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segunda-feira, 23 de julho de 2018

A Magia de um Abraço

Autora: Mary Balogh
ISBN: 9789892342313
Edição ou reimpressão: 05-2018
Editor: Edições Asa
Páginas: 352

Sinopse:
A morte de Humphrey Westcott, conde de Riverdale, desencadeia um escândalo na sociedade londrina. Entre as pessoas afetadas está a filha, Camille Westcott, que se vê subitamente sem título nobiliárquico.
Humilhada, Camille decide cortar amarras com o passado e abandona Londres. O seu plano: dar aulas no orfanato onde cresceu a sua recém-descoberta meia-irmã. É lá que Camille conhece Joel Cunningham, professor de Arte para quem vai ter de posar a mando da avó. A animosidade que sente pelo pintor é evidente…e totalmente partilhada pelo próprio. Joel foi criado no orfanato e vê nos modos de Camille uma arrogância enervante e despropositada.
Mas à medida que o tempo passa, a aversão que sentem um pelo outro vai transformar-se… num elo que acabará por ser a salvação de ambos.
O volume dois da série Westcott fala-nos de novas oportunidades, de autodescoberta, de redenção… e, claro, de amor!


Opinião:
Vocês sabem que um dos meus géneros literários favoritos são os romances históricos e há determinada autoras publicadas em Portugal que tento ao máximo não perder e Mary Balogh é uma delas. Tem uma escrita fantástica, romances que apesar de terem o mesmo "fundo" acabam por ter sempre algo que os distingue e a realidade é que me prendem sempre do início até ao fim.

Camille ainda não consegue acreditar que há uns meses atrás era uma abastada herdeira, filha de um conde. Tinha um título, um bom dote para quem casasse com ela e não tinha preocupação alguma a não ser qual o melhor vestido a utilizar e qual a próxima grande festa que teria que atender. Tudo mudara quando de repente descobre que o pai na realidade casara com a sua mãe estando casado com outra mulher, o que faz com que o casamento com a sua mãe seja inválido e ela seja uma bastarda. Assim nada herda do seu pai e o orgulho leva a que não aceite nada da sua nova meia irmã, a única verdadeira herdeira de seu pai.

Assim acaba por cair na escala social de uma só vez e percebe rapidamente que tem que arranjar um emprego e lembra-se que a irmã, antes de se tornar condesa, trabalhara como perceptora no orfanato onde crescera, logo... o orfanato precisava de uma nova perceptora!!

No orfanato Camille descobre um lado de si que não conhecia antes, trabalha para ter uma vida, algo que nunca esperara fazer e conhece Joel, o melhor amigo da sua irmã e um órfão criado no orfanato desde pequeno. Duas pessoas que desde o início têm algo em comum, ensinar algo àquelas crianças, mas que em tudo o resto são diferentes, não se conseguindo suportar... até se começarem finalmente a conhecer!

Eu começo a ler estes livros sabendo sempre que o final será cor de rosa, sabendo que o casal irá aprender a compreender-se e a estar junto, mas acaba sempre por ser um tipo de livros que me prende, que me faz suspirar e sorrir e é isso que adoro neste género literário. Foi mais um livro da autora que me prendeu, gostei de conhecer as personagens apesar de que teria gostado de um pouco menos de repetição e um pouco mais de desenvolvimento da personalidade de ambas as personagens. 

Camille é bem desenvolvida, apesar de a achar demasiado fria no início da narrativa de uma forma que me irritava ao longo do livro mas, à medida que essa frieza desaparecia, comecei a gostar dela. Joel não foi uma personagem que me tenha atingido muito, não o achei muito marcante e tive pena disso pois Camille merecia alguém marcante como ela.

Apesar disso foi uma leitura que me "soube bem", a narrativa lê-se muito bem, a história faz-nos querer ler mais e Camille, uma personagem que desde o livro anterior me atingira pela negativa, acaba por me atingir precisamente pelo contrário, pois comecei a gostar dela, da sua maneira de ser e de pensar.

