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terça-feira, 27 de outubro de 2015
Autora: Pearl S. Buck
Edição/reimpressão: 2015
Páginas: 304
Editor: Elsinore
ISBN: 9789898626400

Sinopse:
Sou suficientemente americana, talvez, para querer casar-me contigo passando por cima de tudo aquilo que sou, mas, ai de mim, chinesa que baste para saber que devo ponderar.
Que pode o conhecimento dos livros contra a experiência íntima da vida? Randolph, jovem de extraordinária criatividade, parece ter um destino traçado para o êxito. Nascido nos Estados Unidos, parte pela Europa e Ásia com o desejo de descobrir o mundo vivendo-o, numa sede interminável de sabedoria.
Numa estadia em Paris, o seu caminho cruza-se com o de Stephanie. Filha de pai chinês e mãe norte-americana, também ela procura compreender e encontrar um lugar que seja seu, dividindo-se entre duas culturas aparentemente opostas. Separados durante longos intervalos e assim entregues aos seus fantasmas pessoais, preparam-se os dois para descobrir que se pode conciliar o conhecimento e a experiência, bem como as heranças ocidental e oriental, mas isso terá um preço…
Décadas depois da sua morte, em 1973, a recente descoberta do manuscrito de A Eterna Demanda, agora editado, revela-nos aquele que talvez seja o trabalho mais pessoal de Pearl S. Buck, nesta sua derradeira obra, uma comovente exploração da identidade que forjamos para nós próprios e para os outros.
O romance perdido, agora redescoberto, de uma das mais amadas escritoras norte-americanas


Opinião:
Admito... comecei a ler este livro por Pearl S. Buck ter ganho o nobel da literatura. Tenho sempre curiosidade pelos nóbeis, embora quase sempre estes me desiludam. É verdade, costumam ser livros com uma escrita diferente e própria e histórias que têm muito sentimentos e lições a dar, mas são livros por norma cansativos, fortes e que se têm que digerir bem.

Randolph, ou Ran como é conhecido, é o nosso narrador ao longo de toda a narrativa. Um narrador que desde o útero da mãe sabe que é diferente de todos aqueles em seu redor, sabe que algo o distingue dos demais. Desde criança que Ran era curioso, queria sempre saber mais e o conhecimento era o seu melhor, e talvez, único amigo. Para além de extremamente inteligente, Ran era um tanto ou quando literal, levando todas as conversas que tinha com aqueles em seu redor a um ponto que que expressões ou comparações tinham que ser muito bem pensadas. Inicialmente a única pessoa que conseguia interagir com ele era o pai, o que levava a mãe à loucura, chegando mesmo a entristecê-la, mas, infelizmente, o pai falecera cedo, deixando Ran sozinho com uma mãe que por mais que fizesse, nunca conseguia entrar em contacto com o filho.

Ran cresce, aprende e desenvolve-se e é esse processo de crescimento e aprendizagem que acompanhamos ao logo de toda a narrativa. Ran é uma pessoa diferente das outras. sabe-se inteligente e tem como objetivo usar essa inteligência para mudar o mundo em seu redor, tornando-o em algo melhor. Tendo tido a oportunidade de entrar cedíssimo na universidade, essa e outras são provas da sua inteligência, provas que não o fazem sentir-se e mostrar-se superior, pois Ran sabe como é e tem noção do seu grande conhecimento, não sendo necessário prová-lo para ele saber que o tem.

O autor tem uma escrita muito própria e mesmo bonita. Achei a escrita e as descrições muito belas, especialmente os pensamentos de Ran enquanto este pensava como é importante usar a inteligência para tornar o mundo um lugar melhor. Tem partes muitíssimo bonitas, mas também tem partes muitíssimo confusas em que eu não compreendia bem o que se estava a passar. Agora se tal é culpa minha, da escrita do autor ou por este livro não ter tido revisão alguma e ser apenas um manuscrito do autor já falecido, não sei.

Um livro que pode tocar cada uma à sua maneira, mas que acaba por ser um pouco confuso, apesar de conter umas passagens muito bonitas.

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