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terça-feira, 10 de setembro de 2013
Autor: Alastair Campbell
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 352
Editor: Bizâncio
ISBN: 9789725304518

Sinopse:
Emily é a traumatizada vítima de uma queimadura grave, Arta é uma refugiada kosovar que recupera de uma violação, David Temple sofre de depressão há demasiado tempo, e o ministro Ralph Hall vive com pânico de que o seu alcoolismo seja descoberto. Todos estes personagens tão diferentes têm algo em comum: são todos pacientes do professor Martin Sturrock, psiquiatra, com quem cada um deles passa uma hora, todas as semanas. Mal sabem, porém, quão doente está o professor Sturrock. Durante anos e anos o dedicado médico refugiou-se no trabalho para afugentar os seus demónios pessoais. Mas os seus fantasmas perseguem-no, a sua vida desmorona-se e a única ajuda a que pode recorrer é a de um dos seus pacientes.
O notável primeiro romance de Alastair Campbell mergulha fundo nos recantos mais obscuros da mente humana, trazendo-nos um absorvente retrato da interdependência que pode estabelecer-se entre médico e doente. Simultaneamente comédia e tragédia de vidas comuns, esta é uma obra repleta de compaixão por aqueles para quem o dia-a-dia é vivido à beira do abismo.


Opinião:
Muito sinceramente? Estava com imensas dúvidas relativamente a este livro. Não acho a capa nada bonita e não me desperta de todo a minha atenção, mas a sinopse tem alguma coisa que me diz que o livro deveria ser mais interessante do que a sua capa. Essa foi a razão para decidir ler este livro que devo dizer que me surpreendeu pela positiva, embora o final seja deveras deprimente.

Martin Sturrock é um reconhecido psiquiatra. Conhecido pela qualidade do seu trabalho, por conseguir dar volta a qualquer pessoa por muitos problemas que esta tenha, Martin começa com um dia muito ocupado. Os seus pacientes são todos diferentes entre si. Ora o vão consultar por comportamentos de viciados em sexo, por problemas e medos devido a violações, depressões profundas... E tal como todos os médicos e especialistas da área, a verdade é que Martin tem os seus preferidos. No seu caso é um dos seus clientes mais antigos, um homem mais novo que ele que tem uma grave depressão. Um homem cuja depressão é tão profunda que não consegue falar com ninguém, andando inclusive apaixonado por uma colega de trabalho há meses mas não dizendo nada. Para além de gostar desta pessoa, Martin admira a qualidade desse homem em conseguir descrever de forma tão profunda os seus sentimentos.

O porquê dessa admiração? Porque o próprio Martin sofre de uma profunda depressão. Uma depressão que o leva a achar a sua vida muito má e que o leva a concentrar-se de tal forma nos problemas dos outros que acaba por ignorar tudo na sua vida. Família e amigos que acabam por ficar em segundo lugar, sendo que acabam todos por lhe virarem as costas.

Este é para mim um livro que se gosta ou odeia e que não é para qualquer um. Acho que é um livro forte, para estômagos igualmente fortes e que não pode ser lido por alguém sensível. Porquê? Por falar de depressão, de morte e de outros assuntos do género, ou seja, de algo muito forte para muitas pessoas e que nos leva a pensar na vida. Além disso está escrito num tom muito pessoal, que envolve ainda mais o leitor tornando a leitura ainda mais pesada.

Um livro que aconselho mas sei que não é para todos.

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