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segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

És o Meu Destino

Autora: Lesley Pearse
ISBN: 9789892328782
Edição ou reimpressão: 11-2014
Editor: Edições Asa
Páginas: 544

Sinopse:
1938. A Nova Zelândia é um país belo e tranquilo. Um paraíso de onde Mariette, filha de Belle e de Étienne, só pensa em fugir. Cansada da tacanhez da pequena cidade onde vive, ela está disposta a embarcar para a Europa mesmo sabendo que essa viagem poderá ser-lhe fatal. O mundo prepara-se para a guerra, mas, para a irreverente Mariette, ficar é uma alternativa bem pior.
Chegada a Londres, a jovem depressa se deixa encantar pelas suas tentações e esquece o breve vislumbre que teve do amor. Londres é tudo aquilo com que sempre sonhou. Mas a noite do seu vigésimo-primeiro aniversário vai mudar tudo. Os violentos bombardeamentos nazis transformam a cidade mais vibrante da Europa num pesadelo de terror, devastação e morte. Pela primeira vez, ela sente o peso esmagador da solidão. É dos escombros da guerra, porém, que emergirá uma nova Mariette. A adolescente egoísta dá lugar a uma mulher forte, madura e abnegada que está disposta a tudo - até a morrer - para ajudar os mais desprotegidos. E é no seu momento mais vulnerável que o amor lhe bate à porta. Um amor tão inquieto e desesperado quanto o mundo que a rodeia.


Opinião:
Este livro já foi terminado no mês passado, mas no meio de tanta mudança na minha vida pessoal a escrita da opinião foi ficando para trás. No entanto, como estamos a 31 de dezembro, tinha como objetivo não deixar esta opinião arrastar para o novo ano, especialmente quando gostei tanto deste livro. Um livro que para mim foi o segundo melhor da trilogia, podendo ser lido quase que de forma individual, pois a personagem principal é Mariette e não Belle, a sua mãe e personagem principal dos primeiros dois livros da trilogia.

Mariette pode adorar a família... mas cada vez gosta menos de morar na Nova Zelândia. Uma terra que para Mariette, desejosa por novas aventuras, é demasiado calma, pacífica e com poucas oportunidades. Depois de ter vivido a sua única aventura na sua terra, Mariette começa a sentir o veneno das más línguas sob si e a sua família e estes para a protegerem acabam por a enviar para outro país, outra cidade, Londres, onde pode encontrar novos desafios, num lugar onde ninguém a conhece e onde pode descobrir mais sobre si mesma.

Mas se os pais de Mariette acharam que estavam a fazer o melhor para a sua filha, acabaram por a levar para terrenos complicados e perigosos, com a chegada de uma nova e violenta Guerra Mundial, onde Mariette se vê encurralada e obrigada a crescer e a deixar de ser infantil e mimada. Apesar de se ter em elevada estima, Mariette é uma pessoa desenrascada, inteligente e resistente e acaba por conseguir dar a volta por cima num mundo que está a ficar em ruínas e por onde a guerra só deixa miséria e tristeza. Apesar disso acaba por descobrir que não é apenas a sua bela imagem que interessa e acaba por transmitir isso a todos em seu redor, que a vêm como alguém independente e em quem podem confiar e acreditar.

Foi um livro que adorei! Mariette acaba por ter o fogo da mãe e a inteligência do pai. É uma pessoa desenrascada, algo que percebemos desde o início do livro, mas acha-se superior a muitos pois sabe ser inteligente e bonita e isso é algo que nos apercebemos de imediato. Ao longo do livro vemos como esta personagem cresce, como se torna mais consciente do seu redor, deixando de ser tão focada em si mesma. Torna-se mais humilde e forte, tendo sido uma personagem que gostei imenso de acompanhar.

De toda a trilogia este livro foi para mim o segundo melhor, muito perto do primeiro melhor (o primeiro volume da trilogia). Gostei muito de Mariette e de acompanhar o seu crescimento. Gostei de a comparar aos pais e ver como a autora conseguiu incorporar um pouco de ambos em Mariette. Fiquei triste por certas mortes de personagens que me eram queridas e de que gostava muito, mas compreendi o que a autora queria fazer ao ter decidido tomar esse rumo.

Uma trilogia excelente, em que apenas retirava a primeira metade do segundo livro, mas que de resto recomendo sem restrições. Mas também... o que poderíamos esperar desta autora? Nunca desilude!

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Resultado de Passatempo de Natal #2

E aqui estão os resultados deste passatempo!

Quero agradecer imenso à autora Ana Gil Campos pelo apoio e a todos que publicitaram este passatempo nos seus blogs e fóruns.

As respostas são:
1) São Paulo.
2) CoolBooks.
3) Quando Ruiu a Ponte sobre o Tamisa.

E o vencedor, escolhido através do site random.org, é:
3 - Fabíola Valente Calvo

Parabéns ao vencedor e boas leituras!

domingo, 17 de dezembro de 2017

Passatempo de Natal #2


Se o passatempo anteriormente publicado tinha o nº #1, isso quer dizer que vêm aí mais certo? E aqui vai o segundo, para quem é fã da nossa literatura portuguesa!



Com o grande apoio da autora Ana Gil Campos, vimos oferecer um exemplar do ebook do seu novo título "As Impertinências do Cupido".


Se querem ter a oportunidade de ganhar este maravilhoso exemplar é só responder às pequenas e simples questões que se seguem. Todas as respostas podem ser encontradas no blogue ou após uma curta pesquisa pela internet. Boa sorte e boas leituras!!


Regras do Passatempo:
1) O Passatempo decorrerá até às 23h59 do dia 27 de Dezembro (quarta).
2) Só é válida uma participação por pessoa e residência.
3) Participações com respostas erradas e/ou dados incompletos serão automaticamente anuladas.
4) O vencedor será sorteado aleatoriamente pela administração do blogue, será contactado por mensagem privada e o resultado será anunciado no blogue.
5) O envio do prémio será realizado por mim, via email.
6) Só são aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.

sexta-feira, 31 de março de 2017

Antologia «Dentro da Noute: Contos Góticos»


Visitem http://projectoadamastor.org/antologia-dentro-da-noute-contos-goticos/ e façam download do epub com diversos contos de autores nacionais e brasileiros :)

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Perigosa

Autora: Madeline Hunter
Edição/reimpressão: 2014
Editor: Edições Asa
ISBN: 9789892328461

Sinopse:
Tristan, duque de Castleford, acaba de herdar uma pequena casa e, com ela, uma grande surpresa: Daphne Joyes, uma bela mas agressiva inquilina. O irreverente Tristan deixa logo bem claro que tenciona seduzi-la, dar-lhe prazer, e vê-la coberta apenas de diamantes. Mas Daphne conhece bem a escandalosa reputação do duque, e não está disposta a ceder às suas provocações.
No entanto, ambos têm um inimigo em comum. Um homem cuja malevolência acaba por os ajudar de uma estranha e inesperada forma. Existe, todavia, um entrave: o segredo que Daphne guarda e que a leva a ser uma mulher extremamente cautelosa. Mas embora o seu novo senhorio seja arrogante e se entregue a uma vida de deboches (exceto às terças-feiras!), Daphne dá por si a baixar perigosamente a guarda. Até porque, afinal, os diamantes ficam bem com tudo… e também com nada…


Opinião:
Madeline Hunter é daquelas autora de quem nunca sei o que esperar. Ora tem romances simplesmente fantásticos que me prendem do início ao fim, ora tem romances que me fazem pensar que acabei de perder algumas horas da minha vida. Algo que não ajuda muito são as capas. Não gosto muito das capas desta autora cá em Portugal, pelo menos das capas mais recentes. Têm sempre pessoas em plano grande, mas pessoas com caras muito perfeitas, chegando mesmo a ser estranhas. Acho que é um ponto negativo, não da autora, mas da editora…

Se havia coisa que admirou Tristan foi ser contemplado no testamento de um velho conde que havia conhecido. Um conde que sempre demonstrou odiá-lo e não querer ter nada a ver com ele. Mas o estranho é este velho conde deixar-lhe não uma, nem duas, mas diversas vivendas em testamento. Casas que ninguém sabia sequer a existência. Decidido a descobrir que casas são estas, Tristan começa a visitá-las. Na primeira dá de caras com Daphne, uma mulher determinada, solitária e lindíssima!

Daphne já vivia ali há diversos anos. Tendo pertencido em tempos à alta sociedade, agora tenta sobreviver sozinha com o seu negócio das flores raras, um negócio que muito tem dado que falar e que acaba por contar com conhecidos poderosos, não tivessem antigos membros casados com pessoas de grande importância. Mas a calma em que vive rapidamente se dissipa com a visita de Tristan e com a afirmação de que o antigo conde havia morrido.

Este deve ter sido um dos livros desta colecção que mais gostei, se não o que gostei mais. A história entre os personagens parecia mais verdadeira do que nos volumes anteriores e embora não fosse um livro com tanto romance como os outros da colecção, achei que a história em si estava mais desenvolvida e aprofundada, não existindo tantas pontas soltas nem romances que aparecem do dia para a noite.

