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domingo, 12 de julho de 2020

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domingo, 21 de junho de 2020

A Fórmula do Amor

Autora: Helen Hoang
ISBN: 9789897103278
Edição ou reimpressão: 01-2019
Editor: Edições Chá das Cinco
Páginas: 304

Sinopse:
Será que o amor tem alguma lógica?
Para Stella a lógica é a única constante do universo. Inteligente e bem-sucedida, a jovem cria algoritmos para prever as compras dos consumidores - um emprego muito bem pago mas que não a ajuda a perceber os homens. Para piorar, Stella tem síndrome de Asperger e é-lhe mais fácil analisar números complexos do que iniciar um simples relacionamento amoroso. Perante a pressão da mãe para começar uma família, a jovem elabora um plano pouco convencional: CONTRATAR UM ACOMPANHANTE PARA A ENSINAR A SER A NAMORADA PERFEITA.
Michael Phan usa o charme e a aparência para conseguir algum dinheiro extra que lhe permita pagar as contas que se acumulam. E é com profissionalismo que o acompanhante de luxo aceita ajudar Stella em todos os pontos do seu detalhado plano de trabalho, DOS PRELIMINARES ÀS SITUAÇÕES MAIS ÍNTIMAS.
Mas quanto mais tempo passam juntos, mais Michael fica encantado com a mente brilhante de Stella. E ela, pela primeira vez, sente-se impelida a sair da sua zona de conforto e a descobrir uma nova constante do universo: O AMOR.


Opinião:
Queria este livro há tanto tempo. E não é que o encontrei em segunda mão a 5€? Claro que comprei de imediato. E devo dizer que adorei. Acabei a leitura com um sorriso parvo na cara de tão querido foi o livro!!

Stella é um crânio. Tem um excelente emprego, adora o que faz e vive para o trabalho. Mas os seus pais não a param de chatear porque querem crianças, querem ver a sua filha com um bom homem e a começar a criar família, algo que Stella sabe ser demasiado difícil pois sempre que está com um homem a relação é péssima e mal dormem com ela largam-na de imediato. Além de Stella odiar dormir com esses homens e que como lhe tocam e se comportam em redor dela. Acontece que Stella tem síndrome de Asperger e as relações pessoais não são o seu forte, preferindo a lógica dos seus números e da contabilidade.

Quando um colega lhe diz que ser boa na cama é o caminho certo para conquistar um homem, Stella compreende que se praticar e aprender a ser boa na cama pode ter o problema resolvido! E ela é boa a aprender! A opção? Contratar um acompanhante profissional que a ajude na arte do sexo!

É aqui que entra Michael. Um rapaz super querido, preocupado com os outros e inteligente que precisa de dinheiro. O facto de ser extremamente giro e tonificado fez com que ser acompanhante de luxo o tornasse muito requisitado no meio, tendo todas as suas noites de sexta feira ocupadas com esse trabalho. É assim que conhece a estranha Stella, uma rapariga lindíssima que ele não compreende a necessidade de precisar de um acompanhante até perceber o seu medo e horror de pensar em ter contacto físico com quem quer que fosse. Uma pessoa que faz Michael sentir-se super protetor e por quem acaba por adquirir um grande carinho.

Adorei este livro. As personagens foram extremamente bem caracterizadas, Stella faz-me lembrar totalmente uma pessoa com síndrome de Asperger que conheço e as descrições de como se sentia fazia-nos sentir o seu esforço. A sua luta interior contra a sua maneira de ser e o que achava que devia ser. Sobre não querer ser vista com outro olhos devido ao Asperger e por o tentar revelar o menos possível. Michael é uma pessoa que desde o início percebemos que é alguém extremamente bondoso, preocupado com os outros e que vê naquele "trabalho" algo necessário para ajudar quem gosta.

A relação entre ambos é amorosa, vai-se construindo aos poucos e aquece imenso o coração. Este livro agarrou-me de tal forma que o li numa tarde. Não consegui parar de o ler e estava sempre de sorriso na cara e a soltar risinhos que nem uma adolescente. Sei que agora estamos no verão, mas é aquele livro que num dia frio e chuvoso nos apetece ler com o cobertor a aquecer-nos e uma bebida quente.

Adorei, correspondeu às minhas expectativas e quero ler mais desta autora! Entretanto descobri que este livro pertence a uma trilogia e que apenas o primeiro livro foi publicado, espero que a editora publique mais, ou simplesmente compro a versão original.

Recomendo!!

sábado, 13 de junho de 2020

O Crime do Vencedor


Autora: Marie Rutkoski
ISBN: 9789898849809
Edição ou reimpressão: 11-2016
Editor: TopSeller
Páginas: 352

Sinopse:
Após dez anos, os Herrani, liderados por Arin, tomaram a sua terra de volta. Para impedir que a poderosa armada valoriana invadisse Herran e provocasse um banho de sangue, Kestrel aceitou casar com o príncipe herdeiro de Valoria.
O noivado causa sensação no reino, mas Kestrel sente-se uma prisioneira no palácio, sob a vigilância apertada do imperador que não confia totalmente nela. E com razão: Kestrel encontrou uma forma de passar informações secretas para ajudar o povo herrani, e está perto de descobrir um segredo chocante.
A paz com Valoria tem um preço demasiado alto e Arin procura novos aliados além-fronteiras. Ao mesmo tempo, ele debate-se com a decisão de Kestrel em se casar com o príncipe. Sem saber que ela é a espia que o está a ajudar no esforço de guerra, Arin decide arriscar tudo e tentar desvendar a verdade, mas esta poderá ser muito mais perigosa do que ele imagina.


Opinião:
ADOREI, adorei, adorei! Tem-me sabido mesmo bem voltar do "estado dormente" em que não lia livros, para este estado mais energético em que leio os livros que estão há meses parados na minha cabeceira (este livro está na mesa de cabeceira desde que me mudei para esta nova casa, em setembro do ano passado), foi um livro que me prendeu e com as férias calma que estou a ter, consegui voltar a esta minha paixão que sempre me deixou feliz.

Kestrel numa pensou estar naquele jogo de poderes. Depois de ter decidido entrar nele para salva Arin e o povo deste, agora Kestrel tem que aprender a sobreviver numa corte que está à espera que ela faça erros. Erros que levarão à perda não só da sua vida, mas de todos aqueles que gosta, o que inclui Arin. Tem assim que entrar no jogo e aprender rapidamente a jogá-lo bem, tendo que satisfazer o rei mas em simultâneo arranjando sempre a solução que levará a que menos vidas se perdam. Um equilíbrio que não é de todo fácil, especialmente quando cada lado a empurra e puxa à sua própria maneira.

Este livro pertence a uma trilogia e comprei-o na feira do livro do ano passado. Lembro-me do anterior por alto mas posso dizer que consegui seguir muito bem a história e fiquei presa do início ao fim. Do que me lembro da escrita da autora posso dizer que esta melhorou, a história está mais coesa e o seguimento mais fluido.

Das personagens admito que adorei as poucas aparições do principe herdeiro, Vexen. Um príncipe que se demonstra por fora conformado, mas que na realidade apenas é paciente e sabe que é nessa paciência que poderá alterar algo no reino. Alguém revoltado mas que tem uma humanidade e carinho superior a qualquer outra personagem do livro.

Arin precisava de levar uns bons estalos para perceber o que estava a acontecer. Para alguém que fez um jogo tão grande no primeiro livro, parece que perdeu parte da estratégia neste livro. Já Kestrel é uma personagem curiosa. Quer fazer o bem apesar de estar do lado "do mal" e todos os seus esforços que são para terminar com a guerra acabam por lhe colocar cada vez mais dúvidas na mente. É uma personagem que gostei de acompanhar porque sinto-a real, inteligente mas demasiado sentimental.

Agora, o problema é que o primeiro livro saiu a meio de 2016 e este segundo a meados de 2016, ou seja a editora não deve terminar a coleção... cheira-me que tenho que ler o 3º e último livro em inglês...

