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sexta-feira, 26 de maio de 2017

quinta-feira, 25 de maio de 2017
quarta-feira, 24 de maio de 2017
Autor: J. P. Delaney
ISBN: 9789896652029
Edição ou reimpressão: 04-2017
Editor: Suma de Letras
Páginas: 400

Sinopse:
«Por favor, faça uma lista de todos os bens que considera essenciais na sua vida.»
O pedido parece estranho, até intrusivo. É a primeira pergunta de um questionário de candidatura a uma casa perfeita, a casa dos sonhos de qualquer um, acessível a muito poucos. Para as duas mulheres que respondem ao questionário, as consequências são devastadoras.
EMMA: A tentar recuperar do final traumático de um relacionamento, Emma procura um novo lugar para viver. Mas nenhum dos apartamentos que vê é acessível ou suficientemente seguro. Até que conhece a casa que fica no n.º 1 de Folgate Street. É uma obra-prima da arquitectura: desenho minimalista, pedra clara, muita luz e tectos altos. Mas existem regras. O arquitecto que projectou a casa mantém o controlo total sobre os inquilinos: não são permitidos livros, almofadas, fotografias ou objectos pessoais de qualquer tipo. O espaço está destinado a transformar o seu ocupante, e é precisamente o que faz…
JANE:Depois de uma tragédia pessoal, Jane precisa de um novo começo. Quando encontra o n.º 1 de Folgate Street, é instantaneamente atraída para o espaço —e para o seu sedutor, mas distante e enigmático, criador. É uma casa espectacular. Elegante, minimalista. Tudo nela é bom gosto e serenidade. Exactamente o lugar que Jane procurava para começar do zero e ser feliz.
Depois de se mudar, Jane sabe da morte inesperada do inquilino anterior, uma mulher semelhante a Jane em idade e aparência. Enquanto tenta descobrir o que realmente aconteceu, Jane repete involuntariamente os mesmos padrões, faz as mesmas escolhas e experimenta o mesmo terror que A Rapariga de Antes.


Opinião:
Capa fantástica, sinopse que prende qualquer leitor que gosta de drama e mistério e muitas críticas positivas. Como devem calcular, tudo isto junto fez com que a vontade de ler este livro crescesse e foi assim que fiquei a conhecer o n.º 1 de Folgate Street.

Com uma arquitetura minimalista, o n.º 1 de Folgate Street tem um aspeto de casa que apenas os mais ricos e poderosos conseguiriam adquirir. E acreditem que Jane pode ser muita coisa, mas rica e poderosa não é uma delas. É assim que quando descobre que tem capacidades para arrendar aquela casa que não perde oportunidade de o fazer. Nem as regras loucas do dono da casa a impedem de ter o que queria. Regras que a impedem de deixar o que seja sujo. De ter outras pessoas em casa. Não colocar bases debaixo das bebidas. Regras que nos levam para um Big Brother na vida real.

Mas Jane não se importa. E ainda menos se importa quando conhece o dono da casa. Um dos melhores arquitetos do mundo. Um homem lindíssimo e com um charme magnético. Um homem que a prende ainda mais na teia daquela casa.

De repente Jane começa a sentir-se sufocada por aquela casa e o seu sexto sentido diz que algo não está bem, o que se confirma quando descobre que a pessoa que havia morado naquele apartamento antes dela tinha falecido de forma muitíssimo trágica... e o seu atual senhorio poderia ser a razão disso.

Este livro foi uma boa surpresa. Temos uma pintada de tudo, desde romance, loucura, mistério, assassinado... Prendeu-me do início ao fim, sofri com as personagens e percebia os seus sentimentos. Jane é a nossa personagem do "presente", mas ao mesmo tempo que ela nos é apresentada, também temos a apresentação de Emma, a rapariga que ali morara antes dela e que tinha falecido. Duas personagens que eram os nossos narratores, tendo sido elas que nos levaram através da sua história e emoções.