Neste as personagens são bem aprofundadas, sabemos o seu passado e presente e começamos a desconfiar do seu futuro. Claro que existem contrapartidas pelo meio da narrativa, mas que era de um romance histórico sem essas contrapartidas? Neste livro a autora demonstrou-me de novo porque é que eu gostava tanto dela. Apesar de me ter dado umas quantas desilusões no passado, com este livro voltou a ser uma autora a estar no meu “radar”.

Um livro que recomendo, e uma excelente conclusão da saga!

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

O Amor do Príncipe

Autora: Rebecca Winters
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 160
Editor: Harlequin
ISBN: 9788468751337

Sinopse:
A mulher que escolheu o príncipe.
O príncipe Alexius de Hellenica faria qualquer coisa para ajudar a sua filha de quatro anos a aprender a falar. Por isso, aquele homem tão reservado viu-se a recorrer à reconhecida terapeuta da fala Dottie Richards.
Dottie era como uma lufada de ar fresco no palácio e a pequena Zoe parecia florescer com ela… tal como a atração que Alex sentia pela sua nova empregada!
Por detrás dos sorrisos alegres, Dottie protegia a todo o custo o seu próprio coração, mas nunca estivera tão em perigo como com aquele sereno príncipe de olhos escuros e misteriosos.


Opinião:
Sabe sempre bem ler livros que nos relaxem, de leitura rápida e simples e que nos permita esquecer tudo em redor. Daí ter aberto a minha colecção da Harlequin para procurar algo novo para ler. Não querendo nada que me obrigasse a pensar muito, lembrei-me deste pequeno ebook que tinha comprado numa das promoções da Harlequin e decidi começar a lê-lo. Uma sinopse querida e romântica e um ebook de menos de 100 páginas. Parecia-me a mistura perfeita!

Alexius é o príncipe, estando no comando do reino enquanto o irmão se encontra fora a tratar de outros negócios. Sendo um homem já por si ocupado quando tem o irmão por perto, é quando este sai em negócios que a vida de Alexius precisa não de 24 horas mas sim, no mínimo, 48 horas por dia para conseguir fazer metade do que seria suposto fazer. As coisas ainda ficam mais complicadas quando as perceptoras da filha começam a sair do palácio desesperadas, afirmando que por muito que tentassem, a filha era um caso perdido e não conseguiam de forma alguma lidar com ela. Assim, por recomendação de um dos professores da filha, acaba por contratar Dottie Richards.

Dottie é uma professora de crianças com dificuldades de aprendizagem. Quer por serem surdas, mudas, hiperativas, gagas, ou outras causas. Sendo uma das melhores dentro da sua área, é constantemente destacada para os casos mais importantes. Mas o que não esperava era ser requisitada pelo palácio real para tratar da querida filha de quatro anos do príncipe viúvo. É aasim que duas pessoas muito diferentes, Alexius e Dottie, acabam por se unir, devido ao amor que sentem por Zoe, a pequena filha do príncipe.

Um livro muitíssimo querido. Este é sem dúvida o veredicto final do livro. É um livro que retrata muito os sentimentos de Dottie enquanto se encontra dentro daquele palácio gigante, rodeada de pessoas que via constantemente nas televisões e revistas. Pessoas que acabam por se tornar muito importantes na sua vida, acabando esta por desenvolver um grande carinho por todos eles. Apesar de ser um livro com um assunto que até poderia ser importante retratar, nomeadamente a falta de audição de algumas crianças, a verdade é que senti falta de um maior aprofundamento de toda a história. Sim, acabamos por adorar Zoe, a criança, e gostar imenso da relação desenvolvida entre esta, o pai e Dottie, mas faltou algo.

Faltou um maior aprofundamento de todos os sentimentos, de todas as personagens e das suas personalidades. Embora captemos alguns traços da maneira de ser destes três protagonistas, falta mais. Este é um daqueles livros que peca pela sua pequena dimensão, quando nos referimos a aprofundamento. Tem uma óptima premissa, a autora escreve muitíssimo bem, mas ao seu um livro pequeno acaba por não ter o aprofundamento devido das personagens.

Apesar disso, acabou por ser um livro que adorei, que li do início ao fim e ainda deu para umas boas horas relaxadas, viajando pelas vidas de Alexius, Dottie e Zoe. Se querem um livro para relaxar recomendo.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Ligeiramente Escandalosa

Autora: Mary Balogh
Edição/reimpressão: 2014
Editor: Edições Asa
ISBN: 9789892328959

Sinopse:
Crescer no seio da família Bedwyn não é tarefa fácil; que o diga a jovem Freyja Bedwyn. Tendo passado a infância rodeada por quatro rapazes, habituou-se desde cedo a igualá-los em ousadia e independência. Mas o atrevimento - tolerável numa menina - é considerado inaceitável numa mulher.
Quando, a meio de uma viagem a Bath, o quarto em que Freyja está hospedada é invadido por um atraente fugitivo, a jovem não tem meias-medidas e esmurra-o. Ele é Joshua Moore, o petulante marquês de Hallmere. Nessa noite mal adivinham que, dias depois, estarão… noivos. Para duas pessoas que anseiam por liberdade e parecem detestar-se, esta reviravolta é, no mínimo, inexplicável.
Entre o choque e a admiração, a alta sociedade não se cansa de especular sobre a origem de uma relação tão enigmática, excessiva, e ligeiramente escandalosa…


Opinião:
Esta é daquelas autoras que já é conhecida pelos seus romances históricos, estando a tornar-se numa verdadeira Madeline Hunter. Seguindo o típico ingrediente de fazer sagas em que cada livro corresponde a uma pessoa de uma grande e poderosa família, foi um livro que não resisti a ler quando o adquiri. O meu problema foi a capa, mais precisamente a rapariga na capa. Nunca gostei muito de “caras” nos livros, mas enquanto umas não me "aquecem nem arrefecem", outras fazem-me imensa confusão e não gosto muito. Também tenho que admitir que apenas vi a capa no computador, pois li o livro em versão ebook, e tal pode ter sido uma das grandes razões para não ter gostado muito do que vi, mas sendo a autora que era, comecei a ler.

Freya sabe que não é bonita. Sabe que a sua maneira de ser e estar afasta imensos pretendentes e claro, a parte da (falta de) beleza ajuda imenso neste ponto. Apesar disso é uma pessoa feliz. Adora a sua vida, a sua enorme e famosa família e é graças a esta que, apesar de já ser considerada uma “solteirona”, continua a ser uma pessoa feliz e satisfeita. Numa das suas viagens, Freya acaba por ficar numa velha estalagem e manda a sua criada para fora do quarto. Afinal, apesar de ser de alto estatuto, odeia saber que estão no seu quarto para cuidar de si. Repentinamente, quando pensa que pode finalmente tentar dormir, um belíssimo homem entra no seu quarto. Um homem que quando esta ameaça goza com a afirmação de Freya se de alto estatuto. Afinal que pessoa de alto estatuto dormiria sem a sua criada de quarto?

Quando Freya chega finalmente ao seu destino e começa a frequentar os bailes, acaba por descobrir o tal homem que lhe entrara no quarto da estalagem. Esse homem acaba por se revelar Joshua Moore, o mais recente marquês de Hallmere. Um homem que herdara uma fortuna enorme após a morte do primo, descobrindo que a vida de um marquês era tudo menos divertida. Ou assim pensava até conhecer Freya. Uma mulher determinada que o adora irritar, um sentimento que é mútuo. Duas pessoas que se começam a aproximar e a sentir uma química como nada que tinham sentido antes.

Gostei imenso deste livro. Acho que de todos os que li desta saga, até agora, este foi o meu favorito. Adorei a química entre o casal e as personalidades de cada personagem. Freya é uma mulher inteligente, forte e determinada, mas muitíssimo insegura pela sua figura, embora esconda isso melhor do que ninguém. Joshua é um homem que sabe que é bonito e usa isso para seu próprio proveito, sendo a inteligência o que usa como arma secreda, pois ninguém o considera inteligente quando o conhece inicialmente.

Este é um daqueles livros em que sabemos o final, o que irá acontecer às personagens e como estas se sentem, não é daqueles livros em que cada página é uma surpresa, mas é um livro de rápida leitura, escrita fluída e que qualquer romântica adora. E como pertenço a esse grupo, claro que gostei.

Um livro que recomendo!

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Resultado Allie Burton

E aqui estão os resultados deste passatempo!

Quero agradecer imenso à autora Allie Burton pelo apoio e a todos que publicitaram este passatempo nos seus blogs e fóruns.

E o vencedor, escolhido através do site random.org, é:
24 - Nuno Filipe André

Parabéns ao vencedor e boas leituras!

