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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Este é um daqueles livros que vi a capa e simplesmente me apaixonei. Nunca julgues um livro pela capa, é o que se diz. Mas eu julgo inúmeras vezes e este parece-me ser fenomenal! Boa Sorte!



Com o precioso apoio da Editorial Bizâncio vimos oferecer um exemplar do livro "O Meu Nome é..." de Alastair Campbell.

Se querem ter a oportunidade de ganhar este maravilhoso exemplar é só responder às pequenas e simples questões que se seguem. Todas as respostas podem ser encontradas no site da editora ou numa curta pesquisa pela internet. Boa sorte e boas leituras!!

Regras do Passatempo:
1) O Passatempo decorrerá até às 23h59 do dia 12 de Outubro (domingo).
2) Só é válida uma participação por pessoa.
3) Participações com respostas erradas e/ou dados incompletos serão automaticamente anuladas.
4) O vencedor será sorteado aleatoriamente pela administração do blogue, será contactado por email e o resultado será anunciado no blogue.
5) O envio do prémio será realizado por mim, via CTT.
6) Só são aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.
domingo, 5 de outubro de 2014
Autora: Jean Sasson
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 272
Editor: Edições Asa
ISBN: 9789892327983

Sinopse:
Nascida no Líbano, Yasmeena era jovem, bela e sofisticada. Tinha formação universitária, falava fluentemente inglês e trabalhava como assistente de bordo. Era também virgem e conservadora, como mandava a tradição familiar.
O seu mundo ruiu no dia em que o avião em que deveria sair do Kuwait ficou retido no aeroporto. Saddam Hussein acabara de invadir o país. A guerra começava.
No meio do caos, Yasmeena foi enclausurada numa prisão controlada por soldados iraquianos. A violação e a tortura faziam parte da rotina. A impunidade era total.
Após o brutal ataque de que foi alvo às mãos do chefe da prisão, Yasmeena fechou-se em si própria e na sua dor… até ao momento em que conheceu Lana, cujo destino estava à mercê de um sádico. Por temer pela vida da amiga, Yasmeena usou o seu frágil poder junto do chefe. Mas a sua coragem teve um preço. Para salvar Lana, Yasmeena foi forçada a fazer uma escolha...
Há muito que Jean Sasson queria revelar ao mundo a história de Yasmeena. Mas sabia que, por ser sexualmente explícita, seria difícil de publicar. Contudo, Yasmeena nunca abandonou os seus pensamentos. E, um dia, Jean Sasson simplesmente soube que era a altura certa para a partilhar e impedir que a verdade sobre o que passou entre as paredes daquela prisão caísse no esquecimento.
Chocante e comovente, este é um relato fundamental sobre um crime de guerra menosprezado: a violação. Um grito contra o silêncio a que as suas vítimas são condenadas para a vida.


Opinião:
Desta autora apenas conhecia "A Vida Secreta das Princesas Árabes". Um romance que me envolveu do início ao fim e, apesar do seu grande volume, nunca me desiludiu durante a narrativa. Era um livro que parecia quase como que fição, graças ao dom da escrita que Jean Sasson nos demonstra, mas havia um pequeno pormenor muito importante. Não era de todo fição. Era um livro baseado em factos verídicos. Um livro que fora escrito após muita pesquisa e entrevistas a pessoas de carne e osso que sofreram na pele o que era ser de uma cultura muito diferente da nossa. Uma cultura que ainda usava os antigos costumes e onde as mulheres eram simplesmente carne de troca. Após ter adorado esse romance e me ter surgido a possibilidade de ler algo mais da autora, não resisti. Tinha que ler. Tinha que saber quem era Yasmeena. E qual havia sido a sua escolha.

Yasmeena era muitíssimo afortunada. Numa cultura onde se queria um filho homem e onde as mulheres eram moeda de troca e por vezes muitíssimo desprezadas, Yasmeena era filha de um homem que adorava as suas filhas, apesar de estas serem mulheres, e que amava a sua esposa de alma e coração. Era de uma família que vivia bem, tendo uma boa estabilidade financeira, o que também permitia que tivessem forma de fazer as suas próprias escolhas, que por norma eram apoiadas por toda a família. Yasmeena era a mais velha e uma verdadeira beldade. Desde que nascera que era considerada lindíssima e embora soubesse que essa beleza a podia levar muito longe, acaba por ser no seu intelecto que descobre uma verdadeira preciosidade.