Conhecemos também Edward, o dono e criador daquela casa. Um homem extremamente obcessivo, que tem que ter tudo como quer e que o mínimo sinal de desarrumação e desordem o faz perder de imediato as estribeiras. Mas ao mesmo tempo é um homem com um charme que leva com que as mulheres que alugam a casa fiquem hipnotizadas por ele.

É um livro que começa a enfraquecer um pouco no final, na altura das revelações. Mas no geral é um livro fantástico. Forte, perturbador e obcessivo. Sentimos, através das descrições de Jane e Emma, a obcessão de Edward, o seu pensamento "anti caos" e como as personagens que haviam morado naquela casa se começaram a sentir presas e fora da sua própria pele, como se morando ali tivessem perdido parte da sua entidade.

Um livro que me distraiu e prendeu. Gostei imenso e aconselho.
terça-feira, 23 de maio de 2017
Autora: Lindsay Cummings
ISBN: 9789896379315
Edição ou reimpressão: 03-2016
Editor: Saída de Emergência
Páginas: 384

Sinopse:
Semanas após ser capturada, Meadow Woodson foi feita prisioneira da Iniciativa e está prestes a perder tudo em nome da sobrevivência. Tentam quebrá-la e forçá-la à submissão, mas a jovem não tenciona desistir e está determinada em não deixar a Iniciativa vencer. Não importam os obstáculos, atribulações e a dor, tudo irá suportar para proteger a sua família, mesmo que implique perder a vida. Desejoso de obter vingança, Zephyr tem apenas um objetivo em mente: encontrar Lark Woodson, a mãe da rapariga que ama, e a mulher por detrás do segredo do Complexo dos Assassinos.
Mas mesmo que consiga resgatar Meadow, ele terá de tomar a escolha de a seguir em direção ao desconhecido e sacrificar tudo aquilo pelo qual lutou, incluindo a sua própria liberdade... Conseguirão ambos enfrentar a escuridão que os rodeia, derrotar os seus inimigos e, finalmente, encontrar uma luz de redenção e esperança?


Opinião:
Uma capa muito semelhante à do primeiro livro da duologia, mas que nos diz de imediato que iremos ter um maior protagonismo de Zephyr, algo que foi uma boa surpresa. Uma das poucas coleções cujo segundo livro é melhor do que o primeiro.

Meadow foi capturada no final do último volume. Depois de descobrir que é a chave para a sobrevivência do complexo, a sua captura não tem como objetivo matá-la, mas obrigá-la a dar informações preciosas que podem matar aqueles que mais ama. Informações que lhe tentam retirar recorrendo à tortura tanto física e psicológica. Meadow é uma pessoa forte graças ao pai e a todos os seus ensinamentos e este é finalmente o grande momento de pôr esses conhecimentos a uso e de verificar o quão úteis estes são e se a podem ou não salvar.

Enquanto Meadow está presa e a passar o pior bocado da sua vida, Zephyr e os restantes companheiros de viagem tentam descobrir onde e como salvá-la. Mas a coisa não fica fácil quando Zephyr começa a descobrir mais sobre o seu passado e as suas dores de cabeça e apagões constantes. Quando Zephyr começa a perceber que não é um simples órfão, um simples varredor de rua.

Um livro que gostei mais do que o primeiro. Tem mais raiva, sobrevivência, descoberta, escolhas... As personagens centram-se menos no romance neste livro do que no primeiro, têm algo mais real entre elas do que o romance rápido do primeiro volume. As personalidades de todas as personagens consolidam-se e tornam-se mais sólidas e vívidas. O meu único problema com as personalidades foi Meadow e Zephyr serem demasiado iguais. Tirando um mostrar-se mais rijo por fora, a maneira de pensar e agir é muito igual, o que nos capítulos - que são contados dos pontos de vista de ambos - pode ser um pouco confuso.