Quem gosta desde género literário irá sem dúvida gostar desde livro.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

O Poder do Amor

Autora: Mary Balogh
ISBN: 9789892341026
Edição ou reimpressão: 02-2018
Editor: Edições Asa
Páginas: 352

Sinopse:
Não há nada que a alta-sociedade mais aprecie do que um bom escândalo, e, ao morrer, Humphrey Wescott, conde de Riverdale, proporciona-lhe isso mesmo. É que Wescott não só tinha uma filha secreta como também casou em segredo quando era jovem… o que torna ilegítima a sua atual família.
Anna Snow passou praticamente a vida inteira num orfanato. Desconhece por completo o conceito de lar. É com grande espanto que descobre que não só tem uma família, como o pai era o recém-falecido conde de Riverdale. Mas esta transição de órfã a herdeira não vai sernada fácil… O duque de Netherby, porém, sente-se estranhamente impelido a ajudar esta jovem desamparada. É temido por todos, mas só ele sabe o que passou para alcançar o seu estatuto atual. Terá ele coragem, à medida que os sentimentos entre ambos se vão intensificando, de a deixar ver quem se encontra por detrás da máscara do duque? E conseguirá Anna adaptar-se à nova condição sem perder os seus princípios?


Opinião:
Quem é que não gosta de Mary Balogh? Uma autora que desde que chegou a Portugal e a li pela primeira vez se tornou uma das minhas favoritas na categoria de romances históricos. E esta capa é lindíssima, tem cores mesmo lindas, fiquei de imediato apaixonada por ela!

Anna Snow sempre se lembra de morar no orfanato. Algo que para muitos poderia ser horrível, mas que Anna até gosta. As pessoas que lá trabalham e as restantes crianças órfãs são como que a sua família e não podia ter sido melhor tratada e amada do que ali. Além disso, graças a um benfeitor desconhecido, todas as despesas de Anna eram tratadas.

Devido à sua inteligência e de se conseguir dar tão bem com as crianças, Anna acaba por se tornar professora no orfanato, o que lhe permite ter um pequeno rendimento. Mas toda a sua vida acaba por mudar quando um estranho a convoca para ir a Riverdale, a uma leitura de testamento.

É aí que descobre ser a verdadeira e única herdeira do conde de Riverdale (o seu benfeitor), sendo assim dona de uma enorme fortuna, ao contrário dos restantes filhos do conde, que descobrem naquele preciso momento serem bastardos... Com todos a olharem-na de lado e sem saber o que fazer ao ser dona daquela enorme fortuna e responsabilidade, acaba por captar a atenção do duque de Netherby. Um homem que apesar de não ser considerado mulherengo - nunca tendo tido os contributos físicos que levam a que as senhoras desmaiem -, tem uma postura e autoridade que leva a que todas saibam quem manda ali. Uma estranha relação que acaba por ser mais do que uma simples ajuda.

Foi um livro que, muito ao estilo próprio da autora, me deixou com um sorriso na cara ao longo de toda a leitura. Anna é uma personagem muito querida, que rapidamente aquece o coração dos leitores. Habituada a um determinado estilo de vida e sendo alguém de origens humildes, vemos como essa humildade continua mesmo após receber uma herança com que muitos nem conseguem sonhar. Continua a tentar ligar-se aos meio irmãos e nunca se desliga totalmente do orfanato onde crescera. Apesar disso esperava um aprofundamento diferente da personagem, mas adorei a sua simpatia e o quão querida esta é para todos em seu redor. Do outro lado temos o duque de Netherby que já é mais desenvolvido do que Anna, apesar de eu acreditar que com ainda mais páginas ia dar um desenvolvimento bombástico, pois é uma personagem mais misteriosa do que aparentava no início.

Um livro muito bem escrito, tal como poderíamos esperar desta autora. "Puxa" os leitores, tem uma escrita fluída, conseguimos ligar-nos aos personagens e queremos o melhor possível para eles.