Recomendo totalmente!!

quinta-feira, 11 de junho de 2020

Noivos à Força

Autora: Christina Lauren 
ISBN: 9789896688752
Edição ou reimpressão: 03-2020
Editor: TopSeller
Páginas: 352

Sinopse:
Olive está habituada a não ter sorte. Seja no amor, na carreira ou em qualquer outro aspeto da sua vida, o azar está sempre à espreita. Já Ami, a sua irmã gémea, é tão sortuda que conseguiu organizar toda a sua festa de casamento com os prémios que ganhou em concursos online. Só que a boda de sonho da irmã é sinónimo de pesadelo para Olive, que terá de passar toda a cerimónia com o detestável Ethan Thomas, irmão e padrinho do noivo.
Mas a sorte de Olive parece estar prestes a mudar, já que todos os convidados apanham uma intoxicação alimentar e só ela e Ethan não são afetados. E com o casal doente, há uma lua de mel no Havai com tudo pago… e sem noivos!
Encorajada por Ami e determinada a impedir que Ethan goze umas férias gratuitas sozinho, Olive decide esquecer as diferenças que os separam e embarcar rumo ao paraíso. Afinal, será assim tão difícil evitarem-se um ao outro durante dez dias? Até nem seria, se Olive não desse de caras com o seu novo patrão e não precisasse de se fingir apaixonada numa idílica lua de mel.
O problema é que essa mentira inocente ganha contornos mais graves e o infortúnio de Olive parece agravar-se cada vez mais. Mas Olive não se sente azarada. Na verdade, começa até a sentir-se… uma felizarda.


Opinião:
Estive uma longa temporada sem ler. Antes de tudo isto da epidemia, comecei a ler um livro, cuja opinião nem publiquei aqui (se quiserem está no meu goodreads), e que me custou IMENSO a ler. Não me puxou, achei-o confuso e despropositado, apesar de a premissa ser muito boa na minha opinião. Eu fui das sortudas que conseguiu ficar em casa e sem perda de ordenado, mas o meu trabalho tem muito contacto humano (comercial técnico na área da investigação e ciências da vida). As pessoas com quem mais mantinha contacto eram pessoas da área de investigação da área da biomédica, pessoas essas que largaram tudo e tornaram-se técnicos de diagnóstico de modo temporário para os testes COVID-19. As medidas neste momento para entrar nesses lugares são apertadas, nem os próprios investigadores podem entrar em muitas das instituições sem terem os nomes das listas, por isso eu nem tendo pois acho errado da minha parte. Passo grande parte do meu dia ao telefone e no skype, a tirar dúvidas e a dar apoio aos meus clientes, mas sem poder ter contacto com os mesmos, a não ser que seja necessária alguma instalação/demonstração/formação, o que tem acontecido uma vez por semana, em média. E essa é das partes que mais gosto do meu trabalho, o contacto humano enquanto discuto um pouco da minha área de ciências e dou apoio nela.

Tudo isto para dizer, estava um pouco em baixo e o facto de ter um livro por ler de que não gostei e não me prendeu, fez com que ignorasse imenso o mundo da leitura, de que sempre gostei. Mas este livro (Noivos à Força) acabou por dar uma reviravolta nesse campo e hoje, dia seguinte a escrever esta crítica, já tenho ao meu lado outro livro que irei começar assim que terminar esta crítica.

Olive sabe que é bonita, que tem um bom corpo e é inteligente, mas também sabe que tem um feitio por vezes complicado e que pode ser entendido como mal humorada. Mas naquele dia isso é para esquecer, pois a sua irmã gémea vai casar-se e ela só quer que este seja o melhor dia da sua vida. Mesmo que para isso tenha que aturar Ethan, o irmão mais velho do noivo, por quem sente uma enorme antipatia. O casamento acaba por ter um final atribulado, que leva a que nem o noivo ou a noiva possam ir de lua de mel. Sendo a reserva não reembolsável e apenas para os noivos. A única forma de a conseguirem utilizar? Ir Olive (gémea da noiva) e Ethan (irmão mais velho com o mesmo apelido), e aproveitarem uma férias paradisíacas.

Mas ambos se odeiam. Sempre trocaram poucas palavras entre um e o outro e sempre foi para se picarem ainda mais... Mas o tempo que passam juntos acaba por ser mais divertido do que esperavam, o que os leva a conversar mais e a finalmente perceberem porque é que se odiavam tanto, e como havia tantos mal entendidos na sua relação.

Que saudades de um livro assim, uma lufada de ar fresco! Este é um daqueles livros que desde o início sabemos como ele irá terminar. É um género literário que adoro quando não quero pensar muito e apenas quero relaxar e soltar umas boas gargalhadas. E para isso este livro sem dúvida cumpriu o sei propósito. Ri-me imenso, adorei a dinâmica entre as personagens e como disseram cá por casa "fiquei mesmo de bom humor".

Um livro que me divertiu, relaxou e que recomendo imenso!

domingo, 19 de janeiro de 2020

A Rapariga no Gelo

Autor: Robert Bryndza
ISBN: 9789899970588
Edição ou reimpressão: 06-2017
Editor: Alma dos Livros
Páginas: 360

Sinopse:
Quando um rapaz descobre o corpo de uma mulher debaixo de uma espessa camada de gelo num parque do sul de Londres, a inspetora-chefe Erika Foster é imediatamente chamada para liderar a investigação. A vítima, uma jovem bela e rica da alta sociedade londrina, parecia ter a vida perfeita. No entanto, quando Erika começa a investigar o seu passado, vislumbra uma relação entre aquele homicídio e a morte de três prostitutas, encontradas estranguladas, com as mãos amarradas, abandonadas nas águas geladas de outros lagos de Londres.
A sua última investigação deu para o torto, e agora Erika tem a carreira presa por um fio. Ao mesmo tempo que luta contra os seus demónios pessoais, enfrenta um assassino altamente mortífero e que se aproxima tanto mais dela quanto mais próxima ela está de expor ao mundo toda a verdade. Conseguirá Erika apanhar o assassino antes de ele escolher a próxima vítima?


Opinião:
Durante o ano passado ouvi falar tão bem deste autor!! A curiosidade aumentou imenso mas o tempo  disponível para as leituras era mínimo. Uma das minhas decisões do novo ano era conseguir ler mais livros e este era um autor que queria imenso conhecer. E as expectativas eram um tanto ou quanto elevadas.

Erika Foster é chamada para ser a detetive principal de um caso bem mediático. Acabara de ser encontrada morta, no meio do gelo de Londres, a filha de um dos magnatas mais bem sucedidos de todo o país. Uma pessoa com imenso poder que quer fazer a investigação à sua maneira e quer ser informado de tudo o que poderá acontecer no caso.

Mas Erika não trabalha assim. Ao querer fazer tudo à sua maneira e ao utilizar a sua influência para assim o fazer, o pai da vítima leva a investigação por caminhos que Erika não concorda e que acha que não estão a contribuir para o avanço da investigação. E quando começa a reparar que este poderá não ser um caso isolado, as coisas começam a correr mal para ela. Afinal de contas, parece que tal informação é uma pedra no caminho de alguém.

Um policial que me pareceu ser para um publico deveras abragente. O caso é descrito de forma direta, mas ao mesmo tempo discreta o suficiente para não impedir muitos leitores de seguir a leitura. O caso acaba por ter várias reviravoltas, mas todas muitíssimo bem explicadas e satisfatórias, o que leva ao bom entendimento da história por parte do leitor, não sendo uma narrativa confusa mas sim uma narrativa muitíssimo bem estruturada.

A personagem principal acaba por ser alguém forte e de cabeça dura, mas com os seus fantasmas do passado. A narrativa centra-se no crime, mas abre lentamente o véu para o passado de Erika, o que permite ao leitor criar laços com esta personagem, torcendo assim para que ela consiga resolver o caso e que seja bem sucedida.

