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sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Autora: Tracy Chevalier
Páginas: 199
Editor: Biblioteca Sábado

Sinopse:
No século XVII, em Delft, uma próspera cidade holandesa, tudo tinha uma ordem pré-estabelecida. Ricos e pobres, católicos e protestantes, patrões e criados, todos sabiam o seu lugar. Quando Griet foi trabalhar na casa do pintor Johannes Vermeer, pensou, por isso, que conhecia o seu papel: fazer a lida doméstica e tomar conta dos seis filhos do pintor. Ninguém esperava, porém, que as suas maneiras delicadas, a sua perspicácia e o fascínio demonstrado pelas pinturas do mestre a arrastariam inexoravelmente para o mundo dele. Mas, à medida que a rapariga se tornava parte integrante da sua obra, a intimidade crescente entre ambos ia espalhando tensão e decepção na casa e adquiria a proporção de um escândalo em toda a cidade.


Opinião:
Este é um pequeno livro que já foi adaptado há uns anos para filme, tendo eu já o visto quando passou na televisão há uns anos. Foi um filme que me captou imenso a atenção, com um estilo lento e apaziguador mas ao mesmo tempo curioso e de emoções fortes. Por isso quando no BookCrossing tive a oportunidade de ler este livro não resisti e foi isso que fui fazer.

Griet é de uma família pobre e com poucos recursos. Assim, quando a sua mãe lhe consegue arranjar um trabalho respeitável, é enviada de imediato para a casa do pintor Johannes Vermeer, um homem conhecido pelo seu temperamento tempestuoso e quadros lindíssimos que saíam das suas mãos abençoadas. O seu trabalho consistia em fazer a lida da casa e em especial dos quartos dos seis filhos do pintor, tomando também conta destes mesmo quando eles cresciam. Mas é quando menos espera que as atenções do senhor da casa se voltam para ela. Para a sua maneira calma de fazer tudo, para a sua postura inocente e doce, para os seus olhos enigmáticos cheios de perguntas mas também de respostas e sabedoria.

É assim que começa a trabalhar na casa do seu senhor não só como empregada doméstica mas como sua ajudante, embora sem o conhecimento de ninguém da casa a não ser do pintor. O pintor descobriu como ela tinha jeito para as cores, mas as misturar, para a ver e sentir. De noite Griet preparava as cores que o pintor usaria para o dia seguinte, de dia fazia a lida da casa. Mas a sua vida ainda se complica mais quando para além destas escapadelas para ajudar o pintor, capta também a atenção de um grande senhor que pede a Johannes para pintar um retrato da empregada, o que não abona em nada a favor de Griet.

Este é um livro, posso dizer, requintado. Tem personagens curiosas, tem uma história simples mas rica e Griet é uma personagem fantástica que me chamou imenso a atenção. Numa época em que a presença da figura de uma criada num quadro era o mesmo que dizer que ela era a amante daquele que a mandou pintar, Griet, uma rapariga que se tenta manter escondida o melhor possível, chama as atenções daqueles que não devia, devido à sua beleza singular e pura, acabando por a sua reputação ser totalmente destruída mesmo sem esta ter nada haver com aquele que a mandou pintar, aliás, ela não gostava nada dele.

Teve sorte ter chamado a atenção do filho do talhante, um rapaz simples e forte e muito adorado entre as raparigas de classe mais baixa, pois naquela altura ser talhante era uma das profissões altas da classe média. É um livro verdadeiro que retrata sem papas na língua o que acontecia naqueles tempos, tudo através dos olhos puros, curiosos e inteligentes de Griet.

Foi um livro que foi uma muitíssimo boa surpresa e recomendo totalmente!

2 devaneios :

Liliana Lavado disse...

Neste caso tenho de me confessar: vi o filme, e não li o livro.
Na altura adorei o filme mais pela fotografia, que era belíssima do que pela história… talvez por isso não me tenha entusiasmado para pegar no livro :P

v_crazy_girl disse...

Eu também gostei do filme por isso, pelas imagens lindíssimas. Mas o livro também é muito bonito. É simples, mas é isso que o faz tão bonito.