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quinta-feira, 27 de junho de 2013
Autora: Rosamund Lupton
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 432
Editor: Livraria Civilização Editora
ISBN: 9789722633826

Sinopse:
É um incêndio e eles estão lá dentro. Eles estão lá dentro… Fumo negro mancha o céu azul de verão. Uma escola está a arder. E uma mãe, Grace, vê o fumo e corre. Sabe que Jenny, a sua filha adolescente, está lá dentro. Corre para o edifício em chamas para a salvar. Depois, Grace tem de descobrir a identidade do autor do incêndio e proteger a sua família da pessoa que continua determinada a destruí-los a todos. Depois, tem de forçar os limites da sua força física e descobrir que o amor não conhece limites.


Opinião:
Eu gostei do livro anterior da autora, "Irmã", e foi por essa razão que me decidi a ler este novo título. Mas devo dizer que, embora a autora continue a explorar muito bem os sentimentos das personagens, considerei este livro diferente do anterior, acabando até por gostar ainda mais deste.

É um dia como qualquer outro. Melhor é o aniversário do seu filho Adam, de apenas 8 anos. Sendo também o dia desportivo na escola, Adam está preocupado por ninguém ir comer o seu bolo que se encontra dentro da escola e por isso pede à mãe e vai buscá-lo com a ajuda de Rowena, uma aluna mais velha que ajuda na escola. Enquanto isso, a sua filha mais velha, Jenny, de 17 anos está de serviço à enfermaria, para o caso de alguma das crianças se magoar. O que parecia ser um dia feliz e normal acabou por mudar, quando fumo começa a erguer-se nos céus e o cheiro a queimado acaba por atingir todos os que se encontravam presentes.

Desesperada Grace, a mãe de Adam e de Jenny, começa a correr para a escola para os salvar, aliviando-se por ver o filho Adam cá fora são e salvo, mas desesperada ao reparar que a sua filha não está em lugar algum para ser vista. Dessa forma, acaba por correr até à enfermaria para a ir buscar, mas o fumo é demasiado denso, entranha-se na garganta, no pulmões e quando dá por si desliga de tudo em seu redor, mas não antes de encontrar e se colocar se forma protetora em redor da filha.

Já no hospital Grace e Jenny não acreditam... Os seus corpos estão imóveis, mas os seus espíritos continuam vivos, assistindo a tudo o que se passa em seu redor. E o que se passa é que o fogo não foi acidental, o pequeno Adam do choque não fala e ainda por cima há desconfiança de que querem assassinar Jenny...

Muito sinceramente adorei o livro e fiquei mais ligada a este do que ao anterior que li da autora. Eu pensava que o livro iria ser demasiado "lamechas" e até mesmo muito ligado ao "acreditar" para mim, afinal de contas embora os seus corpos estejam quase mortos, Jenny e a mãe encontram-se como que no mundo dos espíritos, mas a verdade é que não senti isso. A autora conseguiu, com uma forma muito própria de escrita, criar um ambiente familiar no livro mesmo sem a família se falar totalmente. Conseguiu demonstrar-nos a profunda devoção que todos tinham uns pelos outros.

Além disso o facto de ninguém conseguir ver Jenny ou Grace fez com que estas vissem como eram as pessoas no dia a dia e quando sabiam que estavam sozinhas. Foi algo que achei bem aprofundado, ver como por fora mostravam que tudo ia correr bem, mas acabavam por desmoronar e ser mais elas próprias quando se encontravam sozinhas.

Adorei a personagem de Sarah, a irmã do pai das criança, uma polícia que não teve adolescência, pois teve que praticamente criar o irmão pois os pais morreram eram eles muito novos. Achei que essa foi a personagem com que mais me liguei. Adorei a maneira de ser dela e de ver como aparentava ser toda durona mas acabava por ser um coração mole que adorava a sua família, conhecendo-a melhor do que ninguém.

Também adorei Adam, a criança de 8 anos que descobre após o fogo a mãe e irmã praticamente mortas, levando-o a um estado de choque tal que fica sem falar durante imenso tempo. Esta é uma criança adorável, sonhadora, inteligente e leal, que acaba por ser apanhado no meio de uma terrível armadilha, que o faz sofrer imenso. Tive imensa pena dele durante todo o livro, e quando temos as revelações finais, só me apeteceu bater em alguém.

Acho que apenas não considerei o livro melhor por certas pontas soltas. Por exemplo, as queimaduras e feridas de uma das personagens, que no final do livro fiquei sem saber bem quem eram o causador, se o marido da personagem ou se quem a tratava mal verbalmente. O própria final é deixado em aberto, o que nos faz a nós, leitores, imaginar o que aconteceu.

Sem dúvida uma autora a ter em conta.

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