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quinta-feira, 6 de setembro de 2018
Autora: Amy Harmon
ISBN: 9789898917195
Edição ou reimpressão: 07-2018
Editor: TopSeller
Páginas: 368

Sinopse:
Em cada vida salva, um pequeno ato de rebelião…
1933. Angelo Bianco chega a Florença e é recebido pela família de Eva Rosselli. Os dois crescem juntos, ele católico, ela judia. Com o passar dos anos, a amizade que os une torna-se num amor impossível que desafia as crenças de ambos. Mas Angelo sabe que tem de seguir a sua vocação.
Agora, dez anos depois, Angelo é um padre católico e Eva está em risco de ser deportada, e precisa da sua ajuda. Após a chegada da Gestapo, Angelo esconde Eva num convento, onde muitos judeus estão a ser protegidos pela Igreja. Até que chega o dia em que nem o Vaticano consegue enfrentar os nazis.
Com a guerra e a morte iminentes, Angelo e Eva ajudam aqueles que foram despojados de tudo, colocando as suas vidas em risco todos os dias. E é ao tentar o destino e a sorte, que Angelo enfrenta a decisão mais difícil de todas para proteger a mulher que sempre amou. 
… em cada luta, um ato de humanidade.


Opinião:
Esta capa é maravilhosa... a sinopse chama de imediato a atenção... e as críticas que se encontram na internet prometem um livro cinco estrelas e que não se consegue largar. Todos estes fatores levaram a que eu não conseguisse dizer que não a este livro e a que o tivesse que ler de imediato mal lhe pus as mãos em cima.

Angelo é enviado para Itália após a morte da mãe e aí é criado por uma família judia italiana, algo que lhe desperta a atenção pois Angelo é cristão e desde pequeno que tinha a ideia de ingressar na igreja. A família que o acolhe tem uma filha da sua idade, Eva, uma rapariga faladora, divertida e que não larga Angelo por nada deste mundo, pois quer que este brinque consigo e saber porque é que está sempre tão triste. Depois de Eva partir as primeiras muralhas até ao coração de Angelo, eles tornam-se os melhores amigos, nunca se largam e adoram estar um com o outro. Uma amizade que tem algo mais, algo que é inalcançável devido à decisão de Angelo de se tornar padre, entregado-se assim à igreja.

Mas de um momento para o outro este deixa de ser o problema principal da vida de ambos, quando a vontade nazi começa a aproximar-se de Itália e do próprio Vaticano. Angelo toma uma decisão que acredita ser o melhor para todos para os proteger nesta difícil altura, mas a vontade de Eva ser útil para algo mais torna os seus dias cada vez mais perigosos e difíceis.

Todos sabemos como esta altura foi uma época negra da história mundial. Um tema muito utilizado em romances, quer estes sejam biográficos ou inspirados nos factos dessa época. E é um tema que me desperta a atenção, pela negrura dessa altura e a esperança e coragem que muitas pessoas tinham.

Neste romance temos uma outra abordagem à história, pois não se fala diretamente da Alemanha, mas sim da Itália "conquistada" pelas políticas nazis, mais concretamente dos italianos judeus e de todos aqueles que os ajudavam, por vezes não judeus. Vemos como a igreja estava também de mãos atadas mas mesmo assim tentavam ajudar das maneiras que podia e é aqui que Angelo e a sua perna entram. Angelo tinha uma perna manca e numa altura em que muitos soldados desertavam e se mascaravam de pessoas do clero, essa perna ajudava a que acreditassem que Angelo era realmente um pobre padre e não um desertor, o que lhe permitiu ajudar imenso nesta altura difícil.

Já Eva, sendo uma pessoa inteligente e com bom ensino, conseguia fingir não ser judia e assim usar os seus conhecimentos para outras causas.

Adorei a escrita da autora. Esta época é negra e terrível, e a autora conta as coisas de forma directa, crua e negra, mas de uma forma que o leitor lê rapidamente, sentindo leveza na sua escrita apesar de ser algo tão "direto" e real, algo que me surpreendeu pela positiva. O romance entre as personagens foi outra coisa que me surpreendeu. Um romance que num tempo tão negro consegue ser tão sincero e inocente, algo puro no meio de toda aquela balburdia e confusão.

Adorei este livro e adorei conhecer esta autora. Espero que a editora consiga apostar mais nela, pois amei esta estreia! Recomendo sem reservas!

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