Sem dúvida um título que aconselho!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Ligeiramente Escandalosa

Autora: Mary Balogh
Edição/reimpressão: 2014
Editor: Edições Asa
ISBN: 9789892328959

Sinopse:
Crescer no seio da família Bedwyn não é tarefa fácil; que o diga a jovem Freyja Bedwyn. Tendo passado a infância rodeada por quatro rapazes, habituou-se desde cedo a igualá-los em ousadia e independência. Mas o atrevimento - tolerável numa menina - é considerado inaceitável numa mulher.
Quando, a meio de uma viagem a Bath, o quarto em que Freyja está hospedada é invadido por um atraente fugitivo, a jovem não tem meias-medidas e esmurra-o. Ele é Joshua Moore, o petulante marquês de Hallmere. Nessa noite mal adivinham que, dias depois, estarão… noivos. Para duas pessoas que anseiam por liberdade e parecem detestar-se, esta reviravolta é, no mínimo, inexplicável.
Entre o choque e a admiração, a alta sociedade não se cansa de especular sobre a origem de uma relação tão enigmática, excessiva, e ligeiramente escandalosa…


Opinião:
Esta é daquelas autoras que já é conhecida pelos seus romances históricos, estando a tornar-se numa verdadeira Madeline Hunter. Seguindo o típico ingrediente de fazer sagas em que cada livro corresponde a uma pessoa de uma grande e poderosa família, foi um livro que não resisti a ler quando o adquiri. O meu problema foi a capa, mais precisamente a rapariga na capa. Nunca gostei muito de “caras” nos livros, mas enquanto umas não me "aquecem nem arrefecem", outras fazem-me imensa confusão e não gosto muito. Também tenho que admitir que apenas vi a capa no computador, pois li o livro em versão ebook, e tal pode ter sido uma das grandes razões para não ter gostado muito do que vi, mas sendo a autora que era, comecei a ler.

Freya sabe que não é bonita. Sabe que a sua maneira de ser e estar afasta imensos pretendentes e claro, a parte da (falta de) beleza ajuda imenso neste ponto. Apesar disso é uma pessoa feliz. Adora a sua vida, a sua enorme e famosa família e é graças a esta que, apesar de já ser considerada uma “solteirona”, continua a ser uma pessoa feliz e satisfeita. Numa das suas viagens, Freya acaba por ficar numa velha estalagem e manda a sua criada para fora do quarto. Afinal, apesar de ser de alto estatuto, odeia saber que estão no seu quarto para cuidar de si. Repentinamente, quando pensa que pode finalmente tentar dormir, um belíssimo homem entra no seu quarto. Um homem que quando esta ameaça goza com a afirmação de Freya se de alto estatuto. Afinal que pessoa de alto estatuto dormiria sem a sua criada de quarto?

Quando Freya chega finalmente ao seu destino e começa a frequentar os bailes, acaba por descobrir o tal homem que lhe entrara no quarto da estalagem. Esse homem acaba por se revelar Joshua Moore, o mais recente marquês de Hallmere. Um homem que herdara uma fortuna enorme após a morte do primo, descobrindo que a vida de um marquês era tudo menos divertida. Ou assim pensava até conhecer Freya. Uma mulher determinada que o adora irritar, um sentimento que é mútuo. Duas pessoas que se começam a aproximar e a sentir uma química como nada que tinham sentido antes.

Gostei imenso deste livro. Acho que de todos os que li desta saga, até agora, este foi o meu favorito. Adorei a química entre o casal e as personalidades de cada personagem. Freya é uma mulher inteligente, forte e determinada, mas muitíssimo insegura pela sua figura, embora esconda isso melhor do que ninguém. Joshua é um homem que sabe que é bonito e usa isso para seu próprio proveito, sendo a inteligência o que usa como arma secreda, pois ninguém o considera inteligente quando o conhece inicialmente.

Este é um daqueles livros em que sabemos o final, o que irá acontecer às personagens e como estas se sentem, não é daqueles livros em que cada página é uma surpresa, mas é um livro de rápida leitura, escrita fluída e que qualquer romântica adora. E como pertenço a esse grupo, claro que gostei.