Foi um livro de que gostei imenso. Dei-lhe 4 estrelas pois faltou-lhe algo, ou simplesmente as minhas expectativas estavam demasiado altas, mas não consegui parar de o ler e adorei a história e as personagens. Sem dúvida uma saga a acompanhar e que tenho que continuar a ler. Recomendo a todos!!

domingo, 5 de janeiro de 2020

Acredita em Mim

Autor: J. P. Delaney 
ISBN: 9789896657871
Edição ou reimpressão: 05-2019
Editor: Suma de Letras
Páginas: 424

Sinopse:
Claire Wright gosta de se pôr na pele de outras pessoas.
Mas quem é o isco… e quem é a presa?
Claire é uma inglesa estudante de teatro em Nova Iorque. Sem o green card, não tem outra saída senão aceitar o único emprego que consegue: trabalhar para uma firma de advogados especializados em casos de divórcio. A sua missão é fingir que é uma rapariga fácil, em bares de hotel, para desmascarar maridos infiéis. Quando um dos seus alvos se transforma no objecto de uma investigação por assassinato, a Polícia pede a Claire que use todas as suas habilidades para ajudar a atrair o suspeito para uma confissão. Mas, desde o início, ela tem dúvidas. Patrick Fogler é realmente um assassino? Ou o único marido decente que conheceu? E… será que lhe estão a ocultar alguma informação relevante para o caso? Depressa Claire percebe que está a desempenhar o papel mais perigoso da sua vida.


Opinião:
Comecei este ano com o objetivo de tentar ler um livro por semana. Não sei se serei bem sucedida, mas foi um decisão de ano novo que começou com este livro. Depois de ler um romance e de nem me ter sentido muito presa na narrativa, achei que um thriller poderia ser mesmo aquilo que eu necessitava. 

Claire é uma excelente atriz. Ela sabe disso. Sempre quis representar, para ela representar é vida e é o que quer fazer no futuro. Mas praticamente destroi essa opotunidade antes sequer de a agarrar. Bonita, sensual e com uma presença que leva a que todos tenham o olhos sob si, esses atributos físicos levaram a que, numa audição, tenham recebido uma callback. Um excelente sinal pensava ela... até o produtor lhe fazer uma proposta indecente que ela recusou de imediato.

Tendo dificuldade em arranjar emprego desde então, arranja um num escritório de detetives, atuando para descobrir infielidades, de forma a ter capacidade de pagar a renda e o curso de teatro numa das melhores escolas do país. Algo que parecer ser extremamente boa a fazer. De tal forma que é chamada pela polícia para fazer esse papel num dos seus casos, tornando-se uma agente infiltrada...

Foi um livro que na minha cabeça se divide em 4 metades. O antes de conhecer Patrick (protagonista masculino do  livro), o durante o contacto Patrick e polícia, o enquanto a relação com Patrick crescia e o final. A primeira foi morna, lenta masque me conseguiu prender, assim como a segunda parte, que parecia um jogo em que estavamos constantemente a tentar compreender em que lado do campo iria cair a bola. Comecei a ter problemas na terceira parte. Nesta achei tudo tão confuso, rápido, ténue e um tanto ou quanto mais aprofundado. Apareceram personagens de que já nem me lembro bem e ações que acho que não contribuiram nada para a narrativa. O final, surpreendeu-me e gostei muito deste.

Um livro que me surpreendeu, mas o que me prendeu e surpreendeu no início da narrativa ficou um pouco para trás quando li confusão da terceira parte da narrativa. Quero ler algo mais da autora (tenho outro livro dela cá em casa, talvez o leia ainda este ano), para conseguir perceber se realmente gosto da escrita dela ou se há algo ali que me falta.

terça-feira, 20 de agosto de 2019

A Fábrica de Bonecas

Autora: Elizabeth Macneal
ISBN: 9789898917973
Edição ou reimpressão: 05-2019
Editor: TopSeller
Páginas: 384

Sinopse:
Uma história inebriante sobre uma mulher que sonha ser artista e o homem cuja obsessão pode destruir o mundo dela para sempre.
Londres, 1850. O edifício que albergará a Grande Exposição está a ser construído em Hyde Park. No meio da multidão que ali se junta, duas pessoas encontram-se por mero acaso. Para Iris, uma aspirante a artista, aquele é apenas um encontro efémero, esquecido passados poucos segundos. Mas para Silas, um colecionador fascinado por coisas estranhas, aquele momento marca um novo começo…
Quando Iris é convidada a posar como modelo para Louis Frost, um pintor pré-rafaelita, ela aceita, com a condição de que Louis também a ensine a pintar. De súbito, o mundo de Iris transforma-se numa experiência dominada pelo amor e pela arte, indo além de tudo aquilo com que sempre sonhou.
Só que o mundo de Iris pode ruir a qualquer momento, pois Silas só consegue pensar numa coisa desde o primeiro encontro de ambos. E a sua obsessão torna-se cada vez mais sombria…


Opinião:
Capa lindíssima! A pessoa pode pensar o que quiser da narrativa e da própria sinopse, mas não há como negar que esta capa é simplesmente lindíssima!! E sim, admito que mais uma vez escolhi o livro pela capa, pois li a sinopse e nem me despertou assim tanta curiosidade quando isso, mas a capa, uau!

Iris trabalha com a irmã numa das costureiras de Londres. Um trabalho com que poucos podem sonhar, numa época em que a pobreza reina em Londres e em que em qualquer esquina só se encontram pedintes, de todas as idades possíveis e imagináveis. Enquanto que a irmã de Iris não almeja por algo melhor, devido a males passados, Iris quer pintar! Quer ser pintora, viajar pelo mundo e expôr a sua arte! Mas nada naquele lugar é fácil e dar um passo de fé pode ser difícil...

Mas dá-lo ao conhecer Louis, um pintor que vê nela a sua musa. Um pintor com quem faz um trato, aceitando ser sua muda em troca de aulas de pintura!!

Enquanto a vida de Iris dá uma volta de 360º, também a vida de Silas o faz. Um colecionador de objetos e seres estranho, cuja arte é o embalmasento. Vê em Iris a sua nova fixação, pois esta tem um problema de malformação nos ossos do ombro, que levam Silas, fascinado por seres estranhos, a querer torná-la no seu objeto pessoal de adoração.

Um livro estranho em parte da história. E excelente a transmitir o mundo nesta Londres de 1850. Uma Londres suja, triste e extremamente pobre. Provavelmente esta foi a parte que mais gostei de todo o livro, as descrições fantásticas. E tenho que admitir que por norma nem sou a maior fã de descrição nos livros. Mas neste senti-me lá, sentia os cheiros, a pobreza e tristeza. Sem dúvida que foi um livro que me surpreendeu imenso nessa parte.

As personagens são todas muito diferentes entre si, apesar de nenhuma ser perfeita. Essa "falta" de perfeição leva a que existam inclusive alturas em que sentimos pena de Silas, a personagem mais estranha e talvez macabra de todo o livro.

Contactamos especialmente com Silas e Iris, pois são os nossos dois grandes narradores, sendo Iris a linha de todo o livro. Mas tenho que admitir que a personagem que mais gostei foi do pequeno Albie! Uma criança órfã que vive com a irmã no bordel onde esta trabalha. Extremamente pobres, enquanto a irmã trabalha como prostituta no bordel, Albie vai à procura de recados para fazer... ou de bichos mortos que possa vender a Silas para este embalsamar.

Um história diferente do que estou habituada a ler, com diversas nuances e escrita de tal forma cuidada que para além de sentir que estava na narrativa, várias coisas ficaram gravadas na minha memória quando à história. Pena o final em aberto, mas tal é um gosto pessoal e admito não ser muito fã de finais abertos.

