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Anteriormente conhecida como v_crazy_girl, a 30 de Agosto de 2014 essa conta foi apagada, tendo assim decidido criar algo mais pessoal e próprio para o blogue literário de longa data.

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terça-feira, 31 de março de 2015

E aqui estão as aquisições do mês!
Eu a pensar que ia ser um mês fraquinho, mas afinal foi um mês excelente! Através de trocas, vendas, compras e mesmo ofertas acabei por adquirir imensos livros novos!!

E começando pelas prendinhas das editoras, eis alguns livros que já habitam na minha estante. Romance, fantasia, policial... diversos géneros para me deliciarem.



Também recebi prendinhas de dois autores. Um autor português que está a divulgar a sua obra por território nacional, e um autor brasileiro. Vamos ver como me dou com o vocabulário brasileiro. Obrigada Paulo Fonseca e Breno Melo!


Os seguidores mais antigos devem saber que pertenço ao BookCrossing. De vez em quando há membros que querem espaço nas suas estantes e oferecem livros a outros membros. Foi dessa forma que acabei por adquirir estes dois livros, um dos quais estou a pensar fazer continuar a viagem indo para oferta minha a uma biblioteca, pela rubrica mensal cá do blogue.


E por fim... ebooks! Tenho apostado cada vez mais neste género de formato por razões muito simples. As estantes dos meus pais estão cheias até ao topo e o espaço que tenho na minha casa da universidade também não é assim tanto quando isso. Além que de para viagens e afins acaba por dar muito mais jeito!

 


E como foi o vosso mês?
segunda-feira, 30 de março de 2015
Autora: Paulo Fonseca
Edição/reimpressão: 2008
Páginas: 194
Editor: Papiro Editora
ISBN: 9789896361846

Sinopse:
(...) De repente a iluminação piscou. Os olhos de ambos fixaram-se no horizonte, até onde alcançavam, e começaram a ver a luzes extinguirem-se, umas atrás das outras, como peças de dominó, como se as trevas fossem tragando a luz num gloop-gloop dantesco; anúncios atrás de anúncios, cartazes electrónicos atrás de cartazes electrónicos, salas de escritórios atrás de salas de escritórios; e os candeeiros nas ruas...
Uma espécie de rastilho correu as ruas de Lisboa apagando tudo o que eram luzes.
Fez-se trevas.
Um piscar trémulo e insistente atraiu a atenção de Gabriel. Um dos candeeiros da Av. 5 de Outubro extinguia-se como uma brasa, para logo se reacender como se assoprado, até que desistiu. Lembrou-o, sarcasticamente, da esperança da humanidade...
As trevas desceram sobre Lisboa.


Opinião:
Admito que já há algum tempo não ouvia falar deste autor. Há uns anos lembro-me de ver na blogosfera diversas postagens sobre este autor, sobre os seus livros e alguma publicidade aos mesmos. Mas foi algo repentino e passageiro. Quando fui contactada pelo autor lembrei-me de imediato dessa altura e, visto na altura ter ficado curiosa com este livro, não resisti a aceitar a proposta e começar a ler este livro.

O futuro aparenta-se negro para a sociedade. Estranhas criatura aparecem do nada, alimentando-se do caos e destruição. Gabriel acorda e não se lembra de como fora parar ao hospital. Não se lembra do que acontecera e fica preocupada quando vê que todos estão cansados, com medo e receio pelo seu futuro. Fica ainda mais assustado quando recebe mensagens de um colega e amigo que lhe diz que o futuro está a escapar à humanidade entre os dedos. E quando este lhe confirma a existência de extraterrestres o seu mundo parece cair-lhe aos pés.

Decidido a lutar e a salvar a humanidade, Gabriel acaba por conhecer Laura, uma mulher lindíssima que o havia salvo das garras de uma dessas estranhas criaturas. Uma mulher que acaba por lhe contar mais sobre o que se passa no mundo e sobre o seu futuro após ter sido atacada por uma das horríveis criaturas.

