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segunda-feira, 23 de maio de 2016
Autora: Rosanna Ley
Edição/reimpressão: 2016
Páginas: 432
Editor: Porto Editora
ISBN: 978-972-0-04807-3

Sinopse:
Eva Gatsby interrogou-se inúmeras vezes sobre o passado do avô, Lawrence Fox, e o que teria exatamente acontecido na Birmânia, quando ele ainda jovem ali viveu. Eva dedica-se à restauração de antiguidades e os patrões propõem-lhe uma viagem de trabalho àquele país - sobre o qual o avô desde sempre lhe contara histórias fascinantes. É então que Lawrence decide quebrar o silêncio e finalmente falar-lhe do grande amor da sua vida, Maya, a mulher que nunca esqueceu. Numa tentativa de sarar as feridas do passado, confia a Eva uma missão que se revelará de contornos imprevisíveis.
Eva inicia, assim, uma jornada que irá reconstruir o mosaico da história da família e que em simultâneo a obrigará a confrontar-se com a sua capacidade de voltar a acreditar no amor.
Em Regresso a Mandalay, Rosanna Ley descreve-nos as paisagens, os aromas inebriantes dos mercados, das ruas e as fragâncias dos jardins, com tal mestria que nos transporta para os cenários mágicos da Terra Dourada.


Opinião:
Este foi um livro, que mais uma vez, me prendeu pela capa. Quem segue este blogue sabe que eu sou extremamente influenciável pelas capas dos livros e por vezes apenas os adquiro por causa dela. E este foi um desses exemplos. Ainda não tinha lido a sinopse e já queria o livro simplesmente por causa da capa.

Eva é uma perita de arte. Consegue detetar uma falsificação à distância e apesar de o trabalho atual ser o mais perto que já deve de algo em que pode aplicar os estudos, quer algo mais do que ser uma simples secretária. Enquanto pensa nessa infelicidade que se tornara a sua vida, a sorte decide sorrir-lhe, e a sua chefe pede-lhe para ir à Birmânia fazer aquilo que sempre quisera. Ver toda a arte que pode e comprar aquela que acha que renderá bom dinheiro à pequena galeria de arte. Para Eva não é apenas uma oportunidade de utilizar os seus conhecimentos. É também uma oportunidade de conhecer a Birmânia, onde o avô afirma ter passado os melhores momentos de toda a sua vida.

O avô de Eva vivera na Birmânia durante a guerra e a verdade é que desde que regressara a casa a família de Eva desfizera-se e nunca mais fora a mesma. Quando descobre que a neta vai regressar para o lugar que considera o paraíso na terra, pede-lhe para entregar um antigo artefacto a uma senhora que ele conhecera durante a guerra. É aí que Eva começa a compreender que o passado do avô tem mais segredos do que ele admite, enquanto descobre a beleza que uma terra ainda afetada pela guerra.

Admito que adorei este livro não pelo romance em si, mas pelas descrições maravilhosas que me fizeram sentir naquela mesma terra, levando-me, mal larguei o livro, a pesquisar mais sobre ela e o seu passado e presente. Todas as descrições da autora apontavam para o paraíso na terra, algo que admito que me surpreendeu e prendeu. A narrativa tem diversas vozes e ao longo desta vamos vendo diversas perspectivas da mesma história, uma história que atravessa os séculos e em que o passado apanha o presente e o afecta fortemente.

As personagens principais são interessantes, mas de todas as histórias cruzadas, sem dúvida alguma que a melhor era a do avô de Eva e da amante. É uma história sobre amor, perda e redenção que acaba por colocar o romance de Eva totalmente a um canto.

É uma história com descrições lindíssimas e de toda a narrativa essas foram as principais passagens que me ficaram em mente. Um bom livro para quem gosta de viajar, literalmente, pelas páginas que tem à sua frente.

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