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quarta-feira, 5 de junho de 2013
Autora: Nicole Jordan
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 399
Editor: Quinta Essência
ISBN: 9789897260360

Sinopse:
Amante lendário e chefe de espionagem, o sombriamente sensual conde de Wycliff evita o matrimónio até que um encontro próximo com a morte o faz ansiar por um filho que perpetue o seu nome. No momento em que Lucian avista a atraente Brynn Caldwell numa praia da Cornualha, sabe que encontrou a mulher que quer para sua esposa.
Brynn acredita que o fascínio daquele conhecido libertino por ela resulta de uma maldição com séculos que condena as mulheres da sua família a tentarem os homens - apenas para conduzirem aqueles que amam à morte. Obrigada por circunstâncias difíceis a casar com Lucian, Brynn entrega o corpo às suas carícias mas não se atreve a entregar-lhe o coração.
Preso numa batalha de vontades com a sua encantadora mulher, Lucian começa a suspeitar que Brynn é uma traidora. Não tarda a verse atraído para uma teia de perigo e traição, na qual o preço de conquistar o coração esquivo da esposa pode ser a sua própria vida.


Opinião:
Como todos os leitores deste meu bloguinho devem reparar, há dois grandes géneros literários que eu tenho acompanhado desde que iniciei o blogue. Fantasia e Romance Histórico. Um grande problema que tenho em relação a ler inúmeros romances destes é que por vezes encontramos uns que são muitos iguais entre si, e especialmente no caso do romance histórico, há sempre certas nuances demasiado semelhantes entres os livros, que levam as pessoas que leiem o género até gostarem do livro, mas desejarem que tivesse algo mais, alguma novidade presente no género. Foi isso que me aconteceu com este livro.

Brynn não se aventura a casar. Não desde que o seu namorado morrera, confirmando (pelo menos no seu pensamento) que a famosa maldição que carregava consigo funcionava. Acontece que uma antepassada sua roubara o jovem amor de uma cigana, e esta para se vingar amaldiçoara toda a família e gerações futuras da jovem ladra. E Brynn acredita que essa maldição a persegue, o que a impede de se apaixonar por quem quer que fosse.

Por outro lado temos Lucian, um famoso libertino que, farto de andar a saltar de mulher em mulher, decide que tem que assentar de forma a ter um herdeiro. Sem saber bem como fazer a sua escolha, tudo fica mais fácil quando vê uma mulher lindíssima a nadar semi nua. Nesse momento decide de imediato consigo mesmo que irá descobrir quem é aquela mulher e irá fazer de tudo para a ter.

Brynn pertence à classe nobre, embora ao olhar para ela nunca se afirmasse tal coisa. Afinal de contas a sua família vivia cheia de dívidas e por isso quando os seus pais morreram ficaram na pobreza. Brynn faz de tudo para ajudar a família, sendo inclusive ela a ensinar ao irmão mais novo os assuntos que supostamente numa família nobre seriam ensinados por tutores.

Brynn acaba por enfeitiçar Lucian, acabando este por fazer tudo o que consegue em seu alcance para conseguir casar com ela, algo que consegue, mas cujo preço é demasiado elevado, até mesmo para alguém decidido, forte e orgulhoso como Lucian.

Muito sinceramente acredito que gostaria mais desta história se não fosse a referida maldição. Melhor dizendo, não propriamente a maldição, mas a constante referência a esta! Chegou a um ponto que só me apetecia bater em Brynn, pois esta chegou a levar esta tal maldição a um novo nível. Muito bem, ela ama Lucian, mas não o quer amar porque dessa forma a "maldição" irá abater-se sobre ele como no seu ex-namorado e também ele morrerá. Se virmos de forma mais elucidativa os fatos, acontece que o primeiro namorado morreu e mais ninguém, logo uma pessoa pode ser um acontecimento devido ao acaso, de seguida tudo o que ela fez neste livro, de forma a supostamente salvar Lucian devido à maldição, só fez que que Lucian quase endoidecesse e acho que isso o levou muito mais perto da morte do que outra coisa qualquer, o que me irritou profundamente.

Sei que este fato da maldição era para demonstrar como a personagem se sacrifica pelos outros, mas a mim apenas me fez torná-la uma pessoa mimada (algo que pela forma como vivia não seria característico) e demasiado irritante, acabando, mesmo sem notar, por pensar apenas em si mesma.

A escrita da autora é fluída e acaba por nos prender, o que é um ponto muito positivo. De resto achei um bom romance histórico, típico de cabeceira e parecido a outros de autoras conhecidas como de Madeline Hunter. Quem gosta de romances históricos irá sem duvida gostar, mesmo com o pormenor da maldição. Afinal de contas o que me pode despertar um nervoso miudinho, de certeza que não o faz a todos os demais, certo?

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