Este livro deixou-me um pouco dividida. Se por um lado adorei a ideia inicial e achei a escrita do autor muito boa, fluída e interessante, por outro lado achei que o rumo que a história tomou não foi o melhor. A ideia de extraterrestres estava boa, mas foi um pouco exagerado acrescentar outros seres, como vampiros e lobisomens. Acho que se o autor utilizasse a ideia de extraterrestres e desenvolvesse melhor o que estes tinham feito em outros planeta, o mau da fita estava mais do que bem caracterizado. Não era necessário adicionar outros seres.

Outro ponto que foi muito puxado foi Gabriel achar, desde o início, que era o salvador da humanidade. Um pouco de humildade faz bem a todos e esta personagem não é de forma alguma humilde. Acha de imediato que é a esperança da humanidade e tal deveria ser revelado lentamente ao longo da narrativa (e não pela própria personagem). E de preferência com uma razão de ser como plano de fundo.

Por fim, outro dos pontos menos positivos foi a estranha relação entre as pessoas. A humanidade apenas estava em declínio há uma semana e já estavam todos loucos por sexo e com vontade de sentir-se perto de outras pessoas, não se sentido sós. Acredito que se realmente ocorrer algo deste género essa reação seja totalmente credível, afinal de contas estamos a falar dos instintos animais, que por vezes são mais fortes que outros, mas não deixa de ser um pouco exagerado e achei que após uma semana esses instintos estavam demasiado fincados.

Estes foram os pontos menos positivos de todo o livro, mas se fossem alterados acho que iria gostar ainda mais do livro! Afinal de contas a ideia inicial é excelente e a escrita do autor é muito boa para o género, nem demasiado poética nem descuidada, acabando por ser uma escrita que denota grande cuidado e revisão. Não consegui largar o livro enquanto não o terminei, pois a narrativa acaba por viciar o leitor ao ponto de ser impossível parar.

Admito que fiquei com curiosidade de saber a continuação da história e em saber como o grupo irá salvar a humanidade. Um autor que me surpreendeu e foi uma boa "iniciação".
domingo, 29 de março de 2015



Com o precioso apoio do autor Paulo Fonseca vimos oferecer um exemplar do livro "O Princípio (Império Terra#1)" de Paulo Fonseca.

Se querem ter a oportunidade de ganhar este maravilhoso exemplar é só responder às pequenas e simples questões que se seguem. Todas as respostas podem ser encontradas no blogue ou numa curta pesquisa pela internet. Boa sorte e boas leituras!!

Regras do Passatempo:
1) O Passatempo decorrerá até às 23h59 do dia 5 de abril (domingo).
2) Só é válida uma participação por pessoa.
3) Participações com respostas erradas e/ou dados incompletos serão automaticamente anuladas.
4) O vencedor será sorteado aleatoriamente pela administração do blogue, será contactado por email e o resultado será anunciado no blogue.
5) O envio do prémio será realizado pelo autor, via CTT.
6) Só são aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.
sábado, 28 de março de 2015
Autora: Sandra Brown
Edição/reimpressão: 2015
Páginas: 464
Editor: Quinta Essência
ISBN: 9789897261640

Sinopse:
Dawson Scott é um jornalista muito respeitado recentemente regressado do Afeganistão. Assombrado por tudo o que viveu, sofre de neurose de guerra, o que é uma ameaça para todos os aspetos da sua vida. Um dia recebe o telefonema de uma fonte dentro do FBI. Houve um novo desenvolvimento numa história que começou há quarenta anos. Poderá ser a GRANDE história da carreira de Dawson, na qual ele tem um interesse pessoal.
Em breve Dawson está a investigar o desaparecimento e alegado homicídio do ex-fuzileiro naval Jeremy Wesson, filho biológico do casal de terroristas que permanece na lista dos Mais Procurados do FBI.
Dawson dá então por si a gostar cada vez mais da ex-mulher de Wesson, Amelia, e dos seus dois filhos. Porém, quando a ama de Amelia aparece morta, o caso toma um novo rumo surpreendente, com o próprio Dawson a tornar-se suspeito. Assombrado pelos seus próprios demónios, Dawson inicia a perseguição dos famosos criminosos...e da verdade surpreendente e secreta sobre si próprio.


