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Anteriormente conhecida como v_crazy_girl, a 30 de Agosto de 2014 essa conta foi apagada, tendo assim decidido criar algo mais pessoal e próprio para o blogue literário de longa data.

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sexta-feira, 10 de abril de 2015
Autor: Breno Melo
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 280
Editor: Chiado Editora
ISBN: 9789895123315

Sinopse:
Marina é uma jovem que faz tratamento para a síndrome do pânico. Às voltas com o ingresso na universidade, um novo romance e novas experiências, Marina tem seu primeiro ataque de pânico. Sua vida vira de cabeça para baixo no momento mais inapropriado possível e então psiquiatras e psicólogos entram em cena. Acompanhamos suas idas ao psiquiatra e ao psicólogo, o tratamento farmacológico e a psicoterapia. Ao mesmo tempo, conhecemos detalhes de sua vida amorosa e sexual, universitária e profissional, social e familiar na medida em que elas são marcadas pela síndrome. Um tema atual. Uma excelente obra tanto para conhecimento do quadro clínico como entretenimento, narrada com maestria e de uma sensibilidade notável.


Opinião:
Este foi um daqueles livros que quando vi que ia sair fiquei com curiosidade, mas ao mesmo tempo fiquei um pouco "pé atrás". Parecia-me um livro interessante, um tema igualmente chamativo mas admito que o que me fez confusão foi o autor ser brasileiro. Apesar de ser uma língua muito semelhante à nossa, a verdade é que há certas expressões que me fazem confusão ao ler (já experimentei ler um ebook em brasileiro uma vez). Mas após ser contactada o autor, que tentava divulgar o seu livro através de diversos blogues, acabei por não resistir e apesar deste meu preconceito, comecei a lê-lo.

Marina era uma jovem como qualquer outra. Uma rapariga cheia de amigos, com um namorado fantástico e uma vida familiar como qualquer outra. Apesar de ser uma aluna exemplar, nunca tendo más notas ou criando más opiniões no seio da comunidade escolar, a sua mãe continua a ser extremamente exigente, obrigando-a a estudar não para um, não dois mas para seis exames de entrada a diferentes universidades. Apesar de já saber para onde queria ir e o que queria fazer, acaba por ser levada pela mãe a fazer todos estes exames, enquanto esta continua a fazer pressão para a filha não fazer outra coisa senão estudar, referindo-lhe o horrível futuro que a esperava se não entrar em nenhuma universidade.

Preocupada, Marina tem então o seu primeiro ataque de pânico. Sente como se o mundo se fechasse em seu redor, a sua respiração parece querer parar e nada do que está em seu redor é conhecido. Inicialmente pensara que era um caso isolado, mas rapidamente compreende que algo de estranho se passa com ela, algo que não era suposto acontecer e que muda o seu mundo do dia para a noite.

Admito, o que me custou inicialmente neste livro foram as expressões brasileiras. Daí que a minha entrada no livro tenha sido mais lenta e com alguns percalços devido a esta linguagem. Apesar disso, visto o autor escrever muito bem, passadas algumas páginas comecei a habituar-me às expressões brasileiras, sendo que a partir daqui a leitura tornou-se muito mais fluída e rápida. Marina está muito bem caracterizada e desde o início compreendemos os seus medos e receios, sentindo o que esta sente e querendo a todo o custo ajudá-la. Fazemos figas, querendo que tudo corra pelo melhor para a personagem principal e para todos aqueles que a rodeiam.

O que gostei menos em toda a escrita foi a grande incidência deste livro na religião, apesar de ser algo que compreendo. Eu não sou religiosa e gostava mais de ver os obstáculos de Marina a serem ultrapassados pela fé em si mesma, e não tanto a fé na religião, algo que está muitíssimo presente eu toda a narrativa. Marina confia em Deus as suas preocupações e os seus medos, acreditando que, apesar de Este a ter traído dando-lhe aquela doença, haveria uma razão por trás de tudo. Esta foi a única parte do livro que me custou mais a "engolir", mas apesar disso acabei por ultrapassar essa impressão.

