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quarta-feira, 24 de junho de 2015
Autor: Emílio Miranda
Edição/reimpressão: 2015
Páginas: 496
Editor: Marcador
ISBN: 9789897541414

Sinopse:
Ano de 1089. Uma nação em formação ergue-se na bruma do tempo, movida pelo forte e leal braço do povo, pelo arrojo de senhores feudais e pela fé nos ditames da Igreja e dos seus ministros. Num velho mosteiro, são muitas e sinceras as preces, mas também as manobras pela conquista do poder nesse novo território.
Magistralmente concebido, 1089 - O Livro Perdido das Origens de Portugal relata, de forma precisa, viva e cativante, os dias da fundação de Portugal tendo como palco central as terras de um mosteiro beneditino. E não deixa de fora relatos concisos da ambição dos homens e, em particular, dos da Igreja, com os seus segredos e jogos de luz e sombra.
No alvor da nação, plebeus e senhores lutam pelo Céu e pela Liberdade. Um antigo mosteiro esconde ambições, desejos e amores proibidos. 1089 - O livro perdido das origens de Portugal, o nascimento de uma nação, as lutas dos homens, o destino de um povo.


Opinião:
Quase que parece que andei numa maratona dos livros RTP. Após o livro anterior sentia necessidade de um livro histórico. Algo que fosse romanceado mas que por trás tivesse uma boa história com um ou outro facto histórico. E sim, encontrei isso neste livro. Um início lento que muda totalmente de ritmo a certa altura da narrativa, quando traições e mentiras entram na história.

Tudo começa num dia como qualquer outro, não fosse um simples acontecimento... A coragem de um servo para com o seu senhor. Um senhor que se encontrava decidido a atirar sobre um animal que ainda estava a amamentar os seus filhos, tendo sido impedido pelo servo, que se colocara à frente do animal. Mas se pensam que o senhor teve pena do servo estão enganados. Arreliado por as suas vontades lhe terem sido negadas, atirou contra o servo, deixando-o abandonado à morte. Mas a sorte por vezes bate à porta dos mais infortunados e é isso que acaba por acontecer. Um velho casal que morava perto do mosteiro que ali se encontrava, encontra o rapaz à beira da morte e, vendo nele o filho que nunca haviam tido, decidem tentar salvá-lo.

Enquanto isso, noutro lugar também perto do mosteiro, existia uma pequena casa com uma família de três, que agora contava com quatro, não estivesse a irmã da mãe da família a morar "temporariamente" com eles. Uma família que só quer viver sossegada, alimentar-se do que a terra lhes dá e não dar trabalho a ninguém. Algo que é ameaçado pela natureza demasiado livre e apaixonada do novo "membro da família", que encontra no mosteiro um lugar de paixão e ódio.

Também dentro do próprio mosteiro as coisas não são preto no branco, tal como deveriam ser. Uma vida que inicialmente nos é apresentada como pacífica e calma, acaba por ficar de pernas para o ar quando o antigo chefe do mosteiro começa a ficar demasiado velho e cansado para o trabalho, levando a que novas vozes e opiniões se elevem, algumas delas com demasiada arrogância e ganância. A juntar à luta pela chefia, antigos segredos começam a ser lentamente revelados, enquanto as paixões dentro das portas fechadas do mosteiro dão lugar a novos segredos.

Foi um livro que me surpreendeu e cuja escrita é construída à medida que se avança na narrativa. Inicialmente todas as histórias parecem separadas e não dá para compreender bem qual o fio condutor entre todas as narrativas, para além, claro, do mosteiro. Mas passado umas 100 páginas a narrativa toma outro ritmo, as personagens acabam por se tornar reais e ficamos de tal forma ligados a toda a história que não a conseguimos largar.

Este é um livro que tem imensas nuaces históricas, desde os costumese mentalidades a actos e todos refletem a mentalidade da época. As personagens foram o ponto forte de toda a narrativa. Apesar de o ínicio ser lento acabamos, ao longo do livro, por conhecer todos os pontos das suas personalidades, conseguindo por vezes antecipar as suas ações, pois conhecemo-las de tal forma que parece que são reais. Mas,apesar de anteciparmos as suas ações, não antecipamos ao que estas levam.

Um livro que me surpreendeu, especialmente porque com o início lento estava a ficar desanimada, mas após essa parte devorei o livro. Recomendo e fico à espera de novos títulos do autor!

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