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domingo, 1 de janeiro de 2012
Autora: Jane Austen
Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 464
Editor: Europa-América
ISBN: 9789721051591

Sinopse:
Quem já leu Sensibilidade e Bom Senso, Orgulho e Preconceito, Persuasão ou Ema sabe que o adultério não é um tema habitual nos romances de Jane Austen. Mas quando tal acto assola a relativa calma do Parque Mansfield, os resultados são verdadeiramente inesperados.
Fanny Price, a heroína tímida e insegura, tem de lutar e enfrentar as consequências dos seus actos, reexaminando os seus próprios sentimentos enquanto goza a sua feliz amoralidade, a indiferença de uns e o dedo acusador de outros.
O Parque Mansfield foi publicado pela primeira vez em 1814, em três volumes. A primeira edição esgotou apenas em seis meses e, para muitos dos leitores que se tinham deliciado no ano anterior com Orgulho e Preconceito, deve ter sido um choque depararem-se com as aventuras desta Fanny Price.


Opinião:
Após ter lido o livro Emma de Jane Austen estava com medo de ler outros livros desta autora. Estive quase seis meses com este livro na mesa de cabeceira mas tinha sempre medo de lhe pegar e de acontecer como aconteceu a Emma... Tinha medo de o odiar, especialmente visto este ser o livro menos conhecido da autora e provavelmente o que tem mais críticas divergentes uma das outras.

Lady Bertram, com falta de coisas que lhe ocupem o seu tempo, decide ajudar a sua irmã Mrs Price que casou com um homem pobre e que vive na pobreza total e com inúmeros filhos para criar. É assim que levam Fanny Price para a sua casa, no Parque de Mansfield. Esta acaba assim por ser uma como uma obra de caridade de que Lady Bertram se orgulha, uma acção que a faz ser levada em grande conta na sociedade, sendo praticamente esse o porquê de a ter adoptado, demonstrando assim um grande cinismo por parte da personagem.

Toda esta história se desenvolve em torno de Fanny, uma heoroína totalmente diferente de Emma (do livro com o mesmo nome da autora). Enquanto que Emma era uma personagem faladora, sociável e supostamente divertida (embora eu a tenha achado imensamente irritante), Fanny é uma heroína apagada, alguém que prefere ficar calado, que não toma ação e demasiado séria. Algo que é apontado durante todo o livro, essencialmente pelas suas divertidas e aventurosas primas e pela sua única amiga Maria. As únicas pessoas que acham esse comportamente normal é o seu tio, Sir Thomas, um homem de quem toda a casa tem medo devido a ser tão rígido e sério e Edmundo, um primo ingénuo que quer ser padre e que reza por uma família digna e feliz.

Pelo passar da acção vamos conhecendo inúmeras personagem, desde Henry, o "engatatão" por quem qualquer mulher cai de amores; Mr. Rushworth, que casa com uma das primas de Fanny e que sofre com a falta de amor dela; Tom, filho de Sir Thomas, que vive para a vida boémia; Mrs Norris, tia da nossa heroína, uma mulher cruel e rancorosa; e, as filhas de Sir Thomas e Lady Bertram, Mary Crawford, egoísta, cruel e que casou com Mr. Rushworth apenas pelo dinheiro e Susan Price, a irmã que é considerada inferior pela tia Mrs Norris, sendo assim totalmente desprezada por esta.

É a partir destas personagens, tão diferentes umas das outras, que acabamos por compreender a essência da história, por compreender o porque de uma personagem tão apagada e aparentemente sem graça ser a heroína, uma heroína que nos mostra que com perserverança e paciência acabaremos por ser recompensados.

Este é um livro cuja crítica é difícil de escrever, pois todo o livro é uma lição e dizer o que aprendi com ele seria contá-lo. Posso afirmar que este foi um livro que li rapidamente, muitíssimo diferente do anterior que li da autora (Emma) e que nos leva a longos momentos de reflexão, pois todo este livro não passa de uma crítica muitíssimo bem feita à sociedade contemporânea da época de Austen. Uma crítica que pode muito bem ser utilizada ainda nos tempos de hoje, onde os preconceitos e valores são passados de pais para filhos, moldando assim o carácter destes.

Um livro que gostei muito e que recomendo!

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