Um livro que recomendo!

terça-feira, 8 de julho de 2014

Ligeiramente Perverso

Autora: Mary Balogh
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 368
Editor: Edições Asa
ISBN: 9789892325682

Sinopse:
A família Bedwyn está de volta. Estes seis irmãos e irmãs são capazes de tudo para concretizarem os seus sonhos… até de mandar às urtigas as normas rígidas da alta sociedade britânica, na qual continuam a fazer os possíveis por não ferir demasiado os sentimentos alheios.
É difícil resistir a Lord Rannulf Bedwyn. Para Judith Law, ele é um sonho tornado realidade. É com este belo desconhecido que a jovem decide passar a única noite de paixão da sua vida. Na manhã seguinte, ela submete-se resignadamente ao deprimente papel de dama de companhia de uma tia rica. Judith nunca pensou voltar a ver o homem a quem se entregou de forma tão arrebatada... e imprópria, muito menos encontrá-lo sob o mesmo teto e a cortejar a sua prima. Só que as aparências iludem. Rannulf não esqueceu a noite que passaram juntos. E Judith luta consigo mesma e com essa memória, à qual não pode ceder sob pena de perder a proteção da tia, o seu único sustento após a ruína da família. Quando um escândalo ameaça destruir a sua já frágil existência, Rannulf não hesita em recorrer ao poder e influência dos Bedwyn para a salvar. Os sentimentos de ambos estão ao rubro. Mas qual o futuro de uma relação que começou com uma paixão despudorada e culminou em humilde gratidão? Poderá o verdadeiro amor nascer de algo ligeiramente perverso?


Opinião:
Continuando com a minha vontade de ler romances históricos, mais uma vez, procurei no ereader algo que me matasse essa vontade. E encontrei outro livro da autora Mary Balogh. Visto que adorara o livro que tinha acabado de ler, que era desta autora, peguei neste de imediato.

A vida de Judith não podia estar mais condenada. A sua família está em falência e todos os tostões que juntam vão para o mais velho da família, o seu irmão adorado, o filho preferido. Dessa forma acaba por ser enviada para a casa da sua tia, de forma a ser apenas uma dama de companhia. Judith queria casar, ter filhos, ser feliz. Mas sabe que o seu cabelo horripilante que assusta inclusivamente os seus pais, e o seu corpo feio, algo que os pais tentam esconder através dos vestidos, são dois fatores que a tornam a melhor hipótese dos seus pais para ser dama de companhia, tendo as suas irmãs maiores chances de arranjar marido.

Lord Rannulf Bedwyn está a regressar a casa após imenso tempo a viajar. Mas como o azar parece que o acompanha, acaba por ser apanhado no meio de uma tempestade horrível. E parece que não é o único, pois acaba por encontrar uma diligência caída no meio da lama, sendo que acaba por ir ajudar as pessoas que ali se encontram. Uma das mulheres no meio da multidão chama-lhe de imediato a atenção. Curvilínea, com um cabelo arruivado rebelde e uma atitude que desde logo o encanta. Decide então ajudar aquelas pessoas, mas para isso decide que precisa de companhia até à estação mais próxima, escolhendo assim a beldade ruiva.

Judith não acredita que fora a escolha daquele homem tão estranho e sensual. Mas ainda fica a acreditar menos quando este começa a atirar-se a ela considerando-a bonita... Mas o que seria apenas uma noite acaba por ser algo mais, quando a prima de Judith acaba por ser uma das debutantes interessadas em Lord Rannulf para marido...