Um livro tal como referi diferente do que costumo ler. Uma narrativa com um estilo gótico que gostei e me surpreendeu.

domingo, 18 de agosto de 2019

Levaram Annie Thorne

Autora: C. J. Tudor
ISBN: 9789897771835
Edição ou reimpressão: 04-2019
Editor: Editorial Planeta
Páginas: 336

Sinopse:
Naquela altura…
Uma noite, Annie desapareceu. Sumiu da sua cama. Houve buscas, apelos. Todos pensaram o pior. E depois, miraculosamente, após quarenta e oito horas, ela voltou. Pensou-se que não queria ou não conseguia dizer o que lhe acontecera.
Mas alguma coisa aconteceu à minha irmã. Não sei explicar o quê. Só sei que quando voltou, já não era a mesma. Não era a minha Annie. Não queria admitir de forma alguma que às vezes tinha um medo de morte da minha irmãzinha…
Agora…
O e-mail chegou à minha caixa de correio há dois meses.
Quase o apaguei de imediato, mas fiz clique para abrir:
SEI O QUE ACONTECEU À SUA IRMÃ. ESTÁ A ACONTECER DE NOVO.
Quando a minha irmã tinha oito anos, desapareceu… mas depois voltou. O pior dia da sua vida não foi quando a irmã foi levada… foi o dia em que ela voltou.


Opinião:
Quando o primeiro livro desta autora saiu cá em Portugal, "O Homem de Giz", foi a loucura! Todos adoraram o livro e falaram imensamente bem sobre ele. Assim que encontrei o segundo livro da autora (este em questão), não resisti e requisitei-o (sim, este é da biblioteca cá da "terrinha").

Joe tenta seguir para a frente com a sua vida, após a sua infância normal se ter tornado quase que como um filme de terror desde que a sua irmã mais nova, correspondendo a um desafio dele, desaparecera nas minas para voltar deverás estranha. Regressa sem saber o que lhe acontecera (ou não quer pensar no que lhe acontecera), e não compreende as perguntas das pessoas em seu redor. E pior... em alguns momentos consegue ter atitudes em que parece possuída! Em que parece transformar-se numa pessoa totalmente diferente que apenas quer ser cruel e magoar os outros, ódio esse que parece especialmente dirigido para Joe.

Não morando mais na sua antiga terra, Joe percebe que tem que regressar quando recebe uma mensagem a dizer que está a acontecer de novo o que acontecera à sua irmãzinha. Por algum motivo uma professora da escola elouquecera e assassinara o próprio filho. É ao pesquisar mais sobre o assunto que Joe descobre que o filho desta professora tinha ido à pedreira... e regressado muito diferente do normal!

Este livro vai saltando entre o passado e o presente o que é interessante, pois o mistério em redor de Anne começa a ser levantado lentamente, com incursões ao que realmente acontecera, a como as pessoas em redor de Joe tinham reagido e ao tempo presente, a como as pessoas que conhecem Joe agora agem ao pé de si, as mudanças que ocorreram na cidade ao longo dos anos... É ao longo destas "viagens" temporais que começamos a compreender que o que Joe diz não é a verdade pura e dura, mas o que este quis ser verdade de acordo com o que viveu e com o que os outros seu "amigos" lhe haviam contado.

Joe foi uma personagem com quem me foi difícil criar um elo. É uma personagem bem desenvolvida mas com uma personalidade que não me prendeu de imediato. Admito que a meio do livro comecei a simpatizar com ele, mas sendo uma personagem muito humana, ou seja, com vários defeitos que nos são descritos ao pormenor, no início foi-me difícil estar do seu lado.

O final... foi muito fraco na minha opinião. Gostei do desenvolvimento e da história em si, mas o final, em que começamos realmente a perceber a parte sobrenatural da narrativa, foi deixado demasiado na imaginação de cada um. Queria saber mais sobre esta parte sobrenatural e tive pena de isso não acontecer.

De resto, foi um bom livro, com a personagem principal bem desevolvida e com um mistério interessante. Admito não ser bem o meu género de livro, mas prendeu-me e ao longo da narrativa queria sempre saber mais. Experimentem!

sábado, 17 de agosto de 2019

O Rapaz do Gueto de Varsóvia

Autora: Eva Weaver
ISBN: 9789898917713
Edição ou reimpressão: 03-2019
Editor: TopSeller
Páginas: 320

Sinopse:
Baseado em factos reais
«Eu tinha 12 anos quando o casaco foi feito. Nathan, o nosso alfaiate e querido amigo, começou a costurá-lo para o meu avô na primeira semana de março de 1938. Esse foi o último ano de liberdade para Varsóvia e para todos nós.»
Quando a Polónia é ocupada pelos nazis, os judeus são escorraçados para um gueto imundo e insalubre, aguardando um destino terrível. Entre eles está o jovem Mika, que, depois da morte do avô, herda o seu casaco, descobrindo nos bolsos secretos um grande tesouro: um fantoche. 
Apesar de ser apenas um simples fantoche de um príncipe, transforma-se para Mika num símbolo de esperança. Inspirado pelo projeto que o avô começara, o rapaz cria uma trupe de fantoches para animar as crianças do gueto.
Aos poucos, a sua fama espalha-se por entre todos os que procuram um pouco de cor e alegria entre a morte e a cinza. Até que, certo dia, o talento de Mika é descoberto por um oficial alemão, que leva o rapaz para entreter os mesmos soldados que perseguem e matam os seus amigos e familiares. Mas, se quer sobreviver, a única alternativa de Mika será tentar agradar ao seu inimigo.
Um relato dos dois lados de uma guerra cruel e uma viagem épica sobre sobrevivência, que atravessa continentes e gerações, desde Varsóvia até aos gulags da Sibéria. De que forma se pode alimentar a esperança em tempos tão negros?


Opinião:
Que capa fantástica! Foi sem dúvida o que me puxou mais para começar a leitura deste livro e não me arrependi em nada. Adoro estas histórias verídicas romanceadas desta altura horrível da História. Apesar de ser algo horrível sobre o que ler, o que gosto é como imensas pessoas tinham uma coragem sem igual, como existia quem colocasse os outros à frente das suas necessidades, quem colocasse a sua vida em risco para ajudar os outros, e este livro foi mais um caso disso.

Mika é um jovem que vive durante uma das piores alturas possíveis para ser judeu. De uma família trabalhadora e humilde, Mika sempre fora muito ligado ao seu avô que morrera pouco depois de a guerra começar, deixando-lhe o seu casaco. Um casaco diferente dos demais, mandado fazer à medida e tendo sido optimizado ao longo dos anos, com mais bolsos e arrumação. Apegando-se muito ao casaco, pois este era o seu elo de ligação para com o avô, Mika presencia o início de uma guerra sem precedentes, descobrindo desde cedo que o casaco do avô podia ser uma verdadeira salvação para aquela época negra.

No bolso do casaco, Mika descobre um fantoche. Fantoche esse que o leva a visitar o esconderijo do avô e a descobrir diversos outros fantoches, criando assim um pequeno espectáculo onde consegue utilizar esses fantoches e divertir tanto crianças como adultos no gueto de Varsóvia, distraindo-os durante algum tempo do que se passava em seu redor.

Mas o que era uma atividade ilícita, mas praticada apenas para distrair todos os que estão na mesma situação de Mika, muda quando a atenção de um soldados alemão é despertada pelo espectáculo de Mika. Algo que pode ser perigoso, mas também uma porta aberta.

Foi um livro que gostei imenso. Os livros sobre o gueto de Varsóvia sempre foram os meus favoritos sobre esta altura da história e gostei muito deste. Por norma estes livros baseiam-se sempre na ação de alguém para tentar sobreviver ou alegrar os outros e este livro esteve especialmente na segunda categoria.

A narrativa está dividida em três partes, a primeira e a mais bem escrita e desenvolvida foca-se em Mika e o seu espectáculo de fantoches. A segunda no soldado alemão que conheceu Mika, uma história que comecei entusiasmada mas depressa me desapontou quando percebi que a autora não a desenvolveu como a primeira. Foi uma narrativa mais franca, mais a correr e com menos sentimento, mas que acho que teria dado algo excepcional. A terceira parte é com a filha do soldado e essa percebo que fosse algo mais rápido.

A relação algo estranha desenvolvida entre Max e Mika foi uma das minhas partes favoritas do livro e ficava sempre agarrada ao livro nessa parte da narrativa.

