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Anteriormente conhecida como v_crazy_girl, a 30 de Agosto de 2014 essa conta foi apagada, tendo assim decidido criar algo mais pessoal e próprio para o blogue literário de longa data.

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sábado, 16 de agosto de 2014
Autora: Liane Moriarty
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 416
Editor: Edições Asa
ISBN: 9789892325774

Sinopse:
A carta do marido dizia: "Para ler apenas após a minha morte."
Mas ele estava vivo. E escondia um segredo aterrador.
Cecilia encontrou a carta acidentalmente. Na penumbra do sótão, soube de imediato que não devia lê-la. Que devia devolvê-la ao seu esconderijo, fingir nunca a ter encontrado e respeitar a vontade do marido. Afinal amava John-Paul. Juntos, tinham três filhos e uma vida sem sobressaltos. Argumentos que de pouco serviram perante a sua curiosidade crescente. E quando começou a ler, o tempo parou. A confissão de John-Paul fulminou-a como um raio, dividindo a sua vida em dois: o antes e o depois da carta. Cecilia vai ficar agora perante uma escolha impossível.
Se o segredo do seu marido for revelado, tudo o que construíram será destruído. Mas o silêncio terá um efeito igualmente devastador. Porque há segredos com os quais não se pode viver…


Opinião:
Este era um livro que tinha imensa curiosidade para ler. Essa curiosidade surgiu especialmente devido ao modo de promoção da editora. Um pequeno envelope a dizer "para abrir após a minha morte", que é o envelope que Cecilia encontra do seu marido, quando está à procura de uma pedra no sótão. Além disso a capa promete algo mais, o que como é normal nos leva de imediato à curiosidade de saber o que se passa! Apesar de tudo posso dizer, ainda bem que as expectativas não eram demasiado altas, pois embora um bom livro, não é nada de outro mundo, sendo que é um bom livro especialmente pelo significado final.

Cecilia é a mulher perfeita. Tem três filhas, de quem cuida a 100%, é uma das melhores vendedoras da marca Tupperware, é a presidente da associação de pais da escola da filha e ainda faz outras festas e afins nos tempos livres. Sim, porque mesmo com isto tudo Cecilia consegue arranjar tempo livre! Num dia, devido à nova paixão de uma das filhas pelo muro de Berlim, Cecilia vai procurar ao sótão uma pedra que ela tinha que pertencera a esse muro. Durante essa busca encontra uma carta que apenas diz para não ser aberta até a morte de quem a escrevera, neste caso o marido de Cecilia. Decidida a resistir, Cecilia fica com a cabeça nas nuvens, pois estava constantemente a debater-se com o abrir, ou não, a carta.

Tess pensava que tinha uma família perfeita... até há uma semana atrás, quando o seu marido aparece com a sua melhor amiga e dizem que estão apaixonados um pelo outro. O seu mundo cai-lhe aos pés e não conseguindo estar mais tempo na presença dessas pessoas que a enganaram e que estavam a fazer-se elas próprias de coitados, agarra no filho e vai para casa da sua mãe, longe de tudo aquilo. Um lugar que lhe traz estranhas recordações e onde aprende finalmente a ser ela própria e não o que os outros querem.

Também temos Rachel, uma mulher já em idade avançada que ainda sofre com a morte a sua filha. Uma adolescente que fora encontrada asfixiada no dia de Ação de Graças. Uma morte arquivada cujo culpado nunca havia sido apanhado, embora Rachel soubesse com todo o seu ser quem era o assassino.

Este é um livro onde as histórias de todas estas mulheres acabam por se intercalar. Mulheres muito diferentes, mas que o desastre e o acaso acaba por juntar e acabamos por compreender que elas não eram assim tão diferentes como pareciam inicialmente. Há um maior foco na personagem de Cecilia, não fosse o próprio título do livro remeter para esta. Estas três personagens femininas estão muitíssimo bem construídas e ficamos a conhecê-las como a nós mesmos, talvez até melhor. Ficamos cara a cara com os seus problemas, sonhos e ideais.

Acho que posso afirmar que este livro não é o que é pela história em si. Pelo menos eu ainda nem a metade do livro ia e já sabia o segredo e qual seriam minimamente as suas implicações. Esta é sim, uma narrativa sobre o certo e o errado, sobre o que estamos dispostos a fazer para restaurar esse equilíbrio na nossa vida e até que ponto esse equilíbrio existe. O livro acaba por ser todo sobre isso. O final foi das melhores partes do livro. Acho que o karma pode ser incluído nesse final, pois foi o que eu pensei naquele momento. O equilíbrio tinha-se restaurado. De uma forma muito dramática, mas estamos perante um livro, em que por vezes o seu simbolismo serve para passar uma mensagem maior. O epílogo foi muitíssimo bom. Demonstra como a vida é feita de "e se...". Tudo depende das decisões que tomamos em determinada altura da nossa vida, tudo depende se como vivemos essa decisão.

Um livro que não começou da melhor forma, mas que acabou por melhorar e cujo final foi muito forte, acabando por passar uma mensagem muito real. Gostei.

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