Opinião:
Depois de um romance young adult, e visto que não queria ler nada que fosse demasiado pesado, decidi passar para Sandra Brown. Nada melhor do que um policial com muito romance para passar umas boas horas. A capa deste livro foi uma das coisas que me chamara a atenção neste romance. Adoro as cores. Acho que o barco na parte superior da capa não devia estar ali, mas é um elemento que "elimino" da visão quando olho para a capa.

Dawson é um conceituado jornalista de guerra. Esteve durante diversos anos a trabalhar em campos de guerra, conversando com os soldados e escrevendo sobre as suas experiências. É um homem que regressa do seu último trabalho muito diferente do que antes, tendo medo até de si próprio. Decidido a procurar outra história que lhe tire a mente dos horrores que vira, acaba por seguir o conselho do seu pai adoptivo e seguir uma nova história sobre um ex-fuzileiro que provavelmente era filho de fugitivos de guerra.

Quando vai pesquisar mais sobre a vida desse ex-fuzileiro, agora supostamente morto, acaba por descobrir a sua mulher, Amelia. Uma mulher altruísta, sincera e decidida. Uma pessoa que adora os seus filhos e que, apesar de ter pena pela morte do marido, não se encontra tão afetada quando deveria estar. Uma mulher que se sente constantemente observada, algo que acaba por se provar não ser totalmente loucura.

Mais um livro de Sandra Brown, mais um livro que devorei em poucas horas. Mas desta vez, admito que comparativamente a outros livros que li da autora este não foi de todo o melhor. Não sei, houve algo que senti a falta. Talvez porque a relação entre Amelia e Dawson não fora suficientemente aprofundada para o meu gosto. Houve muito "vi-te, interessei-me, apaixonei-me". Algo demasiado instintivo e apesar de romântico achei muito apressado.

Gostei das descrições sobre o stress pós traumático de Dawson, mas achei que este era sem dúvida um assunto que se fosse aprofundado ainda mais teria sido muito melhor. O livro falou imenso dessa neurose de guerra mas achei que o básico, a parte de conhecer melhor os pensamentos de Dawson foi um pouco descuidada e a autora tem capacidades para fazer ainda melhor.

Dawson apesar de poder ser mais aprofundado acaba por ser uma personagem que nos prende, já Amelia tem falta de um "quê". Acaba por ser demasiado apagada e apesar de sabermos um pouco do seu passada e sabermos que é uma pessoa calma e carinhoso, falta chama nessa personagem e senti isso ao longo de todo o livro. A parte em que se "arrebita" mais é quando a reviravolta acontece, mas tirando isso acaba por ser uma personagem demasiado secundária para a importância que lhe atribuem.

Um livro de leitura rápida e que apesar de não ser o melhor da autora, prende o leitor do início ao fim.
sexta-feira, 27 de março de 2015

Fale-nos um pouco sobre si.
Olá, leitores do Bloco de Devaneios! Chamo-me Breno Melo, nasci em 1980, na cidade do Rio de Janeiro, que é o mesmo que dizer Brasil. Como escritor, participei em algumas antologias de poesia, especialmente em inglês, como os leitores podem ver na badana do romance que acaba de ser publicado pela Chiado Editora.

Como entrou a escrita no seu dia-a-dia?
A leitura, obviamente, entrou no meu dia-a-dia como entrou no de todos os leitores, isto é, através de livros que eu acreditava bons. Mas perguntava-me sobre a escrita, e agora a resposta que tenho de dar é completamente diferente. Comecei com redacções, como todos somos orientados a fazê-lo na escola, depois com poemas, como muitos tinham o costume de experimentar até recentemente, e por fim com a prosa, o que tampouco é incomum experimentar nos dias de hoje, em que o romance é o género mais lido.