Um livro que gostei imenso, apesar de ter imensa pena da segunda parte não ter sido mais aprofundada. Aconselho!

domingo, 14 de julho de 2019

Bem Te Quero, Mal Me Queres

Autora: Penelope Ward
ISBN: 9789898917911
Edição ou reimpressão: 04-2019
Editor: TopSeller
Páginas: 320

Sinopse:
Partilhar a casa com um homem atraente é um sonho tornado realidade, certo? Mas não quando ele é o único amor da tua vida… e te odeia!
Quando a minha avó morreu, herdei a sua bonita casa de férias em Rhode Island. Mas havia uma condição: teria de a partilhar com o Justin, o meu melhor amigo de infância. O mesmo rapaz a quem despedacei o coração quando éramos ainda adolescentes assustados.
Tinha esperanças de que o reencontro fosse acabar com os nossos desentendimentos, mas estava enganada! O Justin tinha-se tornado um homem bonito, talentoso e… com muita raiva reprimida. Tudo por minha culpa. Obrigados a partilhar o mesmo espaço depois de tantos anos de separação, as discussões tornaram-se intensas e fogosas.
Para piorar ainda mais as coisas, ele trouxe a namorada para casa e faz questão de a exibir… alto e bom som! Sei que ele quer vingar-se de mim, mas acredito que o rapaz que amei ainda se esconde atrás daquele sorriso.
E a verdade? É que agora que não o posso ter na minha vida, desejo-o cada vez mais…
Romance tenso e sensual sobre uma relação à base de desencontros. Envolvente, cativante e com um final surpreendente.


Opinião:
Ao olharem para esta capa digam lá se não querem ler este livro? Eu pela capa pensei logo, romance sensual, título que promete muitas desavenças, é mesmo o tipo de livro de que preciso agora!! E não me dececionou. Li-o numa tarde e soube-me mesmo bem.

A avó de Amelia faleceu e deixou-lhe a sua enorme e lindíssima casa de férias! Para Amelia tal é um verdadeiro sonho tornado realidade!! Não tivesse a avó apenas lhe deixado metade da casa... deixando a outra metade a Justin, um grande amigo e amor de infância de Amelia. Uma relação que não terminou propriamente bem, destruindo a amizade que existia entre eles.

Tendo procurado retiro na casa da avó, após descobrir que o namorado a tinha traído, Amelia não esperava encontrar Justin ali com a sua mais recente namorada. E por muito que Amelia queira odiar a nova namorada, tal não é possível, pois acaba por descobrir que Justin tem bom gosto para as namoradas, pois além de lindíssima esta é muito querida e amigável.

Decidido a dar com os pés e a maltratar Amelia ao máximo, Justin aproveita todos os momentos para lhe lançar com a sua língua afiada, mas isso não leva a que o leitor não sinta a enorme tensão sensual que se faz sentir entre ambos. Uma tensão que deixa o ambiente de cortar à faca...

Um livro simples, uma história que muitos de nós já leram. É uma narrativa que se lê de um só fôlego, leve e divertida. Adorei as personagens, especialmente a personagem de Justin, alguém divertido e brincalhão, apesar de estar constantemente a tentar discutir com Amelia. De referir que apesar da capa este livro não é sexual, mas sim sensual, o que leva a que seja mais puro romance do que puro sexo, o que para mim é algo extremamente importante.

Um excelente livro para passar um bom serão, sem pensar em nada de especial. Apenas com risadas e a torcer para que tudo termine bem. Leiam que não se vão arrepender!

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Lago do Silêncio

Autora: Anne Bishop
ISBN: 9789897731327
Edição ou reimpressão: 10-2018
Editor: Saída de Emergência
Páginas: 416

Sinopse:
As leis humanas não se aplicam no território dos Outros. Algo que os humanos nunca devem esquecer… Depois do seu divórcio, Vicki DeVine assumiu a gestão de uma rústica propriedade perto de Lago do Silêncio, uma cidade humana que não é controlada por humanos. Na maior parte das cidades, humanos e Outros, os predadores dominantes que controlam a terra e toda a água, convivem num frágil equilíbrio. No entanto, quando não existem fronteiras, nunca se sabe o que está lá fora a observar.
Vicki estava à espera de encontrar uma nova carreira e uma nova vida. Mas quando a sua inquilina, Aggie Crowe - uma dos Outros -, descobre um cadáver, Vicki torna-se na principal suspeita, apesar das evidências de que nenhum humano poderia ter cometido o crime.
À medida que Vicki e os seus amigos procuram as respostas, forças antigas são despertadas pela perturbação no seu domínio. Elas têm regras que não devem ser quebradas - e todos os poderes destrutivos da natureza sob o seu comando.


Opinião:
Quem nunca leu Anne Bishop está a cometer o maior erro da sua vida! Sempre disse e continuo a dizer, Anne Bishop é a minha autora favorita. Adoro todos os seus livros e foi uma das autoras que mais contribuiu para o meu vício pela leitura crescer, por isso sim, está num cantinho especial do meu coração.

Neste livro, que comecei a ler sem ter visto a sinopse tal é a minha fé na autora, fiquei surpresa quando vi que os protagonistas tinha mudado e que já não tinha a Meg e o Simon a serem os fios condutores de toda a história. Afinal de contas foi um casal que desde o primeiro livro conseguíamos sentir a química deles mas que ao fim de cinco livros apenas tivemos direto a um beijo casto!! Espero bem que eles surjam de vez em quando nos próximos livros da coleção, pois quero mesmo saber mais sobre eles enquanto casal.

Passando para a história em si, seguimos Vicky, uma humana na casa dos 30 que após o divórcio ficara com uma antiga casa na zona do Lago do Silêncio. Fiel e cumpridora ao que lhe tinha sido dito, Vicky decide restaurar a casa, mas apenas na medida do necessário mantendo toda a natureza em seu redor limpa e natural. Assim que conseguira, com imenso esforço, realizar o restauro de toda a habitação, abre-a como uma residencial, o seu novo meio de sobrevivência. 

Num mundo em que a existência dos Outros é sabida por todos os Humanos, Vicky começa a perceber que está rodeada de Outros assim que uma das suas hospedes coloca um olho humano num microondas para ficar mais delicioso! Alarmada de imediato, Aggie que acabara de encontrar o olho que lhe parecera delicioso, não compreende a surpresa da humana, especialmente porque não magoara ninguém para obter o manjar... Na realidade a pessoa a quem pertencera o olho já não precisava dele. Esta "simples" situação leva Vicky por caminhos que esta não conhece, começando a deparar-se com criaturas que apenas pensava existirem em sonhos (e algumas em pesadelos).

Tudo isso acontece em simultâneo com o seu ex marido estar a todo o custo a tentar recuperar o terreno que lhe tinha deixado após o divórcio, levando Vicky a um estado de nervos que nunca pensara ser possível.

Este livro tem de tudo... romance, mistério, assassínio, drama... TUDO! Sempre gostei dos livros de Anne Bishop e a realidade é que esta nunca me deixou mal e este é outro que tal. Apesar de querer saber mais sobres as personagens dos 5 primeiros livros da saga, fiquei apaixonada pelas personagens desde, especialmente por Aggie e Ilya, e durante a leitura nunca pensei nos protagonistas anteriores, o que é muito bom sinal! Neste a autora agarrou em diversas personagens que já conhecíamos e aprofundou-as, o que foi delicioso!

Um livro que recomendo, uma saga que adoro e uma autora que nunca me desilude!!

terça-feira, 25 de junho de 2019

A Rapariga Mais Sortuda do Mundo

Autora: Jessica Knoll
ISBN: 9789722360265
Edição ou reimpressão: 05-2017
Editor: Editorial Presença
Páginas: 384

Sinopse:
A vida perfeita de Ani é uma perfeita mentira... Ani FaNelli tem tudo: um emprego glamoroso, um invejável guarda-roupa, um noivo perfeito e muito rico.
Mas Ani tem um segredo inquietante. Por trás desta fachada de sucesso, um doloroso acontecimento persegue-a desde a adolescência, quando ainda frequentava a prestigiada escola de Bradley, Pensilvânia: uma traumática humilhação pública com implicações que, se forem reveladas, poderão arruinar para sempre a vida que ela, com muito custo, teve de reinventar.
Romper o silêncio sobre o passado irá desmoronar a sua vida ou libertá-la de vez?
Um thriller psicológico mordaz, intenso e cheio de mistérios que agarra os leitores até à última página e que explora temas como a identidade, a violência sexual, o amor e o que significa ser mulher. Uma leitura imperdível que não deixará ninguém indiferente.


