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quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Autor: John Verdon
Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 448
Editor: Porto Editora
ISBN: 978-972-0-04333-7

Sinopse:
Pelo correio chega uma série de cartas perturbadoras que terminam com uma declaração inquietante: «Pensa num número qualquer até mil, o primeiro que te vier à cabeça... Repara agora como eu conheço bem os teus segredos.» Estranhamente, aqueles que obedecem constatam que o remetente de tais cartas previu com precisão a sua escolha. Para Dave Gurney, um inspetor de homicídios recém-reformado da Polícia de Nova Iorque e amigo de um dos alvos das missivas, o que primeiro lhe pareceu um caso estranho depressa se transforma num complicado quebra-cabeças que levará a uma investigação em grande escala na busca de um pérfido assassino em série.
Convidado como consultor pelo gabinete do procurador, em pouco tempo Gurney consegue alguns avanços na descoberta de pistas que a polícia local negligenciara. Ainda assim, diante de um adversário que parece ter o dom da clarividência e antecipar-se a todos os passos, vê os seus melhores esforços dissiparem-se como areia por entre os dedos. Terá encontrado, ao fim de vinte e cinco anos de carreira exemplar, um adversário capaz de o vencer?


Opinião:
Adorei este livro! Ando cada vez a descobrir mais o meu gosto por policiais e devo dizer que embora ainda seja uma "novata" nesse campo, ando a descobrir muitos bons autores que escrevem esse género de histórias muitíssimo bem! E este autor é um deles.

Dave Gurney está finalmente reformado. Uma reforma que não é propriamente o que esperava, pois é um homem que adora a emoção de uma boa aventura. Para a sua esposa é precisamente o que esperava, uma vida sabendo que o marido não está em perigo e está à espera dela. Mas tudo muda quando um velho amigo de Dave, que já não o contacta há mais de 20 anos lhe pede ajuda, pois Dave é o único polícia (mesmo reformado) que conhece.

Acontece que do nada, o colega de Dave - de seu nome Mark Mellery -, recebe uma estranha carta a dizer pensa num número. E na carta seguinte vem precisamente o número em que ele havia pensado! Mas o mais estranho é que por mais que Mark tente pensar se tal número lhe diz algo, a verdade é que ele afirma que o número não tem para ele significado algum. Mas as coisas pioram quando as ameaças nas cartas vão piorando até que repentinamente Mark é encontrado morto!

Sendo amigo da vítima, Dave acaba por voltar aos seus loucos horários dos dias de esquadra, o que para a sua esposa não era nada um bom sinal. Mas Dave adora o que faz e cada vez que se entranha mais no caso cada vez mais as coisas deixam de fazer sentido! Como é que o assassino consegue adivinhar os números? Números que aparentemente nada significam para as vítimas? E o que é que as vítimas têm de igual entre si?

Adorei! Durante todo o livro estamos sempre a seguir determinadas pistas, determinados factores que nos fazem ficar baralhados, sem saber o que pensar, sem saber o que dizer sobre o que está a acontecer em todo o livro. Mas por mais que pensemos nunca conseguimos juntar as pistas de forma a fazerem sentido e a apontarem para uma só direcção. O que faz com que a conclusão seja ainda mais espectacular!

A escrita do autor é directa e crua e através desta, o autor dá-nos a conhecer um ex-polícia que adora de tal forma o seu trabalho que se esquece de tudo o resto à sua volta. Família, amigos e ele própria. Tudo colocado para segundo lugar para perseguir um assassino. Dave é um polícia solitário que fica de tal forma preso no trabalho que se esquece do resto do mundo.

Adorei este livro e tenho mesmo que ler o próximo volume, especialmente com aquele final que embora bom não deixa de ser horroroso.

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