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terça-feira, 18 de agosto de 2015
Autora: Sue Monk Kidd
Edição/reimpressão: 2007
Páginas: 320
Editor: Edições Asa
ISBN: 9789724153193

Sinopse:
No interior de um mosteiro beneditino na ilha de Egret, ao largo da costa da Carolina do Sul, repousa um misterioso trono com sereias gravadas, dedicado a uma santa que, segundo a lenda, era sereia antes da sua conversão.
Quando Jessie regressa à ilha por causa de um acto de violência aparentemente inexplicável da sua excêntrica mãe, a sua vida prima pela normalidade e o seu convencional casamento com Hugh é seguro e estável. Jessie ama Hugh mas, uma vez na ilha, a atracção que sente pelo irmão Thomas, um monge que está prestes a fazer os votos solenes, é irreprimível.
Rodeada pela beleza exótica dos pântanos, deltas e garças majestosas, Jessie debate-se com a tensão do desejo, com a luta e a negação dos seus próprios sentimentos, com a liberdade a que acha que tem direito e com a força inexpugnável do lar e do casamento. Será que o poder do trono da sereia é apenas um mito? Ou será capaz de alterar o seu destino? O que está prestes a acontecer irá desvendar as raízes do passado atormentado da mãe, mas, acima de tudo, permitir que Jessie se reconcilie com a vida.


Opinião:
Admito... a verdadeira razão para ter começado a ler este livro foi devido a um livro que recentemente fora lançado pela Edições Saída de Emergência da mesma autora. Um livro que tem tido críticas muito positivas e por isso quando tive oportunidade decidi ler um livro publicado há uns anitos em Portugal, da mesma autora. Um livro que infelizmente não me prendeu, mas que de acordo com o GoodReads tem uma pontuação muito distinta do novo título da Saída de Emergência, por isso não, a minha curiosidade para com esta autora não morreu.

Jessie é chamada à ilha onde nascera devido à sua mãe. Há imensos anos atrás decidira que queria fugir daquela terra e ir para onde ninguém a conhecesse. Apoiada pelo marido, deixa este com a filha e vai visitar a mãe. A mãe de Jessie mora desde sempre na ilha de Egret e é a cozinheira do convento que ali se situa. Uma mulher que mora sozinha há anos, mas por quem Jessie teme, pois sempre desconfiara que depois da morte do pai esta mudara imenso e já não tinha a mente de antigamente. Chamada porque a mãe havia cortado um dedo por vontade própria, Jessie fica ainda mais chocada quando vê a mãe a enterrar esse dedo, ficando deveras preocupada com a sua sanidade mental.

Quando pensa que não poderão existir mais problemas na sua vida, Jessie conhece o irmão Thomas. Um irmão do mosteiro que ainda não havia tomado os seus votos finais e por quem sente uma grande atração, algo que é recíproco. Admirada com aquela louca atração, Jessie não resiste a conhecer outro mundo para além do marido e da filha. Algo que devia sentir como incorreto, mas que para Jessie não podia ser o mais acertado...

Sim, eu esperava algo mais deste livro. Não sei, falta desenvolvimento da história. Mais alma às personagens. Por um lado penso que sei tudo o que há para saber das personagens, por outro lado sinto que poderiam ter sido ainda mais desenvolvidas. Que podiam ter falado mais do seu passado, dos seus pensamentos e sentimentos. É um livro que tem uma história interessante, mas que peca por faltar essa profundidade das personagens.

Jessie é uma personagem um pouco estranha. Diz que ama o marido, adora o casamento em que está e em menos de uma semana afastada dele consegue trair um longo casamento e a confiança que este tinha depositado em si. Algo que me confundiu e acredito que com um melhor desenvolvimento essa passagem e mudança dos sentimentos da personagem teriam mais sentido. A mãe de Jessie por outro lado teve um desenvolvimento interessante. Gostei da história dela e as suas ações, por mais chocantes que fossem, traziam algo diferente à narrativa.

Foi um livro que não me prendeu e não me deslumbrou especialmente. Esperava algo diferente. Apesar disso, hei-te dar uma segunda oportunidade à autora com o seu mais recente livro publicado em Portugal.

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