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Tatiana

Autora: Paullina Simonns
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 584
Editor: Edições Asa
ISBN: 9789892325750

Sinopse:
Com apenas dezoito anos, Tatiana está grávida e só. O seu marido, Alexander, foi acusado de espionagem e preso pela infame polícia secreta de Estaline.
Alexander é um herói de guerra condecorado que carrega um segredo fatal. Nascido na América, vive encurralado desde a adolescência na União Soviética, para onde imigrou com os pais, que queriam viver o ideal comunista. Mas o brutal regime do país rapidamente destroçou os seus sonhos. Para se proteger, Alexander serviu o Exército Vermelho e fez-se passar por cidadão soviético. Para ele, a II Guerra Mundial é já uma causa perdida: tanto a derrota como a vitória significam a morte. As notícias que dão conta do triste destino de Alexander levam Tatiana a fugir para a América. Quando chega a Nova Iorque, ela é uma jovem viúva com um filho pequeno nos braços e um passado doloroso. Pouco tempo depois, tem um emprego, amigos e a vida com que nunca ousou sonhar. Mas a dor pela perda de Alexander nunca a abandona. Algures dentro de si e contra todas as evidências, ela continua a ouvir a voz do seu grande amor...
Uma história épica de amor e guerra. Um hino ao poder dos sentimentos e da fé humana. Tatiana é a sequela do bestseller mundial O Grande Amor da Minha Vida.


Opinião:
Após ter lido e ficado deslumbrada com o primeiro título desta coleção, não consegui ficar indiferente quando saiu este novo volume. Apesar de ter ficado um pouco triste por a editora ter retirado os últimos três capítulos ao livro para publicarem noutro volume, a minha vontade de ler esta continuação era demasiado grande e acabei assim por adquirir o ebook e descobrir mais sobre esta belíssima e triste história de amor.

Tatiana tem apenas 18 anos, mas já sofrera muito na vida. Apanhada no meio da segunda guerra mundial, era uma rapariga que vivia feliz entre a sua família. Uma família que já não existia, tendo falecido durante essa horrível guerra, de fome e doenças. A única pessoa que a poderia apoiar acaba por ser morta durante as batalhas, um jovem oficial que nunca conhecera realmente o amor, que apenas saia com mulheres para esquecer o inferno em que vivia. Um homem que desde que a viu pela primeira vez, no primeiro dia da guerra a comer um gelado feliz, a cantarolar, teve uma vontade enorme de saber que ela era.

Um oficial que chegara longe e que agora era o pai da criança que Tatiana trazia no ventre. Conseguindo fugir para a América, devido a um grande plano feito por Alexander, Tatiana tenta refazer a sua vida, fazendo a única coisa que aprendera durante a guerra, ser enfermeira. Ganhando de imediato a confiança de todos os seus pacientes, que a adoram não só por ser bonita, mas também por ser carinhosa e bondosa, Tatiana rapidamente se torna conhecida no meio daquela pequena cidade. Todas a conhecem pelos seus atos bondosos, atos que nem Tatiana tem noção que são levados tão em conta.

Enquanto Tatiana tenta refazer a sua vida sem o único homem que amara, pai do seu filho, a realidade é que Alexander está vivo. Apanhado pelo exército que o considera um espião, Alexander tem que passar duras provas para sobreviver, isto se quer voltar para Tatiana, onde quer que ela esteja. Provas que o levam diversas vezes à beira da morte, embora parecesse que a morte não queria nada com ele. Ao descobrir que a sua mulher está viva, sendo procurada pela União Soviética, Alexander fica sem saber se a deverá procurar, colocando-a num maior risco, ou se deverá esquecê-la e deixá-la viver a sua vida.

Adorei o primeiro livro desta trilogia e este não foi excepção. Embora não seja o segundo livro completo, sendo que a parte que falta era a que eu mais queria ler (o reencontro das duas personagens), a verdade é que mesmo sabendo isso mergulhei de pés e cabeça na leitura. Senti o que Tatiana e Alexander sentiam. Como estes sentiam as suas vidas a fugirem-lhes entre os dedos, sendo que o que os prendia à vida era o seu filho e o amor que partilhavam um pelo outro. Foi uma boa coisa Tatiana estar grávida quando fugira da União Soviética, pois acho que sem este pequeno milagre ela nunca teria sobrevivido por si mesma. Apesar de ver o seu Alexander sempre que olhava para o filho, era por este que ela vivia, pela criança que tinha sido fruto do seu amor.

Já Alexander prendia-se na esperança de voltar a ver o seu amor. Sabia que Tatiana tinha desaparecido do mapa, mesmo sendo procurada pelo exército, e apesar de não saber para onde tinha ido, algo lhe dizia que estava viva. Era esta esperança de a poder voltar a ver que lhe dava as forças necessárias para continuar. Neste livro ficamos a conhecer um Alexander totalmente diferente. Apesar de no primeiro livro sabermos que este ama Tatiana, não sabemos muito mais sobre ele, sendo que como é Tatiana a que sofre mais com a guerra, o livro anterior tinha sido mais focado nela. Neste é o contrário. Tatiana vive em maior segurança do que Alexander e por isso o maior foco da história é nele. Ficamos a conhecer o seu passado. O que sentira ao conhecer Tatiana, ao vê-la naquele primeiro dia de guerra. Descobrimos mais sobre os encontros entre os dois, sobre a ligação que os unia e a confiança que tinham um com o outro.

Sem dúvida alguma um livro que adorei e que embora não concorde com a opinião da editora de afirmar que o próximo volume é o último (visto que na versão original o último em português são os últimos capítulos do segundo volume original), irei à mesma comprar o livro, pois quero saber como é o reencontro entre estas duas personagens. Recomendo!

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Sonhos de Papel

Autora: Ruta Sepetys
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 384
Editor: Edições Asa
ISBN: 9789892325187

Sinopse:
Josie Moraine vive mais do que uma vida.
Ela é filha de uma das prostitutas de luxo mais cobiçadas de Nova Orleães, um estigma que a arrasta para o submundo decadente da cidade. Vítima da negligência da mãe, tem nos moradores do extravagante Bairro Francês os seus maiores aliados. De Cokie, humilde e fiel; a Willie, a dona de um bordel cuja frieza esconde um coração de ouro; e a Jesse, tímido, atraente e eternamente apaixonado, todos a protegem e velam por ela.
Mas Josie sonha mais alto e move-se com igual à-vontade nos corredores da livraria onde, graças à bondade de um desconhecido, trabalha e habita. Este é o seu porto seguro. Aqui, entre as estantes repletas de livros, no pequeno escritório que agora lhe serve de quarto, não tem de se defender da sua própria mãe nem fingir ser a durona solitária que domina as ruas. Ao anoitecer, quando a porta se fecha e as luzes se apagam, ela descobre nas páginas que folheia a imensidão do mundo e anseia por uma vida melhor. Uma vida como a de Charlotte, a filha de uma família da alta sociedade, cuja amizade a inquieta a ponto de arriscar tudo, mesmo a promessa de um amor verdadeiro. E quando os seus sonhos estão prestes a realizar-se, um crime muda tudo… para sempre.


Opinião:
Na altura em que este livro saiu tinha tanta curiosidade para ler. Mas depois, para (não) variar, continuavam a aparecer livro cá por casa e este que estava no ereader ia passando para último plano. Quando fui de férias fiz de propósito para levar apenas o ereader e assim tive a oportunidade de ler este livro que me tinha chamado a atenção essencialmente pela sinopse, pois a capa remete para um romance nos dias de hoje, algo que é totalmente contrariado com a sinopse.

Josie ainda se lembra do primeiro dia no Bairro Francês. Aquele dia em que entrara naquele bairro e numa casa enorme e cheia de mulheres lindíssimas. Um lugar onde a mãe lhe disse para se manter calada senão apenas a iria envergonhar. A casa para onde a mãe a leva é uma das grandes casas de prostitutas em Nova Orleães e é onde pede quase de joelhos para a deixarem trabalhar lá. Apesar dos avisos da mãe, Josie não resiste a falar, sendo que Willie, a dona desse bordel, compreende de imediato que tem ali uma pessoa totalmente diferente da mãe, alguém inteligente e trabalhador.

Josie acaba assim por crescer no bairro francês, sendo que durante a madrugada vai ao bordel, limpar a casa de uma ponta à outra após os excessos da noite e de tarde vai trabalhar para uma pequena livraria, um mundo onde se perde entre aquelas páginas cheias de sonhos. O trabalho na livraria é para compensar a pequena casa que tem em cima desta. O trabalho no bordel é para pagar o comer que Willie lhe dispensa. Estando desde os 11 anos a morar sozinha por cima da livraria para não ter que se encontrar com a mãe, Josie sabe que quer mais para a sua vida. Que quer juntar o suficiente para fugir daquele lugar escuro e sem futuro, onde todos a vêm como a filha da prostituta, uma rapariga que sem dúvida alguma não se iria aproveitar do seu cérebro mas sim da sua imagem.