Como se sentiu ao tornar-se um autor publicado?
Provavelmente senti-me como todos os autores se sentem, isto é, senti-me muito contente. Mas sou realista, sei que um livro publicado continua a requerer tempo e dedicação de seu autor, sua presença em eventos literários, seu contacto com os leitores, com os bloguers, etc. Precisamente o que estou a fazer agora.

Identifica-se com alguma das suas personagens?
Naturalmente idenfico-me com todas, em maior ou menor grau. Por mais que pensemos estar a escrever sobre os outros, na verdade estamos a falar mais de nós que dos outros ao escrever. Nenhuma de minhas personagens pode ser alguém que eu nunca seria se me encontrasse nas mesmas circunstâncias. Mas apercebam-se de que isto são possibilidades, não significa que eu agiria, necessariamente ou sempre, do mesmo modo.

Quais são as suas referências e inspirações enquanto escreve?
Como procuro escrever obras realistas, minhas inspirações naturalmente são o mundo real. Do mesmo modo, como procuro escrever sobre temas atuais, minhas inspirações são as questões atuais. Minhas referências, se estamos a falar de literatura, são os clássicos. Ainda com respeito a obras clássicas, eu gosto de pensar que não escrevo senão em latim, mais exatamente em português, que, como disse Camões, é um latim com pouca corrupção.

Qual é que acha que é o papel da blogosfera em geral na divulgação literária?
Se os factos falam por si, basta lembrarmo-nos de que as editoras enviam exemplares dos seus lançamentos aos bloguers, esperando que estes publiquem opiniões favoráveis, que influenciem os leitores. Com respeito exclusivamente aos blogues literários, eles têm um público bem-definido, exatamente o público leitor. Assim, não se desperdiçam acções de propaganda e marketing que, de outro modo, poderiam atingir um público não leitor. Além do mais, as editoras não costumam investir em propaganda na TV ou no rádio e, mesmo que o fizessem, atingiriam um público cuja maior parte não é leitora. O giro, entretanto, é que na blogosfera encontramos pessoas que realmente amam ler, porque, do contrário, não se dedicariam a um blogue. A opinião dos bloguers, quando dignos de credibilidade, é a melhor divulgação que um livro poderia ter.

Apesar de o livro ter saído recentemente, tem recebido feedback dos seus leitores?
Tenho recebido muitos feedbacks de meus leitores. Alguns deles têm a bondade de publicar opiniões num site brasileiro chamado Skoob, semelhante ao goodreaders.

Tem algum plano literário para o futuro?
Para o futuro imediato, meu único plano literário é divulgar este livrinho que acaba de ser publicado. No momento, não me quero dedicar a outra ficção que não seja esta.
quinta-feira, 26 de março de 2015
Autora: Colleen Hoover
Edição/reimpressão: 2015
Páginas: 304
Editor: TopSeller
ISBN: 9789898800312

Sinopse:
Holder é um adolescente em busca da sua melhor amiga, Hope, a quem voltou costas um dia, há treze anos. O mesmo dia em que ela foi raptada e levada para sempre. Quando uma tragédia envolve a irmã gémea de Holder, Less, a necessidade de encontrar Hope torna-se mais forte do que nunca. Holder sente-se diariamente perseguido por fortes sentimentos de culpa, e os remorsos que sente por não ter conseguido ajudar nem a sua irmã, nem Hope, são devastadores.
Quando um dia, inesperadamente, se cruza com uma rapariga que se parece com Hope, Holder vai fazer tudo para se aproximar dela a fim de reencontrar a paz de que tanto necessita. Mas porque insiste Hope em dizer que se chama Sky e que não o conhece? E, por outro lado, porque sente Holder que esta rapariga, que o rejeita e se tenta afastar, precisa tanto dele quanto ele precisa dela?
Uma Nova Esperança (Hope) narra pela voz de Holder um reencontro que trará memórias há muito esquecidas e que revelará verdades que poderão doer demasiado. Para alcançarem a paz e a felicidade, Holder e Hope terão de encarar a mais dolorosa e íntima das memórias. Conseguirão ambos traçar um caminho juntos após desenterrarem um passado tão difícil? E será o amor de Hope a chave para uma nova esperança na vida de Holder?