Gostei imenso deste livro, como não podia deixar de ser. Foi daqueles livros que me prendeu do início ao fim e que não consegui largar enquanto não o tinha terminado. Adorei a personagem de Rannulf. Este era suposto ser um sacaninha do pior, mas acaba por se mostrar alguém super querido e protetor para com aqueles que ama. Judith por seu lado foi uma personagem para com quem tive sentimentos contraditórios. Por um lado adorava-a. A maneira de ser livre dela, por ser divertida, terra a terra e inteligente. Mas depois fazia-me confusão ela ser inteligente e não perceber que os pais dela a "escondiam" por ela ser curvilínea e os homens olharem para ela, não por a acharem feia mas precisamente o contrário. Demasiado inocente, quando se quer provar precisamente o contrário.

Odiei a prima dela... Agora a avó idosa de quem estava a cuidar era um verdadeiro amor de pessoa e tudo fazia para ela conseguir um mínimo de felicidade no meio da "quase escravidão" em que vivia, escravidão essa que o idiota do seu irmão não se apercebia ser culpa sua, o que era um pouco óbvio. A irmã ir trabalhar de borla não é normalmente um bom sinal, digo eu.

Um livro que gostei e que embora tenha os seus pontos fracos, acabei por gostar bastante, aconselho!

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Um Verão Inesquecível

Autora: Mary Balogh
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 368
Editor: Edições Asa
ISBN: 9789892320021

Sinopse:
Kit Butler é um dos mais afamados solteirões de Londres, casar é a última coisa que lhe passa pela cabeça. Mas a sua família tem outros planos. Para contrariar o casamento que o pai lhe arranjou, Kit precisa de encontrar uma noiva... e depressa. Entra em cena Miss Lauren Edgeworth. Lauren foi abandonada em pleno altar pelo seu noivo, Neville Wyatt. Destroçada, decide que não voltará a passar pelo mesmo: nunca casará.
O encontro entre estas duas forças da natureza é tão intenso como uma tempestade de verão... e ambos engendram um plano secreto. Lauren concorda alinhar na farsa em troca de um verão recheado de paixão e aventura. No final, ela romperá o noivado - o que afastará possíveis pretendentes - deixando-os a ambos livres. Tudo corre na perfeição, até que Kit faz o impensável: apaixona-se por Lauren. E um verão já não é suficiente para ele. Mas o tempo não para e Kit sabe que terá de apelar a mais do que as suas vulgares armas de sedução para conseguir convencer Lauren a entregar-lhe o seu coração... na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, para o resto das suas vidas.


Opinião:
Continuando no meu desespero por romances históricos (afetou-me mesmo, esta enorme vontade de ler este tipo de histórias), encontrei de novo no ereader dois livros da Mary Balogh, uma autora que já cheguei a ler e que me lembro de ter adorado na altura. Por causa disso comecei por ler inicialmente este livro, sendo que me lembrava do volume anterior e ficara muito curiosa por saber o que teria acontecido a Lauren Edeworth, uma mulher lindíssima e de muito boas famílias que fora abandonada no altar no próprio dia do casamento. Por isso tive mesmo que ler este romance, que acabei por gostar imenso.

Tal como referi, Miss Lauren Edgeworth fora abandonada no altar no dia do casamento, segundos antes do sim que iria decidir toda a sua vida. Abandonada pelo homem com quem crescera, brincara e amara, fica de coração destroçado quando este a troca por uma outra mulher com quem tinha casado enquanto estava na guerra. Apesar desta traição enorme vinda do homem que mais confiava, Lauren continua a dar-se bem com o ex-noivo e a sua esposa, mesmo querendo parecer fria para com estes.

Neville Wyatt é um conhecido mulherengo. Bonito e com uma fortuna considerável, é um homem que adora divertir-se e a parte boémia da sua vida é a sua melhor faceta. Mas Neville sempre fora olhado de lado pela família devido a esta faceta. E agora sabe que tem que arranjar uma esposa rapidamente. Numa conversa com colegas, em que afirmou que conseguia encantar qualquer pessoa do sexo oposto, os amigos dizem que só acreditam se ele conseguir corromper a bela Lauren Edgeworth, uma dama conhecida por ser de gelo, que liga mais à etiqueta do que a qualquer outra coisa.