Gostei imenso deste livro, sendo que a personagem principal me capturou do início ao fim da narrativa. Josie é uma personagem forte e determinada, sendo uma rapariga extremamente bonita e inteligente, querendo usar essa inteligência para sair daquele inferno em que vive. Presa ainda ao bordel devido à sua mãe e a tudo o que Willie fizera por si em criança, é nos empregados do bordel, nos donos da livraria e num antigo amigo de infância que encontra as forças para continuar a lutar para tentar se tornar alguém.

Este é um livro que conta uma história sobre a perseverança, sobre a determinação e sonhos de uma rapariga que queria ser mais do que aquilo que diziam que ela tinha nascido para ser. Ela estava decidida a provar que não era o seu nascimento que decidia quem ela era, mas sim as suas escolhas e esforços para seguir em frente. Apesar de este livro ser essencialmente relacionado com as escolhas desta personagem, vemos como o seu coração é uma das suas grandes bússolas, e mesmo após imensas advertências, Josie continua a ser uma pessoa que se preocupa com os outros, amando aqueles que a ajudam apesar dos rumores que a acompanham.

Admito que uma das coisas que mais me atingiu este livro foi a maneira de ser da mãe de Josie. Esta praticamente vendera a filha, não uma nem duas vezes, para fugir e aventurar-se a ver o mundo com um homem que dizia que amava. Um homem que lhe batia e olhava para Josie com gula no olhar, um ladrão e traficante da pior espécie. Para fazer o que este homem queria, a mãe de Josie roubava-lhe todas as suas poupanças, incluído as que lhe tinham sido oferecidas para ir para a universidade. Praticamente a vendeu à máfia e deixou-a com as suas dívidas enquanto fugia para outro pais. Acho que esta foi uma das partes que mais me atingiu, como a mãe a tratava.

Um livro que gostei imenso e só tive pena de o final ter sido deixado tão em aberto. Aconselho sem reservas!

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Não Te Quero Matar

Autor: Dan Wells
Edição/reimpressão: 2013
Editor: Edições Contraponto
ISBN: 9789896661328

Sinopse:
John Wayne Cleaver é um rapaz bem-comportado, tímido, reservado (e obcecado com a morte, mais especificamente com homicídios), que estuda obsessivamente serial killers e passa os tempos livres a trabalhar na casa funerária da família. A morte parece fazer parte indelével da sua vida; talvez por isso John tenha desenvolvido os poderes de dedução que lhe permitiram salvar a sua cidade do ataque de assassinos (literalmente) demoníacos.
Em Não Te Quero Matar, John Wayne Cleaver apercebe-se de que a única maneira de pôr fim a estes ataques é fazer frente aos demónios que mataram tantos dos seus amigos e vizinhos.
Para isso, vai ter de desafiar uma das criaturas mais perigosas com que já se deparou; e os demónios nunca fazem jogo limpo…
Um thriller sobrenatural irresistível, com um dos protagonistas mais inesquecíveis deste género.


Opinião:
Na altura tinha começado a ler esta trilogia simplesmente porque a capa me chamara a atenção. E continuei a acompanhar a história porque a personagem principal tinha um magnetismo que eu admito não conseguir explicar. Sempre gostei de personagens sociopatas e esta incluía-se nessa categoria e tal foi um dos grandes factores para eu decidir ler este livro. Dessa forma, aproveitando uma promoção da wook, comprei o ebook correspondente ao último título da trilogia, para saber o que aconteceria entre John e o demónio Ninguém.

A vida de John nunca mais fora a mesma desde que descobrira que o seu vizinho era um demónio. O que inicialmente era algo impossível, depressa se tornou uma rotina de John. Visto ser um sociopata, John não sentia as coisas da mesma forma que as outras pessoas, sendo alguém extremamente racional e apesar de demónios ser algo que parece impossível, a verdade é que após ter visto com os seus próprios olhos não um, mas dois demónios, John sabia que tinha que destruir o mal pela raíz. E foi por isso que arranjara forma de chamar o chefe dos demónios, uma mulher de seu nome Ninguém. Pelo menos, de acordo com a voz que ouvira no telefone, era uma mulher.

Mas os crimes que recomeçam a aparecer na sua terra natal apontam para um homem. A forma fria e precisa com que eram cortadas as mãos e a língua das vítimas demonstravam que o assassino tinha uma grande forma física que John inicialmente apontava para um homem, mas que com o tempo arranjara forma de pertencer a uma mulher. Como se não bastasse este assassino a complicar-lhe a vida, a própria vida pessoal de John começa a complicar-se. John não é uma pessoa carinhosa, não sente empatia com ninguém e apenas se comporta minimamente como uma pessoa normal devido às suas regras. Mas ao começar a conviver com a filha do polícia da terra, John começa a sentir algo, embora muito ténue. Sente que se importa com aquela pessoa, apesar de não conseguir saber o que fazer quando está com ela. Não percebe as indiretas que lhe mandam e muito menos os estados de espírito daquela que passa a ser sua namorada.

Uma namorada que adora o "jogo" que John faz, ajundando-o a tentar descobrir quem é o assassino. Mas o grande problema é... E se em vez de um, existirem DOIS assassinos?

O final deste livro pareceu-me um pouco à Dexter. Sim, é uma comparação estranha, mas sendo Dexter o meu sociopata favorito, não consegui parar de pensar nele e de comparar a sua maneira de ser com John. A verdade é que John muda imenso neste livro. Enquanto cresce e se começa a interessar com o sexo oposto, John acaba por encantar algumas das raparigas mais bonitas do seu liceu, acabando por ficar namorado de uma delas. Enquanto no livro anterior começamos a ver a sua relação com Brooke e como este se começa a importar com o seu bem estar, neste livro a relação de John com a própria Brooke e com a nova namorada começam a demonstrar que talvez John até sinta algo.

Acho que este livro não se centrou tanto nos crimes que estavam a ocorrer em redor de John, mas sim na maneira de ser deste. Na descoberta de alguns sentimentos, embora este não soubesse como os denominar. Em vez de dizer gosto da pessoa tal, John dizia que a pessoa tal até era divertida. Ele descreve as pessoas de forma muito racional, atribuindo-lhes adjectivos mas acaba por não dizer como se sente em relação a estas pois não sabe propriamente dizer o que sente, ou se sequer sente algo. E é este estado emocional que vai ser acompanhado ao longo do livro.

Devo admitir que o final do livro me surpreendeu imenso e que apesar de ser um final demasiado cruel para a personagem, fora um muito bom final. Acaba por demonstrar a John que sempre sentira algo por alguém, embora ele não o soubesse.

Uma trilogia muito diferente de outras que se encontram no mercado, mas que debaixo da fantasia e desta personagem tão estranha à sua própria maneira, acaba por debater assuntos muito importantes do dia a dia.

domingo, 31 de agosto de 2014

Sozinhos na Ilha

Autora: Tracey Garvis Graves
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 352
Editor: Edições Asa
ISBN: 9789892323596

Sinopse:
Uma ilha deserta plena de sol, vegetação luxuriante e mar cristalino é um cenário de sonho. Ou talvez não…
Anna Emerson decide quebrar a sua rotina e deixar Chicago para dar aulas numa ilha tropical. Por seu lado, T. J. Callahan só quer voltar a ter uma vida normal após a sua luta contra o cancro. Mas os pais empurram-no para umas férias num destino exótico.
Anna e T. J. estão a sobrevoar as ilhas das Maldivas a bordo de um pequeno avião quando o impensável acontece: o aparelho despenha-se no mar infestado de tubarões. Conseguem chegar a uma ilha deserta. Sãos e salvos, festejam e aguardam, convictos de que serão encontrados em breve. Ao início, preocupam-se apenas com a sobrevivência imediata e imaginam como será contar tamanha aventura aos amigos. Nunca a citadina Anna se imaginou a caçar para comer. T. J. dá por si a lutar com um tubarão e a ser acolhido por simpáticos golfinhos. Os dois jovens descobrem-se timidamente e exploram a ilha. Mas à medida que os dias se transformam em semanas, e depois em meses, as hipóteses de serem salvos são cada vez menores.
Ambos têm sonhos por cumprir e vidas por retomar, e é cada vez mais difícil evitar a grande questão: conseguirão um dia sair daquela ilha?


Opinião:
Lembro-me que li imensas críticas excelentes a este livro. Mas sabem como é, por vezes por mais críticas que se leiam, a vontade de ler o respetivo livro é pouca. Admito que a capa não me chamara a atenção e a sinopse fazia-me lembrar o filme "Lagoa Azul", que tanto encantou na altura que saiu nos cinemas. Esses motivos fizeram-me ficar de pé atrás e a vontade de ler esta história era praticamente nula. Admito que só a li porque tenho aquele bichinho da curiosidade que quando lê muitas críticas positivas acaba por dizer "experimenta, podes surpreender-te". E foi assim que entrei nesta leitura, uma leitura que me surpreendeu pela positiva e que embora tenha sentido falta de um ou outro pormenor, foi sem dúvida um livro que só parei de ler quando descobri o que iria acontecer com as personagens.