Opinião:
Adorei o primeiro livro desta duologia. Um livro de young adult com muito romance, problemas do passado e tragédia. Um livro romântico em que o par acaba por se ajudar mutuamente a ultrapassar os fantasmas do passado. Admito que inicialmente não me apetecia muito ler este livro. Afinal de contas a história é a mesma, o que muda é o narrador. Mas de qualquer forma decidi apostar. Queria saber mais sobre Holder, adorei a capa do livro e gosto imenso da editora TopSeller, por isso não resisti.

Holder traz imensos fantasmas do passado. O que se lembra melhor foi quando perdera de vista a sua melhor amiga e esta desaparecera para todo o sempre. Agora surgiu um novo fantasma, a sua irmã acabara de se suicidar. Nunca ninguém pensara que ela tinha problemas, nunca ninguém se tinha apercebido que pensamentos destrutivos habitavam-lhe a mente. Mas quando Holder encontra-a morta no seu quarto, não sabe como reagir. Acaba por perder imensas semanas de aulas e quando regressa todos falam das sua irmã pelas costas. Chamam-lhe tudo e não se inibem a dizê-lo à sua frente. Farto de todas as bocas acaba por atacar um colega, sendo preso temporariamente pelo distúrbio que havia feito.

Um dia, quando sai do supermercado encontra uma rapariga que lhe recorda a amiga raptada. Uma rapariga lindíssima e muito simpática, acabando por se tornarem grande amigos. Quando mais se aproxima de Hope, a tal rapariga, mais se sente à vontade para se abrir com ela e contar os seus segredos. Mas quando todas as provas dizem que Hope é a rapariga que havia desaparecido há diversos anos, tudo muda e Holder compreende que não pode continuar a esconder mais o quer sabe.

Admito que gostei mais deste livro do que esperava. Estava com receio de, por ser a mesma história, achasse um livro repetitivo e acabasse por me fartar do que estava a ler. Mas tal não aconteceu. Por ser do ponto de vista de Holder, o livro acaba por não ser em nada repetitivo, pois não nos centramos nos problemas de Hope, mas sim em tudo por que Holder passa. Compreendemos o que ele sentira ao conhecer Hope, ao encontrar a irmã morta, ao tentar defender a defesa da sua irmã gémea na escola.

Quando ele conhece Hope acaba por encontrar alguém que o compreende. Acaba por se sentir feliz como há imenso tempo não sentia. Achei o livro do ponto de vista de Hope (o livro anterior) menos forte do que este. No primeiro livro centramos-nos no romance, neste centramos-nos na perda de alguém que nos é próximo e que amamos. São conceitos muito diferentes, apesar de a história acabar por ser a mesma.

Apesar de a história fundamentalmente ser a mesma, este livro acaba por ser muito diferente do primeiro. Aconselho!
quarta-feira, 25 de março de 2015
Autor: Ken Follett
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 832
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722348768

Sinopse:
Depois do extraordinário êxito de repercussão internacional alcançado pelo primeiro livro desta trilogia, A Queda dos Gigantes, retomamos a história no ponto onde a deixámos. A segunda geração das cinco famílias cujas vidas acompanhámos no primeiro volume assume pouco a pouco o protagonismo, a par de figuras históricas e no contexto das situações reais, desde a ascensão do Terceiro Reich, através da Guerra Civil de Espanha, durante a luta feroz entre os Aliados e as potências do Eixo, o Holocausto, o começo da era atómica inaugurada em Hiroxima e Nagasáqui, até ao início da Guerra Fria. Como no volume anterior, a totalidade do quadro é-nos oferecido como um vasto fresco que evolui a um ritmo de complexidade sempre crescente.