Opinião:
Lembro-me que quando este livro saiu queria imenso lê-lo. Entretanto o tempo passou e entre outros livros acabei por me esquecer que o queria ler. Eu agora vivo em Vila Franca de Xira e aqui a biblioteca da zona para além de estar aberta aos fins de semana, tem um café muito simpático com vista para o rio, por isso comecei a ir lá mais vezes e nos livros em destaque tinhamos este! Não resisti e tive que o trazer e tenho a dizer-vos, a capa ainda é mais bonita ao vivo!!

Ani é a perfeição em pessoa! Desde as suas roupas modernas e caras, ao corpo bem tonificado e ao cerébro inteligente e bem usado, Ani ainda tem a "sorte" de ter um noivo extremamente bonito, rico e que a adora! Uma vida de luxo, de alegria e em tudo perfeita, excepto quando o dia do documentário começa a ficar muito próximo. Demasiado próximo, para ser mais correta. 

Apesar de a vida de Ani ser perfeita agora, ela teve que aguentar e ultrapassar uma adolescência difícil, em que não era de todo a mais popular das raparigas, nem aquela que se encontrava no topo da popularidade, o que acabara por lhe trazer diversos disabores e traumas que tenta ultrapassar utilizando assim a melhor versão de si mesma para ser um sonho de mulher.

Foi um livro que, apesar de eu saber que é destinado a um públio adolescente, não me prendeu assim tanto quando eu esperava. O início da narrativa foi extremamente lenta e custava-me continuar a lê-la, pois a vontade era pouca, especialmente quando eu precisava de algo que me prendesse e fosse uma leitura fluída. Para ser justa, a meio do livro a narrativa mudou de tom, tornando-se mais rápida e com mais movimento, e aí sim, comecei a ler por gosto, tendo a segunda metade do livro salvado o livro.

Ani é uma personagem que começamos por odiar, mas ao longo da narrativa e dos flashbacks do passado, acabamos por a compreender e por a querer acompanhar na luta diária que trava consigo mesma. Será que deve mesmo casar? Será que aqueles que acha seus amigos o são mesmo? A culpa foi sua ou é o que dizem para não culpar alguém com maior "status"?

Um livro que fala de diversos assuntos fortes, mas que falta "algo" na narrativa para a tornar mais forte, mais singular e emotiva. Um livro que gostei, mas de que esperava mais.

domingo, 23 de junho de 2019

Uma Gaiola de Ouro

Autora: Camilla Läckberg
ISBN: 9789896657420
Edição ou reimpressão: 04-2019
Editor: Suma de Letras
Páginas: 408

Sinopse:
Uma história dramática sobre fraude, redenção e vingança.
Aparentemente, Faye parece ter tudo. Um marido perfeito, uma filha que muito ama e um apartamento de luxo na melhor zona de Estocolmo. No entanto, algumas memórias sombrias da sua infância em Fjällbacka assombram-na e ela sente-se cada vez mais como se estivesse presa numa gaiola de ouro.
Antes de desistir de tudo pelo marido, Jack, era uma mulher forte e ambiciosa. Quando ele a engana, o mundo de Faye desmorona-se e ela tudo perde, ficando completamente devastada. É então que decide retaliar e levar a cabo uma cruel vingança…
Uma Gaiola de Ouro é um romance destemido sobre uma mulher que foi usada e traída, até tomar conta do próprio destino.


Opinião:
Sim... admito... Nunca li nada de Camilla Läckberg, apesar de ter diversos dos seus livros, uns em ebooks e outros em livro físico. Mas este não consegui resistir. As críticas pela internet dispararam de repente e não existia nem uma negativa! Só lia boas críticas em blogues e ouvia falarem bem no booktube, por isso soube de imediato que tinha que ler este livro!

Faye tinha o que se pode denominar de vida perfeita. Melhor casa das redondezas, na zona rica da cidade, marido lindíssimo e com um negócio milionário. Todos viam-nos como um excelente casal. Um a máquina de fazer dinheiro, o outro quem cuidava de tudo para essa máquina conseguir respirar. O que ninguém sabe é que Faye é um cérebro em negócios e tudo o que o marido construiu deveu-se e muito a ela, fator que Faye guarda para si mesma... Até ao dia em que encontra o marido com a parceira de negócios! Tudo o que Faye guardara para si mesma vem ao de cima e decide que quer voltar a ter voz e que se irá vingar a todo o custo.

Cria assim um novo negócio, Revenge (Vingança). Perfumes que irão torná-la rica e que a irão ajudar a destruir o marido de uma vez por toda, mostrando finalmente a todos quem era o verdadeiro cerébro por trás do negócio.

Pelo que sei da autora, este livro sai um pouco do registo a que nós, em Portugal, estamos habituados, não sendo um policial mas mais um thriller psicológico, que a autora escreve de forma crua e sublime, conseguindo-nos fazer torcer por Faye mesmo nos momentos em que o que esta faz é tudo menos correto. Mas nós apenas queremos vê-la vencer no seu jogo e ficamos de tal formas envolvidas na personagem que é como se nós é que tivessemos sido traídas.

A história que nos guia ao longa da narrativa não tem uma base totalmente nova, mulher traída quer-se vingar, mas a forma como a autora coloca pequenos entraves durante o percurso a Faye, como esta consegue contorná-los e as ações dela para conseguir chegar ao seu objetivo final, tornam este livro em algo estupendo!

Um livro que li em apenas um dia e que não consegui largar enquanto não soube como ia terminar. Uma narrativa que adorei e recomendo sem reserva alguma, que autora estupenda!

sábado, 11 de maio de 2019

O Homem das Castanhas

Autor: Søren Sveistrup
ISBN: 9789896657390
Edição ou reimpressão: 02-2019
Editor: Suma de Letras
Páginas: 450

Sinopse:
Uma tempestuosa manhã de Outubro. Num tranquilo subúrbio de Copenhaga, a Polícia faz uma descoberta terrível. No recreio de um colégio, uma jovem é encontrada brutalmente assassinada, e falta-lhe uma das mãos. Pendurado por cima dela, um pequeno boneco feito com castanhas.
A jovem e ambiciosa detective Naia Thulin é designada para desvendar o caso. Com o seu colega Mark Hess, um investigador que acabou de ser expulso da Europol, descobrem uma misteriosa prova sobre «o homem das castanhas», nome com que os media baptizaram o assassino. Existem evidências que o ligam a uma menina que desapareceu um ano antes e foi dada como morta: a filha da ministra Rosa Hartung.
Mas o homem que confessou o assassínio da menina, um jovem que sofre de uma doença mental, já está atrás das grades e o caso há muito tempo fechado. Quando uma segunda mulher é encontrada morta e, junto dela, mais um boneco de castanhas, Thulin e Hess suspeitam de que possa haver uma ligação entre o caso Hartung e as mulheres assassinadas.
Mas qual é a relação entre as duas mortes? Thulin e Hess entram numa corrida contra o tempo. O assassino tem uma missão e está longe de a terminar.


Opinião:
Fiquei curiosa com este livro graças à campanha de marketing levanda a cabo pela editora, mas admito que não comecei de imediato a lê-lo pois é um livro ainda grandinho e com um tamanho de letra muito pequeno. Mas comecei a ler tantas críticas excelentes a este novo título que não resisti a ir atrás da maré e a ler também eu este livro. E a gostar mais do que esperava, tenho que admitir.

Naia é uma excelente detetive que está prestes a mudar de departamento, mas antes dessa mudança é chamada para investigar um novo crime, a morte de uma jovem que fora encontrada morta e mutilada. A juntar ao macabro de toda a cena, ao pé da jovem assassinada encontrava-se um pequeno boneco feito de castanhas, uma tradição antiga que muitas das crianças da terra continuavam a fazer. Uma tradição assustadora quando essas castanhas têm as impressões digitais de uma criança desaparecida há um ano, a filha de uma ministra.

