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domingo, 26 de agosto de 2012
Autor: Filipe Cunha e Costa
Edição/reimpressão: 2012 
Páginas: 540
Editor: Alfarroba
ISBN: 978-989-8455-35-2

Sinopse:
No vasto arquipélago de Lusomel, um mundo habitado por diferentes povos separados pela cor do sangue, mas unidos na devoção aos Três Criadores, Denzil e os seus companheiros partem juntos numa jornada além-fronteiras, cruzando reinos e mares distantes, numa verdadeira luta pela sobrevivência na senda de uma citação enigmática pertencente às Crónicas de Lusomel, o mais sagrado dos livros, mas que pode ocultar um segredo capaz de alterar radicalmente o seu próprio destino e, com isso, o destino de todo o arquipélago.
O Templo dos Três Criadores constitui o primeiro livro da saga Crónicas de Lusomel, uma saga que se desenrola num mundo cativante e original e que promete surpreender até ao fim!


Opinião:
A editora Alfarroba deve ter sido para mim a grande editora revelação do ano passado e neste ano corrente continua a surpreender-me com vários títulos de autores portugueses, desde romance a aventura e fantasia! Uma editora que embora ainda não seja muito conhecida por quem não anda neste "circuito", cada vez mais dá provas do seu valor trazendo-nos histórias maravilhosas para todas as idades e gostos.

Lusomel é um gigantesco arquipélago, com dezenas de ilhas descobertas e habitadas e outras tantas ainda por descobrir. Neste novo mundo, que será descoberto pelo leitor, cada povo tem uma certa divindade que segue e adora. Lusomel foi criado pelos três primeiros deuses, deuses de sangue puro. Zirmeu (ou Tarfo, dependendo da altura da sua história) é o deus da força, guerra e justiça, o deus de sangue vermelho; Falíria é a deusa de sangue azul, a deusa da beleza, amor e sabedoria; e, por fim temos Xerba, o deus da morte, do fogo e das artes, o deus de sangue amarelo e odiado e temido por todos os habitantes de Lusomel, com a rara excepção do povo a que deu origem. Estes deuses deram origem a vários semideuses que por sua vez deram origem a novos povos em Lusomel. É neste ambiente de grande e profunda mitologia que conhecemos as nossas personagens principais, especialmente Denzil, filho adoptado de um grande guerreiro muito próximo do antigo rei do seu território, que se estreia pelos estranhos caminhos e aventuras que sempre quis viver durante a sua vida, quando esse seu pai adoptivo lhe diz para ir ler o segundo volume das Crónicas de Lusomel, um livro que descrevia a vida das divindades daquele arquipélago, pois neste podiam estar pistas sobre uma guerra que se encontrava demasiado.

Fiquei extremamente admirada com este livro. Esta é a estreia do autor e parecendo que não isso dá um certo receio, embora também curiosidade, para saber o que viria a sair dali. Esta é uma história cujo elemento que a guia e que nos prende é sem dúvida a mitologia. Todo este livro se centra nela. Uma nova mitologia, criada e imaginada pelo autor, que nos capta a atenção e desperta a curiosidade logo desde o início. Conhecemos diversos deuses, as suas histórias, os seus amores e desamores. Adorei o pequeno pormenor de cada deus ter uma cor diferente de sangue e essa cor se reflectir nos povos que estes criaram (por exemplo, todas as pessoas dos povos criados por Falíria tinham sangue azul a correr-lhes nas veias).

O início deste livro custou-me um pouco mais, porque é um mundo novo e o início não se centra muito em ligarmo-nos às personagens, mas conhecer os deuses que reinam em Lusomel e a sua história. De repente temos imensa informação sobre diversas divindades a vir de todos os lados. Mas embora esta seja uma descarga de informação repentina tenho que admitir que faz sentido, pois todo o livro se centra nas diferenças culturais que existem entre os vários povos e sem sabermos as histórias dos deuses acredito que não teria aproveitado tanto a leitura como fiz. Após esta descarga de informação começamos a conhecer mais as personagens do pequeno grupo em que Denzil faz parte, a conhecer os seus segredos e medos, sendo aí que nos começamos a ligar às personagens e a ficar mais curiosas para descobrir o que escondem. Viajamos de ilha para ilha, convivendo com diversos povos e é aí que o livro começa o seu ritmo alucinante e viciante! E o final simplesmente promete mais e mais aventuras no próximo volume desta saga que sem dúvida irei acompanhar!

Com uma escrita fluída, o autor surpreendeu-me pela positiva! Apenas poderia recomendar duas coisas, uma nova revisão ao livro, pois nota-se em certas alturas letras trocadas, palavras que deveriam estar no plural encontram-se no singular, pequenos erros que se notam que são de revisão; e este livro deveria ter uma lista de divindades, os povos que estas criaram e a cor de sangue que lhes corre nas veias. Digo isto porque pelo menos eu no início perdi-me um pouquinho, embora com o tempo tenha acabado por "apanhar o jeito".

Mas no geral foi um livro que me surpreendeu imenso pela positiva e recomendo para pessoas que gostem de aventura, fantasia. Um livro cujo ingrediente principal é uma nova mitologia fantástica e muito imaginativa!

2 devaneios :

FilipE C. disse...

Vou considerar a tua sugestão de inclusão de uma lista em jeito de glossário com as principais divindades no futuro, penso que é muito pertinente!

Obrigado por esta extensa crítica, e pela paciência que te levou a redigi-la!

Abraço

v_crazy_girl disse...

De nada, obrigada eu por este livro maravilhoso! :D

bjs*