Quando cresce, Yasmeena decide que quer sair do Líbano e conhecer o resto do mundo. Consegue então, devido não só ao seu intelecto mas essencialmente devido à sua beleza, tornar-se uma hospedeira de bordo numa grande companhia aérea, viajando sem parar por diversos países que nunca pensara ver. Num desses países, Yasmeena e todos os seus companheiros são apanhados no meio de uma guerra. No meio de Kuwait, uma terra quase desconhecida para a protagonista, acaba por ser apanhada por soldados iraquianos, sendo escolhida para ser a nova diversão do capitão.

Mais uma vez a autora não me desiludiu. Embora seja uma narrativa muito mais curta do que o livro que tinha lido anteriormente escrito pela mesma, é uma narrativa também chocante e acaba por nos atingir o pensamento que neste preciso momento, em algum lugar do mundo, alguém está a sofrer o mesmo mal que Yasmeena sofreu durante longos meses. Temos o retrato de uma mulher que decide ir contra toda a cultura em que nascera apenas para sobreviver, dando o corpo e usando o seu intelecto para conseguir sair daquela horrorosa prisão. Além disso, ao fazer o que fez, Yasmeena conseguiu ajudar algumas das mulheres que lá se encontravam, através de alimentos e até mesmo medicamentos que conseguia do seu opressor.

O que também me atingiu imenso foi a grande diferente entre Yasmeena, uma mulher que já vira o mundo e que decide ir contra a cultura para sobreviver, e Lana, outra prisioneira que se mantém fiel aos ensinamentos de toda uma vida, preferindo a morte à profanação do seu corpo, algo sagrado nessa mesma cultura. Lana era aquela que dava pena a todas as mulheres daquela horrorosa prisão. Sendo a mais bonita de todas, Lana tivera o azar de ficar com o homem mais assustador e cruel entre todos os soldados. Um homem que tinha horário fixo para as violações, não se contentando pela simples violação. Batia-lhe, magoava-a, feria-a. Há inclusive uma parte no livro que refere como o seu captor tinha adquirido material médico utilizado por obstetras, ainda coberto de sangue seco, e o utilizara nela, apenas pelo prazer de a ouvir gritar.

Os homens que violavam estas mulheres eram homem que ainda viviam presos numa cultura em que as mulheres são objectos. Eles não consideravam os seus actos errados e profanos. Consideravam que sendo soldados longe das mulheres, e ao serviço do seu país, mereciam ter entretenimento, caso contrário não conseguiriam cumprir os seus propósitos, não considerando que estavam a fazer algo de errado. É uma realidade que temos noção que existe. Uma realidade que é abordada muito ao de leve nos meios de comunicação e que neste livro acaba por se revelar de forma chocante e directa.

É um livro que pode fazer impressão aos mais sensíveis, pois o propósito da autora é contar a história real de alguém, é abrir os olhos do mundo. E fá-lo de uma forma perfeita, conseguindo criar uma narrativa que nos agarra e nos deixa a pensar em como tal realidade ainda existe nos dias de hoje, não tão longe quando julgamos. Um livro que recomendo a todos. Homens, mulheres, seja qual for a religião ou crença. Leiam este e outros livros da autora e não se arrependerão.
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
Autora: Jodi Ellen Malpas
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 528
Editor: Editorial Planeta
ISBN: 9789896575540

Sinopse:
The Manor, o local onde começou a sua história de amor apaixonada, enche-se de convidados para o que deverá ser o dia mais feliz das vidas de Ava e Jesse.
Ela aceitou que nunca conseguirá domar o lado selvagem de Jesse, e também não o deseja fazer. O seu amor é profundo, sua ligação poderosa, mas quando pensa que por fim tudo está bem, de súbito surgem mais dúvidas e perguntas, levando Ava a suspeitar que Jesse Ward poderá não ser o homem que pensa que é. Ele sabe como levá-la para um lugar além do êxtase… mas também a conduzirá ao desespero? É chegada a hora de este homem se confessar.
Amor, intensidade, intriga e desespero na conclusão da trilogia que apaixonou milhares de leitores em Portugal e todo o mundo.


