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Anteriormente conhecida como v_crazy_girl, a 30 de Agosto de 2014 essa conta foi apagada, tendo assim decidido criar algo mais pessoal e próprio para o blogue literário de longa data.

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domingo, 24 de fevereiro de 2013
Autora: Pauline Reage
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 160
Editor: Edições Asa
ISBN: 9789892321226

Sinopse:
A bela e jovem O testa os limites da sua mente e do seu corpo através de uma sexualidade violenta e inquieta neste romance clássico da literatura erótica. Enclausurada no castelo de Roissy, O submete-se a todos os desejos e fantasias do seu amante. A entrega, total, é-lhe escrita na pele, marcada na carne. Um processo de iniciação que vai levá-la mais longe do que alguma vez imaginou: ao lugar onde o prazer máximo pertence ao outro. 
Considerado um dos mais polémicos romances do século XX, História d’O foi galardoado com o Prix des Deux Magots, em 1955.


Opinião:
Sabem aqueles livros que vos chamam a atenção mas mesmo assim vos deixam indecisos se vale ou não a pena ler? Mas que ao pesquisarem sobre ele descobrem que foi imensamente falado na época em que fora descoberto, tendo ganho prémios e afins? O que de imediato volta a chamar ainda mais a atenção? Bem, foi isso que me aconteceu com este livro, mas infelizmente se querem que vos diga, não percebi bem (para não dizer em nada) o objectivo da história que nos é contada!

O livro começa quando O se encontra num táxi com o seu amante. Este vai levá-la para um local secreto e não lhe disse qual. Enquanto estes se encontram no carro, ele diz-lhe para se começar a despir, mas não a despir tudo... Pede-lhe de forma a que da cintura até às coxas esteja nua e diz-lhe para se manter sentada sossegada no carro assim. Quando chegam ao destino, O fica de imediato estupefacta (mas não chocante atenção!) com o facto de os homens que ela avistava estarem totalmente vestidos exceptos na zona genital. A mulheres, essas, usavam umas longas saiam rodadas que lhes davam liberdade de movimento e corpetes juntos que lhes permitia mostrarem o peito de uma forma bastante elucidativa.

Imediatamente quando chega, as duas raparigas que ficam encarregues dela explicam o que se passa e que as saias que elas usavam eram como eram por serem fáceis de levantar e de movimentar, mostrado que por baixo das saias não tinham nada de nada vestido, sendo que assim os "senhores" poderiam mais facilmente fazer o que lhe aprouvesse. Sim, porque o objectivo daquela casa é, praticamente, o sexo à bruta, como os homens querem, onde eles querem e com quem eles querem. O aprende isso de imediato à chegada quando lhe tapam os olhos e é violada (sim, é esta a palavra usada, embora na minha opinião para O aquilo nada de mal era) por 4 homens diferentes de várias maneiras... A partir daí o livro descreve-nos esses actos, chegando a incluir chicotes e afins porque eles adoravam marcar O e vemos como esta começa a gostar desses actos e como sofre interiormente sem eles.

Estranho... muito, mas muito estranho e não de uma maneira boa! Não sei estava à espera de algo diferente! Sim, tinha percebido que iam haver estar tais violações com autorização (estranho, não é?) e pensei que talvez houvesse chicotes e afins... Mas da forma como foi! Fiquei logo boquiaberta quando descrevem a maneira como no primeiro dia que O chegou foi violada por 4 homens, foi marcada com o chicote, vestiram-lhe roupas que fazia que enquanto ela andasse pela casa de repente a pudessem agarrar e dizer "quero que me faças isto", "poe-te de 4"... E das primeiras cenas é ela também a fazer sexo oral ao amante, em frente a várias pessoas, ela de joelho e o amante de pé... E o facto de ter sido o amante a levá-la para aquele sítio! E de terem abusado dela de todas as formas possíveis e imagináveis e ela pensar "não, parem" e depois querer mais? Não sei bem o que pensar deste livro. Achei-o demasiado estranho.

Foi um livro em que fiquei sem perceber porque é que aquilo acontece realmente (a não ser claro o facto de o namorado dela ser psicótico) e porque é que ela deixa mesmo estando a sofrer. Na altura este livro criou polémica e foi muito falado, mas talvez por ser algo chocante para a época, porque pelo menos eu agora não vejo nada de mais na história a não ser personagens masculinas que sentem prazer em fazer o que quiserem das mulheres, adorando envergonhá-las e obrigá-las a fazer tudo o que lhes dá prazer e personagens femininas que sofrem com o tratamento que estão a ter, sofrem tanto de corpo como de mente e mesmo assim deixam que isso acontece e acabam por desenvolver gosto para aquilo (quase me fez lembrar síndrome de estocolmo... sei que não é a mesma coisa, mas elas acabam por querer fazer aquilo para agradar aos homens que lhes fizeram mal pois sabem que eles gostam, daí me lembrar dessa doença psicológica).

Um livro que não achei muita graça e muito sinceramente não recomendo.

2 devaneios :

Madrigal disse...

não sei se sabes mas a autora do livro escreveu-o para o homem por quem estava apaixonada e que pelos vistos era um D. Juan e ela na altura estava a envelhecer, nunca tinha sido mt bonita, ela via-o a perder interesse por ela. Talvez nesse contexto faça sentido uma história onde a protagonista aceita fazer tudo o que os outros querem dela. Eu nunca li o livro, mas é daqueles que com a onda das 50 sombras apareceu por aí mts vezes mencionado.

v_crazy_girl disse...

Eu fiz uma pesquisa pela autora após ler o livro, mas apesar disso é um livro que não me faça sentido. Talvez seja mesmo por ser uma mentalidade mais "antiga" por assim dizer, pois é não tive muito interesse na história :S