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segunda-feira, 11 de maio de 2015
Autor: Patrick Modiano
Edição/reimpressão: 2015
Páginas: 112
Editor: Porto Editora
ISBN: 978-972-0-04721-2

Sinopse:
Anos atrás, o narrador deparara-se com um anúncio publicado no Paris-Soir de 31 de dezembro de 1941: «Procura-se uma rapariga, Dora Bruder, de 15 anos…» Quem era Dora Bruder? Desde esse dia, o destino da jovem judia enredada nas malhas da ocupação nazi nunca mais o largou, obcecado que estava em reconstruir a sua história até aos momentos finais no campo de Auschwitz.
Este livro (como, aliás, toda a obra do autor) é assim um combate contra o esquecimento, uma afirmação portentosa dos caminhos redentores da memória - contra tudo aquilo que nos macula e destrói. Com ele, Modiano escreveu porventura a sua melhor obra - e uma das mais notáveis da moderna literatura francesa.


Opinião:
Um autor que ganhara um prémio Nobel. Um autor que escrevia sobre pessoas desaparecidas devido à segunda guerra mundial. Que escrevia, em tom de história, a vida horrorosa de inúmeros judeus que sobreviveram, ou não, ao holocausto. Tinha todos os ingredientes para ser algo especial, um livro diferente de todos os que já tinha lido, por se apoiar numa grande investigação e por ser um título de um prémio Nobel.

Infelizmente o livro não me prendeu de forma alguma. Fiquei a saber mais sobre o próprio autor do que a própria Dora Bruder. Descobrimos que o autor havia encontrado um anúncio que relatava o desaparecimento de uma menina, que descobrimos ser um tanto ou quando tempestuosa quando às suas decisões. Uma pessoa rebelde que é escondida pelos seus pais. Estes nunca a referiam em registos e colocavam-na em escolas que não estivessem relacionadas com a sua zona de residência. O autor acaba por saber um pouco sobre os campos de concentração para onde havia sido levada mas nada mais nos é dito sobre o seu destino.

Todo o tom da narrativa me foi indiferente. O autor escreve de uma forma muito desligada, descrevendo as paisagens de forma belíssima, mas nunca revelando o que sente em relação a elas, o que sente em relação às descobertas sobre Dora Bruder - para além de dizer que tem curiosidade, nada mais diz, se tem pena, ódio, ou o que quer que seja sobre a rapariga que andou a investigar. Sabendo que a investigou quando tinha tempo para tal, não sendo, pelo menos na minha opinião, uma grande prioridade.

Muito sinceramente foi um livro que me custou a ler, e só o fiz por ser um livro muito pequeno e com letras grandinhas. A escrita não tem "alma" e pouco ou nada soube sobre Dora Bruder.

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