Mas quando finalmente se conhecem percebem que afinal servem muito mais ao propósito um do outro do que pensavam inicialmente. Neville quer uma esposa adequada para apresentar à família. Lauren quer alguém que lhe mostre o que é ser livre... Dois oposto que se atraem.

ADOREI este livro. A química entre Neville e Lauren é algo que foi muitíssimo bem explorado, não tendo nascido de um momento para o outro. Inicialmente há uma atração física, mas é ao conhecerem-se mutuamente que essa atração começa a tornar-se em algo mais e foi isso que adorei, o facto de a relação ser tão bem relatada, não sendo algo que acontece do nada, caindo do céu.

A escrita da autora continua a ser absolutamente fantástica e transmite os sentimentos das personagens de uma maneira absolutamente fantástica e muito real. Adorei a personalidade de Lauren. Admito que no livro anterior me tinha parecido um pãozinho sem sal, mas ao conhecê-la a fundo neste livro percebi que não. Que era uma pessoa que desde pequena tinha sido ensinada de forma a ser uma dama em tudo o que fazia e era por isso que era tão controlada. Quando Lauren começa a andar com Neville, este faz com que o melhor dela venha ao de cima e foi isso que adorei. A personalidade dela quando estava solta e feliz. E Neville também acaba por provar que não é um total idiota e que é uma pessoa boa que se preocupa com os seus.

Uma autora excelente que adorei e um casal que deixa qualquer um a suspirar. Recomendo a todos os apaixonados, pois tenho a certeza que vão adorar esta história.

sábado, 30 de março de 2013

Resultado de "Ligeiramente Casados"

E chegou ao fim mais um passatempo!

Quero agradecer imenso à Editora ASA pelo apoio e a todos que publicitaram este passatempo nos seus blogs e fóruns.

As respostas são:
1) Arrogante.
2) Algo ligeiramente diferente.
3) "Uma Noite de Amor" e "Um Verão Inesquecível".

E o vencedor, escolhido através do site random.org, é:
177 - Graça Alexandra Coutinho

Parabéns ao vencedor! Espero que goste deste livrinho ;)

quarta-feira, 20 de março de 2013

Ligeiramente Casados

Autora: Mary Balogh
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 336
Editor: Edições Asa
ISBN: 9789892322254

Sinopse:
Como todos os Bedwyn, Aidan tem a reputação de ser arrogante. Mas este nobre orgulhoso tem também um coração leal e apaixonado - e é a sua lealdade que o leva a Ringwood Manor, onde pretende honrar o último pedido de um colega de armas. Aidan prometeu confortar e proteger a irmã do soldado falecido, mas nunca pensou deparar com uma mulher como Eve Morris. Ela é teimosa e ferozmente independente e não quer a sua proteção. O que, inesperadamente, desperta nele sentimentos há muito reprimidos. A sua oportunidade de os pôr em prática surge quando um parente cruel ameaça expulsar Eve de sua própria casa. Aidan faz-lhe então uma proposta irrecusável: o casamento, que é a única hipótese de salvar o lar da família. A jovem concorda com o plano. E agora, enquanto toda a alta sociedade londrina observa a nova Lady Aidan Bedwyn, o inesperado acontece: com um toque mais ousado, um abraço mais escaldante, uma troca de olhares mais intensa, o "casamento de conveniência" de Aidan e Eve está prestes a transformar-se em algo ligeiramente diferente…


Opinião:
Já li um dos livros desta autora editado pela Editora ASA, o livro "Uma Noite de Amor", e fiquei deveras curiosa por ler algo mais da autora. Assim, quando tive hipótese de ler este novo livro da autora, não resisti e comecei de imediato a lê-lo.

