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terça-feira, 15 de julho de 2014
Autor: Kjell Ola Dahl
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 368
Editor: Porto Editora
ISBN: 978-972-0-04568-3

Sinopse:
De tronco nu e cabelo ao vento, Katrine Bratterud está eufórica: celebra a conquista de uma nova liberdade, agora que está prestes a terminar com sucesso um programa de reabilitação para toxicodependentes. Mas é no culminar dessa noite de furor e romance que Katrine se afasta para se refrescar num lago e morre brutalmente às mãos de um estranho, desaparecendo com ela os segredos que lhe trouxeram aquela felicidade recente.
Os inspetores Frølich e Gunnarstranda não acreditam em coincidências e, por isso, também não veem a morte de Katrine como uma mera questão de azar. Rapidamente mergulham numa série de investigações, cada vez mais profundas, que não descuram nem a vida de drogas e de prostituição de Katrine, nem tão-pouco as intervenções de médicos e funcionários na sua reabilitação.
A fúria do assassino oculto é desmedida e parece preparar-se para consumar novas mortes, num caso onde Katrine é a peça principal de um puzzle mais vasto e que remonta às suas origens.
Todos os homens que conheceu e amou são imediatamente suspeitos e só de uma certeza os inspetores podem estar seguros: uma mulher cativante e vulnerável como Katrine transforma até o mais reto dos seres em pecador.


Opinião:
A capa... esta capa é lindíssima, uma das capas mais bonitas que vi nos últimos tempos. Admito que o que me prendeu de imediato não foi a sinopse mas sim esta obra de prima que é a capa, e o título também tem o seu encanto. "Morte Numa Noite de Verão" recorda-me do título "Sonho de Uma Noite de Verão" e por alguma razão isso também me prendeu a atenção.

Katrine Bratterud teve uma vida difícil, mas após uma grande luta estava a conseguir mudar isso. Tinha um namorado que tentava tratar dela o melhor que conseguia e um melhor amigo que a conhecia melhor que ninguém e a apoiava em tudo o que fazia. Estava já há vários anos numa clínica de reabilitação e estava prestes a tornar-se, oficialmente, um dos casos de maior sucesso da clínica. Uma vida de drogas e prostituição estava para trás, a nova vida limpa, com um bom emprego e um bom namorado estava à porta. Mas a vida não queria que Katrine vivesse feliz para sempre e repentinamente, após uma noite muito movimentada numa festa que odiara, Katrine é encontrada morta e o seu corpo totalmente mal tratado e profanado.

Os inspetores Frølich e Gunnarstranda são destacados para investigar esta morte tão arbitrária, afirmando de imediato que esta em nada aponta para um suicídio, tento a palavra homicídio a gritar em todo aquele cenário. Cedo os inspetores se irão aperceber que aquele homicídio não fora em nada despropositado, sendo que o mal estar sentido por Katrine na festa a que fora na noite em que havia sido morta, tinha sido alvo de comentário entre os presentes, mas ninguém sabia o verdadeiro motivo, nem se importaram a tentar descobrir. Mas acaba por estar tudo relacionado com a festa, com os seus convidados e com crimes passados que acabam por assombrar os próprios inspetores.

Este foi um romance nórdico um pouco diferente de todos os outros que li. Isto porque por norma estes autores são conhecidos por falarem imensamente das personagens principais, por as aprofundarem de tal forma que por vezes estamos a ler o livro não pelo crime mas sim pelos inspetores, cujas personalidade são muito aprofundadas. Neste livro não há ligação, pelo menos não houve da minha parte, com os inspetores. Sabemos o principal da sua vida, tal como sabemos que a nossa vizinha está doente, mas não é aprofundado o suficiente para nos ligarmos a estas personagens.

Por outro lado a personagem de Katrine está muito bem desenvolvida e é uma personagem a que, apesar de ser a vitima, acabamos por nos ligar imensamente. Acho que tal é porque a conhecemos antes de morrer. O autor iniciou o livro de uma forma muito inteligente e inicialmente temos uma narrativa do seu ponto de vista e é a partir daí que conhecemos parte da sua personalidade, sendo que enquanto ninguém sabe o porquê para Katrine se ter sentido mal, nós sabemos devido a esta narrativa inicial. É devido a esta primeira parte que ao lermos declarações prestadas aos inspetores percebemos que algo não está bem, sabendo que há pessoas que estão a mentir, mas sem saber bem o porquê. Isto foi algo que me prendeu imenso o livro, pois eu sabia que haviam pessoas a mentir, mas não percebia o porquê, porque era não uma mas várias pessoas e, algumas delas, nós pelo decorrer da ação compreendíamos que se importavam mesmo com Katrine.

Admito que achei que o final não fora assim tão bem explorado quando isso, mas foi algo de que não estava à espera inicialmente. No início do livro julguei que a resolução estaria relacionada com a sensualidade inerente que Katrine tem e que é descrita ao longo de todo o livro e afinal não fora nada disso. Tive pena por alguns erros que detetei ao logo deste livro, essencialmente erros de revisão, faltando letras pelos meio das frases, pontos finais e afins, mas não é nada de mais. Apenas reparei porque a Porto Editora costuma ser uma editora perfeita nesse aspeto e neste livro não o foi, sendo essa grande diferença o motivo que me levou a referir esses pequenos erros.

Um bom policial que embora diferente do normal nórdico tem uma vítima com uma vida muito curiosa de que queremos saber mais e mais. Recomendo.

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