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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Autora: Emma Wildes
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 320
Editor: Editorial Planeta
ISBN: 9789896573362

Sinopse:
Na sociedade do período da Regência, espera-se que as mulheres casem jovens, governem a casa e sejam vistas, não ouvidas. No entanto, estas senhoras dificilmente fazem o que se espera delas…
Lady Cecily Francis está resignada a tornar-se esposa de Lorde Drury, o homem por quem desconfia que a irmã nutre uma paixão secreta. Porém, depois do seu primeiro encontro escandaloso com o exótico conde de Augustine - o americano de quem toda a gente fala em surdina -, Cecily fica intrigada com a possibilidade de uma vida mais excitante. Se ao menos conseguisse arranjar maneira de casar com o pouco convencional conde…
É conhecido na cidade por Conde Selvagem. Embora tenha herdado o título de forma legítima - e, com ele, a responsabilidade pelas suas três meias-irmãs -, Augustine é meio-americano e meio-iroquês. Mal pode esperar para pôr em ordem o património do pai, casar as irmãs e regressar à sua terra natal. Até que a encantadora Lady Cecily o leva a considerar uma prolongada estada em Inglaterra…


Opinião:
Confesso... tinha imensas saudades desta autora. Da escrita, da histórias que nos conta, do romance... Por isso mal peguei neste livro li-o de uma ponta à hora sem o largar e não consegui parar de o ler enquanto não o terminei.

Lady Cecily Francis está no seu ano de debutante. De uma beleza calma mas enfeitiçante, não se pode dizer que um dos seus primeiros bailes tenham corrido propriamente bem, quando após uma cotovelada despropositada de um dos convidados, entorna o copo de champanhe que levava consigo. E entornou para exactamente para o decote do seu vestido, o que no seu pensamento apenas poderia ser uma grande onda de azar! No preciso momento em que estava a pensar nisso, um homem moreno de olhos castanhos e uma pele mais escura do que seria julgado normal para pessoas daquele estatuto social, estende-lhe um lenço para limpar o champanhe derramado. Mas não, não lhe dá o lenço, limpa-o ele mesmo, atraindo olhares de todos os cantos do salão!! Cecily fica de imediato chocada com tal confiança e ainda mais chocante fica quando antes de se despedir dela este homem lhe sussurra ao ouvido que tal ação feita com a língua teria um prazer muito mais interessante!

Este homem é o conde de Augustine, mais conhecido pelo nome Conde Selvagem pois para além de ser americano, não tendo nascido nem crescido em Nova Iorque, o que lhe dava um temperamento e uma maneira de estar na sociedade diferente do que aqueles que agora o circulavam estavam familiarizados, também era conhecido por ser um homem belíssimo que conseguia ter qualquer mulher aos seus pés se assim o quisesse. Ao passar o olhar por Cecily de imediato nutre um grande interesse pela jovem, mas daqueles interesses momentâneos, que apenas aumentam quando começa a ouvir falar das apostas feitas por causa do que quer que ele lhe tinha sussurado na festa e a reação de Cecily a tais boatos.

Como já disse tinha saudades da escrita desta autora! Gosto mesmo dela, fluída, leve, divertida e irónica mas sempre com muito romance e paixão! Este é um livro um pouco diferente de alguns da autora, pelo menos na minha opinião, pois não se centra unicamente no romance de um casal dando-lhe destaque, mas de dois casais. E o ponto a sublinhar é mesmo esse, o diferente destaque ao romance dado pela autora. Este é um livro que não achei que houvesse tanto romance centrado nas personagens principais (Cecily e Augustine) como em todos os outros que li da autora. Esta deixou que este casal nos guiasse de forma a conhecer outra paixão mais antiga descrita no livro, além de conhecer outras personagens de maneira profunda e curiosa. Augustine é um pouco o esteriótipo de homens que aparece sempre nestes romances. Um homem lindo, engraçado, que não quer saber das regras da sociedade, para além de ser meio americano o que lhe dava um encanto exótico. Mas um dos ingredientes que altera um pouco esta personagem é o facto dele ter uma filha bastarda e mesmo sem ser casado com a mãe desta, amá-la e adorá-la como nenhum homem da sua posição social ama e adora. Não nos podemos esquecer que nesta altura os bastardos eram escondidos, pagava-se uma pensão à amante que o tivera e esta que cuidasse dele. Mas Augustine não, decidiu que a criança não tinha culpa de ter nascido e admitia que esta era a melhor coisa que lhe tinha acontecido na vida, pois adorava-a! Foi talvez esta maneira de ser tão própria de Augustine que me fez adorar a personagem dele, para além de ser alguém muito provocador e irónico!

Depois temos Cecily, uma suposta "menina de coro" que é considerada a debutante mais bonita daquele ano. Bonita, inteligente, delicada. Tal como a sua irmã diz, tudo o que um homem quer. Mas o que chama a atenção de Augustine para ela não é apenas o seu exterior, mas também o interior, uma pessoa divertida e apaixonada pela vida e que não tem medo de o mostrar. A irmã de Cecily pertence ao outro casal da história. Eleanor já não está no seu primeiro ano de debutante, mas sendo uma mulher inteligente e directa, sem medo do que tem para dizer e com opiniões muito próprias, afasta todos os possíveis candidatos que encontram nela uma mulher difícil e demasiado complicado para eles se preocuparem. Mas Eleanor teve imensos pedidos de noivado no seu primeiro ano como debutante, pedidos esse que recusara por estar apaixonada por alguém e querer casar apenas por amor.

Sinceramente gostei muito deste livro. Emma Wildes apresenta-nos uma narrativa bela e divertida, com personagens que têm um pequeno toque que as faz diferentes de todas as outras que conhecemos e uma história que não é centrada unicamente no romance dando espaço para outro sentimentos. Recomendo.

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