T. J. Callahan não queria passar as férias com os pais numa ilha longe de tudo e todos, onde apenas estaria para estudar. Tendo sofrido de leucemia, T. J. acabara por deixar a escola demasiado para trás, estando prestes a perder o ano. Preocupados com o seu futuro, os pais decidem que este deveria ir com eles de férias, para umas ilhas paradisíacas onde o sossego reinava, indo com eles Anna, uma professora que lhe iria dar explicações durante essas mesmas férias. Tendo como desculpa uma festa, T. J. acaba por ir para a ilha depois dos pais e na companhia de Anna. Esta é uma mulher lindíssima que não deixava o jovem T. J. indiferente, sendo divertida, calma e inteligente.

Devido a uns problemas com os bilhetes, T. J. e Anna acabam por ir para a ilha noutro pequeno avião, que apenas os transportava a eles e ao piloto. Repentinamente Anna começa a reconhecer no piloto o sinal de um acidente vascular cerebral e tenta fazer tudo em seu poder para que o pior não aconteça. Mas acontece, e Anna e T. J. acabam numa ilha no meio do nada, sem ninguém saber se estão vivos ou mortos. Uma ilha que acaba por se tornar como que a sua casa, estando vários anos lá presos, até perderem totalmente a esperança de a sorte lhes bater à porta.

Este é um daqueles livros que não é a história que o torna o que é, são as personagens e a humanidade inerentes as estas. Como poderam ler pela introdução que escrevi, esta história já fora contada imensas vezes. Tanto em filmes como em livros. Aqueles que por um azar qualquer estavam noutro avião e por outro azar este caira e ficam presos numa ilha paradisíaca durante anos, criando afinidade entre si e ignorando o que se passa no mundo em seu redor. Mas a história acaba por ser mais que isso por uma simples razão, a diferença de idades entre as personagens. As personagens têm 13 anos de diferença entre si, sendo Anna a mais velha e sendo T. J. no início da narrativa um jovem que nem 18 anos tinha. Estes passam quase três anos sem admitirem o que sentem um pelo outro, em grande parte devido a Anna saber a idade de T. J. e saber como estão errados os seus pensamentos. T. J., sendo uma pessoa que já tinha vivido mais do que muitas pessoas da sua idade, sabe o receio de Anna e por isso nunca lhe diz o que quer que seja sobre os seus sentimentos para com ela. Escondendo estes sentimentos eles acabam por criar uma parceria, uma parceria cheia de amizade e confiança, sendo que se apoiam um no outro nos seus piores momentos, sendo o grande pilar de sobrevivência um do outro, pois ambos sabem que sozinhos já teriam endoidecido há muito.

É este companheirismo que acompanhamos ao longo de todo o livro, esta humanidade. E é ela a grande responsável pela qualidade do livro. Apesar de acompanharmos a vida destas personagens após saírem da ilha, a verdade é que este carinho entre elas se mantém e vemos como ultrapassam a vivência entre outras pessoas, após tantos anos sozinhos.

É um livro que me surpreendeu imenso pela positivo e que merece todos os louvores de que foi alvo. Recomendo a todos sem reservas!

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Na Sombra da Vida

Autora: J. R. Ward
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 736
Editor: Casa das Letras
ISBN: 9789724622163

Sinopse:
Desde a morte da shellan que Tohrment é uma sombra do líder vampiro de outrora. Fisicamente debilitado e profundamente destroçado, foi levado de volta à Irmandade por um anjo caído egocêntrico. De regresso à guerra com um desejo de vingança implacável, não está preparado para enfrentar um novo tipo de tragédia.
Quando Tohr começa a ver a sua amada em sonhos - presa num mundo frio e isolado, longe da paz e da tranquilidade do Vápido - aceita a ajuda do anjo, na esperança de salvar quem perdeu. No entanto, como Lassiter lhe diz que tem de aprender a amar outra vez para libertar a sua antiga companheira, Tohr apercebe-se de que estão todos condenados...
É nessa altura que uma fêmea com uma história obscura começa a aproximar-se dele. No cenário da guerra com os minguantes e com um novo clã de vampiros a almejar o trono do Rei Cego, Tohr debate-se entre o passado enterrado e um futuro escaldante e cheio de paixão... mas será capaz de libertar o coração, e a todos eles?


Opinião:
Não, não estava a gozar quando disse que recuperei o vício nesta saga. E então depois do livro anterior que simplesmente adorei, não podia esperar para ler outro da saga. Desta vez dei outro salto da saga, passando do oitavo livro para o décimo. Em minha defesa a culpa não é minha, não tinha o nono livro no ereader e estando de férias acaba por ser difícil lê-lo. Mas quando regressar a casa vou tentar resolver esse problema.

Tohr é um macho atormentado. Já lá vai o tempo em que vivia feliz a acasalado com uma fêmea de valor. Uma mulher que adorava pela sua força de vontade e maneira de ser tão peculiar, sendo que como uma mãe para muitos membros daquela Irmandade. Quando Tohr perdera a sua mulher o seu mundo caíra. Recusara firmemente alimentar-se de quem quer que fosse e perdera imenso peso, deixando todos os irmãos preocupados. Apenas se salvara devido a Lassiter, um anjo que fora enviado para o ajudar, pois a realidade é que a mulher de Tohr ao morrer não conseguira ir para o Vápido ter a paz devida após a morte.

No'One era uma fêmea de grande linhagem até ter sido raptada e violada por um sympath. Tendo caído em desgraça por algo que não tivera culpa alguma, acaba por ter uma segunda oportunidade e por viver na mansão da Irmandade por bondade da Deusa. Acontece que nas grandes linhagens de vampiros, se por alguma razão são violados ou pior, a culpa acaba por recair na fêmea, levando a ruína à família. Esse fora o passado de No'One, uma mulher lindíssima que acaba por ter uma perna atrofiada devido ao aprisionamento a que fora sujeita e que se esconde dos olhares de todos dentro de um capuz, pois sabe que a sua cara revela demasiado bem que pertence a uma alta linhagem, algo que esta quer esconder para servir os outros, como penitência por se ter suicidado após dar à luz a criança fruto das violações a que fora sujeita.

Duas almas atormentadas pelo passado. Duas almas que se conheciam há anos. Duas almas que podem ser a solução um do outro e a respetiva penitência.

Apesar de como referi ter saltado um livro, este quase que parecia ser seguimento do livro anterior, pois embora estejamos a falar do romance entre No'One e Tohr, a relação entre John e Xhex acaba por ser aprofundada ainda mais. Sendo Xhex uma grande guerreira, não aguenta ficar em casa fechada e a "portar-se" bem como as outras fêmeas que pertencem à raça, que apesar de terem ocupações importantes, são ocupações que não as colocam em perigo. Isto acaba por criar imensos conflitos entre este casal, pois John não consegue lutar com a cabeça no sítio com Xhex ao seu lado, visto que está constantemente a tentar olhar por ela, algo que a acaba por irritar. Foi engraçado ver a continuação do romance deste casal tão incomum para o normal de todos os romances, mesmo dos romances da Irmandade.

A relação entre Tohr e No'one foi algo construído calmamente pela autora. Era uma relação que já nos tinha sido apresentada noutro livro passado e dessa forma quando comecei a vê-los a interagir um com o outro, não pude deixar de pensar que aquilo era uma continuação da história que já nos tinha sido contada. Apesar de serem as mesmas pessoas, mentalmente tinham mudado muito, sendo agora personagens mais fortes psicologicamente mas muito mais atormentados e foi essa tormenta que acabou por os unir num laço mais forte do que o que eu esperava. Foi uma relação cheia de altos e baixos, mais da parte de Tohr do que de No'One que não tinha receio em afirmar que o amava. Tohr por outro lado ainda estava muito preso à sua antiga sheelan e por muito que tentasse, julgava os sentimentos que tinha por No'One algo imerecido que o levavam sempre a pensar na sua antiga companheira.

Foi uma história de penitência e de sobrevivência, além de, como é natural, amor. Um livro que juntou duas histórias tão diferentes mas ao mesmo tempo unidas por um motivo, o medo de perder aquele que mais se ama no mundo. Mais um livro desta saga que adorei!

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Dentro e Fora da Cama

Autora: Megan Hart
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 448
Editor: Harlequin
ISBN: 9788468749853

Sinopse:
Conheci-o numa confeitaria… Ele voltou-se e sorriu-me e eu fiquei tão surpreendida que lhe devolvi o sorriso. Não era uma loja para crianças, mas o tipo de estabelecimento onde se compram trufas caras de importação para a mulher do chefe porque nos sentimos culpadas depois de ter estado na cama com ele durante uma conferência no Milwaukee… hipoteticamente falando, claro. Já namoriscaram comigo muitas vezes, sobretudo tipos carentes de subtileza que pensam que o que têm entre as pernas compensa o que lhes falta entre as orelhas. Apesar de tudo, às vezes ia para casa com algum deles, porque gostava de desejar e de ser desejada, embora a maior parte das vezes fosse tudo uma grande mentira. O problema do desejo radica em que é como deitar água num copo cheio de pedras. Enche-se rapidamente e não há espaço para mais nada. Não vou desculpar-me por ser quem sou, nem pelo que fiz dentro e fora da cama. Tenho o meu trabalho, a minha casa e a minha vida, e durante muito tempo não necessitei de mais nada… Até que conheci Dan. Até agora.


