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quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Autoras: Delphine Minoui, Nojoud Ali
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 134
Editor: Edições Asa
ISBN: 9789892308500

Sinopse:
A infância de Nojoud teve um final abrupto quando o pai lhe arranjou um casamento com um homem muito mais velho, que ignorou o compromisso de esperar que a menina alcançasse a puberdade para ter relações sexuais. O marido roubou-lhe a virgindade na noite de núpcias. Ela tinha apenas dez anos. A sua tenra idade não a impediu de fugir - não para casa, mas para o tribunal. Surpreendentemente, o juiz deu-lhe razão. Algo inédito num país onde mais de metade das raparigas casa antes dos dezoito anos. A sua coragem foi aplaudida pela imprensa internacional e comoveu o mundo inteiro. Nojoud conta agora a sua história. Para quebrar o silêncio e encorajar as outras meninas a lutar pelos seus direitos mais fundamentais. 
Esta vitória legal sem precedentes conduziu a mudanças no Iémen e em outros países do Médio Oriente, onde as leis dos casamentos de menores estão a ser alteradas.


Opinião:
Um livro sem dúvida algum chocante.

Nojoud é uma das filhas mais novas de uma grande família. Já tendo visto duas das suas irmãs casar estava incerta quanto ao seu futuro, quando uma desapareceu do mapa e outra regressou a casa a chorar e com o seu sorriso contagiante escondido para sempre do mundo. Tendo apenas 10 anos de idade (de acordo com a mãe, pois não sabe em que ano e dia nasceu), Nojoud vive uma vida triste e pobre sendo o seu único refúgio a escola, onde muito feliz aprende a contar e a escrever. Mas qual não é a sua surpresa quando num dia como qualquer outro o seu pai a decide dar em casamento a um homem muito mais velho. Perante as queixas da criança o pai apenas diz para ela não se preocupar, porque o seu noivo prometera apenas ter relações com ela um ano após a sua primeira menstruação.

Mas no Iémen e outros países do Médio Oriente a palavra falada pode ser mudada como quem muda penteado e na primeira noite em casa do seu novo marido, acaba por ser obrigada a ter relações sexuais com este. Vivendo no medo, com um marido que lhe bate e lhe chama de tudo por esta lutar para não ir para a cama com ele (embora sendo criança nunca ter mais força que o marido) e com uma sogra cruel que não compreende qual o seu problema e como é que ela pode ser tão indisciplinada dizendo ao filho e marido de Nojoud para a disciplinar, Nojoud decide por fim fazer algo e embora não saiba que a sua decisão iria ter um grande impacto na vida da sua família e de todo o país, esta criança arranja forma de ir ao tribunal, o sítio que ela sempre ouviu dizer que a justiça era feita.

Este é um relato demasiado real e cruel, de uma rapariguinha que contra todas as probabilidades decide lutar por si mesma e pela sua liberdade, com uma grande coragem. Um exemplo para muitas mulheres e essencialmente crianças do Iémen que sofrem do mesmo destino cruel que ela sofreu. Nojoud mudou a sua vida e o apoio que recebeu após o seu caso ajuda-a a ultrapassar o trauma que passou e a ser uma estudante melhor e a tentar cumprir o seu novo sonho, ser uma grande advogada que irá ajudar inúmeras crianças que tiveram o mesmo azar que ela.

É um livro que se lê bem, em pouca horas, embora tenha partes um pouco chocantes que mexem com o coração de qualquer um e nos obriga a abrir um pouco mais os olhos quando ao destino de inúmeras crianças por este mundo fora.

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