Aidan Bedwyn gosta de ter tudo como quer. Gosta que façam o que ele manda e quer o mínimo de confusões possíveis. Coisas impossíveis de acontecer se estamos a falar de filhas adolescentes! No dia em que Aidan decidira levar a filha adolescente a um baile para a apresentar à sociedade, a rapariga está tudo menos disposta a fazer-lhe a vontade, lutando com unhas e dentes. No meio de uma enorme briga, onde Aidan praticamente levava a filha adolescente ao colo para a carruagem e esta gritava como se a tivessem a raptar, Eve Morris, uma bonita jovem mulher com tendência a ajudar os necessitados, vai em socorro da jovem que Aidan estava a agarrar, sem desconfiar sequer que esta seria a filha dele.

Desesperado por todas as tutoras da filha fugirem dela a sete pés, quando Aidan se depara com Eve, decide que aquela é a única mulher que poderá ter algum controlo sob a filha deste, arranjado de imediato forma de a contratar como tutora da filha. Mas para ser tutora de um grande nobre, Eve terá que voltar aos grandes círculos sociais a que já pertencerá numa vida passada, vida essa que tenta esquecer desesperadamente...

Gostei deste livro. Achei imensa graça às personagens e gostei do facto de como estes se foram conhecendo gradualmente até algo se passar entre estes e não ser como em muito livros do género em que basta haver algum desejo entre o casal e já está. Neste livro eles conhecem-se e acabam por gostar um do outro, mesmo havendo aquele desejo entre eles desde praticamente o início. São ambos duas pessoas marcadas pelo passado e marcado por rumores da sociedade, que lhes mudara imenso a vida, tanto pelo lado positivo como pelo lado negativo. A maneira de ser de Eve despertou-me a atenção e certas confidências que esta faz a Aidan sobre a sua vida privada, são coisas que não costumamos encontrar muito em livros deste género, o que considero um ponto a favor da história.

Gostei mais deste livro do que do "Uma Noite de Amor". Não sei, as personagens prenderam-me mais e quando dei por mim estava no fim do livro. A autora continua a apresentar-nos uma escrita simples e fluída, fazendo com que seja muito fácil acompanhar todos os acontecimentos deste livro e apaixonarmo-nos pelas personagens! Adorei as pequenas apresentações feitas aos irmãos de Aidan, personagens dos próximos livros, e estou deveras curiosa com o que se irá passar com alguns deles.

Um bom livro dentro do género e uma saga que irei dúvida acompanhar!

sexta-feira, 15 de março de 2013

Passatempo "Ligeiramente Casados"


Com o precioso apoio da Editora ASA vimos oferecer um exemplar do livro "Ligeiramente Casados" de Mary Balogh.

Se querem ter a oportunidade de ganhar este maravilhoso exemplar é só responder às pequenas e simples questões que se seguem. Todas as respostas podem ser encontradas no site da editora. Boa sorte e boas leituras!!


Regras do Passatempo:
1) O Passatempo decorrerá até às 23h59 do dia 23 de Março (sábado).
2) Só é válida uma participação por pessoa e residência.
3) Participações com respostas erradas e/ou dados incompletos serão automaticamente anuladas.
4) O vencedor será sorteado aleatoriamente pela administração do blogue, será contactado por email e o resultado será anunciado no blogue.
5) O envio do prémio será realizado por mim, via CTT.
6) Só são aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Uma Noite de Amor

Autora: Mary Balogh
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 368
Editor: Edições Asa
ISBN: 9789892312354

Sinopse:
Numa manhã perfeita de Maio…
Neville Wyatt, conde de Kilbourne, aguarda a sua noiva no altar. Mas, para espanto geral, em vez da bela jovem que todos conhecem aparece uma mendiga andrajosa. Perante a nata da aristocracia, o perplexo conde olha para ela e declara que é Lily, a sua mulher! Ao olhar para aquela que em tempos desposou, que amou e perdeu nos campos de batalha de Portugal, ele compromete-se a honrar o seu compromisso… apesar do abismo que agora os separa. 
Até que Lily fala com franqueza… 
E afirma querer começar de novo… e que Neville a ame verdadeiramente. Para isso, sabe que terá de estar à altura das expectativas dele, o que a leva a aceitar ser dama de companhia da sua tia e aprender as boas maneiras. A determinada Lily rapidamente conquista a admiração da alta sociedade, demonstrando ser uma condessa à altura do seu conde. Por seu lado, Neville está disposto a tudo para provar à sua formidável mulher que o que sentiu por ela no campo de batalha foi muito mais que desejo, muito mais do que o arrebatamento de… 
Uma noite de amor.


