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domingo, 2 de setembro de 2012
Autora: Françoise Chandernagor
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 336
Editor: Sextante Editora
ISBN: 978-972-0-07167-5
Coleção: SEXTANTE TOP

Sinopse:
«Naquele tempo, o mundo era jovem e Alexandria, a mais bela cidade do mundo…»
Alexandria: a joia de um império que António e Cleópatra vão arrastar na sua queda. Dos amores do Imperator e da rainha do Egito tinham nascido três crianças. Príncipes efémeros, que cresciam entre o ouro e a púrpura do bairro real juntamente com o seu meio-irmão mais velho, o menino faraó nascido da relação de César e Cleópatra. Quatro crianças com um destino trágico. Com dez anos no momento da tomada da cidade e do suicídio dos pais, a pequena Selena, única sobrevivente desta ilustre família, não esquecerá nunca a aniquilação do seu reino, da sua dinastia, dos seus deuses.
Com sensibilidade e força romanesca, Françoise Chandernagor inicia a narração da vida desconhecida da última dos Ptolomeus neste primeiro volume do tríptico A rainha esquecida.


Opinião:
A minha decisão de ler este livro foi tomada logo após me ter estreado nesta nova coleção da Sextante Editora (Sextante TOP). Após ler o livro Alex, um dos melhores livros que li este ano, não resisti a pôr de imediato na minha wishlist os restantes livros desta nova chancela.

Toda a gente conhece a fantástica Cleópatra, uma mulher com diversas facetas ao longo da história, conhecida pela sua determinação, beleza, inteligência e pelo dois grandes homens que tiveram direito ao seu amor, Júlio César e Marco António, duas grandes figuras romanas. Esta grande mulher também foi mãe de quatro crianças, entre as quais se distinguiam dois gémeos (um rapaz e uma rapariga), muito diferentes um do outro tendo ganho por isso as alcunhas de Sol e Lua. A rapariga (Lua), de seu nome Selena, tinha a inteligência dos seus pais, Marco António e Cleópatra, mas faltava-lhe a beleza e a sensibilidade de movimentos por que era conhecida a sua mãe. Tendo desde pequena vivido protegida, Selena reagia mal ao contacto com a luz do sol, ficando a sua pele em ferida e os olhos magoados com tanta claridade (ao decorrer do livro acho que posso afirmar que a princesa ou era albina ou tinha uma condição muito parecida).

Numa época em que o declínio do reinado egípcio da bela rainha estava por um fio, acompanhamos através dos olhos da sua filha as alterações de humor de Cleópatra, que tendia a ver tudo pelo lado positiva; a fraqueza de António, que com o tempo apenas via negras sombras no seu caminho, e, como cresceram os irmãos desta pequena princesa, no que estes se tornaram, as suas personalidades. Tudo isto visto através de um olhar de uma criança demasiado inocente até mesmo para a sua idade.

Sinceramente estava à espera de outra coisa. O livro com que me deparei começou de uma maneira singular e que me fez pensar "vou adorar lê-lo!". No início é-nos apresentada uma médium, que tem tido pesadelos todas as noites com as mesmas crianças, que se encontram a fugir em desespero, embora acabem por ser encontradas e capturadas. Acabando por descobrir que essas crianças, mais concretamente a rapariga mais velha que eram os seus olhos no sonho que viam tudo, tinham morrido há séculos e que eram os filhos de Cleópatra, a médium decide começar a escrever num diário todos os seus sonhos e é essa descrição dos seus sonhos que nos é apresentada neste livro.

Conhecemos uma Cleópatra forte e decidida, que é conhecida por todo o mundo pela sua vaidade e pelos diversos amantes, tendo uma forte reputação de "atacar" todos os homens que lhe sirvam para ajudar o Egipto a tornar-se a maior pátria de sempre. Mas também conhecemos a realidade sobre esta rainha que durante toda a sua vida apenas amou dois homens, sim homens fortes e importantes entre o povo romano, mas vemos uma faceta sua apaixonada que vai contra aquilo que o mundo naquele tempo acreditava e conhecia. Por outro lado tomamos conhecimento de um Marco António na sua época de decadência, quando todos os que ele julgava serem seus amigos o abandonam ao se aperceberem que ele iria perder a batalha. Mas a grande personagem neste livro é Selena, uma princesa muito invulgar, com uma beleza muitíssimo pequena comparada com o resto da família e com uma saúde muito sensível sendo praticamente albina, embora tivesse uma grande inteligência tal como os seus pais. Num país onde a linhagem se queria o mais pura possível, desde pequena que a princesa soube que iria casar com o meio irmão mais velho (filho de Cleópatra e César), algo que ela aceitava feliz porque adorava o irmão por quem tinha uma grande admiração.

Este é um livro com uma escrita muito própria que embora seja muito, acho que posso mesmo dizer, bela, acaba por não ser muito fluída por vezes. Um livro que me deixou com sentimentos contraditórios e gostava de ler o segundo da trilogia para poder dar uma opinião mais certa sobre os meus sentimentos quando a esta escrita que é o principal ingrediente deste livro. Porque muito sinceramente gostei da história, mas acho que com outra escrita o livro teria mais a ganhar, porque esta acaba por ser de tal maneira florida que acaba por fartar um bocado.

Apesar disso tenho noção que não sendo um livro cuja escrita me agradasse o mesmo pode não acontecer a muitas pessoas. É um livro que só mesmo experimentando ler se saberá se gosta ou não desta forma tão peculiar de escrever da autora.

2 devaneios :

Liliana Lavado disse...

mmm… é impressão minha ou a imagem do blog mudou?
Se não é verdade dá-me um grande desconto porque ando com os neurónios queimados da revisão do meu livro :P

Quanto ao post, o livro parece interessante… sempre tive um interesse especial pela cultura Egipcia… mas se a escrita não ajuda, fica complicado :P

v_crazy_girl disse...

ahahahah

é verdade verdadinha :D Decidi fazer uma renovação de "look" aqui no blogue :D

Eu pareceu-me muito interessante pois também adoro a cultura egípcia. Mas houve algo na escrita que simplesmente não me puxou :(