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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Autor: Sharon Dogar
Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 336
Editor: Edições Asa
ISBN: 9789895579112

Sinopse:
Peter van Pels e a família estão escondidos com os Franks, e Peter vê tudo com um olhar diferente. Como será ser-se obrigado a viver com Anne Frank? Odiá-la e depois dar por si apaixonado por ela? Saber que é tema do seu diário dia após dia? Como será ficar sentado à espera, olhar por uma janela enquanto outros morrem e desejar estar a combater? O diário de Anne termina a 4 de Agosto de 1944, mas, nesta história imaginada, a experiência de Peter continua para além da traição e chega aos campos de extermínio nazis. "Está aí alguém?", pergunta ele. "Está alguém a ouvir?" Nós devíamos estar.


Opinião:
Quem é que não conhece "O Diário de Anne Frank"? Um livro que abalou gerações e as acordou para o horror que foi a II Guerra Mundial. Este livro, inspirado no Diário de Anne Frank, conta o que se passou, mas através dos olhos de Peter van Pels, o grande amor de Anne Frank.

Peter era um rapaz sociável e feliz até uma grande amiga (que acabamos por descobrir ser mais do que isso) é levada... mas com ela é levada parte da esperança de Peter, esperança essa que diminui ainda mais quando os seus pais avisam-no que terá que ir esconder-se num abrigo, para seu próprio bem. Mas esse abrigo não é apenas para a sua família, aliás a sua família havia sido convidada por outros, pela família Frank. Peter não quer acreditar no seu azar! Não tem nada contra a família Frank em si, embora Anne o irrite profundamente por ser uma criança convencida e demasiado alegre para aqueles dias horríveis. A verdade é que Peter quer descobrir o que acontecera ao seu amor que havia sido levado... queria lutar e não passar a vida fechado e escondido num pequeno anexo onde era simplesmente impossível ter algum tempo para si mesmo (especialmente quando o seu quarto se encontrava a meio do caminho de algumas das principais divisões da casa).

Eu tive curiosidade em ler este livro porque queria imaginar um pouco como é que talvez Peter via a sua relação do Anne. Como é que este a via, porque embora seja um livro tocante, a verdade é que no Diário de Anne Frank nota-se que esta por vezes chega a ser difícil de aturar. Neste livro vemos (ficcionalmente) como Peter poderia ter-se sentido perante Anne Frank, uma miúda que lhe tentava captar a atenção a todo o instante, quando este apenas queria paz e sossego, enquanto pensava nas pessoas e na vida que deixara para trás.

Outro aspecto positivo deste livro foi falar dos campos. O livro continua mesmo após a captura das famílias Frank e Pels, o que embora chocante, acaba por tocar. Gostei imenso de conhecer a irmã mais velha de Anne Frank. Duas irmãs tão, mas tão diferentes! Como o dia e a noite... A história deste livro já é conhecida, mas vê-lo de outro ponto de vista faz a história parecer tão, mas tão diferente que me surpreendeu pela positiva.

É um livro tocante, forte e cruel, mas que gostei.

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