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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
No final do Século XVIII, a aristocracia canavieira do nordeste brasileiro vivia os seus últimos dias de esplendor, manchados por uma horrível cicatriz social: a escravidão negra.
As enormes quintas do sertão, conhecidas por engenhos de açúcar, como autênticas vilas, são muitas vezes povoadas por dezenas ou mesmo centenas de escravos envolvidos no cultivo da cana-de-açúcar. Comandados por um escasso número de colonos brancos, estes pouco ou nada sabem dos costumes religiosos dos negros.
No vilarejo de Nossa Senhora da Conceição, a vida de Miguel Herculano, ainda menino, será para sempre alterada assim que a fúria de um dos deuses africanos é supostamente despertada contra a família desta última geração de senhores da cana.
Relatando a sua vida desde a sua infância, passando pela sua educação e as primeiras paixões adolescência adentro, este protagonista fala-nos dos ocorridos funestos que enfrentou e que lhe reforçaram a convicção de que fora indelevelmente marcado algures no passado.
Fugindo de um destino ingrato e também por amor, Miguel Herculano será forçado a trocar o pequeno lugar onde cresceu pela luxuriante Lisboa do início do Século XIX. Que efeitos terá a vida agitada da corte, centro da metrópole, quando antes a única capital em que estivera fora São Salvador da Bahia? Ainda mais grave, o facto de chegar num dos piores momentos já enfrentados pela monarquia portuguesa, ameaçada então pelo poderio bélico napoleónico.
Aos poucos, vê-se envolvido numa das mais obscuras conjuras documentadas na história joanina, a "Conspiração dos Fidalgos", levada a cabo por ninguém mais que a esposa do Príncipe Regente D. João VI, a Princesa Carlota Joaquina. Enquanto isso, terá a oportunidade de fazer novos amigos, cruzando-se com nomes como Bocage, um dos maiores poetas da nacionalidade, ou Alberto, uma metáfora da valentia e simplicidade do povo português. Procurando encontrar-se no meio de tantos acontecimentos, Miguel poderá acabar por perder-se nesta teia de intrigas e egos, definitivamente, para sempre, em especial quando o destino o coloca frente a frente, mais uma vez, com aquela que poderá ser a sua grande e verdadeira paixão...
Será possível que o encadear dos acontecimentos seja ditado por um mero capricho de um deus? E que saída terá Miguel, ao mesmo tempo com que se debate com as suas dúvidas amorosas, com os inimigos que a sua missão lhe impõe e com a iminência das invasões francesas napoleónicas à capital?


Alexandre Rocha nasceu no Rio de Janeiro em 1977, no seio de uma família portuguesa.
Teve uma educação técnica que incluiu, no liceu, o curso de electrónica e no ensino superior, na Universidade Federal do Rio de Janeiro, a engenharia informática, campo onde actuou amplamente no Brasil e também no exterior.
Fez o caminho inverso dos seus pais e avós e chega a Portugal em 2001. Licenciou-se em Comunicação pela Universidade do Minho, tendo publicado em diversas secções do Jornal de Notícias, Correio do Minho e Diário do Minho, sem, no entanto, abandonar as actividades no ramo informático.
O interesse pela escrita despontou desde cedo, publicando o que seria o seu primeiro romance ainda na adolescência, na secção de arte e cultura da feira de tecnologia da sua escola técnica. Entre as temáticas que lhe despertam maior interesse encontram-se o ensaio, a literatura histórica, militar e também o realismo fantástico, áreas que sintetiza em «A Conspiração dos Fidalgos».
Actualmente é Gestor de Ciência e Tecnologia na Universidade do Minho, em Braga.

https://www.facebook.com/aconspiracaodosfidalgos
http://miguelherculano.blogspot.pt/


Crítica à obra:
"Eis um primeiro livro que absorve a linhagem dominante do chamado romance histórico e procura o leitor através de mecanismos assentes na informação doseada, no jeito efabulatório e numa lhaneza de escrita não raro à medida da oralidade.
Alexandre Rocha reuniu documentação sobre um período dado das Histórias de Portugal e do Brasil, entre os séculos XVIII e XIX, compôs personagens, reconstituiu cenários e atmosferas segundo requisitos do género, pôs factos e fantasia no vasto percurso da narrativa. Com desenvoltura, atenção aos panoramas de enquadramento e a toda a casta dos pormenores que entendeu pertinentes, sentido dos ritmos, revelando zonas obscuras e mais conhecidas de uma era em que Bocage surge no tumulto. E confere a Miguel Herculano, o seu herói num sobressalto afectivo e ontológico, a expressão policroma de quem enfrenta interregnos e mudanças, indecisões, fugas, lances sucedidos e falhados. De certa feição, o autor reencontra a Conspiração dos Fidalgos, a corte de João VI e temas que recolhe na época para projectar interrogações que são também as dos dias que passam.
Neste ou noutros domínios, Alexandre Rocha propõe-se como ficcionista a acompanhar com expectativa e interesse."

José Manuel Mendes
Presidente da Associação Portuguesa de Escritores

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