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quinta-feira, 5 de junho de 2014
Autor: Rui Madureira
Páginas: 330
Editor: Coolbooks
ISBN: 978-989-766-001-6

Sinopse:
Em pleno auge da sua carreira literária, Diogo Novais muda-se para uma mansão centenária nos arredores da cidade do Porto com a noiva, Anabela. O casal vive feliz na sua nova casa e o futuro parece risonho. Porém, as sombras da tragédia deitam essa felicidade por terra quando Anabela é encontrada sem vida no seu próprio quarto, envolta num mar de comprimidos.
Sem a noiva a seu lado, Diogo entra numa espiral depressiva que o impede de prosseguir com a sua vida. Passa a viver isolado do mundo, incapaz de compreender as razões que terão levado Anabela a suicidar-se.
Até que um conjunto de estranhos fenómenos começa a perturbar-lhe as noites de sono. No meio das sombras ouvem-se vozes fantasmagóricas, e enormes estrondos fazem estremecer a casa que não conseguira abandonar. Tratar-se-á de uma entidade sobrenatural, saída dos infernos para o atormentar? Ou estará Diogo Novais a perder o juízo?


Opinião:
Rui Madureira é um nome já conhecido no panorama nacional. Não apenas no mundo da escrita literária, mas especialmente pelas críticas que escreve para o site Portal do Cinema, um site muito conhecido de críticas cinematográficas. Este livro chamou-me a atenção essencialmente pelo nome do autor, mas devo dizer que a capa também teve um papel importante, pois achei-a muitíssimo misteriosa, algo de que gostei.

Diogo Novais acabara de se casar com a mulher dos seus sonhos. Uma mulher lindíssima, inteligente e muito divertida que conseguia sempre fazê-lo sorrir. Quando estão na busca de uma casa para viverem, acabam por visitar uma antiga vivenda, cheia de mistério e com um ar de que muito já se havia ali vivido. Diogo ainda fica de pé atrás com esta casa, mas Anabela apaixona-se loucamente por ela, acabando por convencê-lo a comprá-la.

Mas o que parecia ser uma vida futura cheia de felicidade, acaba por se revelar muito mais que isso, quando inexplicavelmente Anabela é encontrada na sua própria cama cheia de comprimidos em redor e sem respirar, o que comprovava uma morte triste e solitária. Sentido-se traído pelo amor da sua vida, que embora soubesse estar a passar por uma pequena depressão, continuava a sorrir com ele e a sonhar com ele, Diogo Novais acaba por criar uma relação de amor/ódio com a memória da sua falecida esposa. E quando já acha que nada poderia piorar na sua curta vida, estranhos acontecimentos começam a ocorrer em sua casa. Luzes que piscam de forma assustadora, objetos que caiem de estantes com a ajuda de uma mão invisível. Mão essa que tenta inclusive matar Diogo. O que se passara na sua casa... De quem será a mão invisível que não deixa Diogo sossegado de forma alguma?

Nunca tinha lido nada deste autor, além claro das suas críticas cinematográficas. Por isso admito que foi com algumas expetativas que iniciei esta leitura. Admito que gostei deste livro, embora por todo ele se possam encontrar certos "tiques" do autor que me fizeram alguma confusão. Acho que a maior confusão foi o facto de o autor estar constantemente a referir-se à personagem principal como o escritor, o viúvo, entre outros. O autor tenta ao máximo não utilizar pronomes pessoais e dessa forma atribui títulos à personagem principal que está constantemente a repetir do início ao fim do livro, algo que me irritou um pouco. Embora não seja a única personagem a quem tal acontece, o facto de ser esta que acompanhamos do início ao fim do livro faz com que sejam estes títulos os que mais me irritaram. Mas este foi o único ponto negativo na escrita do autor, pois de resto achei-a fluída e floreada, mas sem exageros descomunais, sendo fácil seguir a leitura.

Diogo foi um personagem apresentada lentamente ao longo do livro. Vemos diversas das suas faces, destes o amor pela mulher, o ódio pela mesma, a profunda depressão em que começa a entrar ao se aperceber que nunca conseguiria escrever como antigamente, entre outros sentimentos, ódio, esperança e perseverança. São estas as inúmeras facetas de Diogo Novais que vamos conhecendo ao longo do livro, sendo ele a grande personagem de toda a história. Acabamos por conhecer outras personagens secundárias que acabam por ajudar Diogo ao longo deste livro, que acabam por ser importantes na história, mas não marcam muito o leitor, pelo menos não me marcaram muito.

É um livro que tem que ser lido com uma mente aberta não fosse o tema ser do mais sobrenatural possível, nomeadamente espíritos, entre outros. As descrições da cidade do Porto, onde moro neste momento, estão muito bem feitas, e foi um factor que gostei imenso, dando um aspeto real a toda a história. Um livro que recomendo, mas que não acho que seja para todo o género de leitores.

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