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quarta-feira, 29 de outubro de 2014
Autor: Erik Larson
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 488
Editor: Bertrand Editora
ISBN: 9789722526319

Sinopse:
Chicago. 1893. Um homem construiu um paraíso na terra. Outro construiu um inferno ao lado. Em O Demónio na Cidade Branca, Erik Larson, autor do best-seller No Jardim dos Monstros, cruza a história da Feira Mundial de 1893 com o percurso de H. H. Holmes, um serial killer astuto que, através da feira, atraiu dezenas de pessoas para a morte. Um livro que combina uma pesquisa meticulosa da recém-descoberta História e as emoções da melhor ficção, dignas de um thriller.


Opinião:
Estava curiosa com este autor. Algo na capa do livro me captou a atenção e então quando comecei a ler a sinopse, quase que posso afirmar que os meus olhos brilharam. Adoro romances que tenham uma mistura entre policial e thriller psicológico e esta sinopse apontava para algo dentro do género. Algo que acabou por se provar não ser de forma alguma o que esperava.

Holmes não foi o seu primeiro nome. Tendo desde muito cedo percebido a sua verdadeira natureza e qual o seu fascínio pelo corpo humano, Holmes usara a sua inteligência para conseguir arranjar a posição perfeita para cumprir o seu sonho. Queria ser um homem conhecido, rico, trabalhando no que gostava. Enquanto fazia isso, outro dos seus passatempos favoritos era analisar as pessoas, levá-las ao seu limite e compreendê-las como ninguém, analisando-as como se fossem simples amostras sem sentimentos. Afinal de contas Holmes era um psicopata, um dos primeiros psicopatas da história. Um homem sem sentimentos, que apenas tinha interesse nas pessoas para se divertir e tentar compreender até onde iam os seus limites. A vida de Holmes muda para melhor quando descobre a abertura de um grande parque de diversões, a famosa malfadada Feira Mundial de 1893.

Daniel H. Burnham é o grande arquiteto por trás do projeto da feira mundial. Um verdadeiro artista, que vê na feira o grande sonho de uma vida. Um sonho que lhe trás demasiados dissabores. Morte. Acidentes trágicos. Dinheiro desaparecido. A verdade é que a vida de Daniel muda para bem pior quando decide entrar no projeto que era suposto torná-lo num dos maiores arquitetos de sempre. Aliás, torna Daniel conhecido, mas sim por ser arquiteto de uma feira que acabara por se descobrir esconder um verdadeiro circo de horrores.

A verdade? Estava à espera de algo totalmente diferente. Estava à espera de um romance negro e cruel sobre um homem que se escondera por trás de uma máscara de simpatia, utilizando a beleza da feira para os seus propósitos. Não descobri nada disso. Este é um relato pesado, quase que como um livro histórico, que fala mais sobre construção da feira do que propriamente de Holmes. A história de Daniel é a principal, como lhe surgiam ideias, a opressão dos trabalhadores sob o seu comando, o stress que sentia devido ao atraso das obras da feira. Já Holmes era a história secundária. Um homem que se via como que um deus, alguém que se considerava no direito de fazer o que quisesse dos outros pela sua sobrevivência. Holmes matava com um propósito, dinheiro. O seu objetivo era matar pessoas praticamente anónimas e utilizar os seus corpos para "a ciência". Ciência essa que na altura pagava extremamente bem para modelos do corpo humano, embora como é claro não sabia que estavam a comprar pessoas assassinadas, pensando que se tratava de corpos doados de livre e espontânea vontade.

A voz do autor ao longo de todo o livro é muito histórica. Ano tal aconteceu isto. A parte tal da tenda tal estava errada. Eram factos históricos que eram narrados. Há que dar os parabéns ao autor pelo seu trabalho de pesquisa. Conseguiu dar a reconhecer toda a história por trás da Feira Mundial, sendo que mais de metade da narrativa provem de diários. Diários de Daniel, de Holmes, de confissões de trabalhadores da feira, entre outras pessoas. Um trabalho de pesquisa muitíssimo profundo, mas não me prendeu, apesar da escrita excelente do autor. Antes pelo contrário, numa altura em que leituras obrigatórias, devido ao estudo, são muitas, este livro era mais uma obrigação do que um prazer.

Óptimo para quem tem curiosidade em saber mais sobre a Feira Mundial e tudo o que aconteceu para ela ser erguida, mas desenganem-se se pensam que está escrito como romance, pois garanto-vos que não está.

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