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quarta-feira, 8 de maio de 2013
Autor: Nicolas Barreau
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 292
Editor: Quinta Essência
ISBN: 9789898228895

Sinopse:
Para Aurélie Bredin, as coincidências não existem. Jovem, sensível e atraente, é a proprietária de um pequeno e romântico restaurante, Le Temps des Cerises, situado no coração de Paris, a dois passos do Boulevard Saint-Germain. Naquele pequeno restaurante forrado a madeira, com toalhas aos quadradinhos vermelhos e brancos, o seu pai conquistou o coração da sua mãe graças ao menu d’amour. E foi ali, rodeada pelo aroma do chocolate e da canela, que Aurélie cresceu e onde encontra consolo nos momentos difíceis da sua vida. Mas agora, magoada pelo abandono de Claude, nem sequer a calidez acolhedora da cozinha é capaz de consolá-la.
Uma tarde, mais triste que nunca, Aurélie refugia-se numa livraria. Um romance, O Sorriso das Mulheres, chama a sua atenção. Quando o folheia, descobre que a protagonista é inspirada nela e que Le Temps des Cerises é um dos cenários principais. Graças a esta prenda inesperada, volta a sentir-se animada. Decide entrar em contacto com o autor, Robert Miller, para lhe agradecer. Mas isso não é fácil. Qualquer tentativa de conhecer o escritor - um misterioso e esquivo inglês - morre na secretária de André Chabanais, o editor que publicou o romance. Porém, Aurélie não desiste e quando um dia surge efectivamente uma carta do autor na sua caixa de correio, acaba por daí resultar um encontro bem diferente daquele que tinha imaginado...


Opinião:
Sabem aqueles momentos em que queremos ler um livro que simplesmente nos leve para um outro mundo? Não para um mundo de fantasia, não para um mundo diferente. Apenas um mundo feliz, alegre, leve. Era isso que queria e encontrei todas essas características neste livro.

Aurélie é abandonada pelo namorado, Claude e de imediato a sua vida perfeita e pancada parece ter um fim à vista. Dona de um belo restaurante, herdado dos seus pais, Aurélie é conhecida pela sua alegria e simpatia, que teimam em desaparecer quando Claude a abandona. Sentindo-se deprimida acaba por entrar numa livraria, para longe dos olhares de todos, para um local que fosse apenas ela e outros mundos. Aí descobre um pequeno livro com o nome "O Sorriso das Mulheres", um livro que desde logo lhe chama a atenção, o que lhe é estranho, visto nunca ter sido alguém com muito gosto pela leitura.

Mas naquele pequeno livro descobre de novo energia para continuar a sua vida mesmo sem Claude e descobre ainda mais... Que aquele livro é baseado em si mesma. O restaurante é o seu, e a descrição do vestido que a protagonista usa lembra-a de imediato o seu vestido verde favorito, o seu vestido da sorte. Sem querer acreditar que tais semelhanças são um puro acaso, após devorar o livro numa simples noite decide entrar em contacto com o autor, para descobrir que homem era aquele que a tinha utilizado como inspiração para o seu livro, servindo este para a inspirar a ela própria. Mas entre ela e o autor encontra-se André Chabanais, o editor do livro, que por alguma razão não quer que esta chegue ao autor. Mas porquê?

Muito sinceramente gostei muito deste livro. Não, não é daqueles romances que ganhariam um nobel, nem um daqueles romances que complementariam a lista de melhor livro de 2013, mas é um romance super querido, suave, engraçado e leve e são essas as suas características chaves. É um livro tão simples, cuja própria história é tão simples e fácil de seguir e acaba por ser isso mesmo que o torna especial e que nos acaba por arrancar um sorriso no final da sua leitura.

A personagem principal feminina, Aurélie, é uma personagem persistente que acaba por descobrir a magia dos livros, quando se apercebe que a personagem principal era inspirada em si mesma. É alguém que esta a passar um mal bocado mas que arranja forças para seguir em frente e ultrapassar tudo o que está a sentir. De alguma forma acaba por se mostrar uma personagem de tal forma realista que acredito que seja isso que acaba por captivar quem está a ler o livro. Por outro lado temos André, o editor misterioso que guarda mais segredos do que Aurélie pensa. O editor que faz de tudo para ela não conhecer o autor. Que acaba por fazer de tudo para arranjar formas de se encontrar com a nossa Aurélie, sozinhos.

Sim, é um daqueles romances cuja história até pode ser considerada banal, mas tem o seu quê de especial que nos deixa a sorrir e com pensamentos positivos durante o resto do dia, o que é fantástico. Sem dúvida alguma um bom livro para passar um bom bocado.

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