Opinião:
Antes de mais tenho a dizer que esta é uma das minhas capas favoritas das últimas que têm saído de romances eróticos. É muitíssimo simples e consegue mesmo ser sensual, apesar de ser apenas uma simples pena. Melhor, não é uma simples pena, é uma pena de pavão, um animal que embora eu ache assustador, também ache lindíssimo! O último romance foi dos poucos das últimas trilogias que tenho lido que ainda deixou pontas soltas. É verdade que não foram muitas, mas o simples facto de termos visto como Ava se sente desconfortável com o casamento ser realizado no The Manor, deixou sempre algo para falar no livro seguinte.

Jesse e Ava amam-se. São pessoas extremamente diferentes uma da outra, mas a verdade é que se acabam por completar e é isso que os leva a querer casar o mais rapidamente possível, uma decisão tomada mais da parte de Jesse que não aguenta um segundo sem Ava. Os preparativos estão feitos, as pessoas estão a postos para esconder dos convidados a verdade sobre aquele casarão gigante e belíssimo onde o casamento será realizado. Os pais de Ava finalmente conhecem a peça que Jesse é e apesar de verem como este é extremamente controlador da filha, acabam por não conseguir negar o grande amor que lhe vêm nos olhos sempre que olham para ele.

Mas tal não é o suficiente e apesar de todos os esforços do casal, a verdade é que existem ainda muitos segredos entre eles que podem arruinar a relação que têm. Uma relação que em nada se parece com muitas outras, o que acaba por complicar ainda mais o que existe entre eles. Os segredos do passado são poderosas granadas e quando Ava descobre que existe muito mais em Jesse do que inicialmente desconfiava, o melhor para ambos é afastarem-se um pouco e pensarem no que querem.

Este livro dividiu-me imenso. Apesar de ser uma leitura viciante, o que fez com que eu não largasse o livro enquanto não o terminasse, há certos pormenores que me incomodam imenso na escrita e mesmo na caracterização dos personagens, tanto Ava como Jesse. É um livro que tem uma linguagem muito normal e quotidiana, mas quando chega às partes de sexo... As coisas mudam totalmente de figura. Passamos para uma linguagem crua e que para muitos pode ser mesmo considerada um tanto ou quanto asneirenta. Essas partes fizeram-me imensa confusão.

Outra coisa que me confunde. Como é que é possível casarmos com um homem que fica chateado se a nossa opinião for diferente da dele? Que faz de tudo para engravidarmos porque tem medo que, sem nada que nos ligue a ele, o abandonemos? Que decide levar a sua SEMPRE avante mesmo quanto não tem razão? E que diz imensas asneiras mas que se nós dizermos asneiras, se passa totalmente e fica profundamente chateado? São estas as coisas que me fazem confusão em Jesse. E o pior é Ava aceitar tudo. Ou então fica chateada uns dias mas depois de uma boa noite de sexo de reconciliação está tudo bom de novo.

Eu sei que esta narrativa é fição, mas são coisas que me fazem imensa confusão. Como uma relação tão doentia pode ser representada em papel como se fosse algo tão normal. Como pode ser tão bem aceite. E depois a parte estranha (em que me incluo a mim mesma), como é possível que apesar de saber que tal relação é doentia e das inúmeras falhas das personagens, fique presa a estes livros da primeira à última página?

Sim, porque apesar de todos os contras é um livro que prende os leitores, que nos faz ficar preocupados com os protagonistas, com o que lhes poderá acontecer. Com o que estes poderão sofrer e como irão fazer as passes. É um livro viciante que não nos permite pensar em mais nada enquanto nos envolvemos no seu mundo.

