivem. Apesar de ter gostado de ler o livro, não posso deixar de ligá-lo imenso aos livros de J. R. Ward. Embora pudesse citar outras autoras do género, acho que foi em Ward que a autora este livro se inspirou, sendo esse um facto que se nota em cada página e na própria caraterização das personagens. Eu adoro J. R. Ward e acho que esse foi um dos grande motivos para gostar desta narrativa. Nela temos o grupo de guerreiros (à mesma vampiros) que tentam manter a sua comunidade longe do perigo. E como não podia deixar de ser todos os guerreiros têm os seus demónios pessoais que acabarão por desaparecer quando encontram uma mulher por quem se apaixonarão loucamente.

Apesar das inúmeras parecenças deste livro com os de J. R. Ward, nota-se que a escrita é algo inerente à autora, e apesar de usar por diversas vezes o calão, acabamos por ler este livro rapidamente de uma ponta à outra, apaixonando-nos por todas as personagens e querendo saber mais e mais sobre elas. Apesar deste livro ser sobre Leonardo, a personagem masculina que mais gostei foi A'larick. A sua maneira de pensar, de agir, de ser. Uma maneira de viver tão diferente dos irmãos mas ao mesmo tempo que revela até mais do que estes.

Este livro foi lançado em 2013, sendo que desde então nada mais ouvi em relação à publicação de outra obra da autora. Pelo que li no goodreads há um segundo volume que fora para leitura beta e que as leitoras afirmam que está melhor que este, pois pelo que parece a autora decidiu usar as críticas de forma construtiva para melhorar os livros seguintes desta saga. Agora se esses livros chegarão até nós? Não sei. Mas posso dizer que após este "primeiro cheirinho", adorava que isso acontecesse!
sábado, 27 de setembro de 2014
Autora: Maria Helena Ventura
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 304
Editor: Saída de Emergência
ISBN: 9789896376291

Sinopse:
Joana Cabral Cid, jornalista e investigadora forense, viaja até Estocolmo quando a Academia Sueca se prepara para anunciar o vencedor do Nobel da Literatura. O motivo: tentar descobrir quem matou Thomas Moonland, o grande candidato ao cobiçado prémio. 
Depois de se encontrar com a psicóloga criminal Klara Drottning, que investiga o estranho homicídio, Joana vê-se envolvida numa investigação paralela e privada. Rapidamente mergulha num clima de insegurança que contraria a imagem idílica que sempre tivera de Estocolmo. 
Ainda fragilizada pelo fim da única relação séria da sua vida, Joana procura um colega que conhecera na capital sueca, Kendryck O´Brien. Precisa desse apoio para diluir o medo que sente pela sua vida e, quem sabe, descobrir a teia de conspiração por trás do homicídio. 
Mas quando ninguém é quem parece ser, e tão longe da segurança a que se habituou em Portugal, Joana mergulha numa espiral de traição e perda, mas também de esperança por um recomeço onde menos se esperava.


Opinião:
Admito que este livro foi daqueles que ora eu tinha curiosidade de ler, ora pensava que não fazia de forma alguma o meu género. A capa fazia-me pensar nisto e a sinopse não me ajudava muito a querer ler o livro, o que não foi de forma alguma positivo. Desta forma entrei na leitura deste livro de pé atrás, mas acabei por lê-lo rapidamente. A opinião global? É um livro estranho, cuja leitura embora não seja totalmente fluída, acaba por prender de qualquer forma o leitor.

Thomas Moonland, um dos escritores com maiores probabilidades de ganhar o Nobel da Literatura, é encontrado morto. E uma morte em nada natural. Tendo uma habilidade natural de juntar a escrita com a investigação, Joana Cid decide que aquele pode ser um dos grande crimes do ano e consegue ser a jornalista principal no caso, o que a leva a Estocolmo, o local onde Thomas Moonland havia sido encontrado morto.

Tendo diversos contactos que a prometem ajudar, Joana acaba assim por entrar num mundo muito diferente daquele que ela esperava, onde honra é apenas uma palavra e verdade é outra ainda mais fugaz. Um mundo onde a inveja e o ódio imperam e o que parece ser amor e respeito acaba por ser algo mais, algo muito mais profundo. Para além desta grande investigação, que coloca Joana em perigo no meio da cidade de Estocolmo, o seu coração também será colocado à prova, acabando este por ser a verdadeira chave de todo o mistério.

Que me lembre, nunca li nada desta autora, embora houvessem um ou outro livro históricos da mesma que eu tenha andado de olho. Mas outros livros começaram a chegar e dessa forma acabei por esquecer aqueles que andava a namorar da autora, passando para o fim de lista. Comecei a ler este simplesmente porque sim e acabei por descobrir um autora que me deixou com diversas dúvidas em mente, pois se por um lado gostei da história, por outro quase não me apetecia pegar no livro.

A escrita da autora não é uma escrita totalmente fluída e embora bem articulada é preciso estarmos com imensa atenção durante toda a narrativa, algo que num momento que eu queria ler algo mais leve acabou por não me prender a 100%. Além disso, e acho que isto é mesmo a forma de escrita da autora, haviam inúmeras frases sem pontos finais o que me fez imensa confusão e isto foi um facto que não consegui ultrapassar de forma alguma ao longo de todo o livro. Juro que tentei, mas fez-me imensa impressão e sendo o primeiro livro que li da autora não sei bem se é normal na escrita da mesma, mas considerado que a falta de pontos finais ocorria em todas as páginas do livro, concluo que assim seja.

A história começa de uma forma muito aberta. É-nos apresentado o problema mas nunca nos são revelados muitos pormenores. O mistério é construído lentamente e sem pressa alguma, dando-nos desta forma a conhecer as personagens em pormenor e todos os seus motivos, o que acaba por nos permitir criar as nossas teorias da conspiração. Este início não funcionou muito bem para mim, pois a falta de informações aliada a uma escrita que não faz de forma alguma o meu género, acabou por me impedir de desfrutar da história que até era boa. As personagens eram bem desenvolvidas e acabávamos por compreender o porquê de fazerem o que faziam, mas apesar disso foi um livro que não me ficou na cabeça. Uma história que é facilmente esquecida e culpo a escrita por isso. Pelo menos no meu caso a escrita foi a grande barreira, impedindo-me de gozar da leitura no seu pleno.

Um livro que acredito que muitos gostem, mas que para mim foi apenas mais um livro, não me ficando propriamente na memória.