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segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Autor: Dan Wells
Edição/reimpressão: 2013
Editor: Edições Contraponto
ISBN: 9789896661328

Sinopse:
John Wayne Cleaver é um rapaz bem-comportado, tímido, reservado (e obcecado com a morte, mais especificamente com homicídios), que estuda obsessivamente serial killers e passa os tempos livres a trabalhar na casa funerária da família. A morte parece fazer parte indelével da sua vida; talvez por isso John tenha desenvolvido os poderes de dedução que lhe permitiram salvar a sua cidade do ataque de assassinos (literalmente) demoníacos.
Em Não Te Quero Matar, John Wayne Cleaver apercebe-se de que a única maneira de pôr fim a estes ataques é fazer frente aos demónios que mataram tantos dos seus amigos e vizinhos.
Para isso, vai ter de desafiar uma das criaturas mais perigosas com que já se deparou; e os demónios nunca fazem jogo limpo…
Um thriller sobrenatural irresistível, com um dos protagonistas mais inesquecíveis deste género.


Opinião:
Na altura tinha começado a ler esta trilogia simplesmente porque a capa me chamara a atenção. E continuei a acompanhar a história porque a personagem principal tinha um magnetismo que eu admito não conseguir explicar. Sempre gostei de personagens sociopatas e esta incluía-se nessa categoria e tal foi um dos grandes factores para eu decidir ler este livro. Dessa forma, aproveitando uma promoção da wook, comprei o ebook correspondente ao último título da trilogia, para saber o que aconteceria entre John e o demónio Ninguém.

A vida de John nunca mais fora a mesma desde que descobrira que o seu vizinho era um demónio. O que inicialmente era algo impossível, depressa se tornou uma rotina de John. Visto ser um sociopata, John não sentia as coisas da mesma forma que as outras pessoas, sendo alguém extremamente racional e apesar de demónios ser algo que parece impossível, a verdade é que após ter visto com os seus próprios olhos não um, mas dois demónios, John sabia que tinha que destruir o mal pela raíz. E foi por isso que arranjara forma de chamar o chefe dos demónios, uma mulher de seu nome Ninguém. Pelo menos, de acordo com a voz que ouvira no telefone, era uma mulher.

Mas os crimes que recomeçam a aparecer na sua terra natal apontam para um homem. A forma fria e precisa com que eram cortadas as mãos e a língua das vítimas demonstravam que o assassino tinha uma grande forma física que John inicialmente apontava para um homem, mas que com o tempo arranjara forma de pertencer a uma mulher. Como se não bastasse este assassino a complicar-lhe a vida, a própria vida pessoal de John começa a complicar-se. John não é uma pessoa carinhosa, não sente empatia com ninguém e apenas se comporta minimamente como uma pessoa normal devido às suas regras. Mas ao começar a conviver com a filha do polícia da terra, John começa a sentir algo, embora muito ténue. Sente que se importa com aquela pessoa, apesar de não conseguir saber o que fazer quando está com ela. Não percebe as indiretas que lhe mandam e muito menos os estados de espírito daquela que passa a ser sua namorada.

Uma namorada que adora o "jogo" que John faz, ajundando-o a tentar descobrir quem é o assassino. Mas o grande problema é... E se em vez de um, existirem DOIS assassinos?

O final deste livro pareceu-me um pouco à Dexter. Sim, é uma comparação estranha, mas sendo Dexter o meu sociopata favorito, não consegui parar de pensar nele e de comparar a sua maneira de ser com John. A verdade é que John muda imenso neste livro. Enquanto cresce e se começa a interessar com o sexo oposto, John acaba por encantar algumas das raparigas mais bonitas do seu liceu, acabando por ficar namorado de uma delas. Enquanto no livro anterior começamos a ver a sua relação com Brooke e como este se começa a importar com o seu bem estar, neste livro a relação de John com a própria Brooke e com a nova namorada começam a demonstrar que talvez John até sinta algo.

Acho que este livro não se centrou tanto nos crimes que estavam a ocorrer em redor de John, mas sim na maneira de ser deste. Na descoberta de alguns sentimentos, embora este não soubesse como os denominar. Em vez de dizer gosto da pessoa tal, John dizia que a pessoa tal até era divertida. Ele descreve as pessoas de forma muito racional, atribuindo-lhes adjectivos mas acaba por não dizer como se sente em relação a estas pois não sabe propriamente dizer o que sente, ou se sequer sente algo. E é este estado emocional que vai ser acompanhado ao longo do livro.

Devo admitir que o final do livro me surpreendeu imenso e que apesar de ser um final demasiado cruel para a personagem, fora um muito bom final. Acaba por demonstrar a John que sempre sentira algo por alguém, embora ele não o soubesse.

Uma trilogia muito diferente de outras que se encontram no mercado, mas que debaixo da fantasia e desta personagem tão estranha à sua própria maneira, acaba por debater assuntos muito importantes do dia a dia.

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