Um livro que apesar dos protagonistas recomendo. Leiam e digam-me se não é verdade? Que apesar dos inúmeros contras, acabamos por querer continuar a ler sem parar?
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
Autora: J. R. Ward
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 524
Editor: Quinta Essência
ISBN: 9789897261503

Sinopse:
Quando Cait Douglass decide recuperar do seu desgosto de amor, despojar-se das suas inibições e começar realmente a viver, não está preparada para os dois homens sensuais que se atravessam no seu caminho. Dividida entre eles, não sabe qual escolher - ou que tipo de consequências terríveis podem surgir.
Jim Heron, anjo caído e salvador relutante, está na guerra mas coloca tudo em risco quando tenta fazer um acordo com o diabo - literalmente. Quando mais uma alma é involuntariamente apanhada na batalha entre ele e o demónio Devina, a sua fixação numa inocente presa no inferno ameaça desviá-lo do seu dever sagrado...
Pode o bem ainda prevalecer se o amor verdadeiro enfraquece um salvador? E será que o futuro de uma mulher é a chave, ou a maldição, para toda a humanidade? Só o tempo, e os corações, dirão.


Opinião:
J. R. Ward é uma das minha autoras favoritas dentro do género. Com uma narrativa solta e fluída e personagens que nos prendem do início ao fim, sempre que sai algo novo da autora não resisto e tenho que adquirir e ler essa nova narrativa. Como tal, mal saiu este novo livro da saga dos 7 Pecados Mortais, e graças ao apoio da editora, consegui ler a obra e devo dizer que da saga é um dos meus favoritos até à data.

Cait quer mudar. Está farta de ser a menina certinha, que passa despercebida e que faz tudo o que os pais querem. Já tem idade para pensar pela sua própria cabeça, para seguir o seu próprio destino e fazer as suas escolhas. Dessa forma decide mudar das roupas pretas e cinzentas para um bocado de cor aqui e acolá. O cabelo também é algo que nunca mudara até à data e decide que gastar um bom dinheiro com ele é algo que merece. E como não podia deixar de ser acaba por ser convidada pela melhor amiga para saírem, a oportunidade perfeita para mostrar o seu novo visual, algo que a assusta imenso.

Nessa saída capta de imediato a tenção de um belíssimo homem. Alguém carinhoso e prestável que parece adorá-la acima de tudo. E como as coisas tentem sempre a complicar-se, acaba também por conhecer outro homem totalmente diferente desse cantor. Um homem com modos bruscos, um corpo totalmente trabalhado e muitíssimo directo naquilo que quer e pensa. Um homem com um magnetismo animal que a prende desde o primeiro momento.

Enquanto Cait se encontra entre essa encruzilhada, a sua falecida aluna Sissy tenta descobrir o que verdadeiramente acontecera-lhe, enquanto a sua relação com o anjo Jim começa a tomar contornos que nenhum dos dois esperava. Contornos observados por todos aqueles com quem convivem, mas que não parecem nada evidentes para os intervenientes. Duas histórias que se acabam por cruzar e que poderão a decidir o futuro da humanidade.

Adorei! Tinha mesmo saudades de pegar nesta saga e depois de ter passado as férias a ler inúmeros livros da autora, fiquei a gostar ainda mais da sua escrita. Esta escritora sempre teve uma escrita que prende o leitor do início ao fim. Fácil de acompanhar, fluída e marcante, é uma escrita que grita J. R. Ward e que qualquer leitor que goste da autora irá adorar. Uma grande diferença entre esta saga e a da Adaga Negra é que o início desta teve muito menos romance. Algo que eu, como uma verdadeira romântica, tive imensa pena, pois esperava algo diferente da autora. Mas com o avançar da saga tenho compreendido que a autora está a começar a conjugar cada vez mais os dois, e isso é muitíssimo visível neste volume, em que o triângulo amoroso de Cait e os dois estranhos que conhecera no mesmo dia, são o grande plano de fundo para toda a ação.

Enquanto acompanhamos Cait, conhecendo as suas incertezas e inseguranças, ficamos também a saber mais sobre Jim e a sua relação com Sissy. Uma relação que acaba por o enfraquecer, especialmente quando Devina, agora ainda mais viciada em Jim, descobre a sua fraqueza pela sua antiga vítima. Também adorei a exploração que foi feita na própria personagem de Devina, uma personagem que começa a demonstrar cada vez mais fraquezas e até mesmo uma certa humanidade que não esperava.

Um livro que adorei e sem dúvida que se tornou num dos meus favoritos desta saga!