A juntar-se a Naia para a investigação deste crime temos Hess, um polícia mais qualificado que muitos, que acabara de vir da Europol por razões desconhecidas. Um homem muito cabisbaixo e frio, mas muito bom naquilo que fazia.

Um livro que me surpreendeu! Esta narrativa é qualificada de policial, mas acaba por ter também um pouco de drama familiar e drama político, o que adicionou "realidade" a toda a narrativa. As personagens são extremamente reais e facilmente criamos laços com todas elas e apenas queremos saber como elas estão, o que se passou na sua vida...

O que achei engraçado é que apesar de ser um policial, não é em redor do "polícia principal" que a ação é narrada, mas sim de todos os intervenientes, daí eu dizer que também tem uma parte de drama familiar. Acabamos por conhecer todas as personagens de igual modo, ligando-nos a todos da mesma forma. 

É um livro imprevisível, cheio de reviravoltas e com personagens fortes com quem criamos uma grande ligação. Um livro muito bom que tive pena de não ler com mais calma e cabeça, mas que mesmo assim gostei imenso! Experimentem!

quinta-feira, 9 de maio de 2019

O Príncipe da Suécia

Autora: Karina Halle
ISBN: 9789897800566
Edição ou reimpressão: 01-2019
Editor: Quinta Essência
Páginas: 464

Sinopse:
Maggie é uma empregada de hotel sem grandes ambições…
"Nunca acreditei em contos de fadas, nem em Príncipes Encantados. Sonhava ser uma jornalista de sucesso. Mas bastou um telefonema para que tudo desabasse. Com a morte inesperada dos meus pais, passei de estudante despreocupada a guardiã dos meus cinco - sim, cinco! - irmãos. Quando o acaso me levou ao encontro de Viktor, sentia-me demasiado sobrecarregada para acreditar no amor… ainda que o enigmático Viktor fosse de uma beleza quase obscena." 

Viktor é… Sua Alteza Real, Príncipe da Suécia…
"Também eu sofri uma grande perda. Após a morte do meu irmão, só queria fugir. Assustava-me pensar que em breve deixaria de ser livre e que a minha vida passaria a ser controlada a cada minuto. Sabia-me bem estar perdido no meio de uma vila da Califórnia, ser apenas mais uma pessoa anónima… e depois o meu caminho cruzou-se com o de Maggie. A doce, amável e linda Maggie…"

Nenhum dos dois contava apaixonar-se. Nenhum dos dois imaginava que a sua vida ficaria virada do avesso. 
Mas a relação tem os dias contados. 
E a verdade é que os finais felizes só acontecem nos contos de fadas… não é?


Opinião:
Como já referi na crítica anterior a esta, andei numa época apenas de romances fofos, romances que me relaxassem e me fizessem passar um bom bocado. E a sinopse deste livro prometia precisamente isso, por isso não tive muitas dúvidas de que o iria começar a ler.

Maggie tem uma vida complicada. Sempre teve o sonho de sair da sua pequena cidade, conhecer o mundo, tirar um curso e crescer. Mas a vida não é sempre o que queremos e do nada os pais sofrem um acidente e morrem de forma inesperada... ficando Maggie, a mais velha de seis filhos, com a custódia dos cinco irmãos. Os anos foram passando e Maggie trabalha agora como empregada de limpeza num hotel, tentando a todo o custo arranjar forma de ter dinheiro para continuar a pagar as contas e a cuidar dos irmãos. Num dia como qualquer outro, quando vai limpar um dos quarto depara-se com um homem lindíssimo... e nu!! Com esperança de nunca mais o ver, qual não foi a sua surpresa quando o encontrou totalmente bêbado no bar em que costumava sair! E com demasiado pena de o deixar para ali abandonado, acabou por o levar para sua casa, para este estranho lindíssimo recuperar da noite.

O que Maggie nunca imaginara é que o estranho era nem mais nem menos do que o Princípe da Suécia, que após a morte do irmão iria brevemente subir ao trono. O principe herdeiro!!

Um livro leve, muitíssimo querido e fofo, que me conseguiu pôr um sorriso nos lábios ao longo de toda a narrativa. Não podemos afirmar que a história em si é uma lufada de ar fresco, nem a autora o tenta fazer pois afirma na nota introdutória que se inspira num dos seus filmes favoritos. Aliás ao ler o livro até eu tive dejá vu de outros filmes e mesmo livros que já li.

A história em si é banal, muito comum e já conhecida de todos. Mas era essa banalidade que queria, queria algo leve, divertido e que me prendesse do início ao fim e encontrei isso mesmo neste livro. Diverti-me, ri-me e torci imenso para eles ficarem juntos. Maggie é uma personagem muito indecisa, mas ao mesmo tempo quando lhe dá na cabeça consegue ter uma perserverança que não costumamos ver muitas vezes. Viktor por sua vez é um homem atormentado pela morte do irmão, que sabe que tem obrigações mas que não as quer.

Um livro leve e divertido, tendo uma premissa já conhecida por todos nós.

terça-feira, 7 de maio de 2019

O Conde

Autora: Katharine Ashe
ISBN: 9789898869425
Edição ou reimpressão: 10-2017
Editor: TopSeller
Páginas: 336

Sinopse:
Emily Vale é uma escritora em ascensão ao abrigo do seu pseudónimo, Lady Justiça. E a sua escrita incendiária está a deixar Colin Gray furioso. Para além de Conde de Egremoor, Colin é também Peregrino, o líder do secreto Clube do Falcão, que se dedica, entre outras atividades, a encontrar pessoas desaparecidas. As exigências constantes de Lady Justiça pelos mais pobres e as suas intromissões na política do reino, pondo em causa tanto a nobreza como o Clube, fazem com que Colin a considere sua némesis.
Está decidido a desmascará-la.
O que Colin não sabe é que por detrás de Lady Justiça está uma amiga de infância, a quem salvou a vida quando eram crianças. Emily, por sua vez, também desconhece o papel de Colin como Peregrino. Quando a sua irmã desaparece, Lady Justiça vê-se obrigada a recorrer ao Clube do Falcão e a Peregrino. Quando se encontram, Emily fica chocada ao descobrir a verdade, mas consegue proteger a sua própria identidade com um véu.
Conseguirá Emily proteger o seu segredo do rapaz que tanto adorava?
Será ela capaz de aceitar a ajuda do homem que ele se tornou, símbolo de tudo o que ela detesta? 
E, no meio de tanto conflito, poderá o amor florescer?


Opinião:
Este livro foi lido numa altura em que apenas queria algo leve e divertido com que me distrair. O tempo para ler o que quer que fosse era praticamente nulo e aproveitava o tempo livre para descansar e respirar fundo, pois andava extremamente cansada. E tudo o que os romances de época me remetem acaba por ser isso mesmo. Livros de rápida leitura, leves, divertidos e que nos fazem passar um bom bocado, algo que este livro foi, mas que podia ter sido um pouco mais, especialmente por ser sobre um casal que tanto me despertou a curiosidade no livro anterior, Lady Justiça e Peregrino!

Já há diversos livros da autora que temos entre capítulos a correspondência acessa entre Lady Justiça e o Peregrino. Uma correspondência em que se atacam mutuamente de forma que parece que se querem matar mas ao mesmo tempo repleta de admiração mútua.

Lady Justiça é o pseudónimo de Emily, uma mulher de boas famílias que desde cedo quis ser independente e conseguiu. Ganhava o seu próprio sustento e não precisava de se justificar a quem quer que fosse, sendo alguém independente e decidida. Uma mulher feminista que tem agora o objetivo de entregar no parlamento um acto que dá direitos à mulher dentro do casamento.

Peregrino por sua vez é o pseudónimo de Colin, Conde de Egremoor, uma pessoa que conhece Emily desde que ambos eram pequenos, quando Colin não falava com ninguém devido a trauma, apesar de apenas reagir minimamente quando estava em contacto com Emily, a única pessoa em quem confiava. Uma amizade de crianças que não se desenvolveu pois um acontecimento separara-os e nunca mais se tinham voltado a falar.