Opinião:
Ken Follett. Quem é que não conhece este autor? Quem é que ao ouvir o seu nome não tem boas críticas a tecer? Este senhor é sem dúvida alguma um deus da escrita. Escreve como ninguém e conta histórias reais misturadas com ficção como ninguém. Admito que ainda não li nem metade dos seus livros, mas isso não deixa de me fazer uma grande fã. Neste segundo livro da trilogia "O Século", deparamos-nos com a geração seguinte das personagens que nos foram apresentadas no primeiro volume. Apesar disso é um livro que pode ser lido independentemente de se ter lido, ou não, o primeiro livro.

O mundo está a recuperar dos horrores da I Guerra Mundial. Vidas estão a ser refeitas e países a ser reconstruídos mas parece que tal esforço será em vão. Na Alemanha um novo homem começa a apresentar ideias perigosas, ideias de purificação que inicialmente são referidas como o melhoramento de um novo mundo, ideias de recuperação desse país após a segunda guerra mundial. Ideias que inicialmente as pessoas aceitam mas que acabam por determinar serem ideias de um louco. Mas quando chegam a essa conclusão é demasiado tarde e inúmeras vidas já se tinham perdido.

Tal como no livro anterior, acompanhamos a vida de pessoas muito diferentes e que acabam por se conhecer e relacionar, apesar de não saberem a importância desse conhecimento. Somos apresentados a diferentes famílias, sendo dessa forma possível observar os diferentes lados durante essa guerra. Começamos por rever Maud e Walter, que conceguiram tornar-se pessoas importantes no seu meio de trabalho, vivendo bem e felizes com os seus dois filhos. Uma felicidade que acaba por ser destruída quando os seus ideais começam a ser colocados em questão e a sua luta contra o fascismo destrói a paz familiar que haviam destruído.

Conhecemos também Lloyd, um homem que vê as atrocidades por que passam os seus amigos devido às suas escolhas na vida. Pessoas que por amaram outros do mesmo sexo são torturados, que por serem provenientes de outro país são insultadas e rebaixadas. Uma causa que Lloyd decide acompanhar e lutar lado a lado, crescendo na vida e decidindo entrar na política para poder lutar contra essa opinião que cada vez é mais generalizada.

Muitas outras personagens são apresentadas ao longo deste livro, mas sem dúvida que uma das personagens que mais gostei foi a filha de Maud e Walter, Carla. Carla cresce e, ao contrário do irmão, decide tornar-se útil. Consegue tornar-se enfermeira e acaba por utilizar esse posto para ajudar aqueles que, de acordo com Hitler, deviam ser mortos ou levados para campos de concentração. Retira medicamentos do hospital sem ninguém saber e distribuí por aqueles que se encontram escondidos. Esconde pessoas em sua casa e dá-lhes comer e proteção. Conhecemos Carla antes, durante e no final da guerra e vemos assim os esforços que esta empreende para lutar contra o fascismo imposto, contra as injustiças e ódio. Mas vemos também como acaba por sofrer após a guerra, quando os soldados que era suposto ajudarem também trazer dor e revolta para todos os alemães, mesmo aqueles que ajudaram durante a guerra.

Foi um livro que, tal como já esperava, gostei imenso. O que me fez confusão foi as personagens do primeiro livro serem praticamente ignoradas. É verdade que continuamos a seguir a vida dos seus filhos e netos, mas estas são postas não em segunda plano mas em terceiro ou quarto. Foi um factor que me fez imensa confusão, mas que acabei por agradecer, pois já tinha lido o primeiro livro há imenso tempo e não me lembrava de todos os pormenores. Adorei todas as personagens pois todas tinham os seus próprios dramas e problemas, lutando o melhor que podiam para ultrapassar as dificuldades pelas quais passavam. Personagens fortes, determinadas e que, dependendo das suas circunstâncias, ajudavam o melhor que podiam.

Um livro que recomendo e próximo volume livro espero ler brevemente!