Opinião:
Há quanto tempo não lia eu um romance mais erótico? Nem eu sei. A verdade é que o tinha por aqui no ereader e pensei "porque não ler algo diferente do que tenho lido?" e foi assim que decidi pegar neste tipo de romance, para ver se sentia alguma saudade pelo género. Além disso já tinha ouvido falar muito bem desta autora e nunca a tinha lido, mesmo tendo os seus dois livros em formato físico em casa. Por vezes é preciso estar longe das novidades do mês para ler alguns livros em que já estavamos de olho há algum tempo.

Elle Kavanagh é uma mulher calma, inteligente e que sabe que acima de tudo não quer relacionamento algum na sua vida. Tendo já sofrido na mão de diversos homens e tendo um passado que lhe fecha muitas portas no campo sentimental, é nas palavras do irmão que encontra o apoio necessário para continuar a ignorar o passado e as palavras frias e cortantes da sua mãe. A mãe de Elle anda constantemente a contactá-la para ir ver o pai que está com a saúde cada vez mais debilidada. Apesar disso, sabendo que os pais nunca fizeram nada por ela, Elle decide manter a distância, encontrando-se com a mãe apenas quando é estritamente necessário.

Num dia como qualquer outro, quando vai a uma lojinha procurar doces para enviar ao irmão, pequenos mimos que trocam entre si, encontra lá um homem que de imediato começa a namoriscar com ela. Um homem que demonstra ser muitíssimo seguro de si mesmo, sabendo o que quer de Elle e mimando-a o mais possível. Apesar de Dan ser um homem como há poucos, Elle não quer uma relação séria e deixa esse ponto bem esclarecido logo desde o início, afirmando que se quiser algo mais é melhor abandoná-la de imediato.

Mas Dan não compreende este receio que Elle tem por relações e mesmo tendo este aviso sido feito, tenta a todo o custo criar algo mais com aquela estranha mulher que o intriga e encanta como ninguém.

Este é um livro erótico um pouco diferente de muito que eu já li. A autora descreve as cenas sexuais sem falinhas mansas, escrevendo todos os pormenores de forma directa e crua, mas mesmo assim romântica e muitíssimo sensual. Mas apesar de inicialmente o sexo ser o grande ingrediente deste livro, tal acaba por mudar à medida que avançamos na narrativa, havendo problemas mais pessoais e reais que a autora acaba por desenvolver ao longo da história. Neste livro a autora acaba por falar muito da auto-mutilação e de famílias disfuncionais. Ao contrário de muitos livros, estes problemas não são da parte da personagem masculina, aliás, este livro é dos poucos que li até agora em que o homem da relação é que quer algo mais sério e tem menos problemas do que a mulher.

Aqui quem tem fantasmas por ultrapassar é Elle. Uma infância difícil e sem apoio algum dos seus pais, em que estes a culpavam pela morte do seu irmão, acabando esta por transportar o seu fantasma às costas, mesmo sabendo pela lógica que a culpa não tinha sido sua. Também gostei imenso da relação entre Elle e o filho da vizinha. Um rapaz que por algum dinheiro a ajuda na renovação da casa. Um rapaz calado e inteligente, que Elle descobre ter sérios problemas em casa e que tenta ajudar, apesar de tudo apontar para que devesse estar quieta, não se metendo no assunto.

A relação de Elle com Marcy e o irmão também foram muito interessantes. Com Marcy víamos um vislumbre de uma Elle divertida e pronta para a festa, com o irmão uma Elle com demasiadas responsabilidades às costas e com algo no seu passado que não quer dizer em voz alta.

Um livro que apesar de o início parecer corresponder a apenas mais um entre centenas, acaba por surpreender pelos assuntos abordados a partir de metade da narrativa. Recomendo.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Na Sombra do Destino

Autora: J. R. Ward
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 722
Editor: Casa das Letras
ISBN: 9789724621425

Sinopse:
Os romances da Irmandade da Adaga Negra, de J. R. Ward, apresentaram aos leitores um mundo diferente, criativo, obscuro, violento e completamente incrível. Enquanto os guerreiros vampiros defendem a raça dos seus assassinos, a lealdade de um macho para com a Irmandade será posta à prova - e a sua perigosa natureza será revelada.
John Matthew percorreu um longo caminho desde que o encontraram a viver com os humanos, desconhecendo, por completo, a sua natureza vampírica. Quando foi resgatado pela Irmandade, ninguém podia imaginar qual era a sua história ou a sua verdadeira identidade. Na realidade, Darius, o Irmão caído, retornou, mas com um rosto diferente e um destino completamente marcado. Quando uma violenta vingança pessoal arrasta John até ao coração da guerra, ele terá de contar não só consigo próprio mas também com quem ele foi antes. Só assim poderá enfrentar e erradicar o mal encarnado.
Xhex, uma assassina symphath, há muito que lutava contra a atração que sentia por John Matthew. Já tendo perdido um amante para a loucura, ela não permitirá que nenhum outro homem que ame fique preso na escuridão da sua vida perversa. Contudo, ambos descobrem que o amor, tal como o destino, é inevitável para as almas gémeas.


Opinião:
Sim, agora que recomecei esta coleção não me estou a ver a parar enquanto não acabar todos os ebook que tenho dela no ereader. Pena que só tenha 4 comigo, mas quando chegar a casa algo me diz que continuarei a ler os títulos que me faltam. Mal acabei o outro volume da saga da Adaga Negra sabia que tinha que ler mais da coleção. Só que decidi não ler tudo de seguida, não me fosse fartar do que estava a ler. E devo dizer que achei este livro bem melhor do que o anterior. Quem diria que o livro onde a rapariga é mais maria rapaz seria um dos mais românticos?

Xhex é uma sympath com um passado negro e uma história de família que nem ela conhece. Tendo sido criada, em pequena, por humanos que a adoravam do fundo do coração apesar da sua natureza, Xhex sabia que não pertencia ali e, para manter o seu pior lado escondido, decidira fugir, o que lhe mudara de imediato a vida. Xhex tornara-se então numa guerreira, numa guerreira que utilizava o seu talento natural para sobreviver, tendo um emprego de segurança num dos bares mais perigosos e fazendo uns biscaites como assassina. Quando decide ajudar a Irmandade acaba por ser capturada pelo líder do grupo que estavam a tentar exterminar. Um grupo que fazia a vida negra aos Irmãos e que agora fazia a vida negra a Xhex. Prendendo-a, serve-se de Xhex para as suas loucuras sexuais, pois adora como esta lhe dá luta, mordendo-o e fazendo-o sangrar.

John sempre tivera um fraquinho por Xhex. Havia algo naquela fêmea que sempre o pusera louco. Desde a sua forma decidida de viver, ao corpo que apesar de musculado era sem dúvida alguma feminino, Xhex ocupava as fantasia de John há demasiado tempo. Quando esta é capturada, John sente que perdera uma parte de si mesmo e decide que a irá procurar e encontrar a todo o custo. Apesar da esperança de a conseguir encontrar seja muito ténue, John não a quer abandonar até ter toda a certeza que esta está morta e que nada poderá fazer para a ajudar.

Sim, gostei muito mais deste livro do que o anterior. No livro anterior o foco era maioritariamente a "política". Como os tempos neste mundo cheio de seres sobrenaturais estava a mudar e o que estava a acontecer para essa mudança ser acompanhada. Já neste livro o principal foco não é esse, mas sim o romance. E eu adoro a parte de romance nestes livros. Este é um livro que juntava o passado, o presente e o futuro de uma forma deveras intrigante, sendo que entre as ações que estavam a acontecer temos vislumbres de uma história que inicialmente parece não estar relacionada com a narrativa presente, mas que no final compreendemos perfeitamente as implicações desta no presente. Como o que acontecera no passado mudara de forma inalterável o presente e todos os que nele vivem.

Eu já tinha gostado da personalidade de Xhex no livro anterior e neste esse sentimento aumentou e bem. Embora esta esteja presa durante metade da narrativa, é pelas suas ações, mesmo quando está a sofrer, que a conhecemos e compreendemos como a sua vontade de viver é superior a tudo e todos. Como apesar de ser um espírito livre adora John e como estes sentimentos a confundem, pois nunca havia gostado de ninguém como gosta desse vampiro.

Achei que a personalidade de John acaba por estar um pouco oculta pela de Xhex neste livro. Ou então sou eu que gostei tanto de Xhex que liguei menos importância a John. Apesar disso devo dizer que adorei o pormenor de John ser mudo. Pode parecer um pormenor sem importância, mas é isso mesmo, um pormenor. Um pormenor que muda imensamente a personalidade desta personagem, a sua maneira de pensar e agir, apesar de continuar a ser igual a todos os seus irmãos.

