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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
 Inocente para além de qualquer dúvida. O título não podia ser mais esclarecedor sobre o conteúdo do novo livro de Carlos Cruz que promete alterar opiniões e agitar consciências.

Afinal de contas, nas 450 páginas, insuficientes para todo o material que poderia ser publicado, Carlos Cruz reúne as provas da sua inocência no processo Casa Pia. Esta provas, antes desconhecidas, são agora colocadas à disposição do público em geral.

À venda a partir de 14 de janeiro (21,98€) e com lançamento marcado para dia 18 de janeiro, às 18h30, no Teatro Villaret, Inocente para além de qualquer dúvida é uma recolha dos argumentos e provas utilizados pela defesa do antigo apresentador, mas ignorados pelos tribunais, que demonstram o grave erro cometido pela Justiça portuguesa.

As contradições das alegadas vítimas e dos investigadores da Polícia Judiciária; os desmentidos posteriores de algumas delas; a pressão dos media e dos investigadores sobre as testemunhas; as provas factuais, ignoradas pelo tribunal, dos locais onde decorreram os alegados crimes nas datas indicadas – estas são apenas algumas revelações que podem ser lidos e consultados no livro.

«Neste livro, o leitor encontra a prova irrefutável do que sempre afirmei: estive, estou e estarei sempre inocente! De forma documentada e sustentada. Com dados a que nunca teve acesso ou que lhe foram dados a conhecer quase sempre de forma deturpada ou manipulada. Confirme o que dizem testemunhas, juízes, procuradores, investigadores, assistentes e jornalistas. Conheça a investigação e os seus procedimentosCarlos Cruz


Excerto da Introdução:
«Fui condenado a sete anos de prisão por três crimes de abuso sexual de menores. Não cometi nenhum. Estou “preso” há nove anos, dos quais 15 meses em prisão preventiva. É possível, num Portugal que se afirma Estado de Direito democrático, um inocente ser condenado por tão terrível crime? É. Sou a prova disso. Perante isto, a pergunta inevitável é: porquê? Aparentemente é um enigma.
Esta condenação fica definitivamente na história da justiça portuguesa como um clamoroso, se não o mais clamoroso, erro judiciário. Os juízes Ana Peres, Lopes Barata e Ester Santos já têm direito a um lugar nos anais da nossa justiça. E não por uma boa razão. Este livro é mais do que uma defesa de um cidadão inocente injustamente condenado. É um alerta para os portugueses e para os agentes judiciais: polícia, Ministério Público, juízes. E para a comunicação social.
Esta sentença não pode, em nome da Verdade, ficar no esquecimento. E não ficará. Ela será sempre o exemplo do que não pode voltar a acontecer. Nas páginas que se seguem está a prova e a razão por que não pode ser de outra maneira.
Aceitar passivamente um acto desta natureza, praticado por quem tem nas mãos o poder de condenar ou absolver, sem denunciar o clamoroso erro praticado, consciente ou inconscientemente, seria pactuar com um futuro perigoso para a Sociedade a que pertencemos. Seria aceitar como normal, todo e qualquer acto discricionário contra a Liberdade, a Cidadania, os Direitos Humanos, a Justiça. E isso não pode acontecer.» Carlos Cruz


O prefácio de Inocente para além de qualquer dúvida é de Miguel Esteves Cardoso:
«Leia este livro. Por favor. Esqueça quem é o autor e ponha-se no lugar dele. Apanhará um grande susto. Porque poderia muito bem ser. Verá a facilidade com que a ausência da presunção da inocência e, sobretudo, do benefício da dúvida, podem condenar um arguido muito antes de ter sido formalmente condenado. Este livro é a defesa de Carlos Cruz — a defesa que quase ninguém conhecia. O que pensávamos saber baseava-se em cabeçalhos bombásticos e reportagens aparentemente sérias que mais não fizeram do que demonstrar o imenso poder do mau jornalismo. (...) É um caso que a grande maioria das partes envolvidas gostaria que ficasse arrumado, para que não se lembrasse a fraca figura que fez. Os que mais quiseram falar são os que agora mais querem calar. Leia este livro, para poder respirar fundo. E por uma questão de justiça..» in prefácio de Miguel Esteves Cardoso


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