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terça-feira, 24 de abril de 2012

Como surgiu a escrita na tua vida?

Tenho umas fotos de uma bebé de uns dois anos, de boca escancarada, a “ler” os nomes da bicharada num livro. Parece que sou eu, o que significa que tudo começou na leitura. Vamos à escrita: era boa nas composiçoes, mas não se deu o caso de escrever desde sempre, a não ser umas histórias péssimas, perdidas na Era do Armário, e meia dúzia de poemas. Há uns anos decidi tentar ver até que ponto conseguia levar uma história. Entusiasmei-me e escrevi 300 páginas de uma narrativa de fantasia, a que chamei Senhora do Rio, durante uma baixa por causa de... varicela. Tinha 33 anos. Depois disso não parei, o que quer dizer que tenho vários livros escritos, quase todos dentro do fantástico.


O que é que te levou a escrever este livro?

Cartas. Cartas bonitas, bem escritas, à mão, em papel timbrado, lacradas... Ou melhor, a ideia de que já não se usam para comunicar, mas um dia foram importantes. Escrevi primeiro uma carta de uma jovem do século XIX a outra, sua prima, e a história cresceu a partir daí, seguiu vários caminhos, até assentar na sua forma final. Na verdade, é o primeiro texto do género que escrevo... romântico e de época. Não sou historiadora, mas tentei manter as informações corretas e o espírito do século, o discurso, os sentimentos. Veremos se o consegui.


Quais foram as suas referências e inspirações enquanto os escrevias?

Como disse, não sou historiadora, mas precisava de manter uma certa noção do espírito do século XIX. Portanto, fiz algumas pesquisas, e livros e na net, para conferir informações, datas, lugares, etc. Influências... tenho muita dificuldade em apontar nomes, há muitos autores muito bons que são sempre faróis para nós. Digamos que tive como referências (sim, recorro à resposta politicamente correta) as leituras que fiz há muito tempo de textos escritos na época, que são agora clássicos, portugueses e estrangeiros. E pensei nas cartas.


O que sentiste ao receber a resposta afirmativa de uma das maiores editoras portuguesas?

Uma editora importante, em época de crise, apostar numa escritora estreante? Incredulidade, em primeiro lugar. Embora já andassemos em ‘conversações’, porque quiseram conhecer-me primeiro, tive que ler duas vezes o email. Depois alegria, claro, dúvida, receio. E orgulho, por ter tentado e por ter esperado.


Alguma vez tiveste medo que não funcionasse? 

Só todos os dias! Ainda tenho, não acabou... mal está a começar.


Qual é que achas que é o público-alvo dos teus livros?

Deste livro, o público-alvo é provavelmente feminino, com um gostinho por romances de época.


Podemos ficar à espera de outro livro teu?

Espero que sim. Tenho projectos, mas ainda dependem de muitos factores.


Que importância atribuis à blogosfera literária?

Sou relativamente nova na blogosfera, mas parece-me interessante e importante, tanto na divulgação como na partilha de opiniões e de criticas. Pessoalmente, espero que ajude o meu livro a encontrar um lugar. Espero também que as opiniões que receba, agradáveis ou desagradáveis, possam ajudar-me a ‘crescer’ como escritora.

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