É um livro estranho... Tem duas das personagens que eu mais tinha curiosidade em conhecer mas gostei mais da narrativa de quando ambos eram crianças, quando Colin não falava e Emily tentava a todo o custo que algo saisse da sua boca, do que da narrativa inicial. Achei que ali apenas havia disputa e brigas porque sim. Porque apenas tentavam olhar para os seus próprios umbigos e não pensavam no que os outros fora da sua bolha estavam a viver. Foi um livro que não me marcou por aí além, a história não tem grandes momentos marcantes, a não ser como já referi a história de quando ambos são crianças. Essa parte da narrativa sim, ficou-me na cabeça e gostei muito, mas de resto é uma história para passar o tempo, mas não passa muito disso.

Achei Emily uma pessoa demasiado cabeça dura, que não sabe dar o braço a torcer em momento algum, mesmo quando não tem razão! Já Colin foi um personagem que gostei mais, mas senti-a pouco aprofundada.

Este livro deixou-me confusa. Se por um lado parece que tinha muita informação, por outro parece um livro muito vazio. Colin podia ter sido mais desenvolvido e Emily podia não ser tão irritante. Como referi um livro que me deixou confusa, que passei um bom bocado mas nada mais que isso.

domingo, 5 de maio de 2019

O Playboy

Autora: Vi Keeland
ISBN: 9789898917546
Edição ou reimpressão: 02-2019
Editor: TopSeller
Páginas: 320

Sinopse:
Se este homem delicioso pensa que me pode seduzir…
Conheci o Hunter Delucia no casamento dos nossos melhores amigos. Eu apanhei o bouquet da noiva, ele apanhou a liga, e, porque a tradição assim o dita, dançámos juntos… muito juntinhos. Desde o primeiro momento, achei-o presunçoso, mulherengo e (para mal dos meus pecados) incrivelmente sensual. Até que ele me sussurrou ao ouvido uma proposta indecente: explorar a nossa atração mútua com uma noite de sexo intenso e explosivo.
Mas que convencido! Rejeitei-o, claro está! Ele é de tirar o fôlego, mas a experiência diz-me que tenho azar com os homens que me fascinam.
Ah, mas o Hunter Delucia não desiste facilmente! Passado um ano, ele está de regresso a Nova Iorque e torna a pôr a proposta em cima da mesa, para acabarmos de vez com toda a tensão sexual que existe entre nós.
Oito semanas de sexo estupendo sem compromisso? 
O que é que eu tinha a perder?
… está muito enganado.
(Bem, mas há coisas que não se planeiam…)


Opinião:
ADORO os livros desta autora. Inicialmente tinha receio porque via a capa e pensava que era um erótico que se focava apenas nessa parte. Mas depois de muitas críticas excelentes e te ter ganho coragem, descobri uma autora de quem agora sou uma fiel seguidora. Sempre que sai um livro novo dela quero lê-lo, gosto imenso da escrita e das personagens e num mercado tão saturado, acabam por ser livros que têm sempre algum ingrediente novo, uma aragem de ar fresco.

Natalia conhece Hunter no casamento dos amigos de ambos. De imediato acabam por entrar em contacto um com o outro na festa e as faíscas começam, que nem loucas, a percorrer ambos. Mas Natalia acabara um relacionamento horrível e deveras traumatizante com um homem que lhe destruira a confiança para relações futuras, e ficara com uma criança para cuidar, filha desse mesmo homem. Uma criança por quem tem um carinho e amor imensurável.

Quando se reencontram, Hunter mantem o mesmo objetivo que tinha no casamento do amigo... O de uma noite escaldante com Natalia, para eliminarem toda a tensão sexual que existia entre eles. Mas Natalia não quer saber de homens para nada... e muito menos homens que apenas a querem meter na cama!

Foi um livro em que a relação entre os personagens foi um pouco mais demorada do que nos anteriores, mas isso não me fez não gostar do livro... De forma alguma!! Adorei-o!! Tal como todos os outros livros da autora. As personalidades das personagens estão muito bem desenvolvidas e, para não variar, Hunter, a personagem masculina, é de chorar por mais e Natalia, apesar de ser uma pessoa um tanto ou quanto indecisa, achei-a mais real do que outras personagens femininas da autora por isso mesmo. A indecisão por já ter sido magoada, por estar a cuidar de uma criança que adora e não a querer sujeitar a determinados ambientes... Tudo me pareceu mais real do que outros livros da autora.

Apesar de este livro ser erótico, posso dizer que é "erótico com bom gosto". A narrativa tem cenas que podemos considerar escaldantes, mas escritas com bom gosto e sem serem demasiado explícitas. Admito que quando estas cenas são muito explícitas apenas me fazem saltar páginas do livro. Mas neste toda a escrita da autora é excelente!

Um livro que adorei e uma coleção que recomendo! Leiam os livros desta autora que prometo que não se irão arrepender!!

sexta-feira, 3 de maio de 2019

O Dia em que Perdemos a Cabeça

Autor: Javier Castillo
ISBN: 9789896657376
Edição ou reimpressão: 01-2019
Editor: Suma de Letras
Páginas: 456

Sinopse:
Centro de Boston, 24 de Dezembro, um homem caminha nu, trazendo nas mãos a cabeça decapitada de uma jovem mulher.
O Dr. Jenkins, director do centro psiquiátrico da cidade, e Stella Hyden, agente do FBI, vão entrar numa investigação que colocará em risco as suas vidas e a sua concepção de sanidade. Que acontecimentos fortuitos ocorreram na misteriosa Salt Lake City há dezassete anos? E por que estão todos a perder a cabeça agora?
Com um estilo ágil e cheio de referências literárias- Garcia Márquez, Auster e Stephen King - e imagens impactantes, Javier Castillo contruiu um thriller romântico narrado a três tempos que explora os limites do ser humano e rompe com a estrutura tradicional dos livros de suspense.
Amor, ódio, estranhas práticas, intriga e acção trepidante inundam as páginas deste thriller romântico, que se converteu num fenómeno editorial antes da sua publicação em papel.


Opinião:
Com uma capa que gostei imenso este foi um livro que quis ler de imediato. E a vinda do autor a Portugal ainda me deu mais vontade, pois queria ir ter com o autor a conhecer a obra. E foi assim que comecei esta leitura, um policial de ritmo rápido, capítulos curto e diretos e uma nova revelação em cada um deles.

Tal como diz a sinopse este livro começa com um homem nu a correr pela rua com uma cabeça debaixo do braço. Uma cabeça humana... que fora cortada de algum corpo! De imediato o homem é preso e levado para interrogatório, mas durante todo esse processo o homem parecia louco, aluado e totalmente perdido. Apenas começa a abrir-se um pouco quando Stella Hyden, uma jovem agente do FBI, lhe aparece à frente, afirmando que ela estava destinada a ir falar com ele e que ele estava à sua espera.

O melhor para mim nesta narrativa foi os saltos temporais da mesma. Sempre gostei imenso dessa característica nos livros e este não foi excepção. Saltamos de 1996 até ao presente, e compreendemos o que acontecera, quem era este homem que parecia louco, a sua necessidade louca de falar com Stella e como todos estes pontos se acabam por ligar. 

Este livro é escrito em capítulos curtos, de ritmo rápido e com revelações que nos deixam sempre curiosos para saber mais e mais. Um curiosidade interessante é que o autor escreveu este livro em capítulos curtos porque desenvolveu a narrativa no percurso que fazia diariamente entre casa e o trabalho, o que achei deveras interessante e acho que apesar de não ter sido algo propositado, deu um bom ritmo à história.

A conclusão da narrativa deixa uma ponta solta que irá criar um novo livro, livro esse que estou deveras curiosa pois quero ver a mudança na escrita do autor ao ter escrito esta história enquanto tinha outro trabalho versus a escrita quando se dedica inteiramente à escrita.

Um livro que gostei, e que me deixou curiosa pela ver o desenvolvimento da história e do próprio autor.