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sábado, 29 de dezembro de 2012
Autora: Carolyn Turgeon
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 240
Editor: Editorial Planeta
ISBN: 9789896572860

Sinopse:
A princesa Margrethe está escondida num convento porque o seu reino está em guerra e um dia, no jardim que dá para o mar gelado, testemunha um milagre: uma sereia emerge das ondas com um homem nos braços, moribundo. Quando chega à praia, a princesa descobre que a sereia desapareceu no mar e enquanto trata do belo estranho, descobre que é um príncipe e também o filho do grande rival do pai. Certa de que a sereia lhe entregou aquele homem por uma razão, Margrethe engendra um plano para acabar com a guerra no seu reino.
Entretanto, a princesa Lenia anseia voltar para o homem que transportou para terra e não se importa de trocar o seu mundo, a sua voz e até a sua saúde por umas pernas e a possibilidade de lhe conquistar o coração... Uma versão surpreendente da história clássica, A Sereia é a história de duas mulheres que têm tudo a perder, fazendo-nos pensar duas vezes na história de fadas que ouvimos em crianças, uma história que nos mantém em suspenso até à última página.


Opinião:
A pequena sereia era dos meus contos favoritos quando eu era mais nova... mas não, se pensaram logo na história da pequena sereia da Walt Disney, estão enganados. Estou a falar de uma coleção que eu tinha de 4 cassetes que tinham as "verdadeiras" histórias dos Irmão Grimm, ou seja, com aqueles fins tristes e por vezes macabros e brutais que só eles sabem dar (sim, ignorem, eu era uma criança estranha).

Margrethe é uma princesa. Ela está escondida num convento pois o seu reino está em guerra e caso algo aconteça ao seu pai ela é a única sucessora, devendo por isso encontrar-se em segurança. Num dia como qualquer outro, entre cânticos e rezas, Margrethe sai durante uns tempos do interior do convento e vai ver o oceano, oceano esse que naquele dia estava agitado e revoltado. Embora tenha feito esta pequena aventura diversas vezes, aquela foi especial, pois naquele dia houve algo nas ondas que a chamou... que lhe pediu auxílio. Quando vai ver o que se passa encontra uma belíssima rapariga que no lugar de pés tem uma longa e bela barbatana de peixe. Embora hipnotizada com esta descoberta, Margrethe vê que a sereia está a chamar-lhe a atenção não para si, mas para o homem que trouxe consigo, um homem jovem e muito belo que estava às portas da morte.

Levando-o para dentro do convento, a princesa acaba por tomar conta do homem misterioso e descobre que este é nada mais nada menos do que o príncipe do reino inimigo! Mas nessa altura já é tarde de mais, pois apaixonou-se pelo estranho homem, havendo decidido levar uma proposta ao pai, em que casaria com o príncipe a fim de acabarem com a guerra.

Enquanto isso, conhecemos também Lenia, uma princesa mas da água, uma sereia. Uma sereia cuja voz melodiosa ficara na mente do príncipe (pensando este pertencer a Margrethe). Lenia adorava tudo o que estava relacionado com os humanos e acabara por se apaixonar inclusive por um. Decidida a caminhar pela terra, faz uma troca com a bruxa do mar, onde em troca da sua voz e de uma dor insuportável cada vez que caminhava, teria umas pernas e pés humanos que lhe permitiriam chegar próximo do seu belo príncipe. 

Esta é a premissa, que tirando a parte inicial da princesa Margrethe é muito parecida com a história da pequena sereia que todos conhecemos. Este livrinho lê-se bem, mas creio que os apaixonados pela história da pequena sereia que apenas a conhecem pela Walt Disney (ou seja, não conhecem o triste final que os Irmãos Grimm destinaram à nossa pequena sereia), irão aproveitar melhor este livro que eu. É verdade que a autora conseguiu, ao criar a personagem de Margrethe, alterar um pouco a história, fazendo com que a bruxa do mar não fosse aquela que tentara roubar o príncipe à sereia, mas sim Margrethe que no livro não age de má fé, seguindo apenas o coração. Mas tirando isto, as semelhanças são tantas que é impossível não notar. Uma coisa é inspirarmo-nos em algo, outra é copiarmos esse algo, mudando um pormenor. E achei que isso foi o que sucedeu neste livro. Ao adicionar Margrethe a autora fez com que todos os problemas fossem originados por outra personagem, embora de boa fé, mas isso não muda a essência da história e o seu final e foi isso que me custou um pouco neste livro. 

É verdade que a escrita da autora é boa, mas a história é tão parecida com a original que deixa imenso a desejar. Tive pena, pois estava à espera de algo mais, afinal gosto muito de livros inspirados em histórias já conhecidas (posso dar o exemplo de Juliet Marillier e a sua trilogia Sevenwaters, onde a partir da história dos cisnes selvagens a autora criou uma maravilhosa saga), mas este simplesmente não me encheu as medidas...

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