Um livro que gostei muito mais do que o anterior e que me aumentou a vontade de ler outro livro desta saga.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

[Especial 4º Aniversário] Passatempo Allie Burton


E esta semana vamos a passatempos com apoio de autoras (cujas entrevistas já saíram aqui no blogue) e outra mini surpresa muito gira!! E vamos começar por um ebook em inglês, oferecido pela autora Alli Burton (leiam a entrevista aqui).


Atlantis Dark Tides é o 4º livro de uma das sagas da autora, sendo possível lê-lo em separado dos primeiros livros da saga. É uma história onde o sobrenatural aliado ao romance provam ser muito bons ingredientes e tem uma sinopse que abre o apetite a qualquer um (http://allieburton.com/darktides.html).

Para ganharem este ebook em inglês, terão apenas colocar o vosso nome e email no formulário. Simples não é?


Boa Sorte!!

Regras do Passatempo:
1) O Passatempo decorrerá até às 23h59 do dia 1 de Setembro (segunda-feira).
2) Só é válida uma participação por pessoa.
3) Participações com respostas erradas e/ou dados incompletos serão automaticamente anuladas.
4) O vencedor será sorteado aleatoriamente pela administração do blogue, será contactado por email e o resultado será anunciado no blogue.
5) O envio do prémio será realizado pela autora, via email.
6) Só são aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.

sábado, 23 de agosto de 2014

O Outro Lado de Amar

Autora: Catarina Ferreira
Edição/reimpressão: 2014
Editor: Escrytos
ISBN: 9789899910904

Sinopse:
Vale a pena lutar quando o amor é verdadeiro!
A vida de Lídia é perfeita. Frequenta o curso que sempre sonhou, vive com a sua melhor amiga e namora com o seu grande amor. O que poderia correr mal? A distância.
Com a partida de Guilherme para Lisboa, Lídia tem de enfrentar novos e antigos receios. Os pesadelos do passado voltam para assombrar os seus dias. Lídia consegue arranjar uma maneira para não sofrer. Mas o seu namorado e amigos não fazem parte do plano.
Com a sua vida em mudança constante, terá de fazer escolhas e lutar pelo seu verdadeiro amor. O calmo e organizado Guilherme ou Romeo, rebelde e prático que vive a vida ao limite? Lídia entra num mundo de repleto de aventuras e desafios. Qual caminho será o mais acertado?


Opinião:
Admito que nunca li o primeiro livro da autora. Lembro-me que na altura a mesma tinha oferecido um exemplar, mas eu, visto não ter ereader nem nada que se parecesse, acabei por não poder ler esse livro. Mas desta vez, visto a situação ser diferente, não resisti e acabei por ler o segundo volume da duologia da autora, um livro que segue a grande aventura de Lídia, a vida. Apesar de a capa não ser um dos pontos fortes do livro, a sinopse acabara por me despertar a atenção e assim comecei a ler este livro com uma grande curiosidade e devo dizer algum entusiasmo.

Lídia ainda era jovem, mas já havia passado por muito. Tendo sido vítima de bullying no seu último ano de liceu, tal fizera-a crescer como pessoa e aprendera imenso com tal experiência que não tinha sido de forma alguma agradável. Com a ajuda dos seus amigos, essencialmente com a ajuda de Sam, acaba por conseguir ir estudar para longe de casa, tornando-se minimamente independente enquanto vivia com essa sua amiga. Mas o que parecia uma vida perfeita não o era, pois a saudade é algo que magoa e a distância é sempre uma das principais razões para se sentir saudade. E é o seu caso e o de Guilherme, o seu namorado e o amor da sua vida.

Embora tenham conseguido inicialmente intercalar as suas vidas pessoais e de estudante, as suspeitas de Lídia que algo não está bem acabam por destruir a relação e a derrateira gota de água fora a recusa total de apresentar o namorado aos pais, após um ano de namoro. Infeliz por as coisas não estarem a correr como idealizara, foi Romeo, o empregado de um videoclube, que a faz compreender que a sua vida é muito mais do que ela pensa. É ele que lhe mostra o que é a verdadeira liberdade e como esta pode saber bem. É este que lhe mostra que por vezes tem-se que experimentar coisas novas para se ser feliz. Mas Lídia acaba por cometer o erro de considerar a sua vida e amigos como certos, não fazendo qualquer esforço para manter o contacto com estes enquanto experimenta novas aventuras...

Devo dizer que gostei desta aventura de uma autora que nunca tinha lido. Lídia é uma personagem que me faz lembrar imensas pessoas e acabo por ver em mim e no meu namorado a relação dela com o respectivo namorado. Este livro apresentou-me uma prespetiva interessante do que poderia acontecer se eu não confiasse no meu namorado e ele em mim, demonstrando como a confiança muitas vezes é a chave. Embora tenha compreendido os receios iniciais da personagem, quando descobrira que haviam pormenores importantes que o namorado lhe omitia por medo da reação dela, achei que o assunto dos pais era demasiado rebuscado. Eu também tenho pais demasiadamente protetores e prezo imenso a liberdade que consegui conquistar ao logo dos anos, liberdade essa que conquistei especialmente por não estudar na mesma zona em que vivia, mas daí a, passado um ano, teimar a pés juntos que se apresentasse um namorado aos meus pais ficaria sem liberdade... Achei a atitude da personagem demasiado exagerada nesse caso, pois por muito protetores e exagerados os pais sejam, desde que se saiba dar a volta por cima claro que passado um ano de sair com uma pessoa, é normal apresentar o namorado aos pais.

Já a relação de Lídia com Romeo foi construida aos poucos e gostei de a ver reagir e agir de forma diferente ao pé dele, embora não demasiado diferente, mantendo algumas tonalidades da personagem que era anteriormente. É um livro que demonstra que a autora tem um grande futuro, escreve bem e escreve sobre assuntos que vendem muito bem no nosso mercado nacional, sendo o grande problema algumas nuances que acabam por ser um pouco exageradas, mas que facilmente são melhoradas.

Uma das coisas que me fez impressão foram alguns erros ortográficos e troca (ou falta) de letras. Provavelmente a autora foi a própria revisora e, se tal foi o caso, é normal estes pequenos erros acontecerem. Afinal de contas após ler a mesma coisas várias vezes, chega a um ponto que temos a história de tal modo impressa em nós que os erros mais pequenos acabam por passar totalmente ao lado e foi isso que deverá ter acontecido neste livro, embora não seja um fator que impeça a leitura, apenas me fez um pouco de confusão. E não sei se foi apenas do meu exemplar, ou algum erro no meu ereader, mas tinha um capítulo repetido no ebook.

Apesar de tudo é uma leitura agradável e fiquei com curiosidade em ler o primeiro livro da autora. Tenho que ver se o compro no futuro para saber o início da história de Lídia e do seu passado.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Menina Rica, Menina Pobre

Autora: Joanna Rees
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 512
Editor: Edições Asa
ISBN: 9789892323084

Sinopse:
Thea e Romy são duas lindas bebés cujo futuro é ditado por uma moeda atirada ao ar. Separadas e vendidas na calada da noite, os seus destinos não podiam ser mais diferentes. Thea é enviada para os Estados Unidos, onde a espera uma vida de privilégio e luxo. Romy é internada num violento e degradado orfanato na Alemanha de Leste. Embora vivam em continentes diferentes, os seus caminhos vão cruzar-se ao longo dos anos, sem que nenhuma conheça a identidade da outra. Mas os seus mundos acabarão por colidir um dia. Face a uma tragédia iminente, com tudo o que lhes é mais querido em jogo, elas têm apenas duas opções: destruírem-se mutuamente ou unirem-se, arriscando as próprias vidas, para descobrir a chocante verdade sobre o seu passado.
Das vielas decadentes de Londres aos arranha-céus de Nova Iorque, das montanhas geladas da Europa de Leste às exuberantes praias das Caraíbas, duas mulheres unidas pelo poder invisível dos laços de sangue constroem as suas vidas numa luta permanente contra a arbitrariedade do acaso.


Opinião:
Admito... Não dava nada por este livro. A razão é muito simples, não gostei muito da capa. Sei que é a capa original, mas esta em conjunto com o título, remetia-me para algo mais no campo do romance. Aquele género de romances em que temos a rapariga convencida e a forte e determinada. O título não me ajudou muito, remetendo-me para o conto "O Príncipe e o Pobre". Mas enganei-me redondamente e este foi um livro que me prendeu do início ao fim e que adorei!

Thea tem tudo o que todas as crianças quereriam. Uma família rica que lhe consegue proporcionar tudo o que ela quer e que a adora. Adora andar a cavalo e essa paixão é alimentada diariamente, provando que pode ser um talento nato que cresce na família, não fosse a sua mãe muitíssimo conhecida pelo seu talento com tais animais. Mas a sua vida perfeita está prestes a terminar quando a doença terminal da mãe a acaba por matar, levando o pai a procurar abrigo noutra mulher. Uma mulher que se finge querida e perfeita mas que acaba por ser uma falsa, afastado Thea do pai. A verdadeira razão para o afastamento não é apenas esta nova mulher, mas o filho desta. Um rapaz que adora rapariguinhas e que por muitos avisos que a mãe lhe faça, vê em Thea uma nova diversão. Tudo junto, Thea quer sair de casa brevemente, acabando por entrar num colégio interno e por se tornar numa mulher muito independente, inteligente, determinada e decidida a vingar-se do seu "irmão" da forma mais limpa possível.

