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quarta-feira, 18 de novembro de 2015
Autora: Wendy Holden
Edição/reimpressão: 2015
Páginas: 416
Editor: Vogais
ISBN: 9789898491534

Sinopse:
Entre as vítimas do Holocausto enviadas para Auschwitz em 1944, três mulheres levavam consigo um segredo quando passaram pelos portões do infame campo de concentração.
Priska, Rachel e Anka estavam grávidas de poucas semanas, enfrentando um destino incerto longe dos seus maridos. Sozinhas, assustadas, e após terem perdido tantos familiares às mãos dos nazis, sentiam-se determinadas em lutar pelo que lhes restava: as vidas dos seus bebés.
Estas mulheres deram à luz em circunstâncias inimagináveis, com intervalos de semanas entre si. Quando nasceram, os bebés pesavam menos de 1,5 Kg cada, e os seus pais haviam sido assassinados pelas forças alemãs, enquanto as mães se haviam transformado em «esqueletos andantes».
Os Bebés de Auschwitz segue a incrível história das mães: primeiro em Auschwitz, onde sofreram o escrutínio cruel de Josef Mengele, o médico nazi conhecido como Anjo da Morte, que selecionava as mulheres grávidas à entrada do campo, destinando-as às câmaras de gás; depois num campo de trabalho alemão onde, esfomeadas, lutaram por esconder a sua gravidez; e, por fim, durante a viagem infernal de comboio, que durou 17 dias, até ao campo de concentração de Mauthausen, onde viriam a ser libertadas pelos Aliados.


Opinião:
Este foi um daqueles livros que quis ler mal lhe pus os olhos em cima. Tudo nele me chamava a atenção. Desde a capa (que está fantástica), à sinopse que promete uma história verídica e bem narrada sobre três mulheres diferentes que passaram pela mesma angústia por serem judias e estarem grávidas.

Uma época em que todos aqueles que eram judeus ou estavam relacionados, de alguma forma, com a "raça" judia, tinham que estar constantemente a olhar por cima do ombro, com medo de encontrar a morte no virar da esquina. Priska, Rachel e Anka tiveram o azar de terem ascendência judia e, como se não bastasse, estavam grávidas quando entraram em Auschwitz. O momento decisivo foi quando, frente a frente com Mengele, o famoso médico de Auschwitz, o Anjo da Morte muito conhecido por fazer experiências horríveis em grávidas e gémeos, afirmaram que não, não se encontravam grávidas.

Este livro segue a horrível viagem destas três mulheres à medida que são transportadas de campo de concentração em campo de concentração como se fossem menos do que animais. Mulheres que bastava demonstrarem um pouco de fragilidade e sabiam que seriam de imediato abandonadas e mortas. Com porções de alimentos que não chegavam para uma só pessoa, e que quando se tem um filho dentro de si, ainda alimentam menos, estas mulheres sofreram imenso, safando-se por sorte e graças à sua inteligência.

Uma das coisas que adorei neste livro foi que, apesar de o livro ser sobre estas três mulheres pois estavam as três grávidas, eram mulheres que vinham de meios muitíssimo diferentes, por isso a forma como "viam" e sobreviveram foi diferente, dependendo das línguas que falavam, educação, entre outros. Foram estes diferentes pontos de visão que tornaram o livro tão rico e brutal. As descrições estão fantásticas, dando para compreender perfeitamente como era o ambiente, pelo menos de forma teórica. Senti o medo que aquelas mulheres viveram e vi como aquelas pessoas, que tinham que fazer de tudo para sobreviver, passavam, por vezes, por cima dessa sua sobrevivência para ajudar outros.

É um livro muitíssimo forte, mas é um relato fantasticamente bem narrado e os três diferentes pontos de vista são uma mais valia para toda a história. Adorei e recomendo!!

2 devaneios :

Isaura Pereira disse...

Olá!
Quero muito ler este livro, também pelo tema. Espero ler em breve.
Gostei muito da tua opinião.
Beijinhos e boas leituras

Vanessa Montês disse...

é uma leitura forte, mas muitíssimo boa! Feliz natal :)