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Anteriormente conhecida como v_crazy_girl, a 30 de Agosto de 2014 essa conta foi apagada, tendo assim decidido criar algo mais pessoal e próprio para o blogue literário de longa data.

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quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Pode falar um pouco sobre si?
Nasci no Minesota e depois mudei para o sul do Brasil durante vários anos (costumava falar fluentemente português!) antes de me mudar de novo para os Estados Unidos e assentar no Novo México. Conheci o meu marido enquanto estudava para tirar o curso de Geologia na Universidade do Estado de Ilinois. Agora vivemos numa zona rural no sul de Indiana que tem imensas colinas com árvores e é dotada com lagos. De todos os lugares em que vivi, este é o meu favorito. É lindo e muito privado. Sento-me a escrever e a ver veados e perús selvagens a vaguear no meu quintal da frente. O meu marido e eu temos três filhos, um cachorrinho (que é enorme embora só tenha cinco meses e adora o nosso lago de tal forma que aparece imensas vezes à nossa porta totalmente molhado), e um felino temperamental que autorizou graciosamente a ser chamado de Poot.

De onde vêm as suas ideias?
Para ser sincero, não tenho a certeza. As histórias parecem simplesmente na minha cabeça. É um processo engraçado imaginar a primeira cena e os eventos eventualmente começam a encaixar. As minhas personagens, por norma, surpreendem-me. O meu marido ri-se de mim quando eu digo em voz alta: Não tinha ideia que isto iria acontecer. Obviamente que não me sento e decido de imediato todo o romance. Já tentei fazê-lo e para mim não resulta.

Identifica-se em alguma das suas personagens? E tem alguma que lhe seja mais querida?
Os homens e as mulheres não pensam da mesma forma . Acho que gosto de escrever mais sobre as personagens masculinas do que sobre as femininas. Não que não goste de heroínas femininas e independentes, mas é um desafio sentar-me e imaginar como é que um homem iria reagir à mesma situação. Sendo uma mulher eu sei o que consideraria fazer se fosse a heroína, mas o herói? Por isso acho que é minha resposta é sim, definitivamente que me colocar na pele das personagens e de certeza que a minha visão do mundo acaba por se destacar. Relativamente a uma personagem em especial, isso é muito difícil. Conheço-as de trás para a frente, como pensam, a sua história, os seus traços de personalidade… tento que todas elas sejam especiais.

Tem algum hábito “estranho” enquanto escreve?
Levanto-me e ando de um lado para o outro imensas vezes e não costumo ter noção que o estou a fazer até me encontrar noutra divisão, pensando na cena.

Admito que é uma questão com ratoeira, mas que acha das capas portuguesas dos seus livros?
Acho que são lindas!

Desde que se tornou uma autora publicada, qual foi a coisa mais fantástica e ao mesmo tempo estranha que lhe aconteceu?
Submeti um livro para a minha editora quando esta era pequena e ela respondeu que adorara e que não percebia como é que eu não tinha uma agente. Já me tinha safado bem a vender os meus livros sozinha, por isso não liguei muita importância. Uma hora depois recebo uma chamada de um dos melhores agentes de Nova Iorque a oferecer-se para me representar. Eles lançaram a minha carreira de uma forma que nunca imaginara ser possível. Estou muito agradecida a essa editora até ao dia de hoje.

Que pensa da comunidade bloguer? Acha que de alguma forma ela ajudou quando lançou o seu primeiro livro?
Os blogues são como que uma conversa e é uma óptima forma de arranjar leitores. Sem dúvida que acho que ajudam a vender livros.

E finalmente, tem alguma mensagem para os seus leitores?
Que grupo fantástico de leitores. Recebi alguma da correspondência mais queria de Portugal. Queria tanto visitá-los e já falei com o meu marido sobre isso. Agradecia sugestões do que deveria estar na minha lista de coisas para ver. Sei que é um país lindíssima, mas tirando Lisboa, devo admitir que não sei onde deveria ir para ter um verdadeiro gosto da cultura de lá. Além disso… que tipo de comer não deveríamos perder?

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Entrevista em Inglês

Could you talk a little bit about yourself?
I was born in Minnesota, then we moved to southern Brazil for several years (I used to speak fluent Portuguese!) before we came back to the states and settled in New Mexico. I met my husband while studying for a degree in geology at Illinois State University. We now live in a rural area in southern Indiana that is all wooded hills and dotted with lakes. Of the places I’ve lived, this is my favorite. It’s very beautiful and private. I sit and write and watch deer and wild turkeys wander through my front yard. My husband and I have three children, a rambunctious puppy (that is huge already at five months and loves our lake so he often comes to the door soaking wet), and a temperamental feline who has graciously agreed to live with us named Poot.

From where did you get your ideas?
I’m not sure, to be honest. The stories just seem to unwind in my head. It is a fun process to imagine that first scene and let the series of events fall into place. My characters often surprise me. My husband laughs at me when I murmur out loud: I had no idea that was going to happen. Obviously I don’t sit down and plot out the whole novel ahead of time. I’ve tried that, but it doesn’t work for me.

Do you identify yourself in your characters? And have you got some character that is special to you?
Men and women just don’t think the same way . I think I enjoy writing the male characters more than the heroines! Not that I don’t love independent and yet feminine heroines, it’s just a challenge to sit there and imagine how a male would react to the same situation. Being a female I know what I would do if I was the heroine, but the hero? So I think the answer is yes, I definitely put myself in their shoes, and I am sure my outlook on the world comes through.
As for a special character, that’s a very difficult question. I know them inside and out, what they think, their history, their personality traits…I try to make them all special.

Do you have any "weird" habits while writing?
I get up and walk around a lot and I’m not really aware that I’m doing it until I find myself in another room, thinking through the scene.

I admit this is a trick question, but what do you think about the portuguese covers of your books?
I think they are beautiful!

Since you became a published author, what was the most amazing and at the same time weird thing that has happened to you?
I submitted a book to my editor at a small house and she wrote back and said she loved it, but wondered why I didn’t have an agent. I’d done pretty well selling the books myself, so I just shrugged. An hour later I got call from one of the best agents in New York who offered to represent me. That launched my career in a way I never imagined. I am grateful to that editor to this day.

What do you think about the bloguers community? Do you think they were of any help when your first book was realeased?
Blogs are a conversation and that is a wonderful way to engage readers. I absolutely think they help sell books.

And finally, do you have any message for your portuguese readers?
What a lovely group of readers. I have received some of the nicest notes from Portugal. I so want to visit there and my husband and I have talked about it. I would appreciate suggestions on what should be on my must-see list. I know it is a beautiful country but other than Lisbon, I admit I am not sure where we should go to get a true taste of the culture. Plus, is there a must-have food specialty we should not miss?

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