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terça-feira, 1 de outubro de 2013
Autor: Markus Zusak
Edição/reimpressão: 2008
Páginas: 236
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722339070

Sinopse:
Quando a morte nos conta uma história temos todo o interesse em escutá-la. Assumindo o papel de narrador em A Rapariga Que Roubava Livros, vamos ao seu encontro na Alemanha, por ocasião da segunda guerra mundial, onde ela tem uma função muito activa na recolha de almas vítimas do conflito. E é por esta altura que se cruza pela segunda vez com Liesel, uma menina de nove anos de idade, entregue para adopção, que já tinha passado pelos olhos da morte no funeral do seu pequeno irmão. Foi aí que Liesel roubou o seu primeiro livro, o primeiro de muitos pelos quais se apaixonará e que a ajudarão a superar as dificuldades da vida, dando um sentido à sua existência. Quando o roubou, ainda não sabia ler, será com a ajuda do seu pai, um perfeito intérprete de acordeão que passará a saber percorrer o caminho das letras, exorcizando fantasmas do passado. Ao longo dos anos, Liesel continuará a dedicar-se à prática de roubar livros e a encontrar-se com a morte, que irá sempre utilizar um registo pouco sentimental embora humano e poético, atraindo a atenção de quem a lê para cada frase, cada sentido, cada palavra. Um livro soberbo que prima pela originalidade e que nos devolve um outro olhar sobre os dias da guerra no coração da Alemanha e acima de tudo pelo amor à literatura.


Opinião:
Falavam tanto deste livro. Um livro que muito sinceramente não me tinha captado a atenção, mas as críticas eram todas positivas e juntando isso com o facto de a história estar a ser adaptada para cinema fez-me ter ainda mais vontade de o ler. E acabei por o fazer e encontrar pela primeira vez um livro que não fala propriamente dos judeus, mas do "outro lado", ou seja, de pessoas que supostamente estariam do lado dos nazis.

A morte anda muito ocupada nos últimos tempos. Almas velhas, almas jovens, almas de crianças. O seu trabalho anda a aumentar cada vez mais, especialmente na Alemanha, onde a segunda guerra mundial toma a sua verdadeira forma. Um local negro que entristece a própria morte. Esta é a história de uma menina que adorava livros, que neles descobriu a magia de um mundo novo, um mundo à parte onde se poderia esconder de tudo o que se passava à sua volta. Uma história que a morte assistiu desde o primeiro dia, em que uma menina, acompanhada pela mãe e irmão, iam num comboio para um sítio seguro, para um sítio em que a guerra não os apanhasse. As condições de transporte eram muitíssimo más na altura, havendo centenas de pessoas em cada carruagem do comboio. Essas condições acabaram por fazer o irmão mais novo da menina falecer, mas levaram Liesel a uma vida muito melhor e segura.

Liesel chegou assim à sua nova casa, onde a sua mãe a abandonara de forma a ela ter uma melhor vida. Uma vida em que os nazis não se encontrassem a correr atrás dela, uma vida onde pudesse brincar como uma criança real e ser feliz. Foi assim que a pequena Liesel fica com dois desconhecidos, que rapidamente se tornam os seus pais. Uma mulher directa e que embora por vezes bruta na maneira de ser, acaba por esconder um coração de ouro. Um homem calado mas que faz Liesel sentir-se bem vinda desde o primeiro dia em que se encontra naquela casa. Um homem que descobre o pequeno segredo de Liesel, o seu pequeno primeiro livro, um livro que "nem sempre fora dela". Um homem que a ensina a ler. Uma arma que acaba por ajudá-la a ultrapassar a guerra.

É verdade que este livro centra-se imenso no poder das palavras, mas centra-se em outro coisa ainda. Na amizade. Na guerra vista do ponto de vista de uma criança. E não de uma criança judia, mas sim de uma criança que vive no seio de uma família nazi. Uma família nazi que não concorda com a guerra. Todos estes factores fazem este livro o que ele é. Tornam-no em algo especial e o facto de ser escrito sobre o ponto de vista da morte torna as coisas mais irónicas e por vezes cruéis. Devo dizer que o livro me surpreendeu, adorei ler sobre o amor de Liesel pelos livros e sobre o seu amor pelo seu melhor amigo. Um amor de criança que cresceu aos poucos e cujo final foi das partes que mais me afectou em todo o livro. Isso e a profunda amizade que a criança desenvolveu com o refugiado judeu que conhecera. Um refugiado cujo amor pelas palavras torna-o alguém muito importante para Liesel.

Um livro que recomendo e cujo filme quero ver mal saia nos cinemas!

2 devaneios :

Rita Ribeiro disse...

Este é um dos meus livros preferidos e concordo com a tua opinião. É um livro sobre a importância das palavras, mas também sobre a amizade, abordando o que foi perdido durante a Segunda Guerra Mundial, sobre como por vezes não vemos que a felicidade se encontra mesmo à nossa frente... É um livro mesmo muito especial, que é capaz de nos arrancar gargalhas com a mesma rapidez com que nos emociona. :)

Também estou muito curiosa com a adaptação e, sem dúvida, que irei ver mal chegue aos cinemas. :D

Beijinhos e boas leituras

Fiacha disse...

Olá,

Por acaso tive a oportunidade de ler este livro graças precisamente à amiga Rita Ribeiro e sem duvida estamos na presença de um livro muito especial, sem duvida ;)

Gostei de ler o comentário :)

Bjs e boas leituras