Foi um livro que se leu bem e que demonstra uma grande pesquisa, da parte do autor, do psicológico de pessoas que sofrem de ataques de pânicos. Experimentem!
quinta-feira, 9 de abril de 2015

sexta-feira, 3 de abril de 2015
Autora: Megan Maxwell
Edição/reimpressão: 2015
Páginas: 475
Editor: Editorial Planeta
ISBN: 9789896576059

Sinopse:
Após o incidente provocado por uma ex-amante de Dylan, Yanira e ele celebram o seu ansiado casamento. A vida de recém-casados é uma contínua lua-de-mel. Ambos são duas feras do sexo e gostam das fantasias e de experimentar coisas novas. Juntos inventam um jogo chamado Adivinha Quem Sou Esta Noite, repleto de luxúria, possessão e sensações, onde os limites são estabelecidos por eles.
Tudo caminha às mil maravilhas até que Yanira regressa aos espectáculos. O que para ela é um sonho tornado realidade, para Dylan será o ponto de partida para muitos problemas, desconfianças, ciúmes e rupturas, que se multiplicam com as invenções da imprensa.
Yanira e Dylan não conseguirão evitar que as suas vidas se descontrolem de uma forma inimaginável.
Neste segundo e último livro da série Adivinha Quem Sou Esta Noite a sexualidade e a sensualidade dos protagonistas farão o seu corpo entrar em combustão.
Quando acabar este livro, de certeza procurará um parceiro disposto a jogar e sussurrar-lhe-á: «Adivinha Quem Sou Esta Noite».


Opinião:
Já há algum tempo que não lia um livro deste género. E como tinha este título na minha pilha de livros por ler e queria algo mais relaxante, acabei por começar a lê-lo. Lembrava-me de que no último livro Yanira tinha sido atropelada e queria descobrir o seu estado.

Após o acidente, Yanira acaba por ir parar ao hospital, mas por sorte acaba por não ser nada de especial. Com pena da sua grande adversária, que a tinha empurrada para a frente do carro acaba por não a acusar formalmente, decidindo ultrapassar essa fase de ciúmes para sempre. Mas o pior ainda está para vir. Casando finalmente dentro da família de Dylan, consegue graças à sua influência um contrato discográfico.

Juntando a sua bela voz à sua figura e novo nome de família, Yanira sobe rapidamente na escala social, tornando-se numa das cantoras mais faladas de sempre. O facto de ser uma pessoa despreocupada e descontraída, que se esquece constantemente que está a ser observada a todos os minutos, dá aos fotógrafos imensas boas fotos que lançam rumores horríveis, levando a que pairem sombras sobre o seu casamento com Dylan.

Apesar de se fingir despreocupado, Dylan sofre com os constantes boatos sobre a infidelidade da esposa, algo que começa a ser visível com o afastamento de ambos. Mal se falam, mal se tocam, mal se vêem. O que começa por ser uma vida estável em que eram ignoradas as constantes boquinhas dos colegas, começa a ser uma constante provação, para determinar quem tinha mais paciência.

Este livro admito que me surpreendeu. Retirando as partes de sexo que me irritavam imenso, a dinâmica entre o casal foi muito bem estudada neste livro. Após se casarem, Yanira e Dylan têm que conviver com boatos que levam ao seu afastamento, e têm que determinar se deverão ou não ligar importância a esses boatos, aprendendo a conviver com eles. Esta aprendizagem acaba por ser lenta e demorada, levando a que tenham demasiados percalços ao longo de todo o caminho.

Agora, a parte do sexo... Então vamos lá ver, então não aguenta ver a mulher com outro homem enquanto brincam aos trios, mas fica todo excitado quando se fala nisso? Serei a única a ver a contradição nestas ações? Fez-me imensa confusão. Sei que há pessoas que preferem esse género de prática, mas como a mim me faz confusão, talvez isso tenha entrado em embate com a narrativa e foi-me impossível separar a minha própria maneira de pensar com as ideias das personagens.