Opinião:
Esta capa lançou-me um feitiço... confesso! É lindíssima, uma capa que nos promete um bom romance de época... E foi por isso que o tive que ler, pela capa. Nem liguei muito à sinopse, vi a capa de decidi-me de imediato!

Neville vai casar com a sua amiga de infância de longa data, que esperou vários anos pelo seu regresso da guerra. Tudo parece ir correr bem e todos acham que eles são o casal perfeito e que ficam fantásticos juntos. Só que no dia do casamento uma mulher de roupas velhas, com aspecto sujo e cansado surge pela igreja adentro e de repente apenas se ouve a voz de Neville a dizer "está é a minha esposa". Todos os convidados ficaram chocados perante tal afirmação vinda da boca do conde e mais admirado ficou ele, pois esperava que aquela mulher estivesse morta há vários anos, pois vira-a ser alvejada mesmo à sua frente, tendo recebido a confirmação de que estava deveras morta.

Essa mulher chama-se Lily. Filha do comandante de Neville, Lily é de uma classe muito inferior à de Neville, mas isso não lhe interessa. É uma pessoa sincera, forte, com um passado difícil e adorada por todos aqueles que a conhecem realmente. Neville de imediato tenta fazer tudo ao seu poder para a fazer feliz, mas Lily não é como as da sua classe social. Não gosta de fingir que não vê os empregados para ser superior, não gosta de passar os dias trancada em casa a fazer de dona de casa e odeia ouvir conversas que lhe parecem ocas simplesmente porque é o correcto a fazer. Lily gosta de ser livre, gosta de se banhar no rio, de correr pela relva fresca, de se fechar na cozinha com os empregados rindo e conversando... E todos aqueles que conversam com elas ficam de imediato adoradores seus!

Mas Neville acaba por descobrir que o contrato de casamento acabou por se perder, o que faz com que o casamento não seja válido... E agora? Que fazer?

Muito sinceramente? Esperava muitíssimo mais deste livro. Sim, não é um mau livro, tem uma história engraçada e gosto da maneira de ser de Lily, mas achei que a história estava escrita de uma forma tão, mas tão superficial! Lily sofreu imenso nos anos em que esteve desaparecida e julgada morta, mas esse sofrimento mal é falado no livro, apenas para se dizer "aconteceu-lhe isto e tal", mas nada de mais, não se vê uma verdadeira luta da parte dela para ultrapassar o que quer que fosse, não se vê que ela esteja assim tão preocupada quando isso pelo que lhe aconteceu o que para mim foi deveras estranho... A ex-noiva de Neville, que acabou por não casar com ele, desenvolveu um ódio repentino por Lily (o que até pode ser considerado normal visto que esta lhe entrou de repente pela igreja adentro no dia do casamento e o arruinou e ela gostava mesmo de Neville) mas esse ódio é mal descrito, mal explicado e a maneira como ela luta contra ele é muito... oca? Sim, acho que oca é a palavra correcta. Neville parece uma pessoa demasiado influenciável para o seu cargo. Sim, decidiu e afirmou que a mulher (quando ainda não sabia que o casamente com Lily era inválido) era live de fazer o que queria, mas no início diz que gosta da noiva, depois vê repentinamente Lily e afirma que gosta desta, depois tem a fase de indecisão... Por um lado compreendo a personagem, por outro lado achei TODAS as suas acções demasiado superficiais para alguém que ama realmente outra pessoa.

Resumindo, gostei imenso da história de fundo, achei-a interessante, mas achei-a muito mal desenvolvida, podia ter sido um livro mil vezes melhor. Mas é um bom livro para se ler num dia em que não estamos com muita paciência para ler algo demasiado forte e cansativo.