Romy não tivera a mesma sorte de Thea. Tendo sido levada para um orfanato em criança, este não era um lugar normal. Era um local governado por um homem cruel que via nas crianças que ali viviam o seu sustento para a vida. Os rapazes tornavam-se em homens cruéis e que viam o sexo contrário como objectos, as raparigas tornavam-se viciadas nestes homens sendo a necessidade e o medo os grande motores para tal vício. Mal chegavam à adolescência, ou por vezes mesmo antes desta, as rapariguinhas do orfanato eram utilizadas para satisfação do pessoal que lá trabalhava e para ganhar dinheiro, e sendo Romy tão determinada quanto era, queria fugir, antes que fosse tarde de mais. A sua vida acaba por ser muito difícil, mas a sorte bate-lhe diversas vezes à porta, conhecendo pessoas que são muitíssimo bondosas para com ela e que a ajudam a sobreviver. A juntar a isso, a sua beleza calma e inebriante, leva-a a tornar-se uma grande e rica modelo, mudando a sua vida para todo o sempre.

Adorei este livro e admito que não estava nada à espera. Quando este livro saiu não me lembro de ler muitas críticas sobre ele e visto que quando as capas não me chamam a atenção não costumo pegar nos livros (sim, sou daquelas pessoas que julga um livro pela capa) ele acabou por ficar esquecido, mesmo depois de ter comprado o ebook. Acabei por lhe pegar simplesmente porque queria um romance e este era um dos que tinha selecionado para ler nas férias. Dessa forma comecei a ler o livro e prendeu-me logo desde o início. Embora, especialmente a história de Thea, pareça algo já conhecido, é o desenvolvimento que nos prende e que é muitíssimo bem construído por parte da autora. Ambas as personagens são fortes e determinadas, tendo ambas passado por muito. Especialmente Romy, a órfã que tivera o azar de ir para o orfanato. Esta acaba por ser alguém que cresce muitíssimo depressa e no início era a sua história que eu queria a todo o custo saber. Já mais no final do livro o protagonismo vai para Thea, que embora nascendo num ambiente rico acabara por ter muito azar na vida ao contrário da sua irmã Romy. Sim, porque as personagens são irmãs separadas à nascença, mas que sem saberem acabam por se cruzar inúmeras vezes, como se o destino as estivesse a tentar juntar a todo o custo.

A única coisa que tive pena foi a falta de desenvolvimento sobre quem era a família verdadeira das duas irmãs. Elas encontram-se de forma muito repentina e a descoberta de quem é a sua verdadeira família, embora chocante e forte, acaba por ter um pouco falta de sentimento. Mas no meio de toda a narrativa este erro é, se tanto, um por cento da história, sendo que a restante narração está muito bem feita, intercalando entre o ponto de vista de Romy e Thea, o que acaba por nos prender mais às suas vidas e às suas decisões.

Sem dúvida um livro que me surpreendeu imenso e que recomendo sem reservas. Com as quantidades certas de romance, aventura, mistério e com umas personagens que irão prender qualquer leitor.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Na Sombra da Vingança

Autora: J. R. Ward
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 804
Editor: Casa das Letras
ISBN: 9789724621029

Sinopse:
Caldwell, Nova Iorque, é, desde há muito, campo de batalha para vampiros e seus inimigos, a Sociedade dos Minguantes. É também o lugar onde Rehvenge demarcou o seu território como um barão da droga e proprietário de um infame clube noturno que fornece os ricos e bem armados. E é exatamente pela sua reputação sombria que ele é abordado para matar Wrath, o Rei Cego e líder da Irmandade.
Rehvenge sempre manteve distância da Irmandade, apesar de a sua irmã ser casada com um dos membros. Por ele ser um symphath, a sua identidade representa um segredo mortal, cuja revelação pode levá-lo a ser banido para uma colónia de sociopatas. E enquanto as conspirações dentro e fora da Irmandade ameaçam revelar a verdade sobre Rehvenge, ele volta-se para a única luz que ilumina o seu mundo de escuridão cada vez mais profunda - Ehlena, uma vampira que nunca conheceu a corrupção que o controla - a única coisa que existe entre ele e a destruição eterna.


Opinião:
Já não lia um livro desta coleção há tanto tempo... Literalmente anos! Houve uma altura em que a editora estava a lançar tão depressa a coleção que eu não conseguia comprar ao mesmo ritmo e por isso esta saga acabou por ficar abandonada. Acabei assim por saltar alguns livros (o 4, 5 e 6) e recomecei no 7, sendo que era este o primeiro da coleção que eu tinha em ebook (quando vim para as férias de verão apenas trouxe o ereader e mais dois livrinhos físicos, para ocupar menos espaço na mala). Foi assim que decidi começar a ler este livro e matar saudades deste novo mundo.

Rehvenge é conhecido no submundo. Tendo um clube muito popular entre aqueles que gostam de uma boa saída à noite, é também conhecido por ser o grande barão da droga do submundo. Todos os tipos de drogas e mais alguma são vendidos pelos seus distribuidores, sendo Rehvenge o grande chefe. Todos o receiam, todos os evitam. Basta um olhar seu e as pessoas sentem-se desconfortáveis e com medo do que ele lhes poderá fazer. E isto não acontece apenas no seu clube. Sendo meio symphath, seres que adoram o ódio e a vingança, a única forma que este tem de fugir da sua horrível natureza é drogando-se. Assim essa parte do seu ser está adormecida, como se não existisse. Afinal, se soubessem o que ele é na realidade, o seu futuro não seria nada brilhante.

Ehlena é uma enfermeira num dos grandes centros médicos para vampiros. Tendo pertencido à classe mais elevada de vampiros, problemas de família, tanto económicos como de saúde, acabam por a afastar deste belíssimo mundo, acabando por ter que trabalhar o máximo possível para juntar dinheiro para as despesas da casa e para os cuidados necessários que o seu pai, um homem muito doente, necessita. Num dia em que chega atrasada, de novo, ao trabalho devido a outra crise do pai, Ehlena oferece-se para tratar de Rehvenge, um homem que ninguém gosta de atender por criar um sentimento de desconforto em todas as enfermeiras. Quando chega, começa a compreender que apesar desse desconforto, Rehvenge está na realidade a falar consigo, praticamente a namoriscar. Embora isso a admire um pouco, o que a admira mais é o estado em que o seu braço está, totalmente infectado pelo uso excessivo de drogas e de seringas não esterilizadas.

Preocupada com este homem e ao mesmo tempo atraída por ele, Ehlena acaba por ir a sua casa para lhe dar uns medicamentos que poderão parar a infeção, percebendo a partir daí, que as suas vidas estão mais interligadas do que qualquer um deles quererá admitir.

Admito que já tinha saudades de ler algum livro desta coleção. Como referi já não pegava nela há diversos anos e visto que saltei alguns livros (hei-te lê-los quando conseguir), inicialmente tive alguma dificuldade em entrar na ação. Haviam inúmeros termos que já não conhecia e inicialmente a leitura não fora tão fluída por esse motivo. Mas à medida que me fui recordado, que fui percebendo de novo o que era a glymera, os symphath, entre outros termos, tudo se tornou mais fácil e a leitura fluiu muito mais.

Também compreendi que ao contrário dos primeiros livros que tinha lido da autora, que se centravam essencialmente no romance, este para além disso centra-se na comunidade vampírica. A autora começou a interligar mais os livros e, embora estes se possam ler em separado, a desenvolver mais o mundo em redor desta comunidade. O romance entre Ehlena e Rehvenge foi algo que embora não tenha sido rápido, também não deu tempo ao tempo. Rehvenge já estava de olho naquela bonita enfermeira há algum tempo e quando esta começou a interessar-se pelo seu bem estar, ele aproveitou-se e tentou que ela fosse sua, embora ele soubesse que tal estivesse errado por serem de diferentes raças e acima de tudo, porque julgava que não a merecia devido ao seu passado e presente.

Também gostei imenso de conhecer os companheiros de Rehvenge, outros que tal como ele eram metade vampiros e metade symphath, escondendo-se entre os vampiros e humanos sem revelar a sua verdadeira identidade. Destes companheiros desenvolvi uma grande curiosidade por Xhex, uma fêmea guerreira que se sente muitíssimo atraída por um dos vampiros da irmandade, tentando esconder tais pensamentos desse forte e belo homem. Um romance que tenho quase a certeza que será apresentado no próximo livro, pelo que deu a entender o fio condutor da história.

Foi um bom livro para regressar a esta série e embora não tenha os volumes todos seguidos no ereader, vou lendo o que tenho pois quero saber mais sobre estes guerreiros. Uma saga que recomendo!