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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
Autor: Yann Martel
Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 326
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722344876

Sinopse:
Publicado em Portugal pela Difel em 2003, A Vida de Pi valeu a Yann Martel o Man Booker Prize de 2002, entre outros prémios, e figurou como bestseller do New York Times durante mais de um ano. Sete anos após a primeira edição, a obra ocupa a 74ª posição no top de ficção da Amazon americana e o 99º lugar na tabela de vendas da amazon inglesa. A Vida de Pi encontra-se publicada em mais de 40 países.
Quando Pi tem dezasseis anos, a família decide emigrar para a América do Norte num navio cargueiro juntamente com os habitantes do zoo. Porém, o navio afunda-se logo nos primeiros dias de viagem. Pi vê-se na imensidão do Pacífico a bordo de um salva-vidas acompanhado de uma hiena, um orangotango, uma zebra ferida e um tigre de Bengala. Em breve restarão apenas Pi e o tigre.


Opinião:
Todos conhecem o filme "A Vida de Pi". Um filme que fez surgir diferentes opiniões, desde pessoas que achavam o filme estranho mas interessante, a pessoas que achavam o filme chato e que não gostaram nada do que viram. Eu devo dizer que fiquei no meio destas opiniões. Por um lado achei que houveram algumas partes mais chatas no filme, mas por outro gostei da introdução feita e adorei o final! Achei que o final dava o verdadeiro significado a todo o filme e achei que este final fez o filme. Por isso fiquei curiosa com o livro, e devo já dizer que o filme está muitíssimo fiel ao livro, estando muito bem adaptado.

Pi não é o seu verdadeiro nome, mas é o nome com que se sente confortável. Uma entidade criada por si para se afastar da alcunha que vinha do seu nome real. Inteligente desde pequeno, Pi é uma pessoa que viveu grande parte da sua vida no jardim zoológico da família, a ver os animais e a ajudar a tratar destes. A partir desta vivência percebia mais destes animais e das suas necessidades do que muitas pessoas, inclusive o facto de que os animais só matam quando necessário.

Passado uns anos de terem aberto o zoo, infelizmente a família de Pi tem que o encerrar e para isso vendem os diversos animais a outros zoo de maior superfície. Um dos zoo que mais animais comprou era na América do Norte, sendo que a família de Pi decide emigrar para lá e acaba por fazer tal viagem no mesmo barco que transporta os animais. Um barco que acaba por naufragar de um momento para o outro, deixando Pi sozinho no mar, com uma zebra, uma hiena, um orangotango e um tigre. Uma viagem que põe à prova os instintos de sobrevivência de Pi, enquanto este tenta não ser comida de animal e ao mesmo tempo tenta arranjar comida para si mesmo.

Após ler o livro, tal como referi, reparei que este era muito parecido com o filme, ou seja, a adaptação cinematográfica foi muitíssimo bem concebida. Todo o filme se baseia no instinto animal, o grande instinto que todos os humanos têm e que reaparece em momentos de grande perigo. Mas para além desse instinto animal, fala-nos de como este nessas alturas de perigo entra em conflito com a natureza humana, com o companheirismo e humanidade. Um filme que nos atinge directamente e que nos admira pela grande aventura que Pi vive, sobrevivendo a hienas cruéis, zebras infelizes, orangotangos prontos a cuidar dele e um tigre que o vê como comer ao mesmo tempo que como um companheiro de viagem.

Pi sobrevive (sabemos tal logo desde o início, pois é ele que conta a história ao nosso escritor), mas sobrevive através daquilo que sente que é real, através do que quer acreditar que aconteceu na viagem e é esta a grande lição retirada de todo o livro. Por vezes é melhor viver com uma versão alterada da realidade, do que com a realidade.

Uma grande lição final que adorei, um livro com uma boa escrita e que foi adaptado ao grande ecrã de uma maneira muitíssimo fiel.

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