sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Sessão de Autógrafos de "A Imprensa e a República"

Autor: Graça Fernandes
Nome da Obra: A Imprensa e a República
Nº Páginas: 144
Género Literário: História/Comunicação
Edição: Janeiro 2011
PVP: 16,30€
 
A Papiro Editora vai promover, dia 5 de Fevereiro, pelas 18h00 a apresentação, seguida de sessão de autógrafos, do livro A Imprensa e a República, da autora Graça Fernandes, actualmente residente em Coimbra. O evento terá lugar no Museu Nacional da Imprensa, Porto. O livro será apresentado pelo Coronel Leitão Fernandes. Esta apresentação enquadra-se nas comemorações da Instauração da República, a 31 de Janeiro de 1891.
Graça Fernandes acentua as transformações que sofreram os principais órgãos de comunicação social e os ataques de que os mesmos foram alvo devido às alterações de regime (da Monarquia para a República) e, mesmo, dentro do regime republicano, aquando de governos totalitários e ditatoriais, como o de Sidónio Pais. Refere ainda a autora alguns dos nomes dos principais média conotados com diferentes áreas sociais, como no caso dos que trataram da emancipação da mulher, do cinema e também do desporto. Finalmente, no sentido de apresentar uma panorâmica mais precisa do ambiente político coevo, seleccionou dois jornais – A Monarquia e o República, que lutavam com as suas próprias armas pela defesa dos “puros” ideais que perfilhavam.

Através da leitura de variadíssimas notícias desses jornais, cujo conteúdo sintetizou, será fácil ao leitor tirar as ilações mais contundentes sobre as forças que então se digladiavam no terreno. “Os jornais eram, então, o palco e cenário do grande pulsar da acção política e cultural. Manuel Laranjeira, nas páginas do jornal O Norte, pouco antes do regicídio, proclamava num texto que ficou célebre, que em Portugal “o pensamento representa um capital negativo”. Referia-se ao suicídio de homens como Antero, Camilo e Soares dos Reis — ele que pouco depois se suicidaria também. Ora é este País “desencontrado” e “caótico”, mas também erudito nas franjas mais esclarecidas, para recorrer a expressões do mesmo Manuel Laranjeira, que Graça Fernandes redescobre e nos devolve nestas páginas de saborosa leitura.”

Graça Fernandes nasceu em Lisboa em 1945. Licenciou-se em Estudos Anglo-Americanos, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em 1975. Em 1993, fez o Mestrado de Ciências da Informação, pela Faculdade de Ciências Humanas da Univ. Católica Portuguesa. Concluiu, com distinção, o Curso de Jornalismo na Escola de Comunicação Assis Chateaubriand. Trabalhou nos CTT-Funchal como Especialista de Comunicação Social. Colaborou no Jornal da Madeira, no Posto Emissor do Funchal e na RTP-Madeira. Exerceu as funções de Directora Administrativa e de professora de inglês no Colégio Português de Kinshasa, na antiga República Democrática do Zaire, de 1990 a 1991. Em 1992, em Angola leccionou Cursos de Secretariado para a Sonangol e de Técnicas Administrativas para o Ministério do Petróleo. Depois da cisão dos CTT, integrou a Portugal Telecom onde permaneceu até 1998. Publicou, em 2008, a obra “A Verdade Madeirense e a Grande Guerra. Neste momento, Graça Fernandes está a terminal um outro livro Portugal no 1º Quartel do Séc. XX, que editará também pela chancela da Papiro Editora, ainda este ano.

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