Uma duologia que demonstrou que esta autora poderá passar de boa para excelente no futuro.
segunda-feira, 22 de maio de 2017
Autora: Lindsay Cummings
ISBN: 9789896377779
Edição ou reimpressão: 04-2015
Editor: Saída de Emergência
Páginas: 298

Sinopse:
Meadow Woodson, uma rapariga de 15 anos que foi treinada pelo seu pai para lutar, matar e sobreviver em qualquer situac?o, reside com a sua familia num barco na Florida. O Estado e controlado pelo Complexo Assassino, uma organizac?o que segue e determina a localizac?o de cada cidad?o com precis?o, provocando o medo e opress?o em absoluto. Mas tudo se complica quando Meadow conhece Zephyr James, que e - embora ele n?o saiba - um dos assassinos programados do Complexo. Sera o seu encontro uma coincidencia ou parte de uma apavorante estrategia? E conseguira Zephyr impedir que Meadow descubra a perigosa verdade sobre a sua familia?


Opinião:
Tinha saudades de ler uma distopia e, apesar desta capa ser excessivamente cliché, acabei por me aventurar para descobrir um novo mundo. Um mundo que tinha tudo para chegar a superar outros livros dentro do género, mas que falha por começar a centrar-se demasiado no romance e cada vez menos na sobrevivência.

Vivemos num mundo diferente de tudo aquilo a que estamos habituados. As pessoas são separadas por categorias e os mais fracos estão condenados aos piores empregos ou então a morrerem por não terem nada nem ninguém. Nisso Meadow sente-se uma sortuda. Vive com o pai, que a ensinara a lutar e a sobreviver, o irmão mais velho e a pequena irmã, uma rapariga super amorosa. Meadow parece ser das poucas sortudas naquele mundo e graças ao treino do pai consegue um emprego que a permite levar alimento e conforto para casa, e tal poderá continuar se Meadow cumprir as regras.

Zephyr é uma rapazote que apenas pensa em qual teria sido o mal que fizera ao mundo! Abandonado pela família, é varredor de rua. Mas não como no nosso mundo, ser varredor de rua neste mundo distópico inclui retirar cadáveres da rua e lavar o chão ensagueado em que estes cairam... Neste trabalho miserável, que muitas vezes nem lhe dá alimento para sobreviver, Zephyr sobrevive graças à sua companheira, a única que sabe o que ele realmente passa. Porque para além do trabalho miserável, Zephyr tem apagões assustadores de memória, acordando perdido e sem saber como ali tinha parado...

Duas pessoas que pareciam tão diferentes mas cujos caminhos acabam por se cruzar, descobrindo que têm uma história mais em comum do que poderiam ter imaginado.

Foi um livro que tinha tudo para ser perfeito e que eu adorei ler, mas que sei que poderia ter sido melhor. Inicialmente começamos com uma narrativa em que o objetivo é demonstrar aquela realidade, a importância que a família tem para Meadow, o seu passado e como este está relacionado com aquele presente assutador. Mas quando ela conhece Zephyr, apaixonando-se de forma extremamente rápida, há uma mudança a olhos vistos. As decisões que tanto a caracterizavam, decisões em que nunca pensava na sua felicidade para apenas na família, muda. Começa a preocupar-se em estar com Zephyr, há uma mudança que se fosse ligeira e escrita com calma poderia ter sido perfeita, mas foi algo demasiado rápido, sem dar tempo ou razão ao leitor para esta mudança. Foi algo muito "era um rapaz simpático e fiquei caidinha por ele assim do nada". E o mesmo para Zephyr, uma personagem que ao longo da narrativa começamos a perceber que é muito mais complexa do que pensávamos mas que apenas parece confusa.

Apesar disso, depois de ignorarmos estes factos, conseguimos degustar da narrativa. Eu pelo menos entrei nela, gostei da escrita da autora, apesar de a achar ainda verde e gostei das personagem apesar de saber que poderiam ter sido melhor desenvolvidas. Mas isso ligo ao quanto verde estava a autora e vou ler o próximo livro desta duologia para saber o final - fiquei muito curiosa -, e para ver o crescimento da autora.

Uma saga com uma excelente premissa que irá surpreender os leitores, apesar de ter algum potencial desperdiçado.