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sexta-feira, 7 de junho de 2013
Autora: Lauren DeStefano
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 232
Editor: Editorial Planeta
ISBN: 9789896573348

Sinopse:
Rhine e Gabriel fugiram da mansão, mas o perigo nunca ficou para trás.
Para Rhine de dezassete anos, a arriscada fuga do casamento polígamo parece ser o princípio do fim. A evasão leva Rhine e Gabriel a uma armadilha sob a forma de uma feira popular, cuja dona mantém várias raparigas prisioneiras, Rhine acaba de fugir de uma prisão dourada para se meter noutra ainda pior.
A jovem acaba por percorrer um cenário tão sombrio como o que deixou há um ano - que reflecte os seus sentimentos de medo, desespero e desesperança.
Com Gabriel a seu lado está decidida a chegar a Manhattan para se encontrarem com Rowan, o irmão gémeo, mas a viagem é longa e perigosa e o que Rhine espera que seja uma segurança relativa revelar-se-á muito diferente.
Num mundo onde as raparigas só vivem até aos vinte anos e os rapazes até aos vinte e cinco, o tempo é precioso e Rhine não tem como escapar nem iludir o excêntrico sogro Vaughn, que está determinado a levá-la de novo para a mansão... a todo o custo.
Nesta sequela de Raptada, a heroína tem de decidir se a liberdade vale a pena, pois tem mais a perder do que nunca.


Opinião:
Eu adorei o primeiro volume desta distopia. Achei uma história tão interessante, com um tema de tal forma diferente que me prendeu do início ao fim e então, mal soube que ia sair este livro, não resisti.

Rhine fugiu da mansão. Graças à sua irmã de casamento, conseguiu fugir e tem como objectivo encontrar o seu irmão, a única pessoa da sua família viva e por quem morre de preocupação. Com ela fugiu também Gabriel, um criado na mansão onde Rhine se encontrava prisioneira e noiva de Linden, uma personagem com quem eu simpatizei imenso, embora tenha achado a sua suposta inocência um pouco por demais.

Tentando fugir para o mais longe possível da mansão, Rhine acaba por ser apanhada pela dona de uma certa feira popular. E se pensam que esta feira popular é como as nossas enganam-se. Esta feira era praticamente um bar de prostituição, em que jovens raparigas sem trabalho e forma de sobreviverem faziam o que podiam para terem alimento e sítio onde dormir. Este novo mundo acaba por criar em Rhine um novo sentimento de desespero, acabando por concluir que a mansão onde se encontrara antes não era o pior sítio para terminar a sua vida. Afinal lá tratavam dela, e apesar de em certa forma estarem com alguém contra a sua própria vontade, esse alguém era apenas um, nunca soubera da verdadeira situação delas e era uma pessoa querida e preocupada com o seu bem estar. Agora nesta nova feira popular a preocupação é satisfazer a clientela e todos os que vão contra isso irão ser castigados de uma forma ou de outra.

Este livro adquire, pelo menos na minha opinião, um tom muito mais negro que o anterior. Embora no anterior nos pudéssemos sentir chocados com o que estava a acontecer naquele mundo, por assim dizer, a verdade é que o pior que aconteceu foi praticamente a cena inicial em que para escolher Rhine como noiva todas as outras selecionadas tinham sido mortas. Mas neste livro temos muito mais que isso. Acabamos por entrar num ambiente sufocante, onde drogas e sexo são os principais ingredientes e embora a autora descreva tal coisa de uma forma por vezes muito soft (não fosse este um livro para um faixa etária  essencialmente adolescente), pelo menos eu na minha cabeça começava a imaginar o ambiente opressivo, o medo, os olhos moldados pela drogas que lhes corria nas veias e isso fez com que achasse este livro muito mais pesado.

Mas não foi só esta parte que achei pesada. Temos partes em que se estão a desenrolar experiências na própria Rhile e essa parte deixou-me deveras enojada com a suposta humanidade existente nos seus captores. Uma humanidade cruel, que não quer saber quem magoa a fim de chegar ao seu objectivo. Uma humanidade que apenas pensa nela própria, contando mentiras bonitas para parecer que o que estão a fazer é correcto.

Uma pequena observação que tenho a fazer, embora não esteja propriamente relacionada com o livro, é a capa. Peço imensas desculpas à editora, mas esta capa não é nada atraente. Não me faz impressão o facto de ter a mesma rapariga que uma outra saga editada por outra editora portuguesa (embora num mercado tão pequeno como é o mercado literário em Portugal, ache que tal se podia evitar), mas faz-se impressão o facto de achar que foi quase copy paste da imagem da rapariga em cima da imagem do parque de diversões. Ah! a história tem um parque de diversões! Fantástico vamos pôr isso aqui. Ah! e a personagem principal é uma rapariga. E temos esta rapariga que parece misterioso. Juntamos e já está! Enquanto que a primeira capa foi um factor que me fez começar a ler a saga, se essa primeira capa se assemelhasse a esta acho que ainda não tinha iniciado a trilogia.

Como referi este é um livro muito mais negro, mas isso não o torna mau, antes pelo contrário. É um livro que acho que embora se leia muitíssimo bem, lê-se de uma forma mais calma que o anterior, pois enquanto que a carga emotiva existente no primeiro era relacionada com romance, neste é relacionada com drogas, sexo e sim, também existe romance. Um livro que adorei e cujo final era algo que queria imenso que ocorresse, por isso mal posso esperar para que saia o terceiro volume!

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