Um livro de uma leitura rápida e descontraída que acaba por nos prender do início ao fim.
quarta-feira, 1 de abril de 2015
Autor: Leif G. W. Persson
Edição/reimpressão: 2015
Páginas: 512
Editor: Bertrand Editora
ISBN: 9789722529433

Sinopse:
Evert Bäckström, um inspetor «atarracado e primitivo» faz a sua estreia no primeiro livro da trilogia com o seu nome.
Durante um verão invulgarmente quente na Suécia, em que a grande notícia são mesmo as temperaturas, uma jovem é assassinada. Os principais efetivos da polícia de Estocolmo estão de férias e o caso é entregue a Evert Bäckström, um homem que dá mais trabalho do que cem delinquentes, se não mais.
Enquanto o homicídio de Linda ocupa as primeiras páginas dos jornais sensacionalistas e dos noticiários televisivos, Bäckström lidera uma investigação que quase lhe escapa das mãos, não fosse o esforço extraordinário da sua equipa.
Uma magnífica intriga policial, onde brilha sobretudo a sátira através do seu protagonista, o anti-herói e politicamente incorreto Evert Bäckström.


Opinião:
Este foi um livro que comecei a ler por causa da capa. Admito. Não sei, há algo que me prende mal olho para ela! Acho que qualquer leitor, mesmo que não seja propriamente um viciado do género, não resiste ao olhar para esta capa. Então eu, que sou extremamente influenciada pela capa, não resisti e descobri um género literário muito diferente do que esperava.

Evert Bäckström é um inspetor à antiga! Um senhor inspetor que sabe que é bom no que faz, que sente arrepios quando sabe que o seu sexto sentido o está a levar para a direção certa e que sabe que é melhor do que todos aqueles com quem trabalha. Eles apresentam uma ideia e ele sabe que já a tinha em mente, nem que fosse muito bem escondida. Por vezes simplesmente não se quer chatear e concorda com todos apenas para o deixarem sossegado. Os seus melhores amigos são a bebida e a pornografia, sendo a melhor forma de terminar o dia após fazer um "bom trabalho".

Num dia como qualquer outro contactam-no devido a um assassinado. Um assassinado que era extremamente importante ser resolvido, não fosse a falecida uma agente da polícia em formação. Uma mulher lindíssima e extremamente sensual, que aparece morta em casa da mãe. De imediato os polícias conseguem perceber que havia sido morta após ter vindo de uma grande festa e que, quem quer que a tivesse morto, já a tinha conhecido. Mas a vítima tinha-se cruzado com centenas de pessoas nessa noite, por isso que melhor forma de descobrir o assassino do que comparar a amostra de ADN que se havia descoberto na cena do crime com o ADN de todas as pessoas que se haviam cruzado com a vítima?

Este foi um dos policias mais irónicos, se não mesmo o mais irónico, que li em toda a minha vida. A personagem principal é simplesmente hilariante e imagino imensas pessoas serem assim e reagirem tal como esta. Os seus pensamentos de "não quero que me chateiem", "vou acenar só para pensarem que concordo", "vou dizer que sim mas interiormente acho que não, mas se o dizer ainda me dão mais trabalho". Adorei e acredito que muitas pessoas pensem assim e não me refiro apenas a inspetores. Todo o livro se encontra escrito nesse tom irónico, apesar de termos pessoas sérias e sinceras, os que acabam por ficar sempre com o trabalho todo e fazem as descobertas, apesar de os créditos serem todos dados aos outros que acabam por não fazer nada.

Foi um livro que começou lentamente e foi um início difícil por ser tão lento, mas quando as coisas começam a aquecer e nos começamos a habituar à escrita do leitor, lemos sem parar. Um livro que me surpreendeu porque eu não tinha lido a sinopse e não sabia que era algo mais irónico, mas que após passar a parte mais lenta da história acabei por ler sem parar.

Recomendo, apesar de